Hoje me lembrei de uma cena do passado. Duas grandes amigas me chamaram na sala dos alunos, no grêmio do meu colégio, e me pediram para sorrir. Surpreendentemente, uma delas tapou o meu rosto à altura do nariz e disse: “eu disse, ele tem um sorriso bonito”.
Ao entrar no elevador e me encarar de frente ao espelho, sorri mas não encontrei aquele menino esquálido com o brilho nos lábios. Ao invés disso, o cara de meia-idade com o olhar descrente e com um desamor cartesiano à vida me encarou como se dissesse: “Cara, acabou. Deita e dorme.”
E eu obedeci.
Crente que ia começar uma história de sacanagem…
Eu também.
Quando vovó Mercedes dizia que com a idade é memória trabalha melhor que todo o resto, ela tinha razão.
Bezzos, amore. E luz, câmera, ação! Pó parar com essas abobrinhas nostálgicas.
Bueno final de semanita!
eu não conheci esse mané do espelho aí não, ainda bem…
Não acabou não. Mudou, só isso.
Deplorável, lamentável e pra lá de falseável.
Meia idade?
Mano, tu tá bem lôko.