Tempus fugit

March 12th, 2010 § 1

Uma das coisas mais cruéis de se envelhecer não é descobrir que aquelas coisas que fazíamos aos dezessete anos só conseguimos com auxílio de uma enfermeira ou com drogas especiais. Ou que aquele reflexo no espelho não é da sua mãe ou do seu avô, que aquela menininha loira de olhos azuis que sentava duas carteiras à sua frente, hoje é uma matrona, com dez filhos e um neto chinês. Ou ainda se pegar tendo um deja vu numa conversa com sua filha. As palavras são as mesmas, os personagens é que mudaram.

A coisa mais cruel de envelhecer é ver que os seus professores que ainda vivem e estão presentes na sua memória já partiram. Não só aqueles de sua sala de aula, mas aqueles que de alguma forma ajudaram a moldar o seu caráter, a forma de olhar para o cotidiano, o teu gosto por música, arte ou literatura, o seu senso de humor.

Descanse em paz, Glauco.

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A casa da minha infância – Luis Nassif

February 23rd, 2009 § 0

Acabei de ler o último livro de contas do Luis Nassif, A casa da minha infância (Ed. Agir, 264 pág.), e a impressão que eu tive foi parecida com a de muitos outros livros de contos e crônicas que eu tenho lido nos últimos anos.

Não sei se, dado o evento dos blogues, os textos produzidos e lançados na ionosfera – me recuso a chamar esse agrupamento de textos eletrônicos de blogosfera – tendem paulatinamente a serem rasos, fracos, curtos na personalidade e na memória. Não me excluo disso, absolutamente, mas conto nos dedos de um maneta os blogues que me deixam boas impressões ditas literárias.

Até porque literatura não é blogue nem vice-versa. Ou não.

Reconheço a importância da mídia em si. O do it yourself literário é uma revolução que meus netos conseguirão avaliar, assim como o jazz para os da minha geração. No caso do proto-jornalismo, ou o jornalismo autônomo, eu nem entro em discussão. Até porque os blogueiros ditos jornalistas mantém a tradição do texto pobre, raso e insípido que é norma vigente desde que as fotos dos famosos passaram a valer mais que as “letrinhas” que as acompanhavam.

Mas tergiverso do tema. Li o livro do jornalista e blogueiro Luis Nassif mas acho que ele padece – ao mesmo tempo – do mesmo problema que os colegas de publicação digital e do de coletânea de crônicas/contos. No primeiro caso, ele apresenta seguidamente boas idéias que se perdem com a urgência do texto. Dá sinal que o send ou o publish falaram mais alto que o carinho com as palavras, com as sentenças. Há até erros crassos, como um parágrafo inteiro sem um verbo na crônica que trata do Sivuca. E não se tratava de recurso lingüístico, mas de urgência em contar uma história de que – acima de tudo – merecia um pouco mais de esmero. No segundo caso, apresenta-se a papa-fina logo no início, para cativar o leitor de pé de livraria e fazê-lo correr para o caixa. Não é coisa incomum, apresentar os textos que bambeiam as pernas nas vinte primeiras páginas e “A casa da minha infância” não faz diferente.

A casa da minha infância – Luis Nassif

A casa da minha infância – Luis Nassif

Óbvio que isso é preciosismo da minha parte e é óbvio que o livro não é despido de emoção ou profundidade. Por exemplo, quando li da morte do seu Oscar ou da transcrição da entrevista de Natalício Moreira Lima bate aquela vontade de ler mais e de carregar consigo os personagens da história. De fazer parte daquela família, de querer ter sido testemunha das desventuras do índio. Mas é onde a emoção e jeito gostoso de contar história falam mais alto, é que se esconde a decepção do ponto final.

E isso é mais porque o todo não acompanha os pedaços que falta de talento ou técnica. Uma pena.

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quando crescer…

July 28th, 2008 § 2

… quero ser igual ao Marçal Aquino.

E tenho dito!

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Sobre a arte do fim – carta ao Chico

July 27th, 2008 § 5

publicado na Tribuna da Imprensa

Meu caro Chico,

Estou com duas cartas prontas na minha cabeça, mas relutava e reluto em escrevê-las. Escrevo-lhe essa primeira carta porque lhe devo desculpas prementes e desculpar-me é o que farei antes de tudo.

Há um ano você me telefonou e eu reagi de uma forma tosca. É que não sei ouvir um elogio sincero. Nunca soube ser elogiado. Me desconcerta, me quebra de uma forma que me impede de voltar à minha empáfia e arrogância normais.

Sei que você não me conhece ao vivo – pelo telefone não dá para saber como se olha, como o cara se porta, onde coloca as mãos e tal – ou bem o suficiente para poder reconhecer uma pessoa inteira nesses pedaços de gente que deixo antever nos textos. Por agora, apenas acredite que sou uma criatura pra lá de desinibida e com a língua mais rápida do sudoeste. Obviamente, tudo questão de defesa. Não existe pior tímido que o falastrão.

Pela situação esdrúxula e constrangedora, peço desculpas. Mas deixe-me explicar um pouco mais o que acontece nessa cabeça esquisita.

Você me elogiava com sinceridade e eu não sabia onde meter a cara. Elogio sincero – de quem não tem intimidade com a gente – é coisa muito rara. Acho que só fui elogiado assim por um professor de literatura que invadiu a nossa sala num intervalo apenas para falar de um texto meu que estava exposto num mural da escola. De resto, só aquele papo social dos amigos e tal. E você me elogiava justo quando eu escrevia sobre coisas que são difíceis para eu falar até hoje: basicamente sobre os fins e sobre o meu pai.

Mas deixe estar. Provavelmente, quando desencantar o chope entre nós, eu paro com essa babaquice e tudo volta ao normal.

Só para fechar a coisa toda, aquele texto, “Crônica do amor seco”, foi escrito num momento de epifania, quando dei por mim que tenho muito pouco a ofertar às pessoas. Basicamente um sorriso rápido, uma tirada rasteira e uma profundidade de pires. Sabe?

E quando escrevi aquilo eu estava me sentindo como quando Dorian Gray encontra o seu retrato envelhecido e distorcido. Era uma ficha que não precisava ter caído, mas veio redonda numa caminhada triste pela Avenida Paulista. Chegando em casa, precisava vomitar tudo. Daí nasceu um dos meus textos mais redondos, que nasceu sem cortes, sem emendas, sem ajustes. Quase que nem o do nascimento da minha filha, “E assim se passaram sete anos”. Quando escrevi sobre o meu pai, foi um desafio que impus a mim mesmo e o processo é outro, a ser tratado em outra carta.

Mas, rodeios à parte, eu queria te falar dos fins.

Cada vez que começo alguma coisa sinto lá plantado o finzinho dele, sabe? É como se eu sentisse o cheiro da noite cair antes mesmo do sol nascer. Aquela maresia que vem anunciando o por do sol. Eu só fico me lembrando como era bom chegar da aula e ficar na janela sentindo o cheiro do mar anunciando as seis da tarde. Maresia, reza do Ave-Maria e bolo quente.

Sempre me senti confortável com o fim das coisas. A dor da finalização – que indica que a história havia sido verdadeira, do fundo do coração – e a sensação de uma história bem contada sempre me acompanharam.

Obviamente estou romantizando a coisa. A maresia nem era tão forte assim. E muitas vezes tive de engolir amargo um pé-na-bunda. E eu nunca gostei de romper com quem gosta de mim. Especialmente se gosta de verdade de mim. Mas não existe só esse fim, obviamente. Sair de um trabalho é sempre uma emoção interessante. Entregar um trabalho, nem tanto. Enterrar um ente querido, menos ainda.

Quando moleque, li um livro da Coleção Primeiros Passos: O Que é Morte. O livro dizia que a morte – ou o velório, como seu símbolo primeiro – foi migrando do interior da casa, da mesa da sala de jantar, para o hospital, para um lugar-comum de morte e fim.

Com os relacionamentos, a coisa é parecida. Se antes ficávamos adubando relacionamentos findos – que já fediam de tão mortos dentro do quarto, partilhando a mesma cama – hoje eles começam e terminam em um beijo sem nome. Não faço juízo de valor, até porque sou de pouca moral para julgar alguém, mas me espanta a facilidade que temos (que tenho! que tenho!) em virar uma página, chorar o texto que fora escrito e continuar em frente.

