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	<title>a casa do zander&#187; textos de zander catta preta</title>
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	<description>pensamentos esparsos de uma mente desconexa</description>
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		<title>Rotina</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 19:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acorda cedo, antes do sol. Atravessa o vão dos sonhos e pisa na realidade morna-fria. Antes de chegar no banho morno-quente, já se despe da noite passada. Deixa as águas lavarem o que restou dos amantes. Sai, renovada, outra mulher, outra pessoa. Toma para si o nome do batom que vermelhava na pia. É mulher, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acorda cedo, antes do sol. Atravessa o vão dos sonhos e pisa na realidade morna-fria. Antes de chegar no banho morno-quente, já se despe da noite passada. Deixa as águas lavarem o que restou dos amantes. Sai, renovada, outra mulher, outra pessoa. Toma para si o nome do batom que vermelhava na pia. É mulher, não-menina.</p>
<p>Volta tarde, bem depois da prima estrela. Atravessa o beco do idílio e se arremessa no copo do consolo. Acaricia a possibilidade da solidão, mas se lembra dos possíveis outros. Opta por ambos. Atira-se para o nada, o perdido, o baticum repetido das mãos sem nome, das bocas sem propostas, das coxas (ah! as coxas!) rijas, das partes &#8211; pudicas ou não! &#8211; (ah! o pudico poder). </p>
<p>Adormece sem saber como, sem querer, num eterno não-acordar.</p>
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		<title>meu primeiro livro</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 19:42:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Não me lembro do meu primeiro livro. Nem do primeiro gibi. Lembro-me, porém, da cartilha da escola &#8211; O Mundo de Talita &#8211; e dos coelhos A, E, I, O e U. Lembro dos cadernos e da menina Egle &#8211; Egle? era isso mesmo? &#8211; que era loira dos olhos azuis. Lembro do Marça, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não me lembro do meu primeiro livro. Nem do primeiro gibi. Lembro-me, porém, da cartilha da escola &#8211; O Mundo de Talita &#8211; e dos coelhos A, E, I, O e U. Lembro dos cadernos e da menina Egle &#8211; Egle? era isso mesmo? &#8211; que era loira dos olhos azuis. Lembro do Marça, o japonês de brigar e cair no lago da escola e de ficar na biblioteca municipal do Méier, ali na Rua Engenheiro Julião Castelo.</p>
<div id="attachment_1415" class="wp-caption alignnone" style="width: 280px"><a href="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2010/07/meu-pe-de-laranja-lima-798078.jpg"><img class="size-medium wp-image-1415" title="Meu Pé de Laranja Lima - José Mauro de Vasconcelos" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2010/07/meu-pe-de-laranja-lima-798078-270x400.jpg" alt="Meu Pé de Laranja Lima - José Mauro de Vasconcelos" width="270" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Meu Pé de Laranja Lima - José Mauro de Vasconcelos</p></div>
<p>Lembro do Meu Pé de Laranja Lima, do José Mauro de Vasconcelos. Lembro de ser novela e filme antes de ser livro. Lembro de um tempo de Cantiflas, de Trapalhões e Mazaropi no cinema. Lembro de ser barrado no cinema ao tentar assistir o King Kong. A versão dos anos 1970 e não a dos 1930, que esteja bem claro.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/video/x7b5yh_bande-annonce-1-king-kong-1933-stef_shortfilms?additionalInfos=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="360" src="http://www.dailymotion.com/swf/video/x7b5yh_bande-annonce-1-king-kong-1933-stef_shortfilms?additionalInfos=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<strong><br />
<span style="font-weight: normal;">Lembro de ficar cercado por revistas Kripta, Mickey, Pato Donald, Recruta Zero e Gibi. E do Mundo Animal. E de Fatos e Fotos &#8211; O Homem na Lua. E Animais pré-históricos. E dos álbuns de figurinhas Ciência, Animais pré-históricos, Mundo animal e Galeria Disney. E da figurinha do Mancha Negra, que nunca tive.</span></strong></p>
