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	<title>a casa do zander&#187; Metas cumpridas</title>
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	<description>pensamentos esparsos de uma mente desconexa</description>
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		<title>Metas cumpridas</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 00:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há alguns anos eu fiz uma lista de coisas que queria fazer antes dos quarenta anos. Boa parte – a maioria – delas eu consegui fazer. Falta apenas juntar algum dinheiro de fato, mas acho que já estou no caminho, meio caminho andado. Hoje, no entorno dos quarenta, tento me projetar à frente e tento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos eu fiz uma <a href="http://casadozander.com/textos/nostalgia-de-quinta-feira/">lista de coisas</a> que queria fazer antes dos quarenta anos. Boa parte – a maioria – delas eu consegui fazer. Falta apenas juntar algum dinheiro de fato, mas acho que já estou no caminho, meio caminho andado.</p>
<p>Hoje, no entorno dos quarenta, tento me projetar à frente e tento desenhar que tipo de pessoa quero ser aos cinqüenta. Quero crer que chegarei fácil em 2020 mais lúcido, rabugento, pernóstico, prolixo e promíscuo que chego hoje, mas essa estrada tem mais armadilhas que a minha vista consegue alcançar.</p>
<p>Mal sobrevivi os meus dez primeiros anos. Ficava doente sempre aos verões, corri risco de perder a vida umas três vezes ao menos. Descobri-me perdendo os céus e o jogo de pipas com a miopia cavalgaste, descobri-me irremediavelmente apaixonado pelos olhos verdes e azuis e inexoravelmente sabendo-me abandonado pelas mulheres.</p>
<p>Os dez anos seguintes foram menos arriscados para a minha saúde, mas determinantes para a formação do meu (mau-)caráter. A adolescência me transformou de criança linda e andrógina em um protótipo de membro da banda Devo. Ao mesmo tempo me ensinou a duras penas que ser diferente não é bom, nem ruim, é apenas o jeito que tenho. O meu destino, a minha caligrafia no caminhar. Optei pelo que é alternativo, estranho e bizarro não por fetiche, mas por sobrevivência. Os deuses que me perdoem, mas não entendo o culto pela a adolescência, pela juventude eterna. </p>
<p>Durante os meus vinte anos vi meus sonhos morrerem, meus ideais soçobrarem, uma carreira degringolar e minha esperança no ser humano puro e eternamente evolutivo desmontar. Tornei-me arrogante, amargo, cruel, grosso, ambicioso, frustrado, torpe, tedioso, mediocrizaste. Ao mesmo tempo minha filha – minha luz, minha obra, minha vida – nasce e minhas prioridades viram de ponta-cabeça. Começo a pensar seriamente em sobreviver os meus trinta anos e ver minha filha tornar-se uma mulher.</p>
<p>Nesses tais de trinta anos, essa tal de quarta década para os que sabem contar, vivi o mundo que pude abarcar com braços, pernas, mãos, bocas, ouvidos, nariz e outras extremidades. Beijei bocas impensáveis, comi comidas inacreditáveis, escrevi textos deploráveis, ouvi músicas que só sonhara na adolescência – não tinha internet para fazer downoad de discos raros, meninos e meninas – e consegui aparar arestas cujas pontas me impediam de ser uma pessoa mais tolerável. Ainda há muito a fazer aí, mas acho que já tracei as trilhas para que a erosão do tempo cumpra seu caminho.</p>
<p>Para os próximos dez anos, eu planejo bem poucas coisas, pois sei que o processo será mais complicado. Não tenho o viço e ímpeto dos teenagers ou o charme pós-jovem dos trintões. Serei, de fato e direito, uma pessoa de meia-idade (se a expectativa de vida bazuca aumentar para os cem anos) e, como tal, caio no limbo dos velhos demais para &#8220;baladas&#8221; e dos jovens demais para a meia-entrada e passagem gratuita de idosos. Serei, definitiva e irremediavelmente, um estranho no meu ambiente de internet. Minha filha– minha luz, minha obra, minha vida – deixará de ser uma menina e cairá no mundo, ávida e ansiosa por devorá-lo como todas as meninas-mulheres dos seus quase-vinte anos. E as mulheres… bem… essas serão capítulos para outros na minha história, já não tenho mais a paixão e a libido. Sou uma lata vazia de vaselina. Um pacote rasgado de camisinhas, um tubo de KY usado. Dos pecados capitais, a luxúria definitivamente não está mais no trono de predileta e a preguiça começa ensaiar uma lenta e paulatina tomada de poder.</p>
<p>Além disso a minha saúde não irá melhorar. Sempre fui sedentário e – não me venham com essa merda de &#8220;sempre há tempo para começar&#8221; – isso não ajuda a melhorar o meu péssimo condicionamento físico. O que eram irritações ou inconveniências, passarão a ser motivo de consultas, remédios e inquietude. Já são, fato, em menor escala. Tudo bem, né? está na hora de começar a fazer uso do plano de saúde que pago desde sempre.</p>
<p>Por outro lado, a minha capacidade de produzir não irá aumentar. De fato, já tive o meu auge vinte anos atrás e não aproveitei o que deveria. É um dos meus arrependimentos, mas faz parte de mim como a miopia e um dente torto. Só posso contar é com textos mais irrelevantes, mais autocomiserados e inócuos. Tudo bem, é o que preciso para manter um fogo ainda ardendo na mente. Talvez consiga aprende o que é determinação e disciplina e feche um livro, uma peça, um romance. E, no bojo, me forme na maldita e adiada faculdade.</p>