Talvez porque sejamos mesmo fadados a seguir em frente, apesar do que tenhamos feito.

Abraços do teu fã.

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Na paulista…

June 1st, 2008 § 2

publicado na Tribuna da Imprensa

…costumava ser uma expressão usada na faculdade para o ato de passar a brenfa, marofa, canha, baseado, doizinho, pega, a maconha – enfim – com velocidade que, a priori, não deveria ser própria de quem está consumindo um entorpecente relaxador. Ou seja, o cara pega, puxa, traga, e passa sem ter tempo de contemplar o ato, de curtir o momento, e só espera que a onda bata logo. Obviamente pegar a bagana, a vela, a maria-joana, o fumo, o cigarro e ficar contemplando o mundo enquanto ficava olhando a parada queimar lentamente para o nada era chamado de “na carioca”.

Hoje fico pensando se não existe algo mais nessa comparação que a falsa calma do carioca e da pressa inequívoca do paulistano.

Antes que me processem por apologia ao narcotráfico, aviso: nunca fui adepto do uso da cannabis sativa – jamais consegui dar mais que dois tapas e não desmaiar em seqüência – mas curtia ficar com o pessoal na vila dos diretórios acadêmicos da PUC-RJ, na chamada esquina da esquadrilha da fumaça, a quina formada pelas casinhas do povo de desenho industrial, de filosofia e geografia e era completada pela casa do CA de Direito que, diga-se de passagem, o único que tentava fazer algo que lembrava remotamente um movimento estudantil naquela época pós-caras pintadas, pós-reabertura política, pós-ideologias, pós-juventude.

Gostava porque a maioria ouvia o bom e velho rock’n’roll – apesar de um reggae ocasional me torturar a paciência – e todos gostavam de quadrinhos e de alguma literatura. Além disso era o pit-stop obrigatório no caminho do boteco. Esse sim, fornecedor do meu elemento de entorpecimento favorito.

Desculpem se tergiverso um bocado, mas é que me lembrei disso hoje ao andar na Avenida Paulista.

Chovia de um jeito que é cada vez mais raro em São Paulo – chuva fina, tempo frio, vento cortante – e eu ia da Consolação ao Paraíso. Da rua Augusta à rua Brigadeiro Luiz Antônio. Na calçada, a fauna de costume: casais gays na altura do Conjunto Nacional – e da Frei Caneca – jovens executivos entre a Freica e o Trianon, alguns rapazes perdidos no parque, estudantes nos botecos até a Joaquim Eugênio de Lima, mais jovens executivos que foram estudantes há pouco nos mesmos botecos com mesas e cadeiras em plena calçada, hippies/mendigos na altura daquela casa branca que estava abandonada e que fora um MacDonalds até um tempo atrás.

No passar da turba, uma cena insólita. Como sou muito míope, as imagens me vêem aos poucos, sendo construídas no meio da minha falta de foco. Primeiro, um engravatado carregando algo pesado. Depois, consegui ver o portador de terno completo e gravata com mais nitidez. Ele carregava um monitor velho de computador, daqueles de tubo, de umas quinze polegadas, com algum esforço, mas andava com energia e determinação. Mais uns cinco metros consegui ver a face. Barba por fazer, cabelos desgrenhados e loiros, olhar injetado de fúria e os braços de terno sem camisa.

Passou por mim como se não existisse chuva ou destino. Na paulista.

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A LITERATURA DE FICÇÃO MORREU? (Mais uma vez)

March 21st, 2006 § 3

Em artigo inédito, Rubem Fonseca mostra que o papo de que a literatura morreu, atropelada pelo automóvel, pelo cinema ou, agora, pela internet, não passa de balela.

Muito antes de publicar o meu primeiro livro eu já ouvia dizer que o romance e o conto estavam mortos. Parece que a primeira morte teria sido anunciada ainda em 1880, não obstante, como todos sabem, Emily Dickinson, Tchekov, Proust, Joyce, Kafka, Maupassant, Henry James, o nosso Machado, Eça, Mallarmé, as Bronte, Fernando Pessoa (um pouco mais tarde) estivessem ativos naquela época.

No início do séc. XX, com o lançamento, por Henry Ford, do Ford Model T, um automóvel popular, construído numa linha de montagem, um carro barato que em poucos anos vendeu mais de quinze milhões de unidades, as Cassandras afirmaram que agora a literatura de ficção, na qual se incluía a poesia, estava mesmo com os dias contados. Dentro de pouco tempo todas as pessoas teriam automóvel e usariam o carro para passear, fazer compras, namorar em vez de ficarem em casa lendo. Ou porque não soubessem o que lhes reservava o futuro, ou lá porque fosse, o certo é que muitos escritores, como Yeats, Benavente, Galsworthy, Selma Lagerlof, Rilke, Kavafis, Edna St. Vincent Millay continuaram escrevendo, e talvez até mesmo tivessem um Model T na garagem deles.

Nova anunciação mortal veio logo em seguida, causada pelo cinema, denominado de Sétima Arte. Uma pesquisa da época mostrou que em cada 100 pessoas 80 freqüentavam o cinema e 2 (duas!) liam livros de ficção. Agora mesmo é que a literatura, enfim, havia morrido. Desta vez não tinha salvação. Mas Sinclair Lewis, Thomas Mann, Bunin, Céline, Ana Akhmatova, O’Neill, Pirandello, e muitos outros não sabiam disso. (Os dois últimos são autores de teatro, mas o teatro começou a morrer antes).

Depois nova morte foi profetizada, quando do advento da televisão. Mas William Faulkner, Eliot, Gide, Hesse, Quasimodo, Pasternak, Camus, Hemingway, Beckett, Seferis, Kawabata, Mauriac, Steinbeck e muitos mais não pararam de escrever. Que diabo, esses caras não liam os jornais? Não sabiam que a literatura de ficção havia morrido?

Afinal veio o golpe de misericórdia: o computador e a Internet. Era a pá de cal. Mas o que estava acontecendo? Quem são (ou eram) esses loucos escrevendo poesia e romance – Carlos Drummond de Andrade, Czeslaw Milosz, João Cabral, Pablo Neruda, Montale, Heinrich Böll, Saul Bellow, Isaac Bashevis Singer, Octavio Paz, Brodsky, García Márquez (“se você diz que o romance está morto, não é o romance, é você que está morto”), Canetti, Günter Grass, Kenzaburo Oe, Saramago, João Ubaldo, Ferreira Gullar e um montão de outros? O que na realidade está acontecendo?

Existem muitos estudos interessantes e extensos sobre o assunto, como o da ensaísta Leila Perrone-Moisés, em seu livro Altas literaturas (Companhia das Letras, 1998). Uma coisa talvez esteja acontecendo: a literatura de ficção não acabou, o que está acabando é o leitor. Poderá vir a ocorrer este paradoxo, o leitor acaba mas não o escritor? Ou seja, a literatura de ficção e a poesia continuam existindo, mesmo que os escritores escrevam apenas para meia dúzia de gatos pingados?

Kafka escrevia para um único leitor: ele mesmo. Recordo Camões. Ele era um arruaceiro, e acabou na prisão, ou por motivos de suas rixas ou por ter se envolvido com a infanta Dona Maria, irmã do rei João III. Para obter o perdão do rei ele propôs-se a servi-lo na Índia, como soldado. Lá ficou 16 anos e, afinal, a bordo de um navio voltou para Portugal, acompanhado de uma jovem indiana, que ele amava, e a quem dedicou o lindo soneto “Alma minha gentil, que te partiste”. O navio naufragou e Camões só pensou, durante o naufrágio, em uma coisa: salvar o manuscrito dos Lusíadas e dos seus poemas. Deixou a mulher amada morrer afogada (confesso que especulo), e perdeu todos os seus bens, mas salvou os seus manuscritos. Para quem ler? Estávamos no século 16 e muita pouca gente em Portugal sabia ler. Mas Camões pensou nesse punhado de leitores, era para eles que Camões escrevia, não importava quantos fossem eles.

