Eu sonhei com Poesia ontem. Lia as “obras completas” do Manuel de Barros e obviamente tive vontade de fazer das minhas também. Nota-se que matei essa vontade com afinco e eficácia. Poesia não se faz de noite, antes de dormir. Antes de dormir, escova-se os dentes, chafurda-se na pessoa amada, vira-se estasiado e dorme-se. Não é essa rotina, a da poesia.
Poesia é hábito, não é rotina.
Eu nunca me considerei poeta ou escritor (ou boa coisa, vá lá!), mas quem não cometeu uma poesia ruim ou outra na vida que entre na fila dos sem coração. Mas chega um dia que alguém bate à sua porta e diz: “mermão! larga mão disso que tu é muito pereba nessa parada de poesia”. Pois é. Uma amiga me fez essa gentileza e hoje me contento a ler, apenas a ler.
Poesia é talento, dedicação.
Esses poetinhas… mal sabem eles. Deve ser a vingança.
São uns danados todos eles…