Eu tenho uma confissão a fazer: nunca estive tão feliz na minha vida. E não é essa felicidade de paixão ou de time que ganha o campeonato.
Até porque, no primeiro quesito, a paixão foi substituída por um amor mais sereno e perene e, no segundo, o meu time foi rebaixado para a segunda divisão.
É que, graças a uma amiga, eu entendi que olhava a vida com os olhos de quem não espera a morte, de quem acha que a vida vai se estender para sempre. Eu, que sempe combati ideologicamente a eternidade, me comportando como quem crê no eterno.
Resolvi admitir para mim o fim das coisas, que a dor faz parte dos processos de tudo que é bom (e o alívio do que não prestava). Resolvi assimir a postura de quem é passageiro e quem quer deixar pegadas discretas na história.
Hoje, quero apenas as dores vindouras, as tristezas futuras, que o momento é de felicidade.