Os leitores vão acabar? Talvez. Mas os escritores não. A síndrome de Camões vai continuar. O escritor vai resistir.

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Dedo na garganta

October 8th, 2005 § 1

Caio Fernando Abreu, em carta ao amigo Zézim, em 22 de dezembro de 1979 (roubado do blog Pentimento)

“(…) Você quer escrever. Certo, mas você quer escrever? Ou todo mundo te cobra e você acha que tem que escrever? Sei que não é simplório assim, e tem mil coisas outras envolvidas nisso. Mas de repente você pode estar confuso porque fica todo mundo te cobrando, como é que é, e a sua obra? Cadê o romance, quedê a novela, quedê a peça teatral? DANEM-SE, demônios. Zézim, você só tem que escrever se isso vier de dentro pra fora, caso contrário não vai prestar, eu tenho certeza, você poderá enganar a alguns, mas não enganaria a si e, portanto, não preencheria esse oco. Não tem demônio nenhum se interpondo entre você e a máquina. O que tem é uma questão de honestidade básica. Essa perguntinha: você quer mesmo escrever? Isolando as cobranças, você continua querendo? Então vai, remexe fundo, como diz um poeta gaúcho, Gabriel de Britto Velho, “apaga o cigarro no peito / diz pra ti o que não gostas de ouvir / diz tudo”. Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a “função social”, nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega? Porque dói, dói, dói. É de uma solidão assustadora. A única recompensa é aquilo que Laing diz que é a única coisa que pode nos salvar da loucura, do suicídio, da auto-anulação: um sentimento de glória interior. Essa expressão é fundamental na minha vida.

Eu conheci razoavelmente bem Clarice Lispector. Ela era infelicíssima, Zézim. A primeira vez que conversamos eu chorei depois a noite inteira, porque ela inteirinha me doía, porque parecia se doer também, de tanta compreensão sangrada de tudo. Te falo nela porque Clarice, pra mim, é o que mais conheço de GRANDIOSO, literariamente falando. E morreu sozinha, sacaneada, desamada, incompreendida, com fama de “meio doida”. Porque se entregou completamente ao seu trabalho de criar. Mergulhou na sua própria trip e foi inventando caminhos, na maior solidão. Como Joyce. Como Kafka, louco e só lá em Praga. Como Van Gogh. Como Artaud. Ou Rimbaud.

É esse tipo de criador que você quer ser? Então entregue-se e pague o preço do pato. Que, freqüentemente, é muito caro. Ou você quer fazer uma coisa bem-feitinha pra ser lançada com salgadinhos e uísque suspeito numa tarde amena na Cultura, com todo mundo conhecido fazendo a maior festa? Eu acho que não. Eu conheci / conheço muita gente assim. E não dou um tostão por eles todos. A você eu amo. Raramente me engano.

Zézim, remexa na memória, na infância, nos sonhos, nos tesões, nos fracassos, nas mágoas, nos delírios mais alucinados, nas esperanças mais descabidas, na fantasia mais desgalopada, nas vontades mais homicidas, no mais aparentemente inconfessável, nas culpas mais terríveis, nos lirismos mais idiotas, na confusão mais generalizada, no fundo do poço sem fundo do inconsciente: é lá que está o seu texto. Sobretudo, não se angustie procurando-o: ele vem até você, quando você e ele estiverem prontos. Cada um tem seus processos, você precisa entender os seus. De repente, isso que parece ser uma dificuldade enorme pode estar sendo simplesmente o processo de gestação do sub ou do inconsciente.

E ler, ler é alimento de quem escreve. Várias vezes você me disse que não conseguia mais ler. Que não gostava mais de ler. Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta. E eu acho — e posso estar enganado — que é isso que você não tá conseguindo fazer. Como é que é? Vai ficar com essa náusea seca a vida toda? E não fique esperando que alguém faça isso por você. Ocê sabe, na hora do porre brabo, não há nenhum dedo alheio disposto a entrar na garganta da gente. (…)”
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Às vezes eu apareço por aqui

February 25th, 2005 § 1

Novamente envolvido em planos de dominação global (ou apenas tentando quitar os meus cartões de crédito) me encontro numa situação muito esquisita a respeito do trabalho.

N’A Empresa, tenho um salário razoável (excelente, se comparado à média nacional; ridículo, se comparado à minha necessidade de consumo), uma estabilidade razoável (enquanto os sistemas de comunicação sem fio não migram para A Cidade Eterna, dada a (in)competência dos Imperiais) e quase nenhum, repito: QUASE NENHUM, trabalho.

Conseqüentemente, eu deveria estar tocando dez projetos e vinte frilas ao mesmo tempo, certo? Errado!

Os frilas aparecem sazonalmente e são dores de cabeça em potencial pois, ora são relativos a programas que não tenho (nem posso ter) no trabalho ou são hiper-ultra-poderosamente secretos que não devem ser revelados fora do banheiro da área da cozinha.

Os meus projetos pessoais incluem estudo em línguas esdrúxulas (PHP, MySQL, MUMPS, ALGOL, LISP, FORTRAN, Latim ou Gaélico), gastos extraplanetários (comprar uns livros, um domínio, um apartamento, iates, mansões) ou apenas disposição.

E é nesse último ítem que tenho pecado mais capitalmente.

Eu tenho andado broxa para tudo cujo esforço não gere um prazer imediato, instantâneo. Se está dando um pouco de trabalho, deixo de lado, não tenho mais tesão e vontade sequer de olhar.

Por isso estou carregando livros das línguas supracitadas por mais de cinco meses, de casa para o trabalho e vice-versa. Mal consigo lê-los, sequer estudar, menos ainda colocar em pática o conhecimento não adquirido.

A última coisa que consegui realizar foi renovar esse meu blog velho e cigano mas, o impulso inercial que me motivou a escrever um bocado, está se exaurindo e, aos poucos, volto a ser consumido pelo processo tecnocrático, burocrático, de 9 às 19, acordar cedo, dormir idem, pensar pouco e fazer menos.

Aos poucos fico mais e mais medíocre. E acho que estou pouco me fudendo para isso tudo.

De fato, de que me serve a Filosofia, a Ciência, a Literatura, as Artes, o Cinema, a boa cultura e formação, a minha Autodidaxia, a capacidade de MultThreading se o que me é exigido é apenas a hipocrisia de um corpo presente?

De que serve a capacitação tecnológica, o conhecimento de mercado, o domínio das ferremantas de marketing, a consciência crítica e analítica de produtos desenvolvidos (ou a desenvolver) se o que pedem de mim é preencher planilhas, desfazendo o trabalho de outrem, de automático para analógico, de inteligente para imbecil e, daí, para idiota?

De que me serve a capacidade de transformar ATP em ADP se o produto do meu suor é inócuo? Não gera sequer memória.

Vou lá bater o cartão do almoço. Ah! nem me pagam hora extra.

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sobre sexo

January 25th, 2004 § 1

A

Acrotomofilia – é a pessoa atraída pela idéia de fazer sexo com multilado ou fantasiar o ato.

Acupressão – arte de estimular os centros de prazer e autocura do corpo por meio de pressão direta sobre áreas específicas .

Acusticofilia – é a pessoa que se excita com sons.

Adereços – objetos especialmente projetodos para os seios e orgãos genitais.

Adolescentilismo parafílico – é a pessoa que encontra prazer sexual vestindo-se como adolescente ou comportando como tal.

Adultério – é a união sexual de pessoas quando pelo menos uma delas é casada com outra.

Afrodisíacos – substância que aumentão ou estimulão o desejo sexual e a resistência. o termo vem de afrodite, a deusa do amor.

Agalmatofilia – refere-se a pessoa s com fetiches de estátuas e manequins.

Agorafilia – são as pessoas que demonstram o dezejo de fazer sexo no quintal, num parque , ou área aberta geralmente geralmente esperimentarão um nível de excitação incomum por estarem fora de casa.

Agrexofilia – refere-se àqueles que são excitados com a perspectiva de que outros possam perceber ou ouvir seu ato sexual. Isto pode ocorrer em hotéis, cenas de sexo em grupo, em lugar aberto, ou durante as visitas de amigos ou parentes.