<p>A minha capacidade de degustar o novo é comprometida. Não consigo gostar realmente de nada que apareceu nos últimos dez anos. Não tenho a epifania da descoberta de uma banda, de um disco ou de um filme há eons. Tudo parece pastiche, plástico, isopor. Ainda assim tenho fé que há encantamento em alguma esquina e ainda há um livro que me encanta por vez ou outra. É a magia da literatura. Mesmo velho, Homero desperta um gigante que há em mim.</p>
<p>E a fortuna. Bom, essa eu já desapeguei. Se eu queria ser rico, muito rico, aos vinte e poucos, hoje espero só que as contas se paguem por si só. Que minha diversão eletrônica mantenha-se em dia, que eu coma, que eu beba, durma, tenha um teto e luz elétrica e acesso à internet.</p>
<p>O resto?</p>
<p>Bom… tenho dez anos de espera para ver o que o mundo me trará.</p>
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		<title>Jazz, charutos cubanos e Vivaldi</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 22:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu não gosto de Jazz. Minto. Adoro Jazz. Não gosto é de quem arrota Jazz como se fosse atestado de nobreza urbana ou de quem diz que adora o estilo e vomita nomes, discos, movimentos e músicas como se mijasse uma linha intelectual que separa os geniais e a mediocridade mundana média regular. Obviamente, se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não gosto de Jazz. Minto. Adoro Jazz. Não gosto é de quem arrota Jazz como se fosse atestado de nobreza urbana ou de quem diz que adora o estilo e vomita nomes, discos, movimentos e músicas como se mijasse uma linha intelectual que separa os geniais e a mediocridade mundana média regular. Obviamente, se colocando no lado de lá. É o mesmo povo que gosta de desbancar os standards, os gênios consagrados apenas pelo choque ou para se destacar da &#8220;massa ignara&#8221; ou da massa de manobra cultural.</p>
<p>Se confundem a esses os &#8220;apreciadores de charutos cubanos&#8221; que gostam de ostentar os caros cilindros de tabaco enrolado em locais inusitados, como botecos apertados e caixas de supermercado, ignorando que há local, hora e sentido para prazeres caros e que os maiores e mais deliciosos tendem a ser praticados no isolamento de seus lares, sem atentar ao acinte que é brandir para um transeunte &#8211; normalmente um empregado do recinto &#8211; uma fortuna virando fumaça ante os olhos tristes de quem ganha o bom e velho salário mínimo.</p>
<p>Não gosto de Jazzistas, de charuteiros, de enólogos, cinéfilos, teóricos de teatro, críticos de cinema, de teatro, de tevê, publicitários, marqueteiros, fãs de quadrinhos, de errepegê, de mídas sociais, de internet e nerdices, de filmes de animação, de mangazeiros, fanzineiros, não gosto, não gosto, desgosto.</p>
<p>Essa gente toda que deveria sair de casa num sábado e caminhar na chuva de verão, andar descalço no chão molhado, chapinhando a sola do pé no asfalto que transpira a água recém-chegada ou correr até se estabacar na grama úmida, ensopada de tanto céu na terra. E depois se levantar sorrindo, dos arranhões no joelho e vendo que a vida é feita de dor e de cheiro de ozônio e de cabelos desgrenhados e suor, muito suor, e com as Quatro Estações, de Vivaldi, como trilha sonora.</p>
<p>Na verdade, na verdade mesmo, eu não gosto é de gente que não anda de bicicleta com medo de cair.</p>
<p>O resto é rabugice minha.</p>
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		<title>adeus à tribuna&#8230; adeus&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 17:30:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Através do blogue do Alex Castro fiquei sabendo que a Triibuna da Imprensa para de circular hoje. Só posso lamentar a perda do espaço e a restrição cada vez maior para os profissionais da imprensa na cidade que outrora foi um farol de cultura e civilidade nos trópicos. E não estou falando de Buenos Aires. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Através do blogue do <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2008/12/02/tribuna_da_imprensa_para_de_circular_hoj/">Alex Castro</a> fiquei sabendo que a <a href="http://www.tribuna.inf.br/">Triibuna da Imprensa</a> para de circular hoje.</p>
<p>Só posso lamentar a perda do espaço e a restrição cada vez maior para os profissionais da imprensa na cidade que outrora foi um farol de cultura e civilidade nos trópicos.</p>
<p>E não estou falando de Buenos Aires.</p>
<p>Segue, após o link, a última coluna de <a href="http://www.tribuna.inf.br/index.htm">Hélio Fernandes</a>, na sua íntegra.<span id="more-985"></span></p>
<table border="0" cellspacing="5" cellpadding="1" width="450" align="center">
<tbody>
<tr>
<td colspan="3" valign="top">
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; color: #000000;"></p>
<h3>A Justiça, que deveria garantir a liberdade de expressão, luta contra, impõe o silêncio</h3>
<p></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; color: #000000;">Com a mente revoltada e o coração sangrando, escrevo serenamente, mas com a certeza de que é um libelo que atinge, vai atingir e quero mesmo que atinja o sistema Judiciário. As palavras que coloquei como título desta comunicação representam a ignomínia judicial, que se considera poderosa e inatingível, mas é apenas covarde e insensível.</p>
