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	<title>a casa do zander&#187; Histórias asasssinadas</title>
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	<description>pensamentos esparsos de uma mente desconexa</description>
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		<title>Histórias asasssinadas</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 18:27:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu mato algumas histórias por dia, sonhadas no banho matinal as esqueço assim que a rotina se faz presente. Afinal de contas, só as histórias que valem a pena sobrevivem ao dawirnismo corporativo que os proto-escritores se submetem para pavimentar o laborioso caminho até o jaguar próprio (Juca Chaves Style mode on). Mas algumas sobrevivem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu mato algumas histórias por dia, sonhadas no banho matinal as esqueço assim que a rotina se faz presente. Afinal de contas, só as histórias que valem a pena sobrevivem ao dawirnismo corporativo que os proto-escritores se submetem para pavimentar o laborioso caminho até o jaguar próprio (Juca Chaves Style mode on).</p>
<p>Mas algumas sobrevivem da mesma maneira que a natureza trata os seres vivos. Sobrevivem porque são resilentes, sobrevivem porque são adaptáveis, urgentes ou porque têm sorte. Essas últimas tendem a ser as melhores delas todas.</p>
<p>Pessoalmente, gosto daquelas histórias que têm que ser contadas, são mais fortes que eu e me causam incômodo durante o período que ficam guardadas no meu cenho. O humor piora, as regras idem, e eu me vejo acorrentado hormonal e emocionalmente a um teclado, digitando palavras que não me pertenciam e já deixam de ser minhas. Algo que a compulsão me empurra a fazer. É impulsão de texto, propulsão de léxicos. alma.</p>
<p>Obviamente essa não é uma delas.</p>
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		<title>Tempus fugit</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 18:47:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas mais cruéis de se envelhecer não é descobrir que aquelas coisas que fazíamos aos dezessete anos só conseguimos com auxílio de uma enfermeira ou com drogas especiais. Ou que aquele reflexo no espelho não é da sua mãe ou do seu avô, que aquela menininha loira de olhos azuis que sentava duas carteiras à sua frente, hoje é uma matrona, com dez filhos e um neto chinês. Ou ainda se pegar tendo um <em>deja vu</em> numa conversa com sua filha. As palavras são as mesmas, os personagens é que mudaram.</p>
<p>A coisa mais cruel de envelhecer é ver que os seus professores que ainda vivem e estão presentes na sua memória já partiram. Não só aqueles de sua sala de aula, mas aqueles que de alguma forma ajudaram a moldar o seu caráter, a forma de olhar para o cotidiano, o teu gosto por música, arte ou literatura, o seu senso de humor.</p>
<p>Descanse em paz, Glauco.</p>
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		<title>Mediocremente maravilhoso</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 15:02:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma amiga tem tal horror à mediocridade que me espanto. Ela diz que tenta se desamarrar desse fardo que a sociedade (a família, o sistema de ensino, a tevê ou o estado, dependendo apenas de seu humor, de seu mau humor) lhe impõe e que ela se esforça sobremaneira em sair do <em>common ground</em> em que cai.</p>
<p>Eu já disse à moça que o gênio é raro, daí ser reconhecido e lembrado por todos.
