pensamentos esparsos de uma mente desconexa
16 fev 2008
publicado na Tribuna da Imprensa
Nunca mais olhei a pequena com os mesmos olhos. Eles não cabiam mais em mim e a imagem da criança de cabelos encaracolados tampouco cabia nela. A menina, já pré-adolescente, tinha o seu próprio mundo, cercado de nomes que eu não entendia, músicas que eu curtia, maneiras que eu estranhava. E eu, acima de tudo, um estranhamento típico de quem envelhece e não se dá conta disso.
Sentamos na cadeira do shopping center – essa praça moderna – e tomamos um sorvete vadio, um picolé de várzea, um ato cada vez menos urbano e mais confinado. Eu observava a indiferença da pequena ao mundo que a cercava e tinha certeza: havia ali um cínico se desabrochando.
Sabemos todos que o cínico não se faz, é descoberto. Algo entre os dez e os dezoito anos desperta junto com os hormônios e transforma o mais feliz e iludido dos infantes num inexorável e inamovível adulto. Afirmo categoricamente que todo adulto é um cínico.
Mas não é a modorrenta maturidade que me assombrava ali, naquele momento, mas o desabrochar do cinismo e – por que não dizer – do deboche adolescente que jorrava pela boca e pelos olhos daquela criaturazinha que mal ultrapassava os meus ombros no alto dos seus dez anos recém-completados. Eu reparei que ela não se encantava mais com as coisas. E entendi que o cinismo era exatamente isso: a morte do encantamento.
Não confundamos alhos com bugalhos agora. O encantamento pode – e deve – ser um processo bem racional e consciente. Como não se admirar do fato de tudo e todos termos a mesma origem no mesmo evento singular de quinze, dezesseis bilhões de anos atrás. Ou de termos a certeza racional que somos senhores de nós mesmos, com a responsabilidade moral, ética e concreta que isso traz às nossas vidas, sem termos de depositar essas cargas em algo divino.
Mas nada é tão belo quanto o encantamento infantil. Porque ali, as coisas tomam um sentido próprio, o do descobrir os sentido nas coisas ensimesmadas. Nelson Rodrigues escreveu que “aos três anos o sujeito começa a inventar o mundo” e nessa invenção há um deslumbre que não se renova nunca mais na vida. Ok. Talvez quando alguém escute uma determinada musica de uma banda que lhe fará comprar uma guitarra ou uma pintura que lhe convide a sentar horas e horas a fio à sua frente.
Já eu precisei mudar de cidade e encarar um pôr do sol na Lagoa Rodrigo de Freitas para me relembrar encantado com o mundo.
Eu acredito piamente que o homem quando descobre-se cínico, perde a capacidade desse deslumbre primário. Um sorvete passa a ser apenas um sorvete; uma praça, a mesma praça e nada mais que isso. Nós, os adultos, já vimos tanto do mesmo que perdemos a noção da coisa e – tragédia! tragédia! – mantemos a lembrança do deslumbre. Pois o que é essa nossa busca pelo novo, senão um desesperado apelo à memória do universo encantado que nos fora apresentado quando tínhamos menos de um metro?
Ali, na praça do shopping center, os sorvetes derreteram goela abaixo, pegamos as compras e partimos rumo ao dia seguinte.
13 fev 2008
Let me take you on a trip
Around the world and back
And you won’t have to move
You just sit still
Now let your mind do the walking
And let my body do the talking
Let me show you the world in my eyes
I’ll take you to the highest mountain
To the depths of the deepest sea
And we won’t need a map, believe me
Now let my body do the moving
And let my hands do the soothing
Let me show you the world in my eyes
That’s all there is
Nothing more than you can feel now
That’s all there is
Let me put you on a ship
On a long, long trip
Your lips close to my lips
All the islands in the ocean
All the heavens in the motion
Let me show you the world in my eyes
That’s all there is
Nothing more than you can touch now
That’s all there is
Let me show you the world in my eyes
12 fev 2008
Ninguém Chora Por Você
(Luiz Tatit)
Filho, se cuida,
Você quer chorar
Você não percebe
Mas eu sinto que você quer chorar
E sinto que você não percebe
E são tão tristes!