Alcovitagem – o alcoviteiro é quem arranja prostitutas para uma terceira pessoa ou quem convence alguém a ser se prostituir, providenciando os clientes.

Algofilia – se refere à excitação sexual causada pela sensação de dor.

Almanaques eróticos – revistas e livros que fornecem informações atualizadas sobre atividades internacionais de interesse de pessoas sexualmente ativas.

Alongamento – os alongamentos podem ser permanentes ou temporários. os dois tipos de alongamento são feito para modificar a aparencia dos órgãos genitais ou mamilos e podem causar algum desconforto.

Alogasmia – refere-se àqueles incapazes de atingir o orgasmo sem recorrer a fantasia sobre um parceiro mais desejável do que aquele com que eles estão fazendo sexo.

Amaurofilia – refere-se àqueles que são excitados por um parceiro sexual que não é capaz de vê-los e não se aplica a dois parceiros cegos.

Amuletos – referem-se a cânticos, objetos ou gestos que supostamente têm poderes mágicos.

Anaclitismo – é o ato de atingir excitação sexual adulta por meio de atividades e objetos a que se era exposto quando criança.

Anastemafilia – refere-se a pessoas que se sentem atraídas por outras por causa da diferença de altura.

Androidismo – são usados para descrever robôs ou máquinas programáveis que se assemelham a humanos.

Andromimetofilia – refer-se àqueles que ficam sexualmente excitados por mulheres que imitam homens.

Anisonogâmico – é aquele que sente atração por parceiros muito mais velho ou muito mais novos.

Antropofagia – é o ato de canibalismo.

Autofagia – refere-se à ingestão prócarne.

Apotenofilia – descreve pessoas que ficam excitadas com a idéia de perder um membro ou ter uma parte do corpo removida cirurgicamente.

Aracnefilia – refere-se áqueles que ficam excitados com jogos sexuais envolvendo aranhas.

Arranhão – os arranhões são usados durante o preâmbulo amoroso e o sexo desde tempos remotos.

Artigos de papelaria – esses artigos se direcionam a pessoas de preferência sexual interessadas na expressão erótica.

Asfixia auto-erótica – refere-se ao estrangulamento ou sufocação por auto-indução durante a masturbação.

Assédio sexual – avanços sexuais indesejados.

Ativista – refere-se àquele que coreografam ou se enganjam num jogo sexual direto com o parceiro.

Autogonistofilia – refere-se àqueles que ficam excitados quando estão no palco ou enfrente as câmeras.

Auto-assassinofilia – refere à idealização da própria morte por assassinato.

Automasoquismo – imposição do sofrimento par a reprimir a excitação.

Axilismo – se refer ao uso das axilas no sexo.

B

Balanço – os balanços do sexo são antigas invenções oriental projetada para dar o máximo de prazer sexual.

Bancos de esperma – são locais onde o esperma é depositado para ser usado futuramente na fertilização de mulheres.

Banhos – os banhos foram usados através dos tempos para higiene pessoal, saúde, rituais, religiosos, luxo, socialização, diversão, excitação sexual e encontro com prostitutas.

Beijos – ato de tocar com os lábios em alguém ou algum objeto.

Beliscão – algumas pessoas ficam excitadas ao beliscar o parceiro durante o sexo ou ser beliscada por ele.

Biastofilia – refere-se àqueles que só ficam excitado quando atacam sexualmente uma vítima relutante.

Bissexualismo – o bissexual têm atração pelos dois sexos como parceiros.

Bolinagem – é o ato de excitar uma pessoa sem a intenção de satisfazer o desejo despertado.

Boneca de fornicação – são aquelas produzidas com o objetivo específico de acomodar a penetração genital.

Bordel – são estabelecimentos onde as prostitutas exercem a sua profissão .

Bradicúbia – se refere à técnica em que o homem lentamente introduz e retir a o pênis da vagina ou do ânus do parceiro(a).

Brinquedos de penetração – são instrumentos mecânicos onde o pênis é introduzido para a masturbação.

C

Cabra-cega – ou impedimento manual da visão de um parceiro, obtém vários resultados. A pessoa que perde sua visão temporariamente desenvolve uma grande percepção dos outros sentidos , como o tato.

Caça-gordos – nome que se dá àqueles que se sentem sexualmente atraído por um parceiro obeso.

Cáftens – os cáftens ganham a vida com o lucro obtido na corretagem de prostitutas.

Calabouço – é uma sala especialmente equipada para a atividade sexual.

Candaulismo – refere-se a um grupo de três pessoas em que somente duas fazem sexo enquanto a outra observa, às vezes de dentro do armário.

Característica do líquido seminal – a consistência, sabor e quantidade da secreção vaginal ou do esperma variam de pessoa para pessoa.

Casamentos – é a união entre duas pessoas , geralmente consumida com um voto solene.

Casas de massagem – oferecem vários tipos de massagem.

Castigo da anágua – refere-se á disciplina imposta aos meninos pela qual eram forçados pela mãe, irmã, governanta ou tia a usar “kilt” sem a pochete geralmente pendurada.

Castração – a castração é definida como a remoção dos testículos ou ovários.

Catamitas – os catamitas eram jovens usados por homens mais velhos como amantes.

Cateter – os cateteres são usados em jogos sexuais como um símbolo de controle total sobre o parceiro.

Cativeiro – ato de restringir o movimento de uma pessoa. pode ser físico ou simbólico e envolver muitos métodos diferentes.

Celibato – refere-se à abstinência sexual ou ao estado de uma pessoa que se mantém solteira. é estimulado por várias instituições, governos e religiões por diversas razões.

Cenas médicas – ou a iatronudia se refere àqueles que se fingem de doentes para poder se despir-se em frente do médico.

Cera quente – usada em jogos sexuais para almentar a adrenalina e, consequentemente, a excitação.

Chaperons – eram populares no século 19 . Deviam proteger e supervisionar o comportamento de moças.

Charutos – os charutos são usados como instrumentos de excitação.

Chemise cagoule – era uma espécie de camisolão usado por homens católicos durante a idade média.

Chevalier d’eon – foi um dos primeiros e controversos travestis da europa, cujo nome deu origem ao termo eonismo.

Choque elétrico – o choque elétrico é usado como uma forma de excitação ou tortura leve, dependendo da quantidade de voltagem escolhida pelo receptor.

Cicatriz – provavelmente praticada há muito mais tempo do que sugerem os registros. A primeira evidência foi encontrada em múmias egípcias com 4.200 anos.

Cinto de castidade – os cintos de castidade são semelhantes aos suportes atléticos e destinado a impedir a relação sexual.

Claustrofilia – refere-se àquele que fica sexualmente excitado quando confinado em compartimento pequeno.

Cleptofilia – é o ato de se excitar com o furto.

Clismafilia – os egípcios usavam enemas para aliviar a constipação acreditavam que todas as doenças eram causadas pelo acúmulo de resíduo tóxico no organismo.

Clitoridectomia – procedimento cirúrgico usado para a remoção do clitóris. Até o inicio do século realizada nas mulheres norte-americanas para evitar a masturbação habitual.

Código do lenço – usado por alguns grupos sadomasoquistas e gays. as cores denotam as preferência por atividades sexuais. As cores no lado direito do corpo revelam que o parceiro é passivo. assim as pessoas buscam os lenços adequados no lado oposto do corpo do parceiro em perspectiva.

Coito à cheval – ou sexo em cima do cavalo.

Coito à mammilla – ou a penetração entre os seio, é o ato de ejacular entre os seios.

Coito à unda – refere-se ao sexo dentro d’água .

Colchão de prego – deitar sobre um colchão de pregos é uma forma passiva de masoquismo. este colchão era usado nas religiões orientais para criar sensações intensas.

Compensação sensorial – mecanismo natural do corpo pelo qual regulamos a quantidade de estímulo externo a nível manejável.

Confissões – as confissões, na igreja católica, permitem aos fies serem absorvidos de seus “pecados” .

Constrições – usadas para induzir um estado de transe ou simplesmente para produzir sensações diferentes daquelas normalmente experimentada no sexo.