<p>Retira-se dessa acusação global apenas a primeira instância. O juiz que em 1979 recebeu a ação desta Tribuna da Imprensa examinou imediatamente a questão e dividiu a ação em duas. Uma chamada de<strong>LÍQUIDA</strong>, que decidiu imediatamente e que, lógico, foi objeto de recursos indevidos, malévolos e protelatórios, que é a que está na mesa do ministro Joaquim Barbosa.</p>
<p>A outra, denominada de <strong>ILÍQUIDA</strong>, juntava e junta prejuízos ainda maiores, como desvalorização do título do jornal, lucros cessantes, páginas em branco durante 10 anos, perseguição aos anunciantes, que intimidados pessoalmente pelo então diretor da Receita deixavam de anunciar.</p>
<p>(Esse diretor da Receita Federal, Orlando Travancas, era feroz na perseguição e na intimidação. Não demorou muito, foi flagrado em crime de extorsão e corrupção, não quiseram prendê-lo, seria desmoralização para o regime. Foi aposentado luxuosamente, com proventos financeiros &#8220;generosos&#8221;).</p>
<p>A ação <strong>ILÍQUIDA</strong> dependia de <strong>PERÍCIA</strong>, que vem desde 1982, e não foi feita por irresponsabilidade e falta de interesse de dois lados. Acreditamos que agora andará em velocidade para recuperar o tempo perdido. Na ação dita <strong>LÍQUIDA</strong>, o competente juiz de primeira instância, cumprindo o seu dever, sem temor ou dificuldade, condenava a União ao pagamento da <strong>INDENIZAÇÃO</strong> devida a esta Tribuna.</p>
<p>De 1982 (primeira e única sentença) até este ano de 2008 (26 anos), a decisão do competente juiz de primeira instância foi naufragando na impunidade, no descuido, na imprudência dos chamados <strong>MAGISTRADOS SUPERIORES</strong>.</p>
<p>Em 26 de março de 1981, a ditadura agonizante mas vingativa explodiu prédios, máquinas e demais dependências desta Tribuna. Podíamos acrescentar isso na própria ação ou começar nova, com mais esse prejuízo colossal. Não quisemos. É fato também facilmente comprovável, não protestamos nem reivindicamos judicialmente em relação a mais esse terrorismo. Financeiro, econômico, irreparável.</p>
<p>O próprio Supremo Tribunal Federal não é <strong>INOCENTE</strong> ou<strong>DESCONHECEDOR</strong> do processo. Pois há quase 3 anos está na mesa de Joaquim Barbosa, &#8220;esperavam um negro subserviente, encontraram um magistrado que veio para fazer justiça&#8221;. Na prática está desmentindo a teoria. Negro ou branco, não importa a cor e sim a <strong>I-N-S-E-N-S-I-B-I-L-I-D-A-D-E</strong> como magistrado.</p>
<p>O ministro Joaquim Barbosa, do STF, com extrema boa vontade, recebeu o recurso inócuo da União, verdadeira litigância de má-fé, que sabia ser apenas <strong>PROTELATÓRIO</strong>. Os autos estão descansando em seu gabinete desde abril de 2006. Postura diferente adotou o douto procurador geral da República, Cláudio Lemos Fonteles, que há mais de 2 anos já fulminara o teratológico recurso como <strong>INADMISSÍVEL</strong>, sem razão de ser, vez que almeja <strong>REDISCUTIR</strong> o que já tinha sido pacificado nas instâncias inferiores, ou seja, o direito líquido e certo desta Tribuna da Imprensa ser indenizada por conta de danos morais e prejuízos materiais de vulto que sofrera, em decorrência de atos truculentos e de censura permanente dos governantes dos anos de chumbo e que quase levaram o jornal à falência.</p>
<p>Inexplicavelmente, repita-se, o bravo (ou bravateiro?) Joaquim Barbosa aceitou o afrontoso apelo da União que nem deveria ser conhecido, por conta quem sabe de um cochilo, displicência ou então não tem a sabedoria jurídica que tanto apregoa.</p>
<p>Nesse quadro, já dissemos e reiteramos que essa primeira indenização será toda destinada ao pagamento de <strong>DÍVIDAS</strong> obrigatórias contraídas por causa da perseguição incessante comprovadamente sofrida.</p>
<p>Em matéria de tempo, uma parte do Judiciário foi mais ditatorial do que a ditadura. Esta perseguiu o jornal das mais variadas formas, por 20 anos. A Justiça quer ver se chega aos 30 anos, por conta de sua repugnante<strong>MOROSIDADE, TÃO RUINOSA</strong> e imoral quanto a ilimitada violência perpetrada pela ditadura.</p>
<p>Se vivo fosse, o jurista Ruy Barbosa por certo processaria os lenientes julgadores do processo indenizatório ajuizado pela Tribuna contra a União há quase 30 anos e sem pagamento algum até hoje, porque para Ruy, que é tão festejado e citado, mas não imitado, <strong>JUSTIÇA ATRASADA NÃO É JUSTIÇA, SENÃO INJUSTIÇA QUALIFICADA E MANIFESTA</strong>. Até breve. Muito breve.</p>
<p><strong>PS</strong> - Esperamos que Joaquim Barbosa elimine rapidamente (pode fazê-lo em minutos) e sempre a <strong>INJUSTIÇA</strong> da <strong>JUSTIÇA</strong>, para que possamos retomar o caminho de quase 60 anos.</p>
<p><strong>PS 2 -</strong> Às 10 horas da manhã de ontem, esta Tribuna, com toda a Primeira comunicando a <strong>INTERRUPÇÃO MOMENTÂNEA DA NOSSA CIRCULAÇÃO</strong>, já estava na mesa dos ministros Joaquim Barbosa, (relator) e Gilmar Mendes (presidente), de outros ministros e várias autoridades. Dependendo deles a <strong>INTERRUPÇÃO MOMENTÂNEA</strong> poderá ser mudada rapidamente para <strong>INTERRUPÇÃO</strong> <strong>SUMARÍSSIMA</strong>.</p>
