August 4, 2007 1

Carta de hoje – O SOL

By in citações, tarô

O Sol

é tempo de brilhar!

O é o arcano que tudo ilumina e, na posição de conselho para você neste momento, sugere que é chegada a de você jogar claramente e agir com o máximo de confiança possível. A luz afugenta a escuridão e tudo é visto da forma mais transparente, honesta e franca possível. Obviamente, muito do que aparece nem sempre é de todo agradável, mas ao menos você estará lidando com tudo de uma forma justa e, a partir de uma visão clara, Zander, o que por si só já é uma prerrogativa de sucesso. A postura mais adequada ao momento é a direta e franca. Tenha confiança no seu taco pois, a partir desta confiança, tudo fluirá a contento!

Conselho: Momento de agir com confiança! Siga em frente

Carta de & textos por Personare

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August 2, 2007 3

Essa generosa mesquinharia diária

By in textos, tribuna

publicado na Tribuna da Imprensa

Sei que Deus e o Diabo moram ali nos pequenos detalhes. Também sei que cada moeda economizada, cada grão do papo, cada contam. Mas me impressiona a forma que se perde a visão do todo quando o detalhe, cada ínfimo detalhe, é criticado.

Quer um exemplo? Os amigos estão com uma modinha interessante de tirar diversas em macro ou com cortes esquisitos de paisagens urbanas e colocar nos seus álbuns digitais. Não acho feio, absolutamente, ou errado ou esquisito, mas não consigo deixar de pensar no resto que foi sonegado da imagem recortada. Um close numa flor, expondo os estames, me nega a visão do jardim ou da selva onde ele está plantada. Outro nos fios de um poste de luz esconde a poluição das centenas de volts que voam por nossas cabeças. Um terceiro registra um olhar triste e bonito, mas esconde as mãos ou o jeito que os pés da criatura estavam cruzados. E isso fala tanto da pessoa, cenário ou planta quanto o detalhe.

Eu adoraria que essa moda de foto-detalhe fosse o último suspiro do cartesianismo na nossa cultura. Mas não é, infelizmente.

No , as pequenas variações microcósmicas das vendas dos diversos produtos de entretenimento que vendemos são mapeadas e escrutinadas em seus detalhes mais íntimos. E ainda assim ficamos cegos com o comportamento de diversos produtos. Falta a visão do todo. Por sorte a equipe inteira tem isso em mente e consegue imaginar o gigante pelo dedo.

Normalmente isso seria encarado apenas como parte da nossa diária. Pra ser completamente sincero, isso é a totalidade da nossa . Mas o desespero no detalhe, a fúria pelo descontrole do mínimo, me assusta sobremaneira.

Eu fico pensando nas avós que ainda fazem crochê ou tricô. Eu fui criado numa casa onde as pessoas passavam parte do tempo embriagando a mente com raios catódicos e ocupando as mãos com agulha e linha. Eu até invejava as da minha casa que tinham aquela capacidade de se desdobrar em diversas atividades. Ainda tenho, aliás. Mas o caso é que cada nó, cada detalhe, era feito com a consciência do todo. Se fosse virar uma pantufa, as linhas estariam à mão, as agulhas certas também. E quando o erro mínimo era presente, elas olhavam para a obra, soltavam um sonoro palavrão e recomeçavam o trabalho sem mais estresse.

Não pretendo fazer um comparativo de marketing entre o tricô e os mercados digitais – o que seria até uma boa idéia para um desses feitos para empresários, com letras grandes e muitos, muitos gráficos que vão do nada ao lugar algum – mas na obsessão pelo detalhe, pelo mínimo.

Eu tive um professor de desenho que tinha um comportamento singular. Quando um aluno vinha estressado com algum pepino de algum projeto, ele dava o norte do que ele deveria fazer: trabalhar mais nas texturas, treinar mais as aguadas, exercitar o traço com o lápis ou caneta ou hidrocor. Quando o incauto e imaturo aluno tentava arrancar um algo mais dele, vinha o inevitável: “Caguei pro detalhe! Vai e faz!” No caso, era um “estímulo” para o moleque se virar e ralar um pouco mais, mas a intenção me marcou profundamente.

Dei essa volta prolixa para tentar ilustrar um ponto bem mais simples. O quanto de detalhe atrapalha a nossa felicidade que, por si, é efêmera. Que nó, ou “corte de percepção” estamos dando para nós mesmos para evitarmos uma realização?

Com essas dúvidas, eu me recolho e tento sonhar uma resposta.

