pensamentos esparsos de uma mente desconexa
5 abr 2008
publicado na Tribuna da Imprensa
Inicialmente preciso dizer que odeio correntes. Não pelo aspecto social ou de replicação da interconexão dos pontos de propagação desses memes em si, mas por preguiça pura mesmo.
Quando minha mãe recebia aqueles envelopes com cartas abençoadas por Santa Edvigies, Aquerupita ou Efidálzia, ela prontamente sentava-se à máquina de escrever e copiava copiosamente os textos mal-redigidos que prometiam fortuna eterna ou danação em sete dias, caso não fossem enviadas no menor tempo possível para centenas de pessoas. Hoje, cá com os meus botões, eu daria um emprego ao marqueteiro que bolou esse viral para a ECT.
Rabugices à parte, essa corrente dos livros me cativou na hora que recebi. E o que me animou nem foi tanto a corrente em si, mas saber que quem me enviou é uma consumidora voraz de livros. Ou seja, vindo de quem veio, eu não tinha como recusar. Muito obrigado, Giseli. Vai ter troco!
Bom, vamos aos livros bons:
1. Extremamente Alto e Incrivelmente Perto, de Jonathan Safran Foer, conta a história de Oskar Schell, inventor, entomologista amador, francófono, escritor de cartas, pacifista, percucionista, romântico, explorador, joalheiro, detetive, vegetariano e colecionador de borboletas e um menino de nove anos. É apenas a melhor coisa que li nos últimos anos.
2. Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios, de Marçal Aquino, traz-nos uma aventura de sexo, vingança e violência no interior da Amazônia. Não bastasse ser sensacional, apenas pela história em si, é uma coletânea de citações dignas de Bernard Shaw ou de Ambrose Bierce. Vale nem que seja para aumentar o repertório de cantadas.
3. O Berro Impresso das Manchetes, de Nelson Rodrigues. Me diziam que Deus está morto e sua palavra chegou até nós. Eu não acreditava, mas agora sou o seu maior discípulo, apóstolo e profeta. Deus – em pt_BR – chama-se Nelson Rodrigues e o cabra é simplesmente o ponto mais alto que eu consigo imaginar na narrativa em língua portuguesa. Não que ele seja perfeito, mas quem quer um Deus literário perfeito? Já temos Shakespeare e Camões ocupando esse posto letra-a-letra. Mas essa coletânea de crônicas me faz torcer por uma peleja de futebol como nunca dantes. Aliás, nunca havia gostado de futebol até ler a palavra de Deus.
4. Encyclopedia of Things That Never Were, de Michael Page e Robert R. Ingpen. Não é um livro para se ler de cabo a rabo, mas para se deitar na rede da casa, sentir a brisa do outono trazendo a noite e a chuva fina enquanto se sente o cheiro do bolo de chocolate solado saindo do forno, um leite gelado com café e manteiga derretida em cima de pães de queijo. Depois, arruma-se tudo no centro da sala com a tevê ligada em algum desenho animado o qual você não prestará atenção. E, súbito, você estará em terras distantes, entre pessoas que nunca existiram. É dos livros que mantêm a criança viva dentro de ti. É alimento para a alma.
5. Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach. Li quando criança. Reli quando adolescente. Re-reli quando adulto. Não é um exemplo de texto, de mensagem, de qualquer outra coisa mas tenho uma memória afetiva muito boa com esse livro. Li todos os outros do Richard Bach até ele embarcar numa viagem mística muito chata. Fica a lembrança boa de lágrimas molhando os olhos no balançar do ônibus para a escola.
Agora vem a parte mais desagradável. O livro ruim. Desagradável porque são tantos, mas tantos, que eu geraria uma legião de ogres ensandecidos que viriam à minha casa com archotes me martirizar. Ou não.
6. Urbanóides, de Zander Catta Preta (http://casadozander.com/urbanoides). É uma obra menor, corrida, mas feita com coração. Baixem. É de graça. Ao menos nenhuma árvore precisa morrer para vocês lerem-no.
Passo a corrente para Gabi, Eric, Júlio, Júnior e Lia (que provavelmente não a repassarão para ninguém).
13 mar 2008
Obrigado.
copio um aleatório aqui da wikipedia.
–
![]()
Dimetrodonte
O dimetrodonte (Dimetrodon sp.) foi um sinapsídio que viveu no período permiano por volta de 290 milhões de anos atrás. Embora popularmente identificado como um dinossauro, esse animal era um pelicossauro carnívoro e provavelmente caçava outros pelicossauros.