<p>Lembro de vila com amendoeiras e sombra farta e calor idem. Lembro de pipas que iam ficando mais e mais desfocadas à medida que eu envelhecia. Lembro de balões, de festa junina na rua, de jogar marimba, pião, bola de gude e futebol e de ser ruim em tudo isso junto. Lembro de brincar com amigos imaginários que moravam dentro da engrenagem do ventilador de chão. De lutas eternas entre os <em>playmobil</em>, de super-heróis e de um sorriso farto que se misturava com os meus cabelos muitos à época.</p>
<div id="attachment_1416" class="wp-caption alignnone" style="width: 278px"><a href="http://casadozander.com/"><img class="size-medium wp-image-1416" title="Kid Zander" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2010/07/kid-zander-268x400.jpg" alt="Kid Zander" width="268" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Kid Zander</p></div>
<p>Sinto falta do tempo que tinha para perder, do meu flanar sem responsabilidade, do cochilo quando ficava quente e da sensação que teria muito, mas muito tempo pela frente.</p>
<p><em>post-resposta a meme enviado por <a href="http://www.ladybugbrazil.com/2010/07/22/meu-primeiro-livro-o-menino-do-dedo-verde/">Lucia Freitas, do Ladybug Brasil</a>. Quem for de bom core, de saudades quentes e verdes, que nos siga!</em></p>
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		<title>Egberto</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 21:05:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Egberto nunca curtiu esse lance de caraoquê. Sempre achou que era coisa de gente chata que bebe, não sabe cantar e se empolgava em pagar mico. Depois que assistiu ao “500 dias com ela” até se empolgou um tico para ver se encontrava a “sua” Zoey Deschanel na vida, mas desencanou. Zoey só tem uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Egberto nunca curtiu esse lance de caraoquê. Sempre achou que era coisa de gente chata que bebe, não sabe cantar e se empolgava em pagar mico. Depois que assistiu ao “500 dias com ela” até se empolgou um tico para ver se encontrava a “sua” Zoey Deschanel na vida, mas desencanou. Zoey só tem uma – dizia, acomodado – e é muita areia para mim.</p>
<p>Certa feita, já alcoolizado, foi chamado para um boteco suspeito na Liberdade. Ingênuo, foi e caiu na arapuca. Sentou-se no lugar mais inacessível da mesa dos amigos e rezou aos deuses e espíritos alcoólicos que não o chamassem para o palco. Foi em vão. Chegou trôpego no palco e escolheu uma música ao acaso. Estava tão alterado que não via o público, ouvia o que acontecia ao seu redor e sequer tinha noção onde estava. Quando voltou a si, estava sentado de volta à mesa com olhares estupefatos voltados para sua expressão lacônica.</p>
<p>O amigo comentou. Nunca soube que você cantava Elis tão bem. Parecia até ela.<br />
Aquilo ficou zanzando na sua cabeça até a semana seguinte. Ele não se lembrava de ter escolhido “Disparada” dela (do Jair Rodrigues, na verdade) e tampouco gostava daquela mocréia cocainômana suicida. Pelo contrário, era avesso à MPB de uma forma geral. Na verdade, era avesso à música num conceito mais amplo e irrestrito.</p>
<p>Não gostava de musicais, rádios, trilhas sonoras, o escambau. Bando de vagabundos que não tinha nada melhor para fazer, nada mais produtivo, pensava.</p>
<p>Movido pela curiosidade, voltou lá. Vou na terça porque é mais vazio e não corro risco de pagar mico. Se ferrou de novo. Se não estava lotado como no fim de semana, tinha uma turma barulhenta comemorando o aniversário de um deles. Sentou ao balcão e pediu um guaraná. Quando deu por si, estava descendo do palco sob aplausos e bises. Se tocou que estava com purpurina nos braços e no rosto. Nunca vi alguém interpretar a Clara Nunes tão bem, cara. Tu devia ir num show de calouros desses aí.</p>
<p>Clara Nunes? Que diabos&#8230;</p>
<p>Não se lembrava copiosamente de nada. Teve uma idéia. Deu mais uma semana e chamou o Marcão para voltar lá, ele é culpado disso tudo só podia ser, e colocou uma câmera fotográfica dessas que também filma vídeos na mão do sacana. Se eu subir no palco, você filma tudo. Fechado! Posso colocar no YouTube? Pode até enfiar no rabo depois que eu vir.</p>
<p>De novo, teto preto e palco. Marcão, boquiaberto, deu a câmera já desligada para ele. Se tu fosse preto não seria mais parecido com o Mussum. Cantou As Mariposa e emendou com Tragédia no Fundo do Mar. Virou para trás como num reflexo e só deu tempo de ver o grande, fabuloso e poderoso Antônio Carlos ir sumindo até sobrar apenas o seu sorriso. Ouviu no pé do ouvido. Cacildis, tu é muito manézis. Tocou a “fita” e não acreditou no que via.</p>
