Queria saber contar uma história de amor daquelas que marcam gerações e forjam caráteres. Uma que fosse citada daqui a centenas de anos, que fizessem estudo e análise e que dissessem que a forma que o amor é escrito define-se antes e depois dessa história aí, que eu nem bem escrevi.
Acontece que ou se ama, ou se escreve o amor. Não dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Porque ou se é sincero com a vida e retrata-se o querer bem que rege a monotonia cotidiana ou escreve-se o impossível idealizado do amor que move realidades e corta o tecido do universo para fazer manto de si mesmo.
Não acho que esses amores inventados façam bem, daí o meu afã de viver o amor diário, mundano e medíocre que eu tanto prezo, cuido, mantenho e nino.
Tudo que vem em desespero de existência me assusta. Uma pessoa hiper-intensa, uma vocação definitiva, um projeto acachapante, tudo isso me desespera, me tira o fôlego e parece irreal. Gosto das coisas miúdas, da pequenenez constante do amar diário, desse amar que tão pouco escrito, é indesejado.
Mas que é tudo o que resta para quem quer viver para sempre.
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medíocre é passar a vida inteira correndo atrás de amor de cinema que não existe. Este amor aí é que inspira, meu amigo.
bj
mas acho esse amor miudo das pequenas sutilezas, a matéria prima das poesias mais humanas e bonitas. que eu prefiro em detrimento a grandes epopéias romanticas retratadas em calhamaços enfadonhos.
Que lindo.
Acho que os amores precisam de muito pouco, são muito simples, pra serem grandes.
Para escrever sobre o amor, é necessário que ele acabe.
Porque enquanto ele dura, nos consome.