work work work
December 3rd, 2009 § 0
E chega a inefável e inexorável mensagem para o ano que vem
December 1st, 2009 § 2
Pois bem, já sabemos que todo ano eu preparo uma indefectível mensagem por conta da experiência inefável da virada de ano.
E todo ano exprimo um desejo diferente. Já quis que o ano fosse mais humano que nunca, que tivesse 366 dias, que nada acontecesse, que eu mudasse por dentro e que eu me tornasse uma pessoa melhor.
Isso tudo já aconteceu de alguma forma, melhorei, piorei, mudei, continuei o mesmo, nada aconteceu, já tive minhas dezenas (muitas!) de 365 dias e muito mais.
Pra todos, para 2010 que chega, eu espero apenas que ele termine, dado que é início de tantas outras coisas.
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Sonhos esquisitos
November 27th, 2009 § 1
Hoje eu sonhei que morria. Quer dizer, mais ou menos. Sonhei que estava numa empresa – era a atual, mas não era, era com as pessoas com quem trabalho, mas não era… entende? – e as pessoas eram chamadas pelo RH e nunca mais voltavam. Eram demitidas, sabe? Começou pelo meu coordenador, depois minha gerente, meu diretor e a galera que estava em volta de mim.
Daí eu saí da sala para ver o porquê de terem parado de nos chamar e entendi que a empresa para que eu trabalho(ava) tinha deixado de existir uns dez anos já. Não tinha ninguém mais lá.
Acordei descobrindo que estava morto. De novo.
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Dois caras (ou uma divagação breve sobre a genialidade)
November 26th, 2009 § 1
“Dois conhecidos se reencontram trinta anos depois. Brincavam juntos nas areias de Copacabana, quando tinhams menos de dois dígitos de idade. Um deles, filho de um médico, tornou-se um famoso economista, conselheiro de nações, gênio mundial, outro escolheu a felicidade do dia-a-dia. Almas gêmeas.”
Eu ia escrever uma crônica, talvez extensa, sobre esse encontro e iria derramar tinta por conta de um diálogo que imaginei no caminho para o trabalho. Mas alguém vem e faz o trabalho por mim.
A genialidade não está pensar, imaginar, bolar. Tampouco em fazer acontecer. A genialidade está no in between, é desapercebida para quem é, óbvia apenas para quem admira.
Como um quadro. Como uma frase. Uma tagline.
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Sóis que nascem e sóis que se poem
November 10th, 2009 § 6
E o menino me contou que fazia tempos que não se apaixonava e que o motor de sua vida era a paixão. Não se encantava mais com poer do sol ou o seu renascer, doze horas depois. O verão desanimava-o e o inverno trazia as lembranças de uma infância feliz.
E era essa a chave que cerrava o mistério de seu cenho torto e anguloso: fora uma criança tão bela, tão feliz mesmo nos anos de chumbo, mesmo no calor do méier dos anos setenta, mesmo na pouca grana e nos brinquedos comprados com muito suor pelos pais e avós.
Mesmo na miopia que impedia que soltasse pipas, ele ficava imaginando-as voando e os outros meninos nos telhados correndo por uma aventura de papel, linha e varetas de pau, duelos em pleno céu azul sobre zinco e telhas quentes. Depois o salto para o asfalto e a corrida com chinelos destruídos por conta do chão que turvava o ar. Ele olhava e imaginava e invejava e rezava pelo outono.
E o menino vivia um idílio de céus cianos e amendoeiras e marimbas e piões e bolas de gude. Tinha desenho animado em tevê branco e preto, tinha globinho supercolorido e leite com café e pão molhado. Tinha sorvete em lata redonda e picolé de limão quando ia à praia.
Um certo dia ele entrou na escola e viu a menina de olhos azuis. Naquele momento algo morreu dentro dele e explodiu em sonhos de gente grande. Queria ser pai, marido e cientista. Queria ser inventor, rico e andar de mãos dados com a moça loira de olhos azuis. Apaixonou-se.
Os sóis que nasciam ou se punham não mais faziam sentido, as pipas ficaram turvas e desfocadas, as bolas de gude, bobas e as crianças da rua, enjoadas. A aula ficou mais interessante e a horas se esticavam entre os olhares de soslaio da menina. Que obviamente nunca lhe deu bola.
Mas não importava. O frisson de sentar a uma carteira era o que movia o seu querer dali para frente. Viciou-se em paixão.
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Perdas e ganhos
September 29th, 2009 § 6
tirei daqui.
Outra coisa que não entendo é esse medo bobo de perder alguém antes mesmo de começar alguma coisa com ela. Algumas amigas se queixam que não entram em um relacionamento porque têm medo de se machucar, que podem se ferir muito no processo e preferem abrir mão disso. E quem disse que relacionar-se tem algo a ver com cintos de segurança, air-bags e limites de velocidade? quem quer segurança, que fique comendo pipoca na frente da TV enquanto sonha com os romances pré-fabricados de Hollywood.
