November 10th, 2009 §

Charile Brown
E o menino me contou que fazia tempos que não se apaixonava e que o motor de sua vida era a paixão. Não se encantava mais com poer do sol ou o seu renascer, doze horas depois. O verão desanimava-o e o inverno trazia as lembranças de uma infância feliz.
E era essa a chave que cerrava o mistério de seu cenho torto e anguloso: fora uma criança tão bela, tão feliz mesmo nos anos de chumbo, mesmo no calor do méier dos anos setenta, mesmo na pouca grana e nos brinquedos comprados com muito suor pelos pais e avós.
Mesmo na miopia que impedia que soltasse pipas, ele ficava imaginando-as voando e os outros meninos nos telhados correndo por uma aventura de papel, linha e varetas de pau, duelos em pleno céu azul sobre zinco e telhas quentes. Depois o salto para o asfalto e a corrida com chinelos destruídos por conta do chão que turvava o ar. Ele olhava e imaginava e invejava e rezava pelo outono.
E o menino vivia um idílio de céus cianos e amendoeiras e marimbas e piões e bolas de gude. Tinha desenho animado em tevê branco e preto, tinha globinho supercolorido e leite com café e pão molhado. Tinha sorvete em lata redonda e picolé de limão quando ia à praia.
Um certo dia ele entrou na escola e viu a menina de olhos azuis. Naquele momento algo morreu dentro dele e explodiu em sonhos de gente grande. Queria ser pai, marido e cientista. Queria ser inventor, rico e andar de mãos dados com a moça loira de olhos azuis. Apaixonou-se.
Os sóis que nasciam ou se punham não mais faziam sentido, as pipas ficaram turvas e desfocadas, as bolas de gude, bobas e as crianças da rua, enjoadas. A aula ficou mais interessante e a horas se esticavam entre os olhares de soslaio da menina. Que obviamente nunca lhe deu bola.
Mas não importava. O frisson de sentar a uma carteira era o que movia o seu querer dali para frente. Viciou-se em paixão.
Textos relacionados
September 17th, 2009 §
Nunca mais houve um verão como aquele. As chuvas alagaram o inalagável, transformando a Avenida Atlântica num rio caudaloso e poluído. E foram dias e carnaval de chuva torrencial onde gente morria a balde (desculpem o trocadilho) e chorava os desabamentos em plena Zona Sul da Maravilhosa Cidade de São Sebastião.
Era no governo Brizola, amado e odiado por legiões, e serviu de desculpas para campanhas difamatórias e uma ação de solidariedade da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Eu estudava num colégio católico em Ipanema e me lembro vagamente das pessoas se mobilizando para arrecadar alimento e roupas, tudo sob as bênçãos de João de Deus, o Paulo II.
Da minha parte, eu me divertia era em ver as pessoas procurando abrigo nos cantos de calçada secos, como se a chuva carregasse algo mais que os restos de vida civilizada maré afora. “Essa água tem doença”, minha avó dizia, “não vai na rua que tá tudo alagado”. Eu descia para o play – sim, sou moleque de prédio, criado em pleigraundi – para andar de bicicleta, fazer guerra com garrafas e pistolas d’água e jogar Super Trunfo com as outras crianças.
Quando chove forte no verão (ou no inverno, tanto faz) me voltam as boas e felizes memórias de um refresco no calor louco do Rio, de um tempo em que as coisas pareciam ser mais simples e resolvíveis num par ou ímpar, num zero-ou-um. Que o meu anseio maior era ter uma bicicleta Brandaine e saber se o UltraSeven era melhor que o Spectreman.
Apesar das mortes e das varejeiras que vinham do morro atrás do meu prédio. As vidas que iam, as tragédias, vindas da mesma fonte da minha alegria. Da mesma fonte, alegria e tragédia, ventura e desgraça.
