Eu sou de uma força de resistênca de poucos (um apenas, talvez); sou de um grupo que se recusa a admitir que somos apenas bundas, risos, pratos rasos, suor, números e dívidas em bancos ou cartões de crédito.
Acho que sou mais que minha refeção diária, que minha luta eterna em sobreviver e garantir que minha linhagem permaneça, mais que um propagador de um gene.
Penso que sou maior que os meus atos, menor que minhas conseqüencias, tão grande quanto o meu querer.
Mas o cansaço me drena o querer, sobreviver é mais difícil que nos meus sonhos, minha linhagem pode me trair, negando minhas essências, e os neumeros que resumem minha alma, cada vez mais se avermelham.
Então, como cidadão escarlate, quero me divorciar do casamento com o estado. Pois este não me quer, e como amante não compreendido, quero achar um novo parceiro.
Quero querer mais, me livrar do desejo do sono e do descanso da mente.
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