O modo de você ser
As coisas que você vem
Dizer pra gente, filho!
Você ri, você canta
Você é um grande guerreiro
Não fraqueja, não demonstra nada
Mas chora!
É o mínimo que você tem que fazer
Chora antes que chorem por você
Filho, repara,
Você está chorando
Você não percebe mas eu vejo
Que você está chorando
E vejo que você não percebe
E são tão simples
Os olhos que você faz
A boca que você treme
Quando conversa, filho
É tão triste, é tão simples
E tão bem simulado
No entanto eu percebo tudo
Ignoro!
Ignoro de propósito, sim
E não espere que eu chore por você
Voz e Violão: Luiz Tatit
Voz: Ná Ozzetti
Flauta Doce Tenor: Hélio Ziskind
Flauta Doce Baixo: Ciça Tuccori
29 jan 2008
29/01 (hoje) às 1h a 31/01 às 19h
Eis que, entre os dias 29/01 (hoje) às 1h e 31/01 às 19h, a Lua entra em seu quarto-minguante. O conflito aqui envolve carreira versus anseios pessoais. É bem provável que você, Zander, venha a perceber de uma maneira bastante clara todas as coisas que lhe incomodam em seu trabalho ou estudos. A idéia do momento envolve a percepção da defasagem entre o ideal e o real. Há também um choque entre quem você é de verdade e aquilo que a sociedade exige que você seja.
Como a fase envolve um conflito, é bem provável que você sinta suas energias vitais em baixa, portanto não é recomendado que você abuse nestes dias, se alimente direito e durma bem, caso contrário pode sentir fraqueza e alterações fortes de humor.
do site personare
27 jan 2008
Ya tuve que ir obligado a misa, ya toque en el piano “Para Elisa”
ya aprendí a falsear mi sonrisa, ya caminé por la cornisa.
Ya cambié de lugar mi cama, ya hice comedia ya hice drama
fui concreto y me fui por las ramas, ya me hice el bueno y tuve mala fama.
Ya fui ético, y fui errático, ya fui escéptico y fui fanático
ya fui abúlico, fui metódico, ya fui impúdico y fui caótico.
Ya leí Arthur Conan Doyle, ya me pasé de nafta a gas oil.
Ya leí a Bretón y a Moliere, ya dormí en colchon y en somier.
Ya me cambié el pelo de color, ya estuve en contra y estuve a favor
lo que me daba placer ahora me da dolor, ya estuve al otro lado del mostrador.
Y oigo una voz que dice sin razón
“Vos siempre cambiando, ya no cambiás más”
y yo estoy cada vez más igual
Ya no se que hacer conmigo.
Ya me ahogué en un vaso de agua , ya planté café en NIcaragua
ya me fui a probar suerte a USA, ya jugué a la ruleta rusa.
Ya creí en los marcianos, ya fui ovo lacto vegetariano.
Sano, fui quieto y fui gitano, ya estuve tranqui y estuve hasta las manos.
Hice el curso de mitoligía pero de mi los dioses se reían.
orfebrería lo salvé raspando y ritmología aqui la estoy aplicando.
Ya probé, ya fumé, ya tomé, ya dejé, ya firmé, ya viajé, ya pegé.
Ya sufrí, ya eludí, ya huí, ya asumí, ya me fuí, ya volví, ya fingí, ya mentí.
Y entre tantas falsedades muchas de mis mentiras ya son verdades
hice fácil adversidades, y me compliqué en las nimiedades.
Y oigo una voz que dice con razón
“Vos siempre cambiando, ya no cambiás más”
y yo estoy cada vez más igual
Ya no se que hacer conmigo.