Textos relacionados
July 1st, 2009 §
Escrever sobre o ato é um artifício que o cronista lança para enganar a si e ao seu patrão (o leitor não conta, a função do escritor é iludir quem lê e fazê-lo achar que o seu causo é o mais interessante, o mais relevante, o mais inteligente ou qualquer outro superlativo que lhe venha à mente), mas que vira e mexe temos de fazer uso para garantir a matéria no jornal, a coluna na revista ou o afago do leitor do blogue. Então, para comemorar um mês e uma semana sem atualizar esse espaço, segue a minha enganação da vez.
Afinal de contas, sou uma farsa.
—
Muitas vezes me pergunto o porquê de ainda insistir em escrever. Já disse antes que não é piti de atualizar blogue ou frescurite de writer’s block, mas é que a vida às vezes nos leva para alguns cantos que não esperamos, um retorno não programado à casa, uma tomada ostensiva do teu tempo vago por jogos digitais, listas de discussão que te arroubam a verve, coisas assim.
Uma vez disse que escrevo não porque quero, mas porque é impossível deixar de escrever. Isso foi em outra época – um surto e meio atrás – onde a minha necessidade de me expressar era mais urgente. Uma necessidade de eu me entender comigo mesmo para mim. Saca? Pois bem. Eu não.
Fato é que deixo de escrever hoje facilmente. Passo meses sem ter necessidade. Pelo menos em escrever aqui. Quando penso que tenho dois livros na fila (um iniciado, outro no rascunho), uma peça para finalizar e muita, mas muita coisa para fazer de nove às dezenove, desanimo. Mesmo.
Disse uma vez – não aqui – que ler um livro como “Guerra e Paz” era um ato anacrônico. A vida moderna te rouba tempo demais para que consigamos devorar seiscentas e poucas páginas como se fosse um folhetim. Somos mais diáfanos e efêmeros que nossos bisavós. E somos mais rápidos, lépidos e fagueiros também. “Seiscentas páginas? Só se tiver gráficos e organogramas e mancha de texto com corpo 16 sobre 18”. (Antes que me batam, não acho isso bom. A nossa sociedade precisa reaprender o valor do freio, da marcha-lenta. Mas não vou ser eu que irei ensinar. Deixo para os enfartados aos trinta que aprendam a lição.) Quando me dou conta que ler mil páginas é impossível para mim hoje, penso logo: “Como esse puto (o autor) conseguiu escrever esse calhamaço? E com bico de pena ainda? Ele não trepava?”
Na verdade, não é questão de tempo. Afinal, tempo é apenas uma percepção. Mas é uma questão de culhão. De tesão pela coisa. Sim, o cara não trepava para escrever dez mil páginas. Esse tal de Autor tinha de apontar a pena, conseguir a tinta, descolar o pergaminho e escrever, escrever e escrever para caralho. Pra caralho, inclusive é a metáfora perfeita.
Agora entendo o porque da necessidade anterior de escrever como se não houvesse amanhã. É que escrever, pra mim, era como desnudar uma veia dilatada que ligava a alma aos colhões.
Era o gozo da minha essência imaterial em tinta digital manifestada.
Textos relacionados
April 9th, 2009 §
Uma amiga me disse que nunca viu o pai dela dizer-lhe “eu te amo”. Nunca ouvi do meu. Tampouco lembro de minha mãe, avó, tios, primas dizer, dizerem.
Eu, sempre. Até futilmente. Até para quem não mereceu.
Eu lembro de ver minha mãe pintando as unhas na sala e chorando um amor frustrado. Lembro de minha avó desesperada pelo neto que casava novo, assim como fora o filho desamado. Lembro de coisas que me doem no core, mas não consigo me lembrar dos sorrisos, das piadas, das brincadeiras, das pequenas felicidades do dia. Não lembro desses dias, dessas efemérides, mas lembro que éramos todos felizes na nossa miséria classe média diária. O riso existia, tenho certeza inabalável disso.
Não queria outra infância. É o que me fez o que sou.
