Esse tal de 2005, que tá chegando aí, será definitivamente melhor que 2004, esse outro que está a acabar. E isso não é uma esperança minha, ou um fruto de fé (essa crença ilógica na ocorrência do improvável), ou mesmo uma repetição de um desejo quase que cultural, atávico mesmo, de esperar que o ano novo traga mais amores, mais dinheiro, mais saúde, mais felicidade (essa coisa etéria, irrealizável).
2005, não acho: tenho certeza, trará mais amores (em quantidade, gênero, número e intensidade, à escolha do freguês), trará mais dinheiro (para pagarmos as contas, que não cessam), mais saúde (e doenças, conseqüentemente, para ficarmos mais e mais resistentes e resilentes) e algumas felicidades.
Ainda assim, isso não faria 2005 melhor que 2004.
O que fará 2005 melhor é o fato que teremos a vivência e a experiência de todo o 2004 para acertarmos e errarmos novamente, para olharmos para o passado e termos um ano inteiro para nos tornarmos pessoas melhores.
E eu sei que me tornarei uma pessoa melhor. Você não?
Bom 2005!
[...] Dois anos atrás desejei que fôssemos pessoas melhores em 2005, que o mundo mudasse depois de nossas mudanças, que fôssemos exemplos do porvir. [...]