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August 1, 2007 2

Al Yankovic – Don't Download This Song

By in citações, letras de música, videos

Al Yankovic – Don’t Download This Song

Once in a while maybe you will feel the urge
To break international copyright law
By downloading MP3s from file-sharing sites
Like Morpheus or Grokster or Limewire or KaZaA

But deep in your heart you know the guilt would drive you mad
And the shame would leave a permanent scar
‘Cause you start out stealing songs and then you’re robbing liquor stores
And sellin’ crack and runnin’ over school kids with your car

So don’t download this song
The record store’s where you belong
Go and buy the CD like you know that you should
Oh, don’t download this song

Oh, you don’t wanna mess with the R-I-double-A
They’ll sue you if you burn that CD-R
It doesn’t matter if you’re a grandma or a seven year old girl
They’ll treat you like the evil hard-bitten criminal scum you are

So don’t download this song
Don’t go pirating all day long
Go and buy the CD like you know that you should
Oh, don’t download this song

Don’t take away money from artists just like me
How else can I afford another solid gold Hum-Vee
And diamond-studded swimming pools
These things don’t grow on trees
So all I ask is, “Everybody, please…”

Don’t donwload this song (Don’t do it, no, no)
Even Lars Ulrich knows it’s wrong (You can just ask him)
Go and buy the CD like you know that you should (You really should)
Oh, don’t download this song

Don’t donwload this song (Oh please, don’t you do it)
Or you might wind up in jail like Tommy Chong (Remember Tommy)
Go and buy the CD (Right now) like you know that you should (Go out and buy it)
Oh, don’t download this song

Don’t download this song (No, no, no, no, no, no)
You’ll burn in hell before too long (and you’ll deserve it)
Go and buy the CD (Just buy it) like you know that you should (You cheap bastard)
Oh, don’t download this song

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August 1, 2007 3

Um café, um bolo, um beijo

By in textos, tribuna

publicado na Tribuna da Imprensa

Nunca entendi o sentido dos reencontros.

Não que sejam ruins, entenda-me, mas essa vontade de tentar reviver um sentimento é estranha para mim. E não que eu não sinta isso vez por outra, muito pelo contrário. Essa é quase uma constante na minha vida.

Sou um saudosista declarado e assumido, ora bolas!

Mas é como uma febre que não abandona um corpo doente. Ou como um cisco que teima em lacrimejar o olho descuidado. É assim que me pego querendo reanimar uma história que já estava morta. E, veja bem, morta não por minha opção ou de qualquer outra das partes envolvidas. Mas porque tinha de ser desse jeito. Nem todos os casos dão certo ou todos os relacionamentos perduram.

Aliás, relacionamentos estão sempre fadados a acabar. Tolo é quem teima em manter vivo o defunto declarado e anunciado como morto.

Por vezes é bom rever as pessoas que, em algum momento de suas vidas, se distanciaram e traçaram os seus próprios caminhos. É uma questão de tentar reaver de onde viemos, de onde pertencemos e traçar paralelos equivocados sobre nossas próprias vidas.

Às vezes o reencontro tem um sabor de café, bolo e papo bom e faz começar uma história nova com os mesmos personagens em outras histórias, com papéis diferentes. Um casal de ex-amantes torna-se e sinceramente preocupados um com o outro, numa forma diferente de . Nesse caso o reencontro é apenas pretexto para uma história nova. É a vida se manifestando no momento do culto ao passado.

Porque a vida é isso: é a celebração do porvir, do devir universal. A vida é potência que se manifesta sem traçado aparente.

Mas o humano é o oposto disso. Nós somos reflexo do passado, retrovisores de nossas próprias histórias e gostamos de remoer, ruminar e macerar o que aconteceu há anos passados. Poucos de nós conseguem olhar para o horizonte e enxergar que ali é o seu lugar. Temos a tendência, novamente, equivocada de achar que o passado era melhor, que aos quinze, aos vinte ou aos vinte e cinco é que éramos felizes. Pobres de nós! Nos negamos a felicidade aos trinta, trinta e cinco e aos quarenta.

Mas tergiverso. O caso é que os reencontros são esquisitos. Ex-amantes não sabem onde colocar as mãos ou o , ex-colegas não sabem que confidências são mais pertinentes ou que intimidades o novo código à mesa pede que sejam deixadas para depois da sobremesa. Pessoas que reconhecíamos como os braços e olhos e ouvidos estendidos de nós mesmos agora titubeiam em contar um projeto novo ou em anunciar o filho que está a chegar.

O que entristece nesses reencontros é que as pessoas mudam. Elas envelhecem no mesmo passo que você. Os cabelos brancos podem ser escondidos, mas as rugas da alma são indeléveis. Não há tintura para esconder a carga de passado que cada um carrega. Aquela imagem congelada do passado há muito já não corresponde à realidade e só tu é que não se apercebeu disso.

E eu me pego pedindo para que alguém tenha de mim.

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July 31, 2007 4

Reencontro

By in textos, tribuna

publicado na Tribuna da Imprensa

Não entendeu quando o telefone foi desligado, lá do outro lado da linha. Ficou um gosto ruim na boca, de algo incompleto. Uma goiabada vencida, sem o catupiry. Não teve opção senão aceitar os fatos e fechar a história. Olhou brevemente para as do criado mudo, repousou o aparelho na baia de recarga e escolheu uma foto aleatória. Não era ela na cena do retrato, mas lembrou-se de quando passearam no parque, juntos, pela primeira vez. Havia um encanto, um élan que não era comum. Eram raros um para o outro e sabiam disso desde o primeiro momento.