Textos relacionados
January 12th, 2009 §
rodoviária carioca pela manhã. táxi. casa. acordo a moça. durmo. acordo. banho. casa da avó. almoço. papo. lanche. shopping. cinema. janto. casa. acordo domingo tarde. banho. almoço na casa da tia. papo. café na casa de amigos. casa. filmes (2). despedida. rodoviária. ônibus. sono. são paulo.
no ínterim, sexo sempre que conveniente.
Textos relacionados
December 19th, 2008 §
Mais um ano termina e a sensação é – de novo – um milk-shake de alívio com sensação de tempo perdido. Nesse ano que passou a vida me trouxe algumas surpresas. A maioria realmente muito boa, o restante ainda está sob análise da distância emocional que só o tempo dá.
Vocês já conhecem a velha história, né? O amor que deu errado abre as portas para uma felicidade mais ampla, plena e absoluta (para ambas as partes); o emprego que te dispensou gerou uma reinvenção da maneira que você se colocava perante o mundo; os amigos que te humilharam no passado te fizeram escolher e entender melhor a humanidade.
Tudo isso só se dá com o passar do tempo.
Viver do passado é a essência da condição humana, racional. É através desse arremesso para o ontem que conseguimos ter certeza que haverá um amanhã. É paradoxal que só consigamos projetar o futuro através do seu oposto mas é assim que o homem funciona. É assim que gosto de ser.
Num papo de almoço dessa semana, falávamos sobre a vida e a morte e o que acontece nesse ínterim. Independente da fé e religião de cada um, a única coisa que me parece certa é que estamos sempre pendendo sobre um enorme abismo que nos devora dia-a-dia, comendo com fastio a essência criativa, a fagulha primeira, mas que é o responsável por nessa geração. É um Urano devorador de sonhos e gerador de monstros bípedes pensantes. Um senhor das chances que deu as condições para nos trazer até aqui apesar da improbabilidade da simples existência – da criação do universo até a chance de nossos pais se encontrarem, tudo é muito raro, único, uma loteria química altamente improvável – e apesar dessa mega-sena cósmica, estamos aqui desafiando as certezas e as firmezas do mundo.
Andamos numa corda-bamba de probabilidades entre o caos completo e o oblívio, entre a inércia e a explosão térmica. E nesse fio de existência criamos, construímos, vivemos, nomeamos, destruímos, esquecemos, amamos, desamamos, geramos, exterminamos, nascemos e morremos e crescemos como nossos pais e avós. Cada um de uma maneira única. Pessoal.
Somos improváveis, paradoxais, imprevisíveis, certos e inexoráveis.
Pois o que espero de 2009, é que ele seja mais humano que nunca, que seja paradoxal, improvável, imprevisível (apesar de certo e inexorável) e que me coloque cada vez mais balançando sobre o abismo que é a existência.
Textos relacionados
June 23rd, 2008 §

Textos relacionados
August 13th, 2007 §
publicado na Tribuna da Imprensa
Te agradeço, ó pai, por sua história, repleta do que há de pior num ser humano. Nem tanto pela falta de caráter que lhe é famosa, ou pelo descompromisso que demonstraste em teus mais de sessenta anos ou ainda pelo egoísmo ilustrado pelas diversas cenas de tua vida, mas, sobretudo, pela incapacidade que tiveste em amar sinceramente quem atravessou teu caminho. Tuas mulheres foram tuas conquistas, e não parceiras, e teus inúmeros filhos foram troféus de cópula e fertilidade, não continuação de tua história. Teu desprezo pela emoção alheia, pelo sofrer do outro, pelo sorriso cúmplice são apenas moldura para esse desamor que sempre te norteou.
Por isso e muito mais, tu me és exemplo de tudo que é errado e te agradeço por isso.
