Dadas as possibilidades do homem comum, temos apenas: a impossibilibade da felicidade em uma vida; a certeza do esforço a cada dia – sol a sol; o consolo gelado, caso haja luz; o alívio cômico que ilumina as noites com o seu brilho azul, nos desfazendo pensar; um sorriso ocasional e sincero, de alguém que não esperávamos.
Pois são tão poucas as alegrias, que nos regozijamos dos pequenos momentos, achando que isso é Felicidade.
Mas felicidade é assim mesmo: aquela que nos engana.
Quando achamos que a temos na nossa mão, ela se esvai, age como puta, que descobre o cliente falido.
Mas, quando volta, não a reconhecmos, aparece pois, disfarçada. É puta. É puta!
Não vejo felicidade na minha frente, só um prazer irracional e passaqeiro.
Nem tento entender quem me mostra à fuça, a verdade que me berra, mas me escondo, negando. Pois é puta. É puta. É puta!
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Muito bom !!!