<p>Se o gênio fosse a regra, seria ele o medíocre. Que medíocre é a média. Que se os <em>standards</em> são altos, mais difícil é sobressair. Que quando há volume – e como há volume hoje, parece que vivemos numa era de espanto e estrondo e fúria – o sussurro é ignorado. Que os brasileiros são, antes de tudo, um povo violento, brutal e brutalizado (a invenção do brasileiro cordial é uma coisa recente e falaciosa).</p>
<p>Mas a moça não se convence. Fazer o quê? Vou ali trabalhar o meu dia-a-dia, cuidar para que o meu mundo medíocre, lascivo e normalíssimo tenha as medianas 24 horas, que sirva para me dar as regulares três refeições diárias e as oito – tão poucas – horas de sono e, por fim, que as leis e regras se apliquem a todos de uma forma igual.</p>
<p>Queria tanto que a moça visse que o medíocre é bom, afinal.</p>
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		<title>Sobre Watchmen, o filme, e a violência do ser humano</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 01:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje eu li um texto de um amigo que normalmente escreve umas boas piadas que me pegou na virada da esquina. Normalmente ele disserta sobre política, futebol e nerdices afins com uma verve de humor rara. Sarcasmo e ironia de primeiríssima qualidade saem daquelas páginas virtuais e tinta digital. Mas o puto me manda um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje eu li um texto de um <a href="http://oimperador.wordpress.com/">amigo</a> que normalmente escreve umas boas piadas que me pegou na virada da esquina. Normalmente ele disserta sobre política, futebol e nerdices afins com uma verve de humor rara. Sarcasmo e ironia de primeiríssima qualidade saem daquelas páginas virtuais e tinta digital.</p>
<p>Mas o <a href="http://oimperador.wordpress.com/">puto</a> me manda um <a href="http://oimperador.wordpress.com/2009/04/07/de-valeria-para-valeria/">texto desconcertante</a>. Uma narrativa inteligente, brincalhona, excepcional e única. O sinal definitivo que o <a href="http://oimperador.wordpress.com/">cretino</a> tem um talento inegável e se ele quiser – apenas se ele quiser – se tornará um dos maiores cronistas/contistas/escritores desse país.</p>
<p>É foda ver algo tão raro acontecer ali, na tua frente, na mesa do boteco. Sentir o cheiro da história acontecendo. É de uma violência incomensurável, como se fosse um tapa na cara que ecoasse por meses a vir.</p>
<p>Mas isso até agora não tem nada a ver com <a href="http://watchmenmovie.warnerbros.com/">Watchmen</a>, exceto o fato que esse mesmo <a href="http://oimperador.wordpress.com/">calhorda</a> não tinha lido os gibis até bem pouco tempo – e ele se dizia fã de HQs – mas foi ver o filme com afã de fã, de quem cresceu lendo Alan Moore e tendo sonhos lisérgicos a partir do mofo acumulado em páginas de quadrinhos da Editora Abril e um paralelo forçado que tento fazer.</p>
<p>Quando <a href="http://watchmenmovie.warnerbros.com/">Watchmen</a> foi anunciado, eu fiquei com os cabelos do pescoço (e até o rego, confesso) arrepiados de expectativa pela estréia. Era um dos meus ícones quadrinísticos migrando de mídia. Já tinha gostado de V de Vingança, mas o tom lírico-anarquista do gibi havia se perdido. Havia amado a versão do Homem de Ferro e gostado muito do novo Hulk (o último filme, o que se passa no Brasil) e achado que finalmente acertaram o tom nos dois Batmen.</p>
<p>Mas treino é treino e jogo é jogo, né? <strong>Watchmen</strong> e <strong>The Dark Knight Returns</strong> são quadrinhos-marco da arte seqüencial e, mesmo tendo outras obras que inovaram mais, tiveram melhores roteiros, melhores artes, venderam mais e etc., essas duas sintetizam tudo aquilo que os quadrinhos deixaram de ser nos anos 80 e passariam a ser nos anos seguintes (até voltarem a ser o que eram nos anos 70, mas isso é outro assunto, outro texto, outro blogue).</p>
<p>Quando um quadrinho (ou peça, ou romance, ou canção) migra de mídia e vira filme/série de televisão/desenho animado é esperado que haja concessões na história, no visual e no ritmo da coisa. No caso, comprimiu-se material suficiente para uma minissérie da HBO em quase três horas de filme e – na minha modesta opinião – tivemos um resultado espetacular.</p>
<p>Humor na hora certa (na mais ridícula possível), referências quadrinísticas mantidas e respeitadas, personagens reconhecíveis até na sombra e o grau de suspensão de realidade necessária para o tema. Mas isso não torna o filme genial ou brilhante. O Watchmen, the movie é apenas um puta filme de heróis que tentam salvar o mundo. As discussões, as viagens, os conflitos emocionais, as nuances suaves? Que fiquem no papel, onde funcionam bem melhor que na tela.</p>