Pai, sou grato por me dares a pequena ausência diária, o abandono constante e o oblívio à baia. Nesse espaço que me destes, ainda que inadvertidamente, pude criar pais ideais, famílias perfeitas, e exemplos de humanidade que, com a tua presença, me seriam impossíveis. Sou grato por me dar a chance de sonhar com alguém perfeito e obrigado por nunca destruíres esses meus sonhos com as suas falhas e erros que são tão documentados e por poder adotar os heróis do papel como meus de fato, já que não havia carne para competir com eles.
Obrigado, acima de tudo, por me ensinares desde os primeiros momentos que o mundo não vela por mim, que não existe alguém forte que vai dar uma surra no menino que me ameaça na escola. Aprendi que se eu quisesse bater em alguém, teria de usar os meus próprios punhos, cuspir o meu próprio sangue e destilar o meu próprio ódio. Ou assumir a minha fraqueza e covardia e fugir do embate físico desde garoto. Obrigado por me ensinares que posso sempre fugir, me esquivar, me esconder.
Mesmo quando não é preciso.
Sou agradecido por me mostrares que a mãe também pode ser pai e que família é mais que sangue ou nome no cartório. Que avôs e avós, tios e tias, primos e primas são tão importantes quanto tu, principalmente quando te dão colo, surras, presentes e castigos. Todo carinho e atenção, ainda que mendigados, são importantes para quem tem uma ausência como referência. Desta forma, aprendi que todo amor é válido, raro, sagrado e tem de ser respeitado. Que cada gota de paixão é um ato divino e tem de ser respeitada. Que o respeito, por si mesmo, é algo que tem de ser conquistado a cada dia, a cada ato, a cada palavra. E que posto, ascendência ou hierarquia não significam nada quando não são expressões do ser, manifestações da alma.
Te agradeço, sobretudo, pelo vazio que é a nossa relação, pois nesse vácuo que me criei e moldei o homem que hoje eu sou.
Textos relacionados
August 2nd, 2007 §
publicado na Tribuna da Imprensa
Sei que Deus e o Diabo moram ali nos pequenos detalhes. Também sei que cada moeda economizada, cada grão do papo, cada segundo contam. Mas me impressiona a forma que se perde a visão do todo quando o detalhe, cada ínfimo detalhe, é criticado.
Quer um exemplo? Os amigos estão com uma modinha interessante de tirar diversas fotos em macro ou com cortes esquisitos de paisagens urbanas e colocar nos seus álbuns digitais. Não acho feio, absolutamente, ou errado ou esquisito, mas não consigo deixar de pensar no resto que foi sonegado da imagem recortada. Um close numa flor, expondo os estames, me nega a visão do jardim ou da selva onde ele está plantada. Outro nos fios de um poste de luz esconde a poluição das centenas de volts que voam por nossas cabeças. Um terceiro registra um olhar triste e bonito, mas esconde as mãos ou o jeito que os pés da criatura estavam cruzados. E isso fala tanto da pessoa, cenário ou planta quanto o detalhe.
Eu adoraria que essa moda de foto-detalhe fosse o último suspiro do cartesianismo na nossa cultura. Mas não é, infelizmente.
No trabalho, as pequenas variações microcósmicas das vendas dos diversos produtos de entretenimento que vendemos são mapeadas e escrutinadas em seus detalhes mais íntimos. E ainda assim ficamos cegos com o comportamento de diversos produtos. Falta a visão do todo. Por sorte a equipe inteira tem isso em mente e consegue imaginar o gigante pelo dedo.
Normalmente isso seria encarado apenas como parte da nossa rotina diária. Pra ser completamente sincero, isso é a totalidade da nossa rotina. Mas o desespero no detalhe, a fúria pelo descontrole do mínimo, me assusta sobremaneira.