<p>Foi extraordinária a reação e a solidariedade à nossa edição de ontem, quando comunicávamos, usando toda a Primeira, que MOMENTANEAMENTE ESTA TRIBUNA ESTÁ SUSPENDENDO SUA CIRCULAÇÃO. De todas as partes do Brasil chegavam sugestões para que a TRIBUNA continuasse presente, no papel e na internet.</p>
<h5>Muitos, ou mais do que muitos, telefonavam HORRORIZADOS, (palavra textual) com o que acontece com um jornal que sempre lutou pelo Brasil, pela comunidade, pela defesa dos grandes e INVENCÍVEIS interesses nacionais.</h5>
<p>Citavam campanhas de defesa do patrimônio nacional, as lutas incansáveis e ininterruptas contra a DOAÇÃO das nossas riquezas, as batalhas a favor da aviação do Brasil, desde o ASSASSINATO da Panair (é de assassinato que se trata), mais tarde da Vasp e da Varig, todas sacrificadas, para que caminhoneiros se transformassem em senhores dos ares, acumulando fortunas.</p>
<h5>(O livro &#8220;Pouso Forçado&#8221; transcreve artigos inteiros deste repórter numa campanha de convicção, de razão e de emoção, pela manutenção da grande empresa da aviação nacional. A empresa área que representava tudo o que Santos Dummont sonhara para o transporte aéreo, a verdadeira aproximação dos países e dos povos.</h5>
<p>Desde os tempos combativos do Diário de Notícias, toda a atividade deste repórter foi concretizada na luta pela libertação nacional. Defendi tudo, jamais tive um período que fosse de ligação com algum ou qualquer grupo.</p>
<h5>Com tanta luta, tínhamos que ser sacrificados e imolados no combate ao verdadeiro assalto às nossas riquezas, nosso patrimônio, nosso território, nossa população. Mas não esperávamos, não acreditávamos, não admitíamos, que enquanto resistíamos, fôssemos trucidados pela Justiça, realmente INACREDITÁVEL.</h5>
<p>As últimas campanhas acirraram ainda mais a vontade e a decisão de liquidar esta Tribuna, no limiar dos seus 60 anos. Não tínhamos outra decisão, a não ser a de SUSPENDER MOMENTANEAMENTE a circulação desta Tribuna. Mas a grande maioria se insurge contra essa ausência, faz diversas propostas, lembranças ou sugestões, que estamos examinando.</p>
<h5>A mais sugestiva: enquanto o ministro Joaquim Barbosa não assume suas verdadeiras e apregoadas funções definidas por ele mesmo, textualmente, &#8220;como um negro que esperavam subserviente, mas veio para ser um verdadeiro magistrado&#8221;. A teoria está clara, basta que meia dúzia de palavras, transforme a apregoada TEORIA, numa PRÁTICA reconhecida pelo Brasil inteiro.</h5>
<h5>Estamos esperando, doutor ministro.</h5>
<p>Pelas manifestações que fomos recebendo durante todo o dia, do Brasil inteiro, o homem hoje mais citado se chama Joaquim Barbosa, ministro do Supremo Tribunal Federal. Da decisão dele, IMEDIATA e FINAL, depende a RESSURREIÇÃO de um jornal livre, que vem sofrendo durante toda a sua existência, pela dedicação à LIBERDADE de IMPRENSA, à DEMOCRACIA, ao INTERESSE NACIONAL, à DEFESA DO Nosso sagrado PATRIMÔNIO e TERRITÓRIO.</p>
<h5>Nossas três últimas campanhas que contrariaram muitos.</h5>
<p><strong>1 -</strong> A ignomínia e a indignidade de entregar a USIMINAS ao pobretão Steinbruch, que FALIDO, passou a milionaríssimo. Está respondendo a mais de 10 MIL AÇÕES, por crimes diversos.</p>
<p><strong>2 -</strong> A campanha incessante para a REESTATIZAÇÃO DA VALE.</p>
<p><strong>3 -</strong> A RETOMADA da Amazônia, entregue a 100 mil ONGs, e aos interesses mais escusos. Essa Amazônia, que é parte enorme e substancial da nossa riqueza e independência.</p>
<h5>Entre todas as sugestões, a mais razoável e até executável, é esta: enquanto esta Tribuna espera a hora de voltar como sempre foi durante 60 anos, sairia com apenas 4 páginas, mas o SUBSTANCIAL de sua existência seria a manutenção das colunas.</h5>
<p>Não apenas o artigo e a coluna deste repórter, mas as outras, que compõem o universo da OPINIÃO e da INFORMAÇÃO privilegiada, que sempre se constituíram no CARRO CHEFE do jornalismo IMPRESSO.</p>
<h5>Outra idéia também sustentável, é a manutenção desta Tribuna na internet. Embora a Tribuna tenha um site próprio, recebemos oferecimento de vários jornalistas, que têm sites e que querem &#8220;hospedar&#8221; esta Tribuna.</h5>
<p>Por dever de justiça, que palavra, os primeiros jornalistas a oferecerem seus sites, foram Pedro do Coutto e Carlos Chagas (com cartas belíssimas), Pedro Porfirio e Aristoteles Drumond. Às 3 horas da manhã, Porfirio já publicava a Primeira de ontem, entre os seus cadastrados no JORNAL ELETRÔNICO POR CORRESPONDÊNCIA.</p>
<h5>Logo depois Aristoteles Drumond, que tem vários sites, telefonava para oferecer alguns, e aumentar a circulação desse POSSÍVEL jornal de 4 páginas, que estaria na internet.</h5>
<p>E nas bancas a um preço quase simbólico, quando hoje custa 1,70. Em suma: à hora em que escrevo não há suma, mas a súmula (ou que nome tenha) que esperamos que o ministro Joaq uim Barbosa já tenha cumprido.</p>
<h5>Sozinho, ele pode decidir, como o ex-procurador geral da República, Claudio Fonteles decidiu: NEGO. Anulando a INÉRCIA de uma parte da magistratura.</h5>