<p>O paralelo? Ah! É quando uma pessoa sai da caixinha para fazer algo diferente corre seus riscos. Corre o risco de ser genial.</p>
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		<title>a verdade sobre Bruno Aleixo</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 10:56:09 +0000</pubDate>
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		<title>Bruno Aleixo à escola</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 17:10:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Veja mais de Bruno Aleixo aqui.]]></description>
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<p>Veja mais de Bruno Aleixo <a href="http://www.youtube.com/results?search_type=search_playlists&#038;search_query=bruno+aleixo">aqui</a>.</p>
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		<title>Carta a uma futura adulta</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 02:16:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Minha menina, Um dia acordei com um mau-humor mais terrível que o costumeiro. Ele me acompanhou pelas avenidas dessa cidade-monstro, nos lanches e nas conversas com os colegas, no almoço, nos interlúdios de trabalho e nas linhas dos emails enviados. Ele também esteve no meu cangote na hora que voltei para casa, no jantar à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha menina,</p>
<p>Um dia acordei com um mau-humor mais terrível que o costumeiro. Ele me acompanhou pelas avenidas dessa cidade-monstro, nos lanches e nas conversas com os colegas, no almoço, nos interlúdios de trabalho e nas linhas dos emails enviados. Ele também esteve no meu cangote na hora que voltei para casa, no jantar à frente do computador e deitou-se comigo como uma sombra que me cobria, aninhava e reconfortava.</p>
<p>No meio da noite, essa sombra cobrou o seu preço e foi-se com todas as outras sombras nas primeiras horas da manhã, deixando um vazio frio e perturbador.</p>
<p>Nessas horas de desespero que bate à porta, lembro-me sempre dos seus abraços e de seu sorriso moleque e me atenho ao fato que esses momentos são cada vez mais raros. Ainda assim, a lembrança que nunca será apagada desses pequenos gestos, para mim são o alento que me mantém a vontade de levantar diariamente apesar das cobertas que insistem em retirar o pouco brilho que ainda mantenho nos olhos.</p>
<p>Meu maior medo é que ao apagar das luzes eu deixe pouco mais que uma impressão digital na tua vida porque eu queria ter deixado para você um mundo com mais verde entre nós, e menos cinza, com mais brincadeira de rua, e menos vídeo-game, mais céu azul e vento fresco e menos mormaço. Mas minha vida tomou curso diferente do que eu tinha planejado e meus amigos, pares, contemporâneos juntaram-se a mim em não fazer nada a respeito disso. E eu queria ter deixado um mundo mais justo e honesto, com maior divisão de riqueza e menor sacrifício diário, mais compreensão e entendimento. Mas tudo isso é sonho, não é mesmo? Então queria deixar esses sonhos para você, embrulhados no papel de pão que te espera quente com leite achocolatado e que você pode comer a hora que quiser. </p>
<p>Ou deixar quieto na mesa.</p>
<p>Então o que eu lhe legaria? Eu poderia tentar te ensinar o que aprendi, mas não sou culto ou inteligente o bastante para te passar algo diferente do que os livros que você lerá e que teus professores lhe ensinarão. Talvez consiga te passar a única coisa que aprendi com as salas de aula: pense diferente e discorde sempre. Confrontar o que lhe é ensinado é a única forma de reforçar o que se aprende ou de aprender algo novo. Ou de ensinar. Fuja de quem te pede para decorar. Abrace quem te deixa pensar. Abrace duas vezes quem briga contigo para que você entenda, aprenda, discuta, pense. Pense. Pense muito. Pense mais.</p>
<p>Mas não acho que isso seja o suficiente. Provavelmente você encontrará um professor ou um amigo que lhe ensinará a mesma coisa e, bem ou mal, repito apenas o que ouvi antes de mim e que se repte desde os gregos filósofos.</p>
<p>Acho que o meu legado, a minha herança, vai ser algo mais sutil mesmo e não tem jeito. Nenhuma frase de efeito, nenhum piquenique onde ganharíamos todos os prêmios ou um roteiro de filme de sessão da tarde. Tudo bem. No fim, não importa o que deixarei para você. O que importa, de fato, é que eu te deixo para ti. Você é a senhora do seu nariz e tenho certeza que escreverá uma história mais bela e relevante que qualquer uma que eu conseguisse escrever, sonhar, ser.</p>
<p>Menina, o meu legado é o amor.</p>
<p>Do teu saudoso pai.</p>