<p>Era um astro.</p>
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		<title>O que a vida nos trouxer</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 13:01:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sábado assisti a Whatever Works do Woody Allen. Novamente, um filme excelente. Novamente me identifiquei com o protagonista. Novamente vi que faço tudo errado. De novo. Mas queria falar de algo que notei no filme: a &#8220;mensagem&#8221; que me fica é a óbvia dica para aproveitar todo o alento que o mundo nos dá. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado assisti a <a href="http://www.imdb.com/title/tt1178663/">Whatever Works</a> do Woody Allen. Novamente, um filme excelente. Novamente me identifiquei com o protagonista. Novamente vi que faço tudo errado. De novo.</p>
<p>
Mas queria falar de algo que notei no filme: a &#8220;mensagem&#8221; que me fica é a óbvia dica para aproveitar todo o alento que o mundo nos dá. A vida é curta, vil e torpe e não dá a menor bola para nós, tolos, que acreditamos que há um sentido maior no mundo. Nem que seja 42.</p>
<p>
E enquanto flanamos buscando sentido e rumo para as coisas, nos contentamos com o pouco de afago das poucas coisas que carregamos conosco. Passamos a ser carentes desse afeto que só outros companheiros, viajantes por esse nada irrelevante que chamamos de história, podem nos dar.</p>
<p>
Acontece que algumas pessoas interpretam os gestos de carinho como uma violência, uma agressão. E não estão erradas.</p>
<p>
O gesto  de carinho nada mais é que a tentativa (bem-sucedida ou não) de invadir o sacrossanto espaço alheio, de agredir o próximo com a sua débil, ridícula e patética cena de querer bem. Um <em>hostile takeover</em> da atenção, desejo e afeto nem sempre merecidos. É, sobretudo, o primeiro e ultimo grasnar dos carentes.</p>
<p>
Isto posto, o carinho, o gesto de súplica de atenção e afeto, é a mais comovente peça de amor. Nenhum Romeu e Julieta se compara às mãos que se desencontram na mesa, ao beijo não finalizado, à carta de amor ridicularizada, espanada e divulgada a seus algozes. Nenhum romance jamais descreveu a dor que o animal sente ao ver cada gesto de amor indelével cair no oblívio inexorável do desprezo de quem se quer bem.</p>
<p>
E aos poucos percebo que estou virando um velho patético, débil, emotivo e ridículo.</p>
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		<title>Adeus</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 00:43:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Já escrevi várias cartas de despedida na minha vida. Despedindo-me de empregos, de pessoas, da vida, de amores. Já me despedi de sonhos, de músicas, de locais, de memórias, de filhos, de mim mesmo. Já dei adeus, até logo, até breve, nos veremos, espero que suma, tchau, saudades eternas, see you soon beibi, queria te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já escrevi várias cartas de despedida na minha vida. Despedindo-me de empregos, de pessoas, da vida, de amores. Já me despedi de sonhos, de músicas, de locais, de memórias, de filhos, de mim mesmo. Já dei adeus, até logo, até breve, nos veremos, espero que suma, tchau, saudades eternas, see you soon beibi, queria te ver de novo e de novo, sabendo que nunca mais olharia naqueles olhos que brilhavam já no primeiro momento com a chama do nunca mais.</p>
<p>Já pensei em fechar o blogue, em trocar de emprego, de cidade, de amores, de vida, de nome, de aparência, (de sexo, nunca!), de ideias e ideais. Já cansei de projetos, de filmes, de algumas muitas músicas, de bandas, de cores, de esportes, de jogos, de livros, brinquedos. </p>
<p>Já até me cansei de beijar, mas isso sempre tem alguém que me faz mudar de opinião e me convence do contrário.</p>