<p></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Sobre a arte de dar as mãos</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 17:40:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Hoje eu li em um blogue de uma amiga (http://simsenhoras.blogspot.com/2008/07/quero-namorar-o-wall-e.html) que ela não vê mais as pessoas simplesmente dando as mãos por aí. Que no arsenal da conquista não se usa mais o singelo gesto de procurar a mão da menina e segurar os dedos entre os dedos num enlace [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/agosto/28/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em><a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/agosto/28/bis.asp?bis=cronicas"><br />
</a></p>
<p>Hoje eu li em um blogue de uma amiga (<a href="http://simsenhoras.blogspot.com/2008/07/quero-namorar-o-wall-e.html">http://simsenhoras.blogspot.com/2008/07/quero-namorar-o-wall-e.html</a>) que ela não vê mais as pessoas simplesmente dando as mãos por aí. Que no arsenal da conquista não se usa mais o singelo gesto de procurar a mão da menina e segurar os dedos entre os dedos num enlace quase que obsceno, mas mais singelo que os olhares que enrubescem. Que não vê mais o gesto em si mesmo gerando o momento mágico.</p>
<p>Eu sou uma criatura de “grude”. Gosto de tocar, abraçar de dar beijos e tal em quem tenho carinho e afeto. Obviamente já passei da fase adolescente onde os futuros adultos arrumam n desculpas para se jogar uns em cima dos outros ou se amontoarem pelos cantos. Algo a ver com os hormônios em ebulição ou uma desculpa esfarrapada para pré-sexo. Dito isto, acho que poderão entender melhor o caso que tenho para contar.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Um dia, numa das minhas idas profissionais à cidade do dinheiro e à terra da fortuna, eu saí com uma conhecida para podermos materializar o nosso conhecimento mútuo. (Não me entendam mal! A frase anterior é só uma forma pernóstica de dizer que fui conhecer de fato uma pessoa que conhecia pela Internet. É que às vezes conheço mais de fato quem nunca vi de perto. E às vezes conheço menos de perto quem já vi de fato. Fato.) Fomos a uma pizzaria numa praça que só recentemente voltei – e gravei o nome. E obviamente me esqueci novamente, a ponto de não ter sequer referência para citar nessa crônica de quarenta linhas.</p>
<p>A pizzaria era modernosa, com uma decoração bem interessante. Como bom carioca, sempre achei que pizza boa era a que era servida rapidamente. Ali fui introduzido à grande arte de ser fazer Pizzas em Sampa.</p>
<p>Antes mesmo de fazermos o pedido, senti que havia algo no ar. Uma atração definitiva. Da minha parte, claro, por minha amiga. As pizzas não tinham nada a ver com a história. A moça era bonita, charmosa, interessante mesmo. E tinha bom gosto. Afinal de contas, sabia escolher a companhia para o jantar.<br />
Durante o evento inteiro eu não conseguia desgrudar os olhos dos olhos da moça e “dava um jeito” de fazer as mãos delas encontrarem as minhas. Quando ocorria, parecia que eu estava segurando o braço de uma cadeira ou apenas uma maçaneta. Nada. Nem uma fisgada, nem uma alteração na voz da moça. Nadica de nada. Um suspiro ou uma pausa ao menos? Não.</p>
<p>Obviamente achei que não tinha logrado sucesso e tal. Mas são coisas da vida. Se todas as mulheres desejassem todos os homens (e vice-versa), não haveria agenda que desse jeito para tanta fornicação. Ou romance. Fica no teu critério. Fato é que não funcionaria de forma alguma. Há de se ter a rejeição por bem da humanidade.</p>
<p>Mas, como a vida sempre surpreende e desconstrói as primeiras impressões, na saída, a moça me permite um beijo. Obviamente voltei pro Rio sem entender coisa alguma.</p>
<p>Quando mudei em definitivo para Sampalândia, eu entendi que havia um tipo de gente que não se toca, a não ser na intimidade. Que um abraço pode ser sinal de posse e que um pegar em mãos pode ser ostensivo, declaratório e íntimo demais para duas pessoas que apenas se flertam.</p>
<p>Da pior forma, entendi que esse não era o meu tipo de gente.</p>
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		<title>Bloqueios</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 05:18:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Uma anedota costumeira entre escritores e jornalistas é sobre o writer’s block. Dizem que, quando um cronista está com bloqueio, ele costuma buscar esse mesmo tema para cumprir a sua quota semanal. É um velho clichê falar da incapacidade de escrever. E já cansamos de ver Veríssimos e Jabores dissertando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/agosto/14/bis.asp?bis=cronicas" target="_blank">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p>Uma anedota costumeira entre escritores e jornalistas é sobre o <em>writer’s block</em>.</p>
<p>Dizem que, quando um cronista está com bloqueio, ele costuma buscar esse mesmo tema para cumprir a sua quota semanal. É um velho clichê falar da incapacidade de escrever. E já cansamos de ver Veríssimos e Jabores dissertando sobre “o bloqueio de escritor” da “falta de inspiração” do “processo criativo interrompido” ou, como eu prefiro: o <em>coitus interruptus</em> para cumprir o seu espaço no jornal daquela semana.</p>