Coprofagia – é o ato de comer fezes para se excitar.

Coprofilia – se refere à excitação sexual produzida por fezes.

Coprografia – é literalmente, o ato de escrever com fezes, mas é usada aqui para descrever alguém que escrevinha vulgaridades nas paredes de banheiros públicos .

Coquetéis – a palavra coquetel é usada no jogo sexual para descrever a ingestão de fluidos corporais como sangue, sêmen, urina e conteúdos de um enema, de um copo ou cálice.

Coreofilia- refere-se àqueles que se excitam com dança.

Couvade – é o costume do homem se unir à mulher numa experiência simbólica do parto durante o nascimento da criança. Em alguns casos, o pai devia ficar na cama ou isolado por algum tempo depois do parto.

Crematistofilia – refere-se àqueles que ficam excitado ao terem de pagar pelo sexo ou serem roubados.

Cuco – é o marido infeliz.

Culto – os devotos devem apresentar atos ritualísticos de adoração diante de seu deus ou deusa.

Culto a ioni – refere-se a genitália. Ioni possuía qualidade mágicas, e uma mulher podia curar doentes ou afastar tempestades e demônios pelo simples ato de expor sua genitália.

Culto satânico – o culto a satanás como é conhecido hoje só passou a existir quando o cristianismo adotou a filosofia da separação entre o bem e o mal.

Cunilíngua – é o ato de lamber a região genital da mulher e é muito comum entre as diversas culturas do mundo.

Cuspe – usado no sexo como uma forma de humilhação ou como fetiche.

D

Dacrifilia – refere-se àqueles que se excitam ao ver o parceiro com lágrimas nos olhos.

Dança do ventre – ou dança da fertilidade, versão moderna de uma dança religiosa representando o sexo e o parto.

Dança dos sinos – forma de altofragelação ritualística onde a dançarina fura o corpo para pendurar ornamentos por meio de cordões.

Deficiências – incluem incapacidades físicas , doenças sexualmentes tramissíveis (dst), que são incuráveis .

Dendrofilia – refere-se àqueles que sentem atração por árvores.

Dependência amorosa – é o impulso irresistível de fantasiar sobre o objeto do amor.

Depilação – ela consiste na remoção do pêlo por corte, barbeação, eletrólise, arrancamento, ou pelo uso de cera ou cremes.

Desejo de matar – pessoa que mata para fazer sexo com o cadáver, tranferência do comportamento agressivo ou sadismo para um estranho.

Desenhos antropomórficos – significa atribuir caractéristicas humanas a outras entidades, particulamentes animais.

Despedida de solteiro – as festas são promovidas por homens, em homenagem ao amigo que vai se casar e variam de acordo com a moral dos participantes.

Dippoldismo – refere-se àqueles que ficam excitados ao espancar ou flagelar crianças.

Disciplina – termos usados no sadomasoquismo para descrever as normas de obediência, podendo também referir-se às formas de punição usadas para exigir seu cumprimento.

Dismorfofilia – refere-se àqueles que se sentem atraídos por parceiros com deformidade físicas.

Disque informações s/ sexo – esse serviço pode ser patrocinado por instituições de caridade, governo ou iniciativa privada, e responde a dúvida sobre sexualidade.

Dogging – termo inglês para um esporte em que se observa casais fazendo sexo em carros estacionados.

Dominatrix, profissional – é uma mulher que paga para representar uma cena sadomasoquista com um cliente.

Domínio /submissão – o papel de domínio ou submissão é usado no jogo sexual para almentar a intensidade de emoções e o vínculo entre os parceiros.

Dorafilia – é a excitação por pele, couro e pêlo.

Dormir vestido – refere à prática de namoro em que o casal dorme junto completamente vestido e algumas vezes separado por um tábua.

Drag queens – as drag queens têm estilos e objetivos variados. existem gays que se vestem de mulher, prostitutos que se fazem passar por mulheres e outros que consideram a mudança de personalidade catártica, desafiante, divertida e interessante.

D.S.T – Doença sexualmente transmissível , isto é qualquer doença que seja transmitida através do ato sexual

Duchas – consistem em jatos de líquido introduzido na vagina ou no reto. São usadas para fins de higiene, controle da natalidade e jogos sexuais.

E

Ecouteurismo – compreende escutar intencionalmente a conversa particular ou proezas sexuais de alguém por portas, paredes, linhas telefônicas e com aparelhos eletrônicos especiais de escuta.

Ejaculação – é o ato da emissão do esperma pelo homem

Ejaculação precose – ela é definida de muitas maneiras. Ela vai da ejaculação ocorrida em desequílibrio com o uso de espermicidas, substâncias alcalinas e duchas desodorizantes.

Emetofilia – se refer àqueles que se excitam com vômito ou com o ato de vomitar.

Enchimento – introdução de objetos na vagina ou no ânus. Geralmente é feito com alimentos ou bebidas em jogos sexuais consensuais.

Enditofilia – é a preferência por parceiros vestidos.

Ereção – é o ato de o pênis se tornar ereto (duro)

Erótica – termo correntemente usado em referência à literatura ou fotografia que retrata o sexo de uma maneira mais sutil e aceitável socialmente do que a pornografia.

Ertografomania – refer-se ao forte desejo de se escrever cartas de amor ou poemas.

Erotomania – é o termo que define a pessoa que desenvolve uma “convicção avassaladora, atingindo a crença ilusória” de que uma pessoa com quem tem pouco ou nenhum contato está perdidamente apaixonado por ela.

Escopofilia – se refere à excitação sexual através da observação de pessoas ou eventos. Ela inclui voyeurismo.

Escravização branca – refere-se à sedução ou seqüestro de mulheres brancas para trabalhar como prostitutas no estrangeiro.

Escravos – o mais famoso escravo sexual foi o bíblico sansão, capturado pels filisteus e, de acordo com o talmude, usado para inseminar as mulheres com o propósito de gerar uma raça de super humanos.

Espartilhos – o ato de espartilhar se refer à restrição posta à cintura, afirmando-a e dificultando a respiração profunda.

Espectrofilia – se refere-se à excitação sexual causada pelo intercurso com espíritos, fantasmas, anjos e deuses.

Espermatozóides – células reprodutoras masculinas , são lançados junto com o sêmen durante a ejaculação

Esportes sangrentos – atividades sexuais nas quais há ruptura da pele. incluem corte, flebotomia, cicatrização, piercing, queimaduras por tapetes abrasões, depilação, arranhão, vampirismo, flagelação, siurra, marca a ferro, queimadura, etc.

Essayeurs – homem contratados pelos bordéis parisienses, cuja função era acariciar as prostitutas numa atitude de sexo aberto na frente dos clientes tímidos.

Estigmatofilia – é usado para descrever aqueles que se sentem atraídos por tatuagens, adereços, modificações corporais ou cicatrizes no corpo do parceiro ou em sua genitália.

Estimulação sensorial – os métodos de estímulo ao sexo pode ser encontrado entre algumas crianças pequenas quando aprende a se masturbar.

Excitação vicária – se refere àqueles que atuam no lugar de outro, ou nesse caso àqueles que obtém a estimulação vicária pelas ações dos outros.

Estupro – termo usado para denotar o ato de coagir alguém ao sexo (não consensual).

Eugenia – filosofia que preconiza o controle da progênie para fins de pureza genética.

Execuções – os romanos combinavam violência e luxúria no teatro numa escala bem maior. Os jogos envolviam o estupro de crianças por homens e animais, seguindo de mutilação e assassinato.

Exercícios sexuais – são aqueles feito durante o ato sexual e/ou os que tonificam os músculos usados no sexo.

Exibicionismo – é aquele que tem prazer erótico em mostrar a genitália ou outras partes do corpo normalmente consideradas tabu.

F

Facas – o jogo consensual de faca é usado no sexo para criar uma sensação de medo, ansiedade e finalmente confiança.

Fakir Musafar – pseudônimo de um amável e requintado executivo de propaganda de São Francisco, que se aventurou no caminho da investigação e expansão ritualística dos limites do corpo físico, com técnicas usadas por xamãs e outras tribos primitivas do início do século.

