Esquinas da memória

September 14th, 2009 § 1

Não havia um dia que ele não se lembrasse dela e que não relembrasse as caminhadas no calçadão de Copacabana, os beijos ardentes nos bancos da praça do parque Garota de Ipanema e os baseados na Pedra do Arpoador. A história dele estava tão encruada naquelas ruas que os prédios pareciam dizer “você nasceu aqui”, “aqui você amou pela primeira vez”, “aqui você viveu pela primeira vez o prazer de uma mulher”, “aqui você amou para sempre”.

Mas tudo tem o seu fim. É a lei natural das coisas e é mais natural e lei quando se tem dezesseis anos. O Arpoador ensinou ao rapaz que o desamor dói e dói mais quando é o outro que desama. Principalmente quando é o outro.

A menina não deu explicações, não contou histórias. Apenas chegou com um “não quero” no bolso e entregou para ele na Gomes Carneiro. Ele sentou no canteiro e chorou as derrotas de adolescente desencantado. Não sabia a menina que o que se faz nessa idade, grava na alma. Como o cenário de um romance, como uma música que se escutava quando aprendemos a sorrir, como um ato sem motivo.

Sua vida virou um eterno “por quê?”

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sobre beijos

July 31st, 2009 § 0

são tantos os beijos quanto as pessoas que estão a beijar

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Sobre a arte de dar as mãos

July 11th, 2008 § 9

publicado na Tribuna da Imprensa

Hoje eu li em um blogue de uma amiga (http://simsenhoras.blogspot.com/2008/07/quero-namorar-o-wall-e.html) que ela não vê mais as pessoas simplesmente dando as mãos por aí. Que no arsenal da conquista não se usa mais o singelo gesto de procurar a mão da menina e segurar os dedos entre os dedos num enlace quase que obsceno, mas mais singelo que os olhares que enrubescem. Que não vê mais o gesto em si mesmo gerando o momento mágico.

Eu sou uma criatura de “grude”. Gosto de tocar, abraçar de dar beijos e tal em quem tenho carinho e afeto. Obviamente já passei da fase adolescente onde os futuros adultos arrumam n desculpas para se jogar uns em cima dos outros ou se amontoarem pelos cantos. Algo a ver com os hormônios em ebulição ou uma desculpa esfarrapada para pré-sexo. Dito isto, acho que poderão entender melhor o caso que tenho para contar.

Pois bem.

Um dia, numa das minhas idas profissionais à cidade do dinheiro e à terra da fortuna, eu saí com uma conhecida para podermos materializar o nosso conhecimento mútuo. (Não me entendam mal! A frase anterior é só uma forma pernóstica de dizer que fui conhecer de fato uma pessoa que conhecia pela Internet. É que às vezes conheço mais de fato quem nunca vi de perto. E às vezes conheço menos de perto quem já vi de fato. Fato.) Fomos a uma pizzaria numa praça que só recentemente voltei – e gravei o nome. E obviamente me esqueci novamente, a ponto de não ter sequer referência para citar nessa crônica de quarenta linhas.

A pizzaria era modernosa, com uma decoração bem interessante. Como bom carioca, sempre achei que pizza boa era a que era servida rapidamente. Ali fui introduzido à grande arte de ser fazer Pizzas em Sampa.

Antes mesmo de fazermos o pedido, senti que havia algo no ar. Uma atração definitiva. Da minha parte, claro, por minha amiga. As pizzas não tinham nada a ver com a história. A moça era bonita, charmosa, interessante mesmo. E tinha bom gosto. Afinal de contas, sabia escolher a companhia para o jantar.
Durante o evento inteiro eu não conseguia desgrudar os olhos dos olhos da moça e “dava um jeito” de fazer as mãos delas encontrarem as minhas. Quando ocorria, parecia que eu estava segurando o braço de uma cadeira ou apenas uma maçaneta. Nada. Nem uma fisgada, nem uma alteração na voz da moça. Nadica de nada. Um suspiro ou uma pausa ao menos? Não.