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		<title>Sol na casa 1, lua na casa 10</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 11:04:32 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[29/01 (hoje) às 1h a 31/01 às 19h Eis que, entre os dias 29/01 (hoje) às 1h e 31/01 às 19h, a Lua entra em seu quarto-minguante. O conflito aqui envolve carreira versus anseios pessoais. É bem provável que você, Zander, venha a perceber de uma maneira bastante clara todas as coisas que lhe incomodam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>29/01 (hoje) às 1h a 31/01 às 19h</p>
<p>Eis que, entre os dias 29/01 (hoje) às 1h e 31/01 às 19h, a Lua entra em seu quarto-minguante. O conflito aqui envolve <strong>carreira versus anseios pessoais</strong>. É bem provável que você, Zander, venha a perceber de uma maneira bastante clara todas as coisas que lhe incomodam em seu trabalho ou estudos. A idéia do momento envolve a percepção da defasagem entre o ideal e o real. Há também um choque entre quem você é de verdade e aquilo que a sociedade exige que você seja.</p>
<p>Como a fase envolve um conflito, é bem provável que você sinta suas energias vitais em baixa, portanto não é recomendado que você abuse nestes dias, se alimente direito e durma bem, caso contrário pode sentir fraqueza e alterações fortes de humor.</p>
<p>do site <a href="http://www.personare.com.br/">personare</a></p>
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		<title>A casa</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Sep 2007 10:24:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Eu sonhei com uma casa. Uma casa pequena, que tivesse trepadeiras de folhas verdes cobrindo toda a parede de frente. As raízes das trepadeiras carcomeriam os tijolos em que elas se apoiavam e entre seus ramos deixariam as moscas, lagartixas, aranhas, caracóis e outros animais de jardim morar. Elas também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2007/outubro/18/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p>Eu sonhei com uma casa. Uma casa pequena, que tivesse trepadeiras de folhas verdes cobrindo toda a parede de frente. As raízes das trepadeiras carcomeriam os tijolos em que elas se apoiavam e entre seus ramos deixariam as moscas, lagartixas, aranhas, caracóis e outros animais de jardim morar. Elas também guardariam um pouco de seu frescor para liberar nos dias mais quentes de verão e amenizar o sofrimento do velho ranzinza que sentaria à sua frente com jornais que não foram lidos pela manhã e seriam a moldura e pando de fundo ideal para a cadeira de vime que teria a fôrma das ancas imensas e dos braços pesados do mau humor centenário. A cadeira e o reconheceria diariamente emitindo gemidos de aceite quando ele derramaria o seu cansaço milenar sobre o branco descascado de seu trançado.</p>
<p>Eu também sonhei com um labrador que eu viria crescer desde filhote. Ele corria nos quintais das casas da vila em que a casa com trepadeiras na entrada morava. Por vezes ele incomodaria o velho cansado com o seu ganir e quando a porta da casa com trepadeiras na entrada se abria, o abraço e o afago e a festinha acalentavam o cão que lambia as rugas solitárias do velho. Um prato de água e outro de ração estariam sempre no quintal que existia depois da última porta da cozinha. Mas a cozinha não teria trepadeiras. Nem o quintal. O cão sumiria entre as portas da casa e o velho retornaria à varanda da entrada da casa com trepadeiras.</p>
<p>Na vila não existiriam outras casas com trepadeiras, mas a rua entre as casas seria povoada por amendoeiras de copas largas, à semelhança daquelas que eu convivi quando morava em uma vila, em uma casa sem trepadeiras na entrada. As amendoeiras têm folhas largas, boas para se fazer marimbas e as crianças subiriam nos telhados para jogar as marimbas nos fios das pipas que se digladiariam no céu ensolarado de verão. As mães dessas crianças se desesperariam quando as vissem tão alto, tão entretidas, tão longe de si mesmas, tão perto dos sonhos. E as trariam para o chão sob ameaças de puxões de orelha, sovas e restrições alimentares. E não adiantaria muito, pois enquanto houvesse verão, amendoeiras e pipas, as crianças subiriam nos telhados e guerreariam com suas marimbas.</p>
<p>As disputas de bolas de gude e corridas de tampinhas de garrafa seriam os esportes nacionais da vila em que sonhei a casa com trepadeiras na entrada. Depois da troca de figurinhas, das peladas vadias, dos jogos de pião, das corridas de pegar, das cirandas e cantigas de roda, de ver o sol se por num telhado sem pipa ou marimba. E nos campeonatos teria sempre aquele que iria organizar tudo, o que desistiria no meio, propondo uma nova brincadeira, o que acharia chato tudo aquilo e a menina que iria propor andar de bicicleta e o menino que iria descer a ladeira da rua da vila no seu carrinho de rolimã.</p>