Fantasia – as fantasias sexuais são ilusões ou sonhos sobre expriência específicas, e podem ser potencializadas pelo sentimento de culpa ou medo.

Fantasias – aqueles que usam fantasias para maximizar ou minimizar seu poder durante uma cena de sexo: criam a ilusão de variedade sexual, dão uma sensação diferente à própria pessoa, e oferencem os efeitos visuais apropriados à cena teatral de sexo.

Fellatio – refere-se à prática antiga do contato sexual da boca com o pênis.

Feromônios – série de ácidos alifáticos encontrados em primatas, são substâncias secretadas pelo corpo que podem excitar sexualmente um parceiro.

Ferramentas elétricas – usadas em jogos sexuais: brocas, máquinas de tosquiar, tornos, aparador de grama, lixadeiras, ordenhandeira e serras elétricas adaptadas. Os praticantes desse tipo de atividade correm o risco de se mutilar e causar ferimentos sérios ao parceiro.

Ferrão de abelha – é usado para estender a duração do orgasmo, potencializar a sensação do pênis e aumentar sua circunferência.

Fertilização – quando o espermatozóide se funde ao óvulo formando o ovo (inicio da gravidez)

Festivais – a maior parte das festas de hoje derivam de festivais antigos. Estes festivais serviam de alívio temporário a uma vida repressiva, laboriosa ou tediosa.

Fetiches – atração por alguém com físico diferente; organofato: parte do corpo. O fetiche substitui a pessoa como objeto de amor.

Figefilia – refere-se ao prazer sexual originado da fulga.

Filmes da morte – os atores neste tipo de filme matem crianças durante cenas de sexo. São ilegais e somente vendidos no mercado negro; por isso é difícil pbter informações sobre o assunto.

Flagelação – é o ato de sentir prazer com a dor.

Flatulência – refere-se à saída de gases intestinais.

Flebotomia – é a prática da sangria. Era usada para substituir os sacrifícios humanos como oferenda às divindades.

Fobias – uma fobia sexual pode ser causada por culpa social, experiência íntima negativa, falta de prática na manipulação do medo, estresse temporário, ou separação, superproteção, ou rejeição dos pais durante a infância.

Fobofilia – se refere àqueles que ficam excitados com estímulos que provocam medo.

Fotografia – muitas pessoas fotografam seus parceiros ou elas mesmas durante o sexo para olhar as fotos depois.

Frottage – ato de esfregar o corpo contra outros ou contra um objeto para se excitar.

G

Gangues de sexo – refere-se ao sexo em série com mais de dois parceiros.

Gelo – usa do para aumentar a estimulação táctil, confundir ou surpreender o parceiro, retardar o orgasmo, e, como o cateter, uma forma branda de tortura, ou como primeiros socorros para queimaduras.

Genufalação – ato de esfregar o pênis entre os joelhos do parceiro.

Gerontofilia – algumas pessoas sentem atração sexual por parceiros que são significativamente mais velhos.

Ginemimetofilia – se refere àqueles que sentem atração por homens personificado mulheres ou transexuais.

Glande – parte do pênis que corresponde a “cabeça” do pênis

Grampeamento – utilizado em cenas de sadomazoquismo como forma de controle sobre a genitália do parceiro.

Grampos – pequenas peças de metal para serem colocadas em mamilos, genitália, ou qualquer outra parte do corpo.

Grupos de apoio – esses grupos popularizaram-se recentemente. Foram substituídos as famílias ampliadas à medida que os americanos se mudaram em busca de universidade e melhores oportunidades de trabalho.

Gueixas – as gueixas japonesas são mulheres que aprendem a entreter os homens com charme artificial planejado.

H

Haréns – surgiram com a prática da poligamia. O ato de manter as mulheres encerradas era uma forma de protegê-las das escapadas sexuais dos homens da comunidade e da possível reciprocidade feminina.

Harmatofilia – se refere àqueles que se excitam com erros ou a violação de normas.

Harpaxofilia – indica a excitação sexual causada por roubo.

Hebefilia – refere-se à atração por adolescente.

Hedonismo – refere ao estilo de vida baseado fundamentalmente na experimentação do prazer.

Hermafrodita – é a condição de quem tem característica genitais de ambos os sexos devido à produção irregular de hormônios masculinos e femininos durante o desenvolvimento pré-natal.

Heteras – as heteras gregas foram mulheres que ofereciam companhia e diversão durante os séculos 4 e 5 a.c. elas pertenciam à mais alta das três classes de prostitutas gregas.

Heterosexuais – a heterossexualidade é a atração sexual entre indivíduo de sexo diferente.

Hibristofilia – definida como uma parafilia do tipo saqueador/predatório em que a excitação sexual-erótica, a facilitação e obtenção do orgasmo são suscetíveis e dependentes de se estar com um parceiro que cometeu um ultraje ou crime, como estupro, assassinato, ou assalto a mão armada.

Hifefilia – refere-se àqueles que ficam excitados ao tocar tecidos ou peças de roupas.

Higrofilia – refere-se à excitação sexual obtida pelo contato com qualquer tipo de secreção corporal, incluindo nasolíngua (muco nasal), lágrima, saliva, salirofilia (perspiração), vampirismo (sangue), urofilia (urina), coprofilia (fezes), sêmen, e secreçôes vaginais.

Hipnose – estado semelhante ao sono no qual o indivíduo fica suscetível às sugestôes feitas pelo hipnotizador.

Hodofilia – a hodofilia descreve a excitação sexual que as pessoas sentem quando viajam para lugares novos ou para o estrangeiro.

Homofobia – medo de homosexualidade e de suas claras consequências castradoras.

HPV – Vírus do papiloma humano , é o causador do condiloma acuminado ou verruga venérea uma doença sexualmente transmissível

Humilhação – excitação calsada por fraqueza ou hulmildade.

I

Imobilizações – restringem o movimento e são feitas em áreas como os órgãos genitais, pés, rosto, seios, ou em todo o corpo, na forma de mumificação.

Impotência – é a incapacidade de manter uma ereção o tempo suficiente para penetrar um parceiro, mas o orgasmo pode se obtido com a quantidade certa de estímulo.

Infantilismo – refere-se a pessoas que preferem permanecer crianças e que geralmente têm aversão ao corpo de adulto, pêlo facial e genital, ou roupas de adulto.

Infibulição – é o termo usado para a sutura ou atadura do prepúcio sobre o pênis, a sutura dos pequenos lábios com os grandes lábios, ou a sutura do escroto em volta do pênis.

Infusão escrotal – processo pelo qual se injeta uma solução no saco escrotal, também conhecido como “balão” ou inchação escrotal, apesar de esses termos poderem ser usados para descrever a expanção por ar ou gáz.

Insuflação – ou o ato de encher uma pessoa de ar – já foi feita em quase todos os orifícios humanos.

Interrogatório – as formas de interrogatório foram adaptadas para os jogos sexuais de domínio e submissão.

J

Jactância – refere-se “aqueles que ficam excitados ou obtetêm prazer sexual ao vangloriar-se de suas próprias proezas sexuais.

Jatos – os jatos sexuais refere-se à expulsão de fluidos naturais do corpo do parceiro.

Jogos de fantasia – representação simbolica de fantasia sexuais.

Jogos eróticos – um jogo é definido pelo webster como “qualquer brinquedo ou esporte específico envolvendo competições física ou mental sob um sistema de regras específicas”.

K

Kabazzah – refer-se à técnica oriental em que o homem faz o papel de passivo e a mulher usa somente as contrações do músculos abdominais e vaginais para “ordenhar” o pênis.

Karezza – a karezza – acariciar – foi cunhada pela Dra Alice Bunker Stockham em seu livro Tokology (tocologia), de 1883.

Kokigami – (lenço usado por atores japoneses e empregado como adereço; gami: papel) é a arte de envolver o pênis numa fantasia de papel.

L

Lactafilia – é o termo usado para excitação provocada por seios lactantes.

Leilões – os leilões de escravos eram comuns nos estados unidos até cem anos atrás. Os bordéis de nova orleans promoviam leilões de jovens escravas de pele clara.