Não era o primeiro fora que tomara nem seria o último. Nem por isso o sabor da rejeição estava mais doce. Era fel que lhe vinha à boca quando chegou em cansado da viração sem sentido nos bares e boates de Botafogo. Entrara na roda-viva de quem sofria as dores etéreas dos desamores da vida.

Novamente.

O álcool que vomitava em ondas contínuas era o que havia anestesiado o seu choro. E agora, ao vê-lo misturado com a bile negra, ambos expulsos com muito esforço, lembrou-se tristemente que essa seria a última vez que suaria por aquela mulher. Havia dado de si, o esforço do prazer mútuo, tal e qual um guerreiro que enfrentava as legiões por seus generais até o gozo derradeiro da sua amada. Tinha para si o mote que o prazer da parceira era o goal final, o sentido de sua dedicação. No entanto, suava para expurgar a dor e a de um defenestrado. Só lamentava que tanto esforço não gerasse um sorriso no fim. Pois não há como sorrir quando o seu corpo expurga tanta dor. Afinal, aquilo não era um parto: era um aborto de um .

Passaram-se as semanas e a vida ditou novamente sua monocórdia melodia. As pessoas não tinham mais cores para ele. Eram chatas, medíocres e sem brilho. Mal sabia que ele estava apenas refletindo-se nos outros. Daí veio a chance. A menina estava disponível e queria revê-lo. Contrariando toda a racionalidade e as leis do amor próprio, foi encontrá-la. Nunca poderia dar certo.

Obviamente, não deu.

Chegou uma antes do combinado, escolheu a mesa ideal e escondeu a caixa de bombons. Conversou rapidamente com o garçom e já tinha em mente o que iria pedir para comer e beber. Não iria fazer feio. Checou insistentemente no celular chamadas perdidas e mensagens de texto. Faltando quinze minutos para a exata, ligou.

“Estou chegando.” Ela disse.

Sonhara meses com aquela voz em diversos tons. Principalmente dizendo uma frase em especial que ele repetira várias vezes, sempre com adendos desnecessários para disfarçar o fato que estava entregue completamente ao sentimento. Era de sua natureza pela paixão. Não tinha jeito mesmo. Dez minutos de atraso e ela chega. Linda. De vestido vermelho e sandália baixa, de acordo com o figurino em voga na capital do império. Num , ela destrói tudo.

“É estranho isso. Não te cumprimentar com um beijo na boca.” Ela sorri como se tivesse contado uma piada. Ele sorri como se o seu mundo interior tivesse desabado.

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July 30, 2007 1

Bergman foi jogar xadrez

By in citações, nota breve

Ingmar Bergman

O que dizer quando o ídolo do seu ídolo morre?

Triste.

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July 28, 2007 1

é tarde

By in poemas, textos

e eu tenho histórias para escrever
para ler
canções para ouvir

mas a vontade é de ficar miúdo no canto
esperando um reencontro
que não deveria tardar

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July 24, 2007 18

à holandesa

By in fotos

Porque não basta ser pai… tem de pagar mico vestido de holandesa!
(valeu o sorriso da filhota)

- Holambra, junho de 2007.

Folias e desventuras em São Paulo

Update!!! Criaram uma comunidade para essas : Eu tenho medo do ZANDER de holandesa.

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July 20, 2007 1

Você

By in textos, tribuna

publicado na Tribuna da Imprensa

Você é desafio de minha vontade de querer ficar quieto, encaramujado, resignado, acomodado, morto ainda que desertor das emoções, das vontades, dos quereres e dos prazeres, desafio que me faz levantar da cama e ver que o brilha, o mar chama e seduz. É o que me fez pensar em ver o de novo. Ver o a pino, no ocaso do dia, no raiar da manhã.

Você é que brilha sapeca quando a canção que não cala chama o nosso nome para pista de e quando floreia os passos, transforma as pernas em girassóis que me enrubescem e me fazem lembrar que ainda corre sangue em algumas partes enferrujadas. É sangue o que está ali, não ferrugem. É sangue.

Você é o que me abre a veia do verbo, me faz sangrar em o que eu sinto e senti, derramar em tinta vermelha o que foi prometido por algo que está acima e além. É quem me faz sentir as dores do lamento e sorrir apesar do corte na alma. Pois elas são marcas de nossa travessura curta, o joelho ralado dessa paixão radiante. É o meu sorriso chorado quando vejo as fotos de nossos , as da mente de nosso calor. Para ti, por ti e apesar de tu.

Você é o que me inspira escrever algo algo em resposta. Apesar de saber que não escreves para mim. Não mais. Nunca mais.

Você é a coragem que eu tenho de lutar pelo que amo. E mais não digo sobre isso.

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July 20, 2007 0

piadinha de HTMLer: Red

By in textos


Red – Originally uploaded by Jeremy Johnson.

He he he

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