Eu fico pensando nas avós que ainda fazem crochê ou tricô. Eu fui criado numa casa onde as pessoas passavam parte do tempo embriagando a mente com raios catódicos e ocupando as mãos com agulha e linha. Eu até invejava as mulheres da minha casa que tinham aquela capacidade de se desdobrar em diversas atividades. Ainda tenho, aliás. Mas o caso é que cada nó, cada detalhe, era feito com a consciência do todo. Se fosse virar uma pantufa, as linhas estariam à mão, as agulhas certas também. E quando o erro mínimo era presente, elas olhavam para a obra, soltavam um sonoro palavrão e recomeçavam o trabalho sem mais estresse.
Não pretendo fazer um comparativo de marketing entre o tricô e os mercados digitais – o que seria até uma boa idéia para um livro desses feitos para empresários, com letras grandes e muitos, muitos gráficos que vão do nada ao lugar algum – mas na obsessão pelo detalhe, pelo mínimo.
Eu tive um professor de desenho que tinha um comportamento singular. Quando um aluno vinha estressado com algum pepino de algum projeto, ele dava o norte do que ele deveria fazer: trabalhar mais nas texturas, treinar mais as aguadas, exercitar o traço com o lápis ou caneta ou hidrocor. Quando o incauto e imaturo aluno tentava arrancar um algo mais dele, vinha o inevitável: “Caguei pro detalhe! Vai e faz!” No caso, era um “estímulo” para o moleque se virar e ralar um pouco mais, mas a intenção me marcou profundamente.
Dei essa volta prolixa para tentar ilustrar um ponto bem mais simples. O quanto de detalhe atrapalha a nossa felicidade que, por si, é efêmera. Que nó, ou “corte de percepção” estamos dando para nós mesmos para evitarmos uma realização?
Com essas dúvidas, eu me recolho e tento sonhar uma resposta.
Textos relacionados
April 10th, 2006 §
publicado na Tribuna da Imprensa
Estava sentado no computador quando a baixinha veio, imersa em lágrimas, me pedir para passar uma fase do jogo que ela estava a brigar com. Olhei com o preparo básico de pai babão que tem de esconder as próprias lágrimas de empatia quando tem de encarar o problema da filha.
“Catarina, o que está acontecendo?” “Não consigo passar de fase, pai.” “Mas se você não tentar, não vai aprender.” “Mas pai, eu já tentei mais de mil vezes e não consigo.” “Catarina, se você não consegue, deixa quieto. Troca de jogo.” “Mas eu quero esse jogo aqui. É dele que eu gosto, só não consigo passar dessas duas fases. Quero ver o jogo até o fim.” “Não, Catarina! Não vou passar a fase para você. Ou você aprende a jogar ou então troca o jogo.”
Virei a cara para o meu próprio jogo e pensei melhor. Quantas vezes eu me tranquei em meus problemas sem ter a capacidade, melhor: a hombridade de virar para o lado para o primeiro amigo desconhecido e pedir: “Me ajuda?”. Pior. Quantos que, ao invés de dar a mão, disseram: “Se vira, negão!”
Para piorar a situação: se ela não pode pedir ajuda ao pai, a quem ela pedirá? Tá certo que era apenas um jogo, que ela tava cansada por ter estudado o sábado e o domingo quase inteiros (eu detesto tabuada também, Cacá) e que não queria pensar em como passar no joguinho, queria apenas relaxar em frente à nova máquina de fazer doidos.
Mas não dava para arredar agora, né? Já tinha dito não e não é não. Ponto. Só que a baixinha tem como apelar. Se a comoção não ajuda, as forças superiores não hão de falhar. A bisavó e matriarca do clã se posicionou ao lado dela e virou-se para mim.
“Por que a menina tá chorando?”
Obviamente gaguejei mas consegui explicar que era apenas um jogo, que ela tem de aprender a resolver os problemas sozinha e tal. A vó-bisa disse nada. Só olhou com aquela cara de quem sabe que estou certo mas me deixando mais errado que tudo na vida.
“Ajuda a menina, vai.”
Fui lá, passei as duas fases e ela abandonou o jogo em cinco minutos.
Textos relacionados