September 10, 2009 1

Adeus

By in textos

O menino acordou ainda zonzo e ressacado da farra. O quarto ao seu redor era desconhecido, mas definitivamente de um motel de primeira. Os quadros eram de uma breguice elegante, os lençóis macios e suaves e cheirava a lavanda e não a um spray odorizante qualquer.

Checou a carteira na mesa de cabeceira, os envelopes de camisinha (dois abertos, quatro fechados) espalhados no chão, a chave de , o celular desligado (bateria descarregada), a cama desarrumada dos dois lados, as roupas (suas) na entrada, no pequeno hall entre a porta e o banheiro, os roupões largados no chão, a poça de água no chão que denunciava a bagunça no banheiro cuja porta cerradíssima escondia, as janelas com blecaute fechado que impediam-no saber que horas eram, a televisão desligada, algumas cervejas abertas, pratos sujos na paródia de mesa de jantar com dois lugares onde se divertiram pela derradeira vez.

Do seu lado, o vazio da despedida.


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One Response to “Adeus”

  1. Algo se foi, não saberemos se foi o menino ou alguém… Ou apenas aquela que custou 5 reais: A cerveja…

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