Obviamente achei que não tinha logrado sucesso e tal. Mas são coisas da vida. Se todas as mulheres desejassem todos os homens (e vice-versa), não haveria agenda que desse jeito para tanta fornicação. Ou romance. Fica no teu critério. Fato é que não funcionaria de forma alguma. Há de se ter a rejeição por bem da humanidade.

Mas, como a vida sempre surpreende e desconstrói as primeiras impressões, na saída, a moça me permite um beijo. Obviamente voltei pro Rio sem entender coisa alguma.

Quando mudei em definitivo para Sampalândia, eu entendi que havia um tipo de gente que não se toca, a não ser na intimidade. Que um abraço pode ser sinal de posse e que um pegar em mãos pode ser ostensivo, declaratório e íntimo demais para duas pessoas que apenas se flertam.

Da pior forma, entendi que esse não era o meu tipo de gente.

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Dois beijos

October 19th, 2007 § 6

publicado na Tribuna da Imprensa

E foi isso: dois beijos e tchau. Aí ele olhou para ela e pediu o telefone. Ela deu. Ele chegou a pretexto de se despedir novamente sob alguma desculpa esfarrapada deu mais dois beijos. Ali no ladinho, derrapando na curva. Ela retribuiu os beijos com um olhar maroto. Ele saiu achando que tinha de ficar. Tomou caminho de casa com a sensação que algo ficara natimorto.

Abriu o livro que o fazia chorar de saudades de casa e das histórias e terminou-o. Reparou que o cheiro dela ficara na camisa. O cheiro de rosas? Cheiro doce e azedo. Cheiro que ficaria bem se misturado ao suor dele e ao atrito do látex e lubrificantes íntimos. Cheiro que combinaria com lençóis limpos em lavanderias industriais e odorizadores de quartos de hotéis de três estrelas.

Chegou em casa, tirou a roupa e tomou um banho. Tonto, por conta da cerveja forte, lavou-se por mais tempo que precisava. Lembrou-se das histórias que sabia da moça e sabia que era insensato insistir naquele curso de ação. Não era sensato, absolutamente. A história já estava escrita e reescrita e ele já errara suficientemente para saber o que fazer. Demorou-se mais que o necessário no banho. A água quente relaxava as costas tensas das semanas ruins que antecederam o evento. Sonhou um pouco com uma fortuna que nunca viria pela mega-sena. Sonhou mais um bocado com sexo com metade das mulheres bonitas que viu no dia.

Enxugou-se e vestiu o moletom centenário que usava como pijama. Fazia tempo que não tinha companhia feminina regular, daí o acúmulo de roupas que mereciam o oblívio no seu guarda-roupas.

Mandou uma mensagem de texto pro celular dela. “Quero te ver. Beijo.”

Colocou um Bob Dylan para ouvir e deitou-se na cama. O cheiro não sumia. Pode ser a camisa, a calça, as meias, a cueca. Levou-as todas para a máquina de lavar roupas e colocou-as em molho. Voltou para o quarto. Não entendia o que o velho Bob cantava, mas estava confortável e agradável. Pegou um livro do Eco e folheou umas dez páginas. Dormiu.

Acordou com Mr. Tamborine Man e viu que cochilara por dez segundos, ou minutos. Sonhou muito no meio do processo. Descobriu uma animação incomum para uma quinta-feira à noite e tomou outro banho. Bebeu água. Colocou Chet Baker para tocar no lugar. My Funny Valentine. Sentiu vontade de tomar um vinho e comer um pão com queijo. O vinho veio fácil, como água. O pão deu mais trabalho. Desistiu e abriu um pacote de batatas fritas de marca americana. Começou a tocar Billy Paul e ele trocou a música. Lembrava de uma moça que ele queria. E que tinha um perfume igual.

Sabia que não iria dormir. Olhou pro celular esperando uma resposta. “Duvido. Deve estar mais bêbada que eu.”

Era verdade.