A vida, querida, queridas, é feita de cuspe, sangue, porra, suor e dor. Quem quer se apaixonar tem de ter coragem para levar porrada na cara de quem mais ama. Pior, de quem não ama, mas deseja com um tesão de largar a família e morar no mato. Tesão de abrir mão de emprego, comida na mesa e roupa lavada. De querer morar na rua com esse indigente sentimental por quem você – tadinha, tão princesinha – se apaixonou e se entesou.
A vida, minha amiga, é foda.
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personas metropath
August 18th, 2009 § 0
but right now, oh man…
July 17th, 2009 § 0
Sobre Watchmen, o filme, e a violência do ser humano
April 7th, 2009 § 2
Hoje eu li um texto de um amigo que normalmente escreve umas boas piadas que me pegou na virada da esquina. Normalmente ele disserta sobre política, futebol e nerdices afins com uma verve de humor rara. Sarcasmo e ironia de primeiríssima qualidade saem daquelas páginas virtuais e tinta digital.
Mas o puto me manda um texto desconcertante. Uma narrativa inteligente, brincalhona, excepcional e única. O sinal definitivo que o cretino tem um talento inegável e se ele quiser – apenas se ele quiser – se tornará um dos maiores cronistas/contistas/escritores desse país.
É foda ver algo tão raro acontecer ali, na tua frente, na mesa do boteco. Sentir o cheiro da história acontecendo. É de uma violência incomensurável, como se fosse um tapa na cara que ecoasse por meses a vir.
Mas isso até agora não tem nada a ver com Watchmen, exceto o fato que esse mesmo calhorda não tinha lido os gibis até bem pouco tempo – e ele se dizia fã de HQs – mas foi ver o filme com afã de fã, de quem cresceu lendo Alan Moore e tendo sonhos lisérgicos a partir do mofo acumulado em páginas de quadrinhos da Editora Abril e um paralelo forçado que tento fazer.
Quando Watchmen foi anunciado, eu fiquei com os cabelos do pescoço (e até o rego, confesso) arrepiados de expectativa pela estréia. Era um dos meus ícones quadrinísticos migrando de mídia. Já tinha gostado de V de Vingança, mas o tom lírico-anarquista do gibi havia se perdido. Havia amado a versão do Homem de Ferro e gostado muito do novo Hulk (o último filme, o que se passa no Brasil) e achado que finalmente acertaram o tom nos dois Batmen.
Mas treino é treino e jogo é jogo, né? Watchmen e The Dark Knight Returns são quadrinhos-marco da arte seqüencial e, mesmo tendo outras obras que inovaram mais, tiveram melhores roteiros, melhores artes, venderam mais e etc., essas duas sintetizam tudo aquilo que os quadrinhos deixaram de ser nos anos 80 e passariam a ser nos anos seguintes (até voltarem a ser o que eram nos anos 70, mas isso é outro assunto, outro texto, outro blogue).
Quando um quadrinho (ou peça, ou romance, ou canção) migra de mídia e vira filme/série de televisão/desenho animado é esperado que haja concessões na história, no visual e no ritmo da coisa. No caso, comprimiu-se material suficiente para uma minissérie da HBO em quase três horas de filme e – na minha modesta opinião – tivemos um resultado espetacular.
Humor na hora certa (na mais ridícula possível), referências quadrinísticas mantidas e respeitadas, personagens reconhecíveis até na sombra e o grau de suspensão de realidade necessária para o tema. Mas isso não torna o filme genial ou brilhante. O Watchmen, the movie é apenas um puta filme de heróis que tentam salvar o mundo. As discussões, as viagens, os conflitos emocionais, as nuances suaves? Que fiquem no papel, onde funcionam bem melhor que na tela.
O paralelo? Ah! É quando uma pessoa sai da caixinha para fazer algo diferente corre seus riscos. Corre o risco de ser genial.
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Coralie Clément – Je ne sens plus ton amour
March 7th, 2009 § 1
Je ne sens plus ton amour
J’ai mal aux yeux
J’ai mal aux yeux de l’amour
Je met ma main au feu
Je ne sens plus ton amour
C’est ennuyeux
Que ça rende aveugle et sourd
Et si malheureux
Tu m’as dit d’une voix glacée
Tu commences à m’agacer
Je ne sens plus ton amour
Mon amoureux
Suis-je ta roue de secours ?
Attendais tu mieux ?
Je ne sens plus ton amour
Si radieux
Et je n’ai aucun recours
Tu fais comme tu veux
Tu m’as dit d’une voix sincère
Ne me laisse pas prendre l’air
Je ne sens plus ton amour
C’est facheux
Que tu joues 10 heures par jour
Dans le salon bleu
Je ne sens plus ton amour
J’ai mal aux yeux
J’ai mal aux yeux de l’amour
Je met ma main au feu
Tu m’as dit d’une voix glacée
Ne me laisse pas me casser
Je ne sens plus ton amour
Je ne sens plus ton amour
Je ne sens plus ton amour
Je ne sens plus ton amour
Je ne sens plus ton amour
Mon amour