O dimetrodonte era um animal de sangue frio e tinha uma postura escarrapachada, ao contrário dos mamíferos.
O gênero Dimetrodon possui as seguintes espécies:
* Dimetrodon milleri
* Dimetrodon natalis
* Dimetrodon limbatus
* Dimetrodon booneorum
* Dimetrodon gigashomogenes
* Dimetrodon grandis
* Dimetrodon loomisi
* Dimetrodon angelensis
* Dimetrodon teutonis
–
26 set 2007
Li no blogue Boa Noite Cinderella a seguinte tarefa (ou meme, ou corrente, ou praga):
1.- Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2.- Abra-o na página 161;
3.- Procurar a 5ª frase, completa;
4.- Postar essa frase em seu blog;
5.- Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6.- Repassar para outros 5 blogs.
> Livro: O Silêncio da Chuva, do Luiz Alfredo Garcia-Roza
> Quinta frase completa: “A boca seca pelo vinho fez com que me levantasse à procura de água.”
> Cinco blogues:
É isso.
1 set 2007
Foi ontem.
Achei legal.
Tô postando.
Os blogs:
É isso.
28 mai 2007
Rachel me passou essa “gracinha”. Lindo… pelo menos me vingo passando pra frente.
07 coisas que tenho que fazer antes de morrer:
07 coisas que mais gosto:
07 prazeres fúteis:
07 coisas que mais digo:
07 coisas que faço bem:
07 coisas que não faço:
07 coisas que me encantam:
07 coisas que odeio
Teoricamente eu deveria passar esse carma essa corrente para sete amigos. Então vou escolher amigos da blogagi:
Vamos lá: Théo, Lilhá, Lívia, Júnior, Monicake, Júlio, Gabi. Divirtam-se
10 jan 2007
PQP, caralho.
Pettit-gateau me passou essa merda.
Ok.
Vou fazer.
Top 5 - besteiras que mais me irritam
1. Correntes. Por motivos óbvios.
2. PPTs edificantes. Nem lembro mais o motivo, apenas os deleto. Ah! lembrei. Odeio-os porque são PPTs e são edificantes.
3. Correntes… não! Pessoas que me passam correntes. Ah… tinha de ser uma besteira? Azeite!
4. Pessoas que não sabem empurrar o próximo para conseguir espaço em andar em multidões. Auto-explicativo. Ah! Odeio multidões também. E shows de rock com multidões. E eventos que atraem multidões. Mas adoro andar na Uruguaiana empurrando e cutucando por entre as pessoas.
5. Segundas-feiras. E o Garfield.
Como é de praxe, tenho de passar essa babaquice corrente amiga para cinco blogues. Então lá vai:
6 dez 2006
foto: Estação do Metrô Brigadeiro. Início de um domingo ótimo
Brincadeira abaixo copiada do Gabi da /casa_da_gabi - faz quem quer.
Escolha uma banda favorita, e responda só com nomes de músicas dessa banda.
Minha banda escolhida é: Legião Urbana
1. Você é homem ou mulher? Soldados
2. Descreva-se: Andrea Doria
3. O que as pessoas acham de você? Acrilic on Canvas
4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso? Tempo Perdido
5. Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente: Ainda é Cedo
6. Onde queria estar agora? Angra dos Reis
7. O que pensa a respeito do amor? Eu Sei
8. Como é sua vida? Geração Coca Cola
9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo? Baader-Meinhof Blues
10. Escreva uma frase sábia: Eu Era um Lobisomem Juvenil
Agora se despeça:
Love Song.
“Pois naci nunca vi amor
E ouço del sempre falar.
Pero sei que me quer matar
Mais rogarei a mia senhor
Que me mostr’ aquel matador
Ou que m’ampare del melhor.”
Para quem passa: para os meus seis leitores e cinco adimiradores.
14 set 2006
Então.
A Dama ali me mandou essa carga pesada. Ninguém merece isso. Pô! Corrente nessa altura do campeonato. Logo eu que sou um tipinho discreto e tímido. Não perturbo. Tomo banho todo dia e uso perfume de madeira… ai ai ai. Precisava de uma praga dessas justo hoje?
Agora, como faz parte da praga, repasso pras amigas. (foi mal aê!)
Tó Ana, Carol, Paula, Julia, Mariana e Livia.
Beijos nas faces.
Comentários recentes