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Hojerizah – Roma

October 10th, 2007 § 0

Composição: Flávio Murrah

agora eu sei
o ponto em que cheguei
certas pessoas me assustam
não pelas rugas
que se espalham no rosto
mas os anos se passaram
os anos se passaram
e elas nada entenderam
e continuam pintando
os seus cabelos
o tempo é outro
e as esperanças ficaram
dentro do quarto
ou na lâmina de uma gilete

tão breves
tão distantes
os beijos do mundo
eternos hesitantes

fingidos pelo mundo agora eu sei o ponto
em que cheguei
certas pessoas me acusam
só pelo uso que faço do corpo
mas os olhos se fecharam
os mesmos olhos
que choram os mortos
use melhor as suas lágrimas
com esse mundo que te rodeia
ou com a dor do teu ofício
ou a dor do sacrifício

tão breves
tão distantes
os beijos do mundo
eternos hesitantes
fingidos pelo mundo

ouça aqui

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Você

July 20th, 2007 § 1

publicado na Tribuna da Imprensa

Você é desafio de minha vontade de querer ficar quieto, encaramujado, resignado, acomodado, morto ainda que desertor das emoções, das vontades, dos quereres e dos prazeres, desafio que me faz levantar da cama e ver que o sol brilha, o mar chama e seduz. É o que me fez pensar em ver o sol de novo. Ver o sol a pino, no ocaso do dia, no raiar da manhã.

Você é o olhar que brilha sapeca quando a canção que não cala chama o nosso nome para pista de dança e quando floreia os passos, transforma as pernas em girassóis que me enrubescem e me fazem lembrar que ainda corre sangue em algumas partes enferrujadas. É sangue o que está ali, não ferrugem. É sangue.

Você é o que me abre a veia do verbo, me faz sangrar em letras o que eu sinto e senti, derramar em tinta vermelha o que foi prometido por algo que está acima e além. É quem me faz sentir as dores do lamento e sorrir apesar do corte na alma. Pois elas são marcas de nossa travessura curta, o joelho ralado dessa paixão radiante. É o meu sorriso chorado quando vejo as fotos de nossos beijos, as imagens da mente de nosso calor. Para ti, por ti e apesar de tu.

Você é o que me inspira escrever algo algo em resposta. Apesar de saber que não escreves para mim. Não mais. Nunca mais.

Você é a coragem que eu tenho de lutar pelo que amo. E mais não digo sobre isso.

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O pai de seus filhos

November 3rd, 2006 § 0

texto publicado em LIVinRooom

texto publicado na Tribuna da Imprensa 

Elisa recebeu o telefonema logo pela manhã. Mal tinha terminado a profilaxia bucal e já tinha de dar satisfações sobre a troca de saliva do fim de semana recém-encerrado. Após o usual papo de quarenta e cinco minutos, conseguiu se desvencilhar da criatura que a alugava e terminar de se arrumar para o trabalho. No caminho, algum trânsito e devaneio. Parou na Barão da Torre para pegar Ana, que era carona certa e confidente matutina.

Dado momento no caminho para São Conrado, Ana teve de salvar o celular da amiga do suicídio certo. Uma curva mais brusca fez deslizar o telefone pelo painel do carro. Quase que o bichinho tem a sua primeira lição de vôo.

Curiosa, resolve fuxicar nas mensagens da amiga.

“Sexta-feira, 17h43min – Saio do trabalho em meia hora. Passo aí e já emendamos ou espero você ir para casa? Beijos.”

“Quem é o bruto?” “É novidade. Quis brincar de namorado no fim de semana.” “Aprovado?” “Sei não. Talvez. Beija bem.” “Bom sinal.”

Ana estranhou o silêncio da amiga. Bom. Talvez fosse apenas uma fodeca temporária e sem importância. Continuou a fuçar.

“Sexta-feira, 21h24min – Estou na portaria. Beijo.”

“Sábado, 12h02min – Adorei ter amanhecido com você. Cinema hoje? Já com saudades.”

“Sábado, 20h02min – Estou na portaria. Beijo.”

“Domingo, 10h37 – Já tomou café da manhã? Garcia e Rodriguez?”

“Garcia e Rodriguez, amiga?” Ana não conteve o deboche.

“Que que é isso? Não se pode ter mais privacidade?” Elisa riu um bocado.