Ya me hice un lifting me puse un piercing, fui a ver al Dream Team y no hubo feeling
me tatué al Che en una nalga, arriba de mami para que no se salga.
Ya me reí y me importó un bledo de cosas y gente que ahora me dan miedo.
Ayuné por causas al pedo, ya me empaché con pollo al spiedo.
Ya fui psicólogo, fui al teólogo, fui al astrólogo, fui al enólogo
ya fui alcoholico y fui lambeta, ya fui anonimo y ya hice dieta.
Ya lancé piedras y escupitajos, al lugar donde ahora trabajo
y mi legajo cuenta a destajo, que me porté bien y que armé relajo.
Y oigo una voz que dice sin razón
“Vos siempre cambiando, ya no cambiás más”
y yo estoy cada vez más igual
Ya no se que hacer conmigo.
Y oigo una voz que dice con razón
“Vos siempre cambiando, ya no cambiás más”
y yo estoy cada vez más igual
Ya no se que hacer conmigo.
25 jan 2008
Well I heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don’t really care for music, do ya?
Well it goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall and the major lift
The baffled king composing Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Well Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to her kitchen chair
And she broke your throne and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Well baby I’ve been here before
I know this room and I’ve walked this floor
I used to live alone before I knew ya
I’ve seen your flag on the marble arch
Love is not a victory march
It’s a cold and it’s a broken Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Well there was a time when you let me know
What’s really going on below
But now you never show that to me do you?
And remember when I moved in you?
And the holy dove was moving too
And every breath we drew was Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Well maybe there’s a God above
But all I’ve ever learned from love
Was how to shoot somebody who’d OUT DREW YA
And it’s not a cry that you hear at night
It’s not somebody who’s seen the light
It’s a cold and it’s a broken Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah <<(held for a long time)
Hallelujah
25 jan 2008
23 jan 2008
publicado na Tribuna da Imprensa
Num boteco de quinta.
“Olá, o senhor é o Zander Catta Preta?”
“Sim, eu mesmo.”
“O senhor é o que se diz um farsante?”
“Exatamente, farsa é o que eu faço, farsante é o que sou.”
“O senhor poderia me explicar um pouco melhor?”
“Depende. É de interesse profissional ou pessoal?”
“Um pouco de cada. É que não sei bem o que fazer da vida e pensei em entrar nessa área. O senhor tem muita competição?”
“Na verdade, não. O problema são os falsos farsantes. Os que farseam o dia inteiro e se travestem de outras coisas. Eles tomam todo o mercado das farsas e são, hoje, um empecilho para aumentar a lucrabilidade e rentabilidade da farsa produzida honestamente.
“Entendo. E são muitos esses falsos farsantes.”
“São legiões deles. Pior! Se vendem por qualquer ninharia.”
“O senhor não?”
“Só aceito euros. E adiantado.”
“Nossa! O senhor deve ser um farsante conhecido!”
“Farsante conhecido sim, conhecidamente farsante, não. É essa a dica que te dou. Não deixem os outros saberem que é uma farsa, mas faça que os outros te conheçam.”
“Mas como funciona isso? Assim… tem escola para farsante? Tem faculdade disso?”
“Ter, tem. Mas eles colocam outros nomes nas faculdades. É como o Rotary e o Lions. Todo mundo sabe que eles são sociedades secretas que têm planos de conquista globais, mas se disfarçam de senhores cristãos de meia-idade que engordam nos eventos do clube.”
“Entendo… entendo… mas o senhor pode falar um pouco mais desse negócio de farsa? Tem que passar nota? Tem contrato?”
“Olha. É bom sempre deixar tudo por escrito, né? Tem muito pilantra que dá o cano depois da farsa pronta.”
“Mas o pilantra…”
“Esse você tem que aprender a evitar. Nunca confunda o canalha com o pilantra nem com o biltre. Esse tipo de vilania está fora do nosso escopo, da nossa arte de farsear.”