<p>Gosto da imagem do coito interrompido porque encaro a atividade de escrever como uma trepada com uma amiga querida. Ou com um encontro com a mulher da minha vida. É um flerte que começa numa manhã ou no meio de um texto de outrem. Daí levo esse flerte para casa, durmo com ele e deixo-o amadurecer em algum nível de consciência. Dias depois vem a cantada derradeira e, para coroar a ação: o coito, digo, o texto. Obviamente, nem preciso dizer que estou passando por um processo desses aí. Não o coito. Infelizmente.</p>
<p>Há semanas, quem acompanha minha coluna ou meu blogue está careca de saber que nada que preste tem saído dessa cabeça distópica. É sempre um “mais do mesmo” que você, caríssimo e raro leitor, encontra aqui.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Isto posto, resolvi escrever algo diferente. Ou seja, resolvi escrever o que todos escrevem quando estão com essa válvula criativa enferrujada. Escrevo sobre o ofício de escrever</p>
<p>“O ofício de escrever é um sacerdócio”, diria algum escritor pernóstico que se acha tanto e muito só porque tem a habilidade – e a obrigação – de dominar minimamente a língua que fala e consome diariamente. Ao meu ver, o ofício de escrever é tão e somente o ofício da escrita. Assim como alguns têm habilidades e obrigações a se resolver com planilhas eletrônicas, ou com linhas de programas para a internet, a rede mundial dos computadores, outros têm com as letras e palavras da língua portuguesa.<br />
Por um outro lado, há um quê de abnegação na escrita. É um derramar dos saberes e dos fazeres em forma de coerência e estilo que tentam levar a quem lê uma mensagem que já nasce perdida. Não há como se precaver se aquilo que é dito é de fato entendido por quem está do outro lado. Pior, não há como saber se aquilo que se pretendia dizer sequer foi feito com competência. Até que seja tarde demais.</p>
<p>Por exemplo, eu quis escrever sobre bloqueios e sobre a incapacidade de derramarmos sobre o papel – com tinta cada vez mais metafórica – as idéias e os assuntos que pensamos durante o dia. Na verdade quis dizer que a incapacidade de escrever estava diretamente ligada à incapacidade de reter o que nos vêm pela cabeça, porque criamos as mensagens e os textos a todo momento, nós que nos predispomos a dominar esse ofício de alinhar símbolos inteligíveis a quem possa os decifrar.</p>
<p>Por fim, só sei que quarenta linhas foram preenchidas e nelas pincelei sobre sexo, coito interrompido, capacidade criativa e função da mensagem. Sem nada dizer.</p>
<p>Definitivamente, um bloqueio.</p>
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		<title>Internet Argument &#8211; xkcd.com</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 18:00:35 +0000</pubDate>
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		<title>O espaço na cama</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2007 14:11:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa. Vira e mexe, Helena dormia suada sobre o meu braço direito. E eu reclamava. “Não faz isso. Eu tenho bursite, você sabe.” E ela trocava de lado por cima de mim. Às vezes, quando nua, trocava, parava, não trocava, ficava. Sorria lasciva. Às vezes ela apenas dava as costas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p lang="pt-BR"><em>publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2007/abril/19/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a>.</em></p>
<p lang="pt-BR">Vira e mexe, Helena dormia suada sobre o meu braço direito. E eu reclamava.</p>
<p class="western" lang="pt-BR">“Não faz isso. Eu tenho bursite, você sabe.”</p>
<p class="western" lang="pt-BR">E ela trocava de lado por cima de mim. Às vezes, quando nua, trocava, parava, não trocava, ficava. Sorria lasciva. Às vezes ela apenas dava as costas e voltava a dormir, e era um convite para eu enconchá-la. E eu sabia que ela estava sorrindo do lado direito da cama.</p>
<p class="western" lang="pt-BR">Quando isso ocorria, eu gostava de ouvir a respiração de Helena. Cantava desafinado alguma música de Jeff Buckley. Ou dos Beatles. Ou dos Bee Gees. Ou do Chico, a qual eu não desafinava tanto, mas ele, sim. E ela não gostava e me mandava calar a boca ou contar uma história de dormir. E eu contava histórias picantes de fadas, gigantes, gnomos e de jogos <em>on-line</em> em que tínhamos de derrotar todos esses seres fantásticos para ganhar pontos e nos tornar guerreiros ou magos mais eficientes nesses brinquedos de internet. Obviamente ela não passava da sexta frase do que eu dizia — não importasse quão emocionante fosse a minha aventura digital — e ferrava no sono.</p>
<p class="western" lang="pt-BR">Helena também dormia sobre minha barriga. E eu reclamava.</p>
<p class="western" lang="pt-BR">“Não faz isso. Me dói o diafragma, e eu não consigo respirar direito.”</p>
<p class="western" lang="pt-BR">Helena saía da minha barriga contrariada. Ou descia animada buscando algo que podia estar de prontidão, que deveria estar de fato, mas ultimamente não. Ou era a mente que viajava nos problemas de ontem, ou a vontade que sumia nos problemas de amanhã por desculpa ou motivo. Não fazia diferença.</p>
<p class="western" lang="pt-BR">Helena não desistia de mim. A não ser nos dias que desistia de si. E, nesses dias, Helena cerrava o cenho e não dava nem beijo nem palavra. Nem nada. E se deitava no meu ombro e era expulsa quando era o ombro direito. Mas quando não, falava obscenidades no meu ouvido. Colocava um disco do Pearl Jam — que eu particularmente odiava — e me dizia que, com raiva, eu ficava mais sensual. E eu era mais sensual só para ela, naquela hora, com aquele disco que eu amava odiar.</p>