<p>Haveria também os vizinhos que deixariam as mazelas da vida adulta ao sentar nas suas varandas e respirariam o ar úmido e pesado do verão. Entre eles, o velho na cadeira de vime que ficaria na varanda da casa com trepadeiras na entrada, se lembraria da infância no subúrbio e que se lembraria que um dia sonhou com uma casa que tivesse as lembranças que amealhou nos milhares de anos de sua vida.</p>
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		<title>A fada</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jul 2007 02:46:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa “Me conta alguma coisa feliz? Queria rir um pouco.” Ela dizia, com os olhos piscando. Não abria a boca ou falava palavra. Dizia tudo com o piscar de olhos e dar de ombros. E eu me debulhava em histórias bobas, inventadas para ela. Ficava feliz quando roubava um sorriso de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2007/novembro/08/">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p><em>“Me conta alguma coisa feliz? Queria rir um pouco.” </em></p>
<p>Ela dizia, com os olhos piscando. Não abria a boca ou falava palavra. Dizia tudo com o piscar de olhos e dar de ombros. E eu me debulhava em histórias bobas, inventadas para ela. Ficava feliz quando roubava um sorriso de lado, daquele do tipo que não achou a menor graça na história em si, mas no esforço. Sei ser engraçado, quando preciso, mas isso necessariamente envolve a humilhação pública de alguém ou um desmonte da reputação alheia.</p>
<p>O meu humor é amargo, ácido e cáustico, não é do tipo que faz sorrir, mas do que molha as calças de urina ou que faz babar o bobo de tanta pornografia dita. É assim que eu faço rir o tolo, o presidente e o mercador. E o que ela pedia, eu dava. Ela queria felicidade, eu dava, ainda que me custasse o suor do corpo. Ela pedia um sorriso, e eu comprava, ainda que pagasse por ele o preço da minha infâmia. Ela pedia uma alma, e entreguei várias. Por fim, pediu um coração. Mas não era o meu.</p>
<p><em>“Ouve minhas histórias? Queria tanto ser lembrada.” </em></p>
<p>Ela me pedia, debruçando-se sobre meu ombro enquanto eu trabalhava nas teclas para registrar cada respirar que ela não dava. As palavras ecoavam nos meus ouvidos, atropelando as idéias que se formavam, e os dedos já as guardavam todas no papel elétrico. Branco como deveria ser todo papel. Em tinta preta, como deveria ser toda tinta. Manchado de lágrimas, como deve ser toda lembrança boa, mesmo as que não são suas.</p>
<p>E ela povoava as minhas memórias com histórias que não me pertenciam, segurava minha mão para escrever mais e melhor e aguava os meus olhos para que eu visse o que ela tinha visto. Por fim, espremeu a minha alma até fazer sumo de emoção e assinou com um nome inventado.</p>
<p><em>“Cuida de mim? Vela o meu sono e o meu cansaço?” </em></p>
<p>Lânguida, deitava-se de costas para não esmagar as asas e o anjo da guarda que, como espírito da natureza, não possuía. Espreguiçava-se sobre a cama, derrubando as almofadas de cetim no chão sujo e empoeirado. Se remexia como quem esperava o amante íncubo durante o sono quente e úmido. Dançava uma coreografia estranha, que despertava em mim algo que imaginava morto e enterrado. O estranho é que ela parecia acordada, mas dormia como se tivesse em si o peso de centenas de anos. Às vezes virava-se de repente e me encarava desejando que eu estivesse pronto para ela.</p>
<p>Eu nunca estive pronto para uma coisa assim, de forma que eu cobria-a com o cobertor e lhe cantava umas cantigas de amores perdidos, de pessoas desencontradas e vidas separadas pelas fiandeiras do destino. Por vezes fazia um carinho descuidado, passando a mão no cabelo desgrenhado, negro, que se espalhava do canto esquerdo da cama até cair fora do colchão, no lado direito. Às vezes pegava um par de meias para calçar os pés que gelavam na madrugada ou trazia um copo de leite morno com mel quando estava mais inquieta que o normal. Fazia massagens nas costas com emplastro nas noites frias de tosse rouca e admirava o seu rosto quando sorria no repouso quando chegava.</p>
<p><em>“Me dá um beijo? Diz que é o meu homem?”</em></p>
<p>Ela me pediu, uma vez. Hesitei, pois a tinha apenas como uma fada que vinha me visitar à noite. Principalmente nas noites em que eu me sentia só e desgarrado do mundo. Quando ela notou que a dúvida me calava a boca, secava a língua e amarrava a garganta, desenhou um sorriso amarelo no meio do peito, abriu a janela e voou para se perder no firmamento.</p>
<p>E eu me pendurei na janela, desacreditado do amor.</p>
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