Eu mato algumas histórias por dia, sonhadas no banho matinal as esqueço assim que a rotina se faz presente. Afinal de contas, só as histórias que valem a pena sobrevivem ao dawirnismo corporativo que os proto-escritores se submetem para pavimentar o laborioso caminho até o jaguar próprio (Juca Chaves Style mode on).
Mas algumas sobrevivem da mesma maneira que a natureza trata os seres vivos. Sobrevivem porque são resilentes, sobrevivem porque são adaptáveis, urgentes ou porque têm sorte. Essas últimas tendem a ser as melhores delas todas.
Pessoalmente, gosto daquelas histórias que têm que ser contadas, são mais fortes que eu e me causam incômodo durante o período que ficam guardadas no meu cenho. O humor piora, as regras idem, e eu me vejo acorrentado hormonal e emocionalmente a um teclado, digitando palavras que não me pertenciam e já deixam de ser minhas. Algo que a compulsão me empurra a fazer. É impulsão de texto, propulsão de léxicos. alma.
Obviamente essa não é uma delas.