<p class="western" lang="pt-BR">Nos últimos tempos, Helena me apertava o nariz quando nos beijávamos no pós-coito. E eu reclamava.</p>
<p class="western" lang="pt-BR">“Beija do lado esquerdo. Eu só respiro por uma narina. Você sabe…”</p>
<p class="western" lang="pt-BR">E ela olhava para mim, triste. Triste de “só queria ver você feliz, você sabe disso”, e eu triste de querer ser feliz ali ao lado dela mas não conseguindo achar a felicidade que era para estar ali, nos lençóis e nas coisas bobas que os amantes têm de falar entre si. E eu triste de dizer que a queria muito, mas muito. Mas o corpo cala e não tem palavra que diga &#8220;eu te amo&#8221; quando os olhos só dizem “eu te quero bem”. E eu queria ouvir Vinícius cantado por Tom e Toquinho e queria que Helena fosse o peso que carrego no ombro direito, a falta de ar no nariz tapado ou do diafragma apertado. Queria que Helena me pesasse sempre os ombros, as pernas. Que me fosse cada dor física que me deixava quando deixávamos a alcova.</p>
<p class="western" lang="pt-BR">Só não queria que ela se tornasse o vazio insistente do lado esquerdo da minha cama que existe desde que me entendo por gente. Um vazio que não se vai. Esse vazio que é só meu e que me define desde que aprendi a desamar.</p>
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		<title>Mataram o Capitão américa&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2007 16:32:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sei que hoje é dia da mulher e que deveria colocar aqui o último texto que publiquei na Tirbuna da Imprensa, mas um fato mais importante faz-se mister ser comunicado. Segue o texto do G1: Capitão América, herói dos quadrinhos, morre aos 89 anos NOVA YORK &#8211; O Capitão América, o herói das histórias em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que hoje é dia da mulher e que deveria colocar aqui o último texto que publiquei na Tirbuna da Imprensa, mas um fato mais importante faz-se mister ser comunicado.</p>
<p>Segue o texto do <a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL9661-7084,00.html">G1:</a> </p>
<blockquote><h2>Capitão América, herói dos quadrinhos, morre aos 89 anos</h2>
<p><img src='http://www.z-cp.com/wp-content/uploads/2007/03/55_758-alt-capitainamericadeath.jpg' alt='A morte do Capitão América' width='400px'/></p>
<p>NOVA YORK &#8211; O Capitão América, o herói das histórias em quadrinhos com uma predileção por roupas justas nas cores vermelha, branca e azul &#8211; as mesmas da bandeira americana &#8211; morreu aos 89 anos, baleado em Nova York, sem deixar esposa ou filhos.</p>
<p>A revista em quadrinhos contando o trágico destino do super-herói da Marvel chegou às bancas nesta quarta-feira (07). Depois de mais de 65 anos lutando contra bandidos, o Capitão América foi derrubado por um franco atirador na escadaria da Corte Federal de Manhattan.</p>
<p>&#8220;Urgente: poucos detalhes são claros no momento, mas a cena em frente à Corte Federal de Manhattan é um retrato do caos e da confusão depois que um ex-super-herói foi baleado&#8221;, anuncia a Marvel em seu site na internet. </p>
<h2>Nascido em 4 de julho</h2>
<p><img src='http://www.z-cp.com/wp-content/uploads/2007/03/55_738-captainamerica1.jpg' alt='A morte do Capitão América' /></p>
<p>O Capitão América era, na verdade, Steve Rogers, nascido em 4 de julho de 1917, no Dia da Independência americana. Ele foi criado em 1941, mas sem ter superpoderes, parecia pouco equipado para lutar contra o mal em comparação com outros super-heróis como o Superman.</p>
<p>Vestido nas cores da bandeira americana, com um enorme &#8220;A&#8221; na máscara e um escudo que também servia de disco, o Capitão América era parte do esforço de guerra americano, criado apenas meses antes do ataque japonês a Pearl Harbor.</p>
<p>A primeira capa da revista dedicada às aventuras do personagem o mostrou acertando um soco no rosto de Adolf Hitler. Ele &#8220;viveu&#8221; seu período áureo depois que os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, mas perdeu popularidade depois da guerra e foi aposentado nos anos 1950, retornando nos anos 1960. Seus gibis venderam mais de 210 milhões de exemplares, em mais de 70 países.</p>
<p>No entanto, assim como a volta do Superman, depois de ter sido morto em 1993, nada impede que o Capitão América volte à cena.</p>
<p>Um de seus criadores, Joe Simon, de 93 anos, disse ao jornal &#8220;New York Daily News&#8221; ter ficado triste com o falecimento do personagem. &#8220;É um momento péssimo para que vá embora. Nós realmente precisamos dele agora&#8221;, afirmou.</p>
</blockquote>
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		<title>Farol Traseiro</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Feb 2007 13:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa. Diariamente recebo diversas tranqueiras digitais. Normalmente enviadas por amigos que acham interessante abarrotar a caixa postal de outrem com apresentações malfeitas, com música irritante e imagens mal digitalizadas. Ou então é um parente que envia os mesmos arquivos ou piadas que já circularam na internet seis anos atrás. Pior, quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribuna.inf.br/anteriores/2007/fevereiro/08/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a>.</em></p>