“E há diferença entre um e outro?”
“Não é clara, límpida e translúcida a diferença?”
“Não consigo ver, não é claro.”
“Se não é claro, é farsa. E se obviamente é uma farsa, na verdade é uma vilania dessas aí. Uma farsa nunca é clara ou óbvia. Mesmo quando é claro e óbvio que se trata de um farsante.”
“Mas eu ainda não entendo.”
“É bem por aí. A farsa não é para ser entendida. Quando há compreensão, ela se morre.”
“Mas isso não é o ilusionismo? A mágica de palco?”
“Isso, menino. O farsante é o mágico das palavras.”
Beberam o chope e pagaram a conta.
22 jan 2008
publicado da Tribuna da Imprensa
Costumo acordar relativamente cedo às segundas-feiras.
É algo já bem enraizado na minha personalidade que não consigo apagar, mesmo com o hábito de nerdar até tarde com joguinhos de computador ou em mensageiros instantâneos que me mantém em contato com os amigos e, principalmente, as amigas daqui e do Rio. Não sei quando esse mau hábito nasceu, mas acho que tem algo a ver com o meu desinteresse pelo Fantástico e o fato de eu ter de acordar às 5h da matina para ir ao colégio ainda no milênio passado.
Além desse hábito desagradável, tenho a estranha mania masoquista de insistir em sentir saudades das pessoas que passaram na minha vida. Pior. Tenho saudades de quem sequer se lembrará de mim na próxima ida ao cinema ou tomar um chope num quiosque no calçadão de Copacabana. Mas não os culpo. Como bom ariano, o meu gostar é egoísta: eu não espero que elas gostem – ou se lembrem – de mim, faço-o por minha conta e pronto! Nunca tive essa coisa de esperar retribuição de carinho, querer ou amar. Eu careço, quero e amo incondicionalmente. Nunca aprendi a agir diferente e não vai ser agora, na virada do cabo da boa esperança, que eu vou mudar o meu jeitão esquisitão de ser.
Estou com outra mania detestável. Essa, mais chique e tecnológica, me isola do mundo e dos ruídos do trânsito paulistano que me estressavam antes mesmo do expediente começar. Explico: no fim do ano troquei o meu lapetope Apple e comprei um iPod. Daí, posso agora escrever com muito mais tecnologia e processadores múltiplos as mesmas letras que escrevia antes no meu antigo iBook e a minha vida tem trilha sonora. Uma vasta, enorme e peripatética trilha sonora.
Outra coisa que estou criando nessa terra esquisita é um gostar do calor. Não estou dizendo que gosto de ver uns trinta e cinco graus nos termômetros espalhados pela cidade, mas, diabos, é verão afinal de contas! Como assim acordar segunda-feira, às 6h30min da manhã, com uma temperatura de treze graus? É insalubre isso!
Esse preâmbulo todo foi para dizer que eu estava escutando Chico no meu iPod, no táxi, indo para o trabalho, numa manhã fria de segunda-feira e resolvi tirar os olhos do meu livro do Mário Prata – Cem Melhores Crônicas – para olhar o céu e, putaquepariu, que céu! Que céu!
Como uma desgraça só nunca vem sozinha, o Chico me sussurra “Pedaço de Mim” ao pé do ouvido. Batata! Começo a soluçar como uma menina de seis anos que se perdeu dos pais e descobre que ser independente não é tão legal assim. É assustador, na verdade.
Me lembrei das pessoas que ficaram para trás na vida e eu não disse adeus. Daquelas que eu queria que estivessem do meu lado naquele momento, sentindo a brisa fria e luminosa da Faria Lima, que estivessem do meu lado – mesmo a mais de quatrocentos quilômetros de distancia – e com os mesmos projetos divididos, na minha filha que mais me ensina e que mal acompanhei os centímetros que viraram metro e sessenta e que provavelmente não verei chegar ao seu metro e oitenta.