Leques – usados por muitas senhoritas na europa dos séculos 17 e 18. Este objeto tornou-se indispensável na arte de fletar.

Lésbicas – o nome lésbica se originou na trágica história grega de uma mulher chamada sappho que viveu em cerca de 600 a.c. . Ela supervisionava uma escola de meninas na ilha de Lesbos. Refere-se a (homosexualismo) gays masculinos ou femininos.

Ligação peniana – ato de amarrar o pênis.

Lubrificantes – tanto os homens como as mulheres secretam um lubrificante natural para facilitar o intercurso. O masculino é expelido na pré-ejaculação e o feminino liberado pela parede vaginal durante o processo de excitação.

Luta livre de mulheres – luta entre mulheres sem nenhum tipo de regra. Elas se arranham, mordem, se goivam, puxam-se o cabelo, e rasgam as roupas.

Luta romana – ela causa excitação tanto para os que praticam como para os que espectadores.

Luz – tanto a fertilidade feminina como a masculina são influenciadas pelo ritmo circadiano (ciclo espontâneo metabólicos, glandulares e de sono). A luz natural é parte essencial de nossas vidas sexuais, mas pode ser desconfortável para os olhos.

M

Magick – combina rituais de bruxaria, visualização, controle respiratório, e tantra para uma expereiência sexual suprema.

Maieusiofilia – é a atração sexual sentida por mulheres grávidas.

Marcação a fogo – este processo consiste em imprimir a fogo um símbolo na pele da pessoa e foi usado por governos, religiões e várias tribos.

Marquês de Sade – nobre francês, autor de romances pornográficos.

Masoquismo – os homens obtiam pazer sexual através da punição e dor física.

Massagem – existem vários tipos de massagem , as básicas, usadas para adiquirir intimidade com o parceiro, sem expectitativas do sexo .

Masturbação – é a provocação do orgasmo por estimulação manual.

Masturbação a dois – envolve geralmente dois homens. O prepúcio de um parceiro é empurrado e o do outro é esticado para cobrir a ponta do seu pênis.

Matrimônio – contrato verbal ou escrito que implica alguma forma de compromisso emociaonal ou financeiro entre duas ou mais pessoas.

Maturação – ou envelhecimento – tem muitos efeitos sobre a sexualidade humana. É tão normal como qualquer outro processo de envelhecimento e é vivenciado de formas diferentes por cada pessoa.

Mecanismo de toque – são mecanismo que criam uma barreira entre as pessoas, e ao mesmo tempo, possibilitam o contato sexual pela introdução das maõs em orifícios estrategicamente posicionado.

Ménage à trois – é a cena do sexo grupal envolvendo três pessoas, duas das quais são casadas.

Miscigenação – significa o sexo ou casamento entre duas pessoas de raças diferentes.

Misofilia – atração sentida ao se cheirar, mastigar, ou roçar suportes atléticos, (cinto elástico com proteção para a região genital do homem), calcinha, absorventes, sutiãs, ou outros objetos sujos .

Misógino – o termo é usado para descrever o homem que sente ódio ou aversão às mulheres.

Modificação peniana – significa qualquer alteração física permanente no pênis.

Mordida – e mordição são usadas por alguns para excitar sexualmente o parceiro.

Mortalidade – não existe provavelmente maior ansiedade do que ver ou encarar a morte. A visão de corpos multilados ou mortos estimula algumas pessoas.

Motéis – estes estabelimentos permitem o suingue, apesar de a maioria não apoiá-lo abertamente.

Mucofagia – a ingestão de mucosa nasal é feita como parte da nasolíngua. outros praticam por causa da alta degradação implícita.

Museus eróticos – existem vários museus que exibem coleções de artefatos ou parafernália sexual.

Mutilação – é o ato de ferir alguem; geralmente por punhalada, golpe, ou corte.

N

Namoro – ato de devorar atenção ao parceiro com o propósito de receber amor e/ou casamento em troca.

Narcisismo – os narcisos obtêm prazer sexual de seu próprio corpo ou intelecto.

Narratofilia – refere-se àqueles que ficam excitados ao contar histórias ou piadas sexuais ou ler poemas de amor ou romances de natureza sexual para um parceiro.

Necrofilia – é definida como a atração sexual por cadáveres, sendo considerada uma parafilia rara.

Negociação – ou discussão e acordo sobre as atividades a serem praticadas durante o sexo – pode amenizar os equívocos que amiúde ocorrem entre parceiros.

Niddah – prática religiosa judaica estabelecendo que casais casados mantenham separação física por 10 a 14 dias por mês. As admoestações no “code of jewish” ( tabu menstrual: planejamento familiar natural).

Ninfofilia – designa o amor de uma jovem adolescente por um adulto.

Ninfomania – é o termo usado para as mulheres dotadas de um apetite sexual insaciável.

Ninfotomia – procedimento cirúrgico que consiste na incisão dos lábios.

Normofilia – é a condição de se estar em conformidade sexual com os padrões ditados pelos costumes, religião e autoridade legal.

Nudez – a palavra deriva do latim “nudus”, significado despido ou sem roupa.

O

Oclofilia – se refer àqueles que ficam sexualmente excitados em meio à multidão.

Oculofilia – refere-se àqueles que ficam sexualmente excitados com os olhos de um parceiro.

Oculolíngua – refere-se ao ato de lamber o globo ocular do parceiro como forma de excitar-se.

Odontofilia – refere-se à excitação sexual por dentes.

Oficinas – existem muitas oficinas disponíveis de sexo, intimidade, e relacionamento. esalen fields, no big sur, ensina as pessoas a aceitar a si mesma e aos outros assim como o fazem as oficinas do instituto de conscientização humana de stan dale, na região de são francisco.

Ofidicismo – refere-se àqueles que usam répteis.

Olfação – refere-se à sensibilidade de algumas pessoas em sentir odores.

Orgasmo – não existe nenhuma definição de orgasmo amplamente aceita. O dicionário (webster) define-o como “… excitação emocional intensa e paroxísmica; o clímax da satisfação sexual que ocorre ao fim do coito, geralmente acompanhado, nos homens, da ejaculação”.

Orgias – termo absoleto para sexo grupal . Tal palavra geralmente se refer ao sexo licencioso praticado durante os festivais religiosos, procedidos por abundantes comida e bebida: as dionisíacas, o baal, o carnaval e o festival de primeiro de maio.

Ornamentos pubianos – são expressão artística de nossa sexualidade e geralmente aparecem na forma de pintura do pêlo, barbeação, depilação, pintura corporal, paetês. ou adesivos.

Óvulo – célula reprodutora feminina , um óvulo é lançado em direção as trompas a cada ciclo menstrual ( no período fértil por volta do 14 dia ) visando a fecundação

P

Parafilia – refer-se a atração por pessoas defeituosas, (aberração sexual,anomalia sexual).

Parceiro de aluguel – pessoa que trabalha com os psicólogos para ajudar os pacientes a superar problemas sexuais, e que normalmente paga em torno de mil dólares para fazer um treinamento de 12 semanas em que lhe são ministradas noções de anatomia resposta sexual humana, comunicação, e outros assuntos pertiinentes.

Passivo – aqueles que desempenham o papel submisso no jogo sexual são conhecidos como passivos.

Pecatifilia – é a excitação derivada do pecado. Pode se traduzir num sentimento de culpa.

Pediofilia – refere-se à atração que alguns sentem por bonecas.

Pedofilia – é atração por crianças.

Pênis – é o órgão erétil masculino

Personificação peniana – refere-se a homens que fazem exibição públicas vestidos de mulher.

Piercings – se refere à perfuração temporária da pele.

Pigofilia – refere-se às pessoas que se excitam com carícias, beijos e lambidas na região das nádegas.

Plástica do pêlo pubiano – consiste na remoção permanente do pêlo que contorna um desenho escolhido pela pessoa. As formas mais comuns são corações e triângulos, e são mais marcante em pêlos pubianos espessos.

Plástica dos seios – a modificação da forma dos seios é usada pelas mulheres há milhares de anos.

Poções do amor – diferem dos afrodisíacos pelo ritual mágico exigido para a sua preparação. Eram populares em sociedades onde não havia esposos monógamos.