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		<title>sobre indivíduos, grupos, consciência: um esboço</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 01:52:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma questão que não consigo deixar de lado &#8211; e que não sei responder ainda &#8211; é onde termina a programação genética e onde começa o cultural, o social. Quando olhamos um cardume de peixes ou um colmeia de abelhas, analisamos o comportamento do todo partindo do pressuposto que o comportamento do indivíduo é totalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma questão que não consigo deixar de lado &#8211; e que não sei responder ainda &#8211; é onde termina a programação genética e onde começa o cultural, o social.  Quando olhamos um cardume de peixes ou um colmeia de abelhas, analisamos o comportamento do todo partindo do pressuposto que o comportamento do indivíduo é totalmente suprimido pelo social como uma característica intrínseca, genética, desses seres. Outros animais sociais também apresentam uma aparente anulação do indivíduo perante o todo, formigas, lemingues, búfalos, zebras, e outros afins.</p>
<p>Nós somos essencialmente animais sociais. Andamos em bando e somos mais, maiores e mais capazes em grupo que individualmente, soltos no mundo. Parte desse &#8220;mais, maiores e mais capazes&#8221; é gerado pela nossa capacidade de entender padrões, replicá-los e transmiti-los adiante. Outra parte é por termos ainda em nosso código genético um &#8220;comportamento de manada&#8221; que determina a aceitação de valores morais ubíquos, de regras unívocas, de comportamentos coerentes, independente de cultura, classe ou formação mas, ainda assim, cremos na individualidade que se reflete em nosso comportamento no relacionamento com o não-eu, talvez para facilitar o processo de padronização, de <i>name giving</i> às coisas.</p>
<p>Se levarmos esse conceito no extremo, o indivíduo é uma ilusão, uma projeção da abstração do eu enquanto tenta compreender o que está ao seu redor e se isola do todo para analisar o que há de igual (os &#8220;nós&#8221;) e o que diferencia (&#8220;eu&#8221; + &#8220;nós&#8221;) do &#8220;outro&#8221;. Se &#8220;eu&#8221; não me construo como indivíduo, como único, não consigo criar referenciais nem de semelhança, tampouco de diferença para as coisas que precisam ser nomeadas.</p>
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		<title>Alento</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 10:45:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A menina me perguntou da garrafa vazia de vodca em cima da cabeceira logo quando deu pausa para respiro e fumar um. Era uma Arsenitch, a marca da bebida, vodca cara e meio desconhecida. Contei para ela a história. Comprei a diacha para beber com um amiga mas ela me disse &#8220;tis ain&#8217;t your place [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A menina me perguntou da garrafa vazia de vodca em cima da cabeceira logo quando deu pausa para respiro e fumar um. Era uma Arsenitch, a marca da bebida, vodca cara e meio desconhecida. Contei para ela a história. Comprei a diacha para beber com um amiga mas ela me disse &#8220;<em>tis ain&#8217;t your place no more, nigga</em>˜ e eu não entendi nada. Estava tudo bem até então. Sexo, papo, louças lavadas e gargalhadas, mas fiz o que sabia fazer de melhor: saí, deixando as lembranças tomarem conta do presente.</p>
<p>Ao virar a esquina da semana, como se Marte estivesse em trânsito em alguma casa do ódio e fúria, chorei alguns mares de mágoa. Bebi a memória da moça-amiga para afogar a dor que a lágrima falhara. Mas a dor era tanta que eu tinha raiva de quem me olhava, era uma dor que vinha como um gosto da garganta e eu não conseguia engolir por nada, nem com um consumo industrial de álcool e drogas.</p>
<p>Na outra esquina, eu estava um farrapo de vontades, um arcabouço de forças, um esqueleto de moral. A tu me vieste, menina. E me lembrou que bem tem que ser compartilhado, a alegria, dividida e o mal, guardado.</p>
<p>A garrafa é onde eu escondo o meu mal, é o meu último alento.</p>
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		<title>Do mal que os poetas fazem à humanidade</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 16:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu sonhei com Poesia ontem. Lia as &#8220;obras completas&#8221; do Manuel de Barros e obviamente tive vontade de fazer das minhas também. Nota-se que matei essa vontade com afinco e eficácia. Poesia não se faz de noite, antes de dormir. Antes de dormir, escova-se os dentes, chafurda-se na pessoa amada, vira-se estasiado e dorme-se. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sonhei com Poesia ontem. Lia as &#8220;obras completas&#8221; do Manuel de Barros e obviamente tive vontade de fazer das minhas também. Nota-se que matei essa vontade com afinco e eficácia. Poesia não se faz de noite, antes de dormir. Antes de dormir, escova-se os dentes, chafurda-se na pessoa amada, vira-se estasiado e dorme-se. Não é essa rotina, a da poesia.</p>