Chorei porque eu não podia – juro! Por tudo que é mais sagrado! – descer do carro naquele instante, às 6h55min da manhã, tirar os sapatos, sentar na grama com orvalho, encostar-me numa árvore ou numa pedra e apenas curtir o céu azul de São Paulo. Chorei porque morreu dentro de mim alguém que faria isso sem pensar duas vezes na reunião que eu teria às 9h e curtiria aquele momento como se não houvesse amanhã.
Pra que, meu Deus, inventaram manhãs assim?
22 jan 2008
22/01 (hoje) às 20h a 16/02 às 4h
Vênus na casa 12
Entre os dias 22/01 (hoje) às 20h e 16/02 às 4h, o planeta Vênus estará fechando um ciclo, ao passar pela décima-segunda casa do seu mapa de nascimento, Zander. Esta é uma fase de introspecção afetiva, de reflexão de como têm sido os seus relacionamentos. O período envolve a idéia de acalmar a sede de amor, dando um tempo em relação às buscas externas, voltando-se mais para dentro da própria alma. Para quem já está envolvido num relacionamento, esta fase pode significar um momento de discórdias e conflitos… Como evitá-los? É relativamente simples, Zander: basta observar - e respeitar - que todas as pessoas precisam de um espaço próprio por algum tempo, e que mesmo a melhor das relações necessita de um tempo.
Para quem está solteiro, o momento envolve a consciência de que ao invés de buscar o amor fora de si, é chegada a hora de verter este amor para a própria alma: cuidar de si, dar mais atenção às próprias questões, fazer alguma forma de terapia. Em suma, cuidar das próprias feridas, pois sempre existe uma!
Em alguns casos, verifica-se uma tendência altruísta mais forte neste momento, e é bem provável que você venha a sentir uma maior necessidade de ajudar pessoas ou grupos que precisam de auxílio. É um bom momento para pensar em ser voluntário - ainda que temporariamente - em alguma coisa, Zander. Este é o momento da percepção de que existe uma parte de nós que não verte amor para apenas uma pessoa, mas que sente a necessidade profunda de favorecer até mesmo os desconhecidos: aquilo que se chama de “amor incondicional”.
do Personare
18 jan 2008
Olivia (sem acento) pergunta “por que você me lê?”.
Eu nem sei se sou lido, mas mais visitado.
Então… repito a pergunta: por que você me lê?
Por favor, comente!
16 jan 2008
Je n’ai pas peur de la route
Faudrait voir, faut qu’on y goûte
Des méandres au creux des reins
Et tout ira bien
Le vent l’emportera
Ton message à la grande ourse
Et la trajectoire de la course
A l’instantané de velours
Même s’il ne sert à rien
Le vent l’emportera
Tout disparaîtra
Le vent nous portera
La caresse et la mitraille
Cette plaie qui nous tiraille
Le palais des autres jours
D’hier et demain
Le vent les portera
Génétique en bandoulière
Des chromosomes dans l’atmosphère
Des taxis pour les galaxies
Et mon tapis volant lui
Le vent l’emportera
Tout disparaîtra
Le vent nous portera
Ce parfum de nos années mortes
Ceux qui peuvent frapper à ta porte
Infinité de destin
On en pose un, qu’est-ce qu’on en retient?
Le vent l’emportera
Pendant que la marée monte
Et que chacun refait ses comptes
J’emmène au creux de mon ombre
Des poussières de toi
Le vent les portera
Tout disparaîtra
Le vent nous portera
15 jan 2008
Ain’t got no home, ain’t got no shoes
Ain’t got no money, ain’t got no class
Ain’t got no skirts, ain’t got no sweater
Ain’t got no perfume, ain’t got no beer
Ain’t got no manAin’t got no mother, ain’t got no culture
Ain’t got no friends, ain’t got no schooling
Ain’t got no love, ain’t got no name
Ain’t got no ticket, ain’t got no token
Ain’t got no GodWhat about God?
