Ele saiu do bar carregando a menina debaixo de seu braço. Equilibrava-se entre sua bebedeira, a menina como contrapeso, a garrafa de cachaça como bússola.
Se jogaram dentro de um taxi que mal ouviu o destinho. Praça da Bandeira, motel Gallant. Mãos, bocas e sexo viraram um no banco de trás do carro de praça. O motorista fez que via e seguia. Vinte reais, de Copa. Mais cinquenta pro pernoite. Seis horas depois, o sol nascia ressacado.
É a vida fazendo sentido.