Algumas pessoas gostam de relembrar o primeiro parágrafo de um livro ou mesmo a primeira frase de um texto. Diz-se até que, depois da primeira página, as seiscentas seguintes até que vão fácil.
Comigo não é assim. Não tenho disciplina, nem perserverança sequer para dois mil toques de texto, quanto mais para seiscentas páginas de enrolação maravilhosa.
Sou da pós-geração de blogues, daqueles que eram preguiçosos demais para colocar uma resma de papel do lado da olivetti cansada e debulhar pensamentos e tinta meses a fio. Um post já me basta, um texto curto me satifaz (de diversas maneiras) e resolve tudo.
Mas há um orgulho babaca, idiota mesmo, de querer fazer uma obra maior que eu mesmo. Algo pelo qual eu seja lembrado depois da minha morte e garanta o sustento do imbecil com quem minha filha se casará num futuro bem distante.
Eu, quando abro um livro novo, vou direto para o último capítulo. Se ele for bom e me despertar o interesse, leio-o de cabo a rabo. Até gosto de inícios bem contados, mas é a possibilidade do desfecho que me agarra na história.
É o devir que me mantém amarrado ao presente
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