Why am I alive anyway?
Yeah, what about God?
Nobody can take away
I got my hair, I got my head
I got my brains, I got my ears
I got my eyes, I got my nose
I got my mouth, I got my smile
I got my tongue, I got my chin
I got my neck, I got my boobs
I got my heart, I got my soul
I got my back, I got my sex
I got my arms, I got my hands
I got my fingers, Got my legs
I got my feet, I got my toes
I got my liver, Got my blood
I’ve got life , I’ve got my freedom
I’ve got the life
And I’m gonna keep it
I’ve got the life
And nobody’s gonna take it away
I’ve got the life
15 jan 2008
Spaced out in paradise
Honk tonk teclados verticais
Dada globe orixás
Hully gully guitarras palmeirais
Candomblé transcedental
Beatnick rastafari kanibal
Zoom navalha corta um globo
Lâmina luz olhar
Desenhando um poema
Corpo nu deusa lunar
Escarlates vendavais
Swing sopros flautas vertebrais
Vídeo zen cometa nô
Hulla hulla telecoteco tao
Carros cores calor noturno
Camisas abertas tatuagem suada
Eu quero tudo o que há no mundo
Pernas quentes morenas suadas
ouça aqui
14 jan 2008
Eu não costumo usar o blogue para falar da minha vida pessoal - não explicitamente, ao menos - e para bajular o próximo, mas fico comovido de verdade quando algumas ações espontâneas e alguns elogios sinceros aparecem do nada.
Além da força que amigos (Giovanna, votei em tu, muié!) estão dando para a campanha do iBest, vi que estou em segundo lugar na votação, acima de blogues ilustres como o Pensar Enlouquece, o Enloucrescendo e o Papo de Homem entre tantos outros blogueiros assíduos e perenes nessa volátil esfera de informação.
Agradeço cada voto, cada segundo perdido ao fazer o cadastro no site e cada demonstração de carinho e amizade que vocês mandam.
Nunca é demais dizer: obrigado a todos.
11 jan 2008
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g-w-o-o-d
If you rock’n'roll
Disco
Heavy Metal Angel
Come on everybody
To the nth degree
The four of us
The royal we
He bangs the drum
She’s vip
He’s never done
Got OCD
Our love is
To the nth degree
Oh-oh Here we go
Turn up the radio
Come on everybody
To the nth degree
If you rock’n'roll
Disco
Heavy Metal Angel
Come on everybody
To the nth degree
And I’ve got my family
And one big bed is all we need
With morningwood
Oh-oh Here we go
Turn up the radio
Come on everybody
To the nth degree
If you rock’n'roll
Disco
Heavy Metal Angel
Come on everybody
To the nth degree
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g-w-o-o-d
Allright
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g-w-o-o-d
A little louder
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g-w-o-o-d
And harder!
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g-w-o-o-d
Let’s go!
Oh-oh here we go
Turn up the radio
Come on everybody
To the nth degree
If you rock’n'roll
Disco
Heavy Metal Angel
Come on everybody
To the nth degree
Oh-oh here we go
Turn up the radio
Come on everybody
To the nth degree
If you rock’n'roll
Disco
Heavy Metal Angel
Come on everybody
To the nth degree
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g-w-o-o-d
To the nth degree!
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g-w-o-o-d
To the nth degree!
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g-w-o-o-d
Come on everybody
M-o m-o-r m-o-r-n-i-n-g-w-o-o-d
To the nth degree!
10 jan 2008
Amigos leitores, visitantes e detratores,
Fui indicado para o prêmio iBest e peço a todos que votem nesse humilde blogueiro.
Afinal, o pagamento do blogueiro pobre é o reconhecimento de seus leitores.
Grato pela atenção!!! :D
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