
Beijo - Foto de Bia Moraes (c)
Os beijos roubados são os melhores. Eu já me apaixonei por meninas que tinham absolutamente nada a ver comigo. Nunca acreditei nessa história que os opostos se atraem. Os opostos são opostos e só. Ao mesmo tempo nunca me neguei a alguém por causa de um detalhe. Ou vários detalhes. Amei morenas, loiras, ruivas, jazzistas, roqueiras, sambistas. Eu e o Martinho da Vila. Eu não tinha e não tenho regra.
Mas, dentre todo esse desregramento, sempre tinha algo em comum em todas elas. Obviamente o atento leitor percebeu que era (é) o beijo. E existem diversos beijos assim como existem diversas formas de se beijar. Beija-se distraidamente, beija-se com convicção, beija-se para calar, beija-se para despir, beija-se por rotina até. Mas o sôfrego e apelativo beijo de bambear as pernas e estourar os sapatos é o que me faz virar a cabeça e dizer: “eu caso!”.
Afora esse beijo, tem um outro que eu chamo de beijo vadio. É um beijim que se anuncia na despedida ou numa apresentação. É um roçar de latarias dos dois dragsters potenciais. É o canto da boca que quer a língua do outro, mas o pudor não deixa no momento: é cedo demais para o ato. O que excita mais nesse caso é que fica aquela promessa de beijo, é algo que pende no ar e se transforma numa promessa de volúpia que me encantava e encanta.
Muitas vezes a história em si nem rendia, nem passava daquela coisa meio acidental meio safada meio casta meio tímida e era adeus e nunca mais. O superego racional logo cortava a potencialidade ali mesmo.
Mas a promessa… ah… essa guardava tantas possibilidades dentro de si… que delícia de amor inventado.
Concordo em genero, número e grau… ai, os beijos vadios!
Zander, delícia de texto, como sempre.
Esses beijos vadios são motivo pra continuar vivendo!
Beijo.
Amei o texto, Zander! E a foto linda da Bia… Ai, ai.
Beijão pra você. =*