<p>Diariamente recebo diversas tranqueiras digitais. Normalmente enviadas por amigos que acham interessante abarrotar a caixa postal de outrem com apresentações malfeitas, com música irritante e imagens mal digitalizadas. Ou então é um parente que envia os mesmos arquivos ou piadas que já circularam na internet seis anos atrás. Pior, quando um texto de origem desconhecida – ou, pior, de um conhecido seu – chega no seu inbox como se tivesse sido escrito pelo Jabor, Veríssimo ou Ubaldo.</p>
<p>Todas têm destino certo: o oblívio digital da minha lixeira.</p>
<p>Eventualmente uma dessas mensagens tem uma sobrevida de segundos. É o tempo suficiente para eu ler o texto, ou passar os olhos nas imagens, pensar se vale a pena registrar a informação e, em seqüência, apagá-la. Recentemene me peguei assistindo a um vídeo edificante e de alto valor moral que me chamou a atenção por mais que os costumeiros dez segundos.</p>
<p>Primeiro, porque era bem editado e com trilha sonora bem arranjada. Segundo, porque o tema me é caro: a insignificância humana perante a grandiosidade do universo. Esse vídeo nos colocava no devido lugar de macacos pelados que pensam que não são macacos. A priori, nada de mais, já que filmes foram feitos sobre variações desse mesmo tema e Gilles Deleuze nunca se preocupou em repensar linhas filosóficas por conta disso. Mas ficou o registro mental.</p>
<p>Ontem, estava eu representando na vida real mais um dos personagens do Woody Allen quando me perguntei: “caramba, trinta e seis anos na cara e parece que aprendi porcaria nenhuma.”</p>
<p>Duas coisas a partir disso: a primeira é o caso ridículo de onde gerou essa minha auto-análise que pode ser acompanhada nos textos do meu blogue. A segunda é um questionamento da real necessidade da experiência. O quão valorizamos essa característica humana e o quão dependentes disso nos tornamos quando envelhecemos. Eu, ao menos, o sou.</p>
<p>De certo deixamos de ser macacos reativos ao meio ambiente e passamos a ser pró-ativos – odeio esse termo – quando conseguimos passar a experiência acumulada dos indivíduos e da coletividade para frente, criando cultura. Esse é o primeiro diferencial. Aquele papo do cru e do cozido que os antropólogos e sociólogos podem dissertar melhor que eu.</p>
<p>De fato, esse tipo de experiência é imprescindível.</p>
<p>Agora, existe a experiência pessoal emotiva que também pode ser chamada de inteligência emocional, maturidade, compostura, etc. Algumas pessoas se vangloriam da experiência acumulada ao passar dos anos. Engraçado que eu mesmo caio nessa armadilha diariamente.</p>
<p>Digo armadilha pois ela só ensina a o que fazer quando erramos e exatamente nos mesmos erros do passado. Quando nos deparamos em situações parecidas com as já vividas – trocando-se apenas os personagens e o cenário – e agimos pensando que não erraríamos de novo, lá vem a vida nos pregar mais uma peça e vermos que ou não aprendemos a lição direito ou aquela experiência seriviu de nada.</p>
<p>Se eu fosse seguir pela primeira via, me consideraria um imbecil; na segunda, um idiota.</p>
<p>A essa altura da minha meia-vida, tiro para mim que as desventuras pelas que passo diariamente são fontes de boas histórias, de causos para fazer rir os colegas da mesa de bar, esperando que eles vejam os faróis traseiros de minha vida e decidam que caminho tomar nas suas próprias encruzilhadas.</p>
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		<title>Rio Body Count</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Feb 2007 18:55:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[André Dahmer escreveu no seu blog, e dou o meu modesto apoio daqui. RIO BODY COUNT Inspirado no Iraqbodycount, estou abrindo com meu amigo de fé Vinicius Costa um portal para reportar incidentes violentos no Rio de Janeiro. Como devem imaginar, não terei condições de noticiar toda a violência com apenas dois caras trabalhando no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.malvados.com.br">André Dahmer</a> escreveu no seu <a href="http://malvados.blogger.com.br/">blog</a>, e dou o meu modesto apoio daqui.</p>
<blockquote><p>
<strong>RIO BODY COUNT</strong><br />
Inspirado no <a href="http://www.iraqbodycount.org/">Iraqbodycount</a>, estou abrindo com meu amigo de fé <a href="http://www.spyboy.com.br/blog/">Vinicius Costa</a> um portal para reportar incidentes violentos no Rio de Janeiro. Como devem imaginar, não terei condições de noticiar toda a violência com apenas dois caras trabalhando no projeto. Por isto, estamos recrutando voluntários cariocas que saibam escrever e estejam boa parte do dia conectados na internet. Conheçam então o <a href="http://www.riobodycount.com.br">Riobodycount</a>, este projeto feito por pessoas que amam o Rio. Cariocas que acharem a tarefa importante, que participem conosco deste esforço, deste grito de alerta. Amigos de internet e blogueiros, divulguem este nobre projeto em seus sites.</p>
<p><strong>ANDRE DAHMER</strong> &#8211; Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007</p></blockquote>
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