“Vamos parar no posto para comer alguma coisa? Tô faminta.” “Por mim, ok. Estamos adiantadas mesmo. Aproveita e me conta do bofe.” “Não tenho muito a contar. Ele é bonito. Tem um bom emprego. É asseado.” “Asseado? E isso é qualidade que se atesta no curriculum de alguém?” “Deveria constar. Cansei de homem que não troca as cuecas ou apara os pentelhos. Bom… ele é asseado, beija bem, atencioso, carinhoso. Inteligente. Mas não muito. Culto, sem ser pernóstico. Cavalheiro, sem me subestimar. Enfim: quase perfeito.” “Por que quase? Para mim tá perfeito. Já sei! Péssimo na cama?” “Não.” “Mas o que tem de errado no mancebo, mulher?” “Nada.” “Acho que entendo…” “Pois é. Esse é o pai dos meus filhos.” “Mas você não quer ter filhos, Elisa.” “Exatamente. Não agora. E eis que me aparece o príncipe encantado.” “Que merda!” “Nem tanto. Vou administrando. Se ele se revelar um sapo ou um chato, descarto. Caso contrário…” “Caso contrário o quê, Elisa?” “Caso contrário, me caso com ele, ora.”

Entraram no carro. Ana ligou o rádio e, na mesma hora, o telefone vibrou. Mais uma mensagem de texto.

“Posso ver?” “Claro. Dificilmente ele mandaria algo impróprio para mim.” “E se for uma cafajestagem de um outro qualquer?” “E cafa manda mensagem de texto?” “Ô se manda!” “Pode ver sim.”

“Segunda-feira, 7h46min – Minha linda. Adorei o domingo. Vamos jantar?”

A mensagem decepcionou Ana, que esperava ver algo mais picante. Mas é claro que o homem perfeito não faria essa deselegância com a sua lady. Previsível. Ana olhou a amiga que estava estranhamente compenetrada na direção. No rádio tocava uma músia do Aldir Blanc. Contava a história de uma ex-amante que arruma um bom partido.

“Finalmente teu garoto/ vai ter um pai de primeira/ você mais segurança e um pingüim na geladeira/ na cabeceira um relógio/ a hora mais luminosa/ churrascaria aos domingos/ dois bombons e uma rosa.”

Virou-se de novo para Elisa que catava os óculos escuros ao sair do túnel Zuzu Angel.

“Não há xampu não há creme/ que apague ou que desmarque/ da tua pele o meu beijo/ fedendo a conhaque.”

Elisa reprimiu algo em si e as amigas ficaram em silêncio até o carro ser estacionado. Na saída falou entre soluços.

“Eu não o amo, amiga. Não o amo.”

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Quatro homens e uma mulher

October 22nd, 2006 § 1

publicado em LIVinRooom.

publicado na Tribuna da Imprensa.

“Toda mulher tem de ter quatro homens na vida. Se não tiver esses quatro tipos, vai ser uma eterna frustrada.” “Porra Elisa, parece que você leu o texto do Zander.” “Que texto que nada. Aquilo era bullshitagem pura. O cara não entende de porra nenhuma. O que eu te digo é apenas a verdade. Aliás, como sempre, estou certíssima”.

Os amigos riram na mesa e se revezavam entre zoar Elisa, servir-se do linguado à moda e tentar adivinhar o que ela estaria inventando agora. Ela sempre vinha com uma história inverossímil, uma teoria incongruente ou uma aventura impossível. Sempre era diversão garantida dados os maneirismos e as caretas que, inevitavelmente, acompanhavam as suas narrativas. Ela era uma das raras mantenedoras da arte de contar histórias e sempre praticava a sua perícia nas fogueiras modernas: os bares da vida.