<p>Poesia é hábito, não é rotina.</p>
<p>Eu nunca me considerei poeta ou escritor (ou boa coisa, vá lá!), mas quem não cometeu uma poesia ruim ou outra na vida que entre na fila dos sem coração. Mas chega um dia que alguém bate à sua porta e diz: &#8220;mermão! larga mão disso que tu é muito pereba nessa parada de poesia&#8221;. Pois é. Uma amiga me fez essa gentileza e hoje me contento a ler, apenas a ler.</p>
<p>Poesia é talento, dedicação.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Histórias asasssinadas</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 18:27:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu mato algumas histórias por dia, sonhadas no banho matinal as esqueço assim que a rotina se faz presente. Afinal de contas, só as histórias que valem a pena sobrevivem ao dawirnismo corporativo que os proto-escritores se submetem para pavimentar o laborioso caminho até o jaguar próprio (Juca Chaves Style mode on). Mas algumas sobrevivem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu mato algumas histórias por dia, sonhadas no banho matinal as esqueço assim que a rotina se faz presente. Afinal de contas, só as histórias que valem a pena sobrevivem ao dawirnismo corporativo que os proto-escritores se submetem para pavimentar o laborioso caminho até o jaguar próprio (Juca Chaves Style mode on).</p>
<p>Mas algumas sobrevivem da mesma maneira que a natureza trata os seres vivos. Sobrevivem porque são resilentes, sobrevivem porque são adaptáveis, urgentes ou porque têm sorte. Essas últimas tendem a ser as melhores delas todas.</p>
<p>Pessoalmente, gosto daquelas histórias que têm que ser contadas, são mais fortes que eu e me causam incômodo durante o período que ficam guardadas no meu cenho. O humor piora, as regras idem, e eu me vejo acorrentado hormonal e emocionalmente a um teclado, digitando palavras que não me pertenciam e já deixam de ser minhas. Algo que a compulsão me empurra a fazer. É impulsão de texto, propulsão de léxicos. alma.</p>
<p>Obviamente essa não é uma delas.</p>
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		<title>Reconhecimento de padrões</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 15:08:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais de duas semanas sem escrever no blogue. Isso não é novidade, já fiquei meses sem atulizar mas agora é diferente. Ando numa fase onde o presente é o mais importante, onde o momento vale mais que o período (apesar da chefia me cobrar estratégia, planejamento, previsão). Descobri que sou definitivamente incopetente para projetar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de duas semanas sem escrever no blogue. Isso não é novidade, já fiquei meses sem atulizar mas agora é diferente.</p>
<p>Ando numa fase onde o presente é o mais importante, onde o momento vale mais que o período (apesar da chefia me cobrar estratégia, planejamento, previsão).</p>
<p>Descobri que sou definitivamente incopetente para projetar o meu amanhã. Sou bom para advinhar padrões, fato!, mas sou ruim para entender o movimento deles.</p>
<p>Eu já sabia disso desde o tempo do clube de Xadrez, do colégio. Adorava assistir às partidas e ver quais eram as estratégias usadas (não me lembro de nenhuma hoje) mas era terrível ao aplicar na minha vida. Fato, sou bom em análises, péssimo em planejamento. Mas era particularmente bom em adivinhar o que estava a fazer, o que se passava na cabeça dele e o que ele pretendia aplicar em dois, três movimentos. Dificilmente eu errava e, de certa forma, isso é que me dava a sobrevida no xadrez diário. Entender o que acontece na minha família, na minha casa, no meu emprego, no mercado é fácil para mim. </p>
<p>E é isso. Não tenho mais novas, velhas ou diferentes. Só comunico a quem se interessa que continuo entendendo muito bem os modelos, os clichés. E dificilmente eu erro.</p>
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