“Então, o primeiro homem que uma mulher tem de ter é ‘O Homem Que Ela Admira’. Esse cara tem de ser lindo, inteligente, rico, bem-sucedido, atlético, carismático e carregado dos demais outros atributos que nós atavicamente procuramos em cada macho procriador. Note que ele jamais será o pai de nossos filhos ou tampouco será ‘O Que Nos Acompanhará Por Nossa Vida’. Ele apenas é o fruto de nossa admiração sincera e plena.” “Mas se eu encontrar um cara assim eu caso com ele!” Disse Marco, debochando descaradamente. “Daí, nenhuma novidade.” Diz Júlio, contra-zoando o amigo à mesa.

“Mas não é para casar”, retoma Elisa, “é para admirar. No máximo dar uns beijos ou uma trepadinha casual. Ele é ‘O Intangível’, ‘Aquele Que Não Pode Se Sujar No Mundano’. Saca aquela mulher que você não consegue imaginar cagando ou menstruando? Pois é. Ela caga e menstrua. Esse carinha não peida debaixo do cobertor. Nem cheira depois.” “Mentira! Não tem quem não faça isso!” “Porra Júlio, não tá difícil entender a coisa, né? Quer que ela desenhe?” “Porra Alice, não sou tão estúpido assim.” “Menino, menina, deixe a Elisa terminar que isso tá legal.”

“Pois é. Deixa eu falar do ‘Homem A Se Admirar’.” “Não tem mais o que dizer, Elisa. Tá entendido isso. Ele é O Muso, o que inspira, o intangível.” “Não, Marco. Ele não inspira. Ele, no máximo é um modelo e, como todo modelo, está destinado a ser questionado e substituído. A Musa (ou o Muso) não. Ele, ela, é fonte de inspiração do poeta, do artista e só é substituído numa epifania. Numa nova revelação de entendimento do mundo. ‘O Homem A Se Admirar’ é substituído à medida que a mulher amadurece e vai vendo que precisa cada vez menos de modelos masculinos até aceitar o macho com todas as suas falhas e defeitos.” “Quer dizer que é um modelo descartável?” “É, Alice. Algo por aí. De forma que, quando o modelo antigo não cabe mais na nossa vida, jogamos fora e conhecemos outro homem lindo, inteligente, sensível, milionário, sarado, simpático e igualmente intocável.”

Os meninos trocam rapidamente de assunto enquanto elas se levantam para ir ao banheiro. Na volta os rapazes já estavam com a conta pedida e armando para a noitada. “Vocês querem ir conosco? Hoje tem Maldita na Matriz e posso colocar o nome das duas na lista. O Áureo é meu amigo e sempre tenho lá: ‘Marco e mais três’ na porta.” “Pode ser, baby. Vamos, Elisa?” “Vamos sim. Depois eu falo dos outros tipinhos”.

Conta paga. A noite ainda era uma criança pros quatro.

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Corrente básica

September 14th, 2006 § 5

Então.

A Dama ali me mandou essa carga pesada. Ninguém merece isso. Pô! Corrente nessa altura do campeonato. Logo eu que sou um tipinho discreto e tímido. Não perturbo. Tomo banho todo dia e uso perfume de madeira… ai ai ai. Precisava de uma praga dessas justo hoje?

  1. Sol em Áries, Ascendente em Aquário, Lua em Libra. O resto só com compromisso de intereação ludo-sexual.
  2. Meu nome é Zander, porra! Alessander Bruno é o caralho!
  3. Tenho o incrível dom de destruir piadas. E de fazer rir com histórias sérias.
  4. Sou o Woody Allen que não deu certo. Ou o contrário disso.
  5. Acordo conferindo emails e durmo programando downloads.
  6. Acho que não sou um bom pai. Não tanto quanto ela merece.

Agora, como faz parte da praga, repasso pras amigas. (foi mal aê!)

Ana, Carol, Paula, Julia, Mariana e Livia.

Beijos nas faces.

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Me publicaram!!! (agora em átomos!!!)

November 17th, 2005 § 4

Amigos, Netbuddies e outras criaturas digitais.

Publicaram o Horizonte Roubado na Tribuna da Imprensa.

Se puderem dar uma força, indo no site ou comprando o jornal, agradeço encarecidamente.

Muito obrigado a todos pela atenção e, Lu, você mora no meu coração!

Beijos!

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Where Am I?

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