Poder pessoal – normalmente atua como catálise para os parceiros durante o ato sexual.

Podofilia – refere-se à excitação que certas pessoas sentem diante do pé.

Politerofilia – refere-se àqueles que fazem sexo com uma série de parceiros antes de conseguir atingir o orgasmo.

Polução – a polução sexual é o ato de sujar, profanar, destruir, violar, um objeto de fetiche, o parceiro sexual, ou a si mesmo (automisofilia).

Ponta cabeça – os casais podem gostar de fazer sexo com a mulher de cabeça para baixo (com a cabeça e mãos formando um tripé no chão).

Pornografia – era o trabalho sobre prostitutas e mais tarde passou a incluir qualquer texto especificamente destinado a despertar o desejo sexual.

Posições sexual – as pessoas estão começando a experimentar uma variedade de posições sexuais sem a vergonha e a culpa imposta pela igreja católica, seguidora da doutrina dos estóicos de 100 a.c., pela qual os casais só podiam fazer sexo numa posição supina, com o homem por cima.

Prepúcio – pele que recobre a glande nas pessoas que não foram submetidas a circuncisão

Prisha – é a palavra hebraica para descrever a separação dos sexos.

Privação sensorial – difere da compensação sensorial ao tentar anular os cinco sentidos. Pode incluir atividades como as câmaras de privação sensorial, tanques samádi, ou suspensão.

Prostituição – é a palavra latina para designar a mulher que pratica o ato sexual por dinheiro.

Psicrocismo – refere-se àqueles que ficam excitados com a sensação de frio ou observando alguém com essa sensação.

Punhada – é a introdução da mão na vagina ou no ânus.

Q

Quadoushka – os ensinamentos sexuais do quadoushka são parte da tradição dos índios americanos cherokee. Essa atividades se assemelha ao tantra sexual oriental por enfatizar as técnicas de respiração, o equilíbrio de enegia, e os orgasmos de corpo inteiro.

Queening – designa a prática européia de uma mulher dominadora usar a cabeça do homem como trono.

R

Rabdofilia – descreve aqueles que ficam excitados ao serem chibateados, ou fragelados.

Regulação de oxigênio – usada para intensificar ou protelar a excitação sexual.

Restaurantes eróticos – existem vários tipos desses estabelecimentos. Alguns, como o restaurante suíços hjarter dam, permitem que mulheres dominadoras prendam seus escravos à mesa ou ao pé da cadeira.

Revistas – usadas em cenas sadomasoquistas, na simulação de capturas policiais, revoltas em prisões revistas na alfândega, prisioneiros de guerra, ou abduções alienígenas.

Ritos de fertilidade – a fertilidade, ou a disposição para a fecundação, sempre foi importante. As religiões antigas eram baseadas na necessidade de se possuir sementes férteis, animais, e progênie.

Rituais de sexo – rituais são procedimentos ou cerimônias consagradas pelo uso ou normas e realizadas em ocasiões determinadas.

Rodas de sexo – refere-se à pedofilia e envolve várias crianças e um ou mais adultos.

S

Sacher-Masoch, Leopold Von – romancista da aristocracia austríaca que escreveu histórias sexuais em que os homens eram dominados, humilhados, e disciplinados por belas mulheres.

Sacofricose – prática usada por alguns homens de fazer um buraco no fundo do bolso da frente da calça para facilitar a masturbação.

Sacrifícios – é o ato de tornar um objeto sagrado, ofertando-o à divindade.

Salirirofilia – se refere às pessoas que ficam excitadas com o sabor de fluidos corporais salgados como a perspiração.

Sangria – colocação de um instrumento de sucção na pele, como o propósito de trazer o sangue mais próximo da superfície.

Santo Agostinho – era um norte-africano de tagaste (argélia). junto com são jerome e são gregório (o grande), formulou as primeiras doutrinas da igreja católica.

São Valentin – o dia de São Valentin é celebrado a 14 de fevereiro e em homenagem a dois mártires chamados Valentim: um de Roma, e outro de Terni.

Sati – prática hindu de queimar a viúva com os restos mortais do seu marido.

Satiríase – os sátiros foram notórios personagens da mitologia grega, metade bode metade homem, que serviam ao deus baco (dioniso) e eram conhecidos por sua luxúria e hedonismo.

Sêmen – também chamado de esperma , corresponde as secreções da próstata e vesículas seminais que servem de veiculo aos espermatozóides.

Serenatas – foram populares na europa nos séculos 17 e 18. Os jovens tocavam seus violinos e cantavam nas ruas sob a janela da amada.

Sexo anal – a próstata, semelhantemente ao ponto g feminino, pode ter uma resposta orgástica à pressão ou à manipulação.

Sexo furitivo – refer-se ao outrora popular entretenimento de pôr a mão sob uma fotografia com abertura nas áreas das pernas, seios, ou genitália: a pessoa tem a ilusão de ver genitália ou nádegas reais.

Sexo grupal – refere-se ao sexo entre mais de duas pessoas.

Sexo ilegal – o governo já determinou quais dias os casados poderiam ter sexo, as posições (papai-e-mamãe) que deviam ter usar, o tipo de sexo (penovaginal,beijo, e carícias), e proibiu o uso de contraceptivos.

Sexo seguro – cada tipo de prática sexual requer precauções próprias. Nós começamos a conhecer as necessidades especiais de nosso parceiro com uma conversa franca sobre sua saúde geral.

Sexologia – existem muitos médicos e psicólogos que se celebrizaram por sua compreensão da ciência do sexo e pelas contribuições dadas a ela.

Sexshops – existem várias dessas lojas nos estados unidos, a maioria pertence a mulheres. Por dentro, elas se parecem com lojas de lingerie que oferecem brinquedos eróticos, luvas de pele, vídeos eróticos livros, e loções para o corpo.

Shows eróticos – esses shows variam de acordo com a lei de cada país, a habilidade dos participantes, a criatividade dos produtores, e a quantidade de dinheiro que os donos estejam dispostos a gastar em efeitos especiais.

Siderodromofilia – descreve aqueles que ficam excitados em trens.

Sidrome de Couvade – os homens raramente praticam rituais de couvade nos dias de hoje. Todavia, muitos apresentam sintomas psicossomáticos durante o período de gravidez e parto da mulher.

Sinforofilia – refer-se àqueles que vivenciam excitação sexual ao incendiar apartamentos, hospitais e orfanatos.

Sitofilia – descreve aqueles que usam comidas com o propósito sexual.

Sobrecarga sensorial – ocorre quando existe mais informações num determinado ambiente do que a pessoa é capaz de assimilar.

Sonofilia – refere-se àqueles que ficam sexualmente excitados ao acariciar ou fazer sexo com um parceiro adormecido.

Strip-pôquer – existem muitas versões de strip-pôquer, o jogo de cartas baseados nas regras do pôquer normal.

Striptease – os strippers são pessoas que tiram sua roupa voluntariamente em frente da platéia.

Subpersonalidade – semelhante aos distúrbios de personalidade múltiplos, exerto pelo fato de a mudança de personalidade ser somente temporária e de não se perder discernimento.

Suplementos anais/genitais – os dildos são pênis artificiais ou tampões usados na boca, vagina ou ânus para ajudar à masturbação.

Suspensão – ato de suspender algém no ar por um suporte aéreo que permita algum movimento.

Sutura – usado no jogo sadomasoquista como uma forma de pseudocastração, cativeiro, ou infibulação da genitália.

T

Tafofilia – refere-se àqueles que ficam excitados ao serem sepultados vivos.

Talpotentiginia – descreve a excitação sexual sentida com o calor e temperaturas altas.

Tantra – doutrina hindu védica que se destina a amplicar a união e a ligação sexual.

Tatuagem – processo de puncionar a pele com agulhas e injetar substâncias corantes indeléveis para pintura permanente.

Telefonemas obscenos – excitação obtida ao falar sobre sexo ao telefone.

Telegonia – era a crença de que o primeiro homem a fecundar uma mulher seria automaticamente o genitor de qualquer criança gerada posteriormente.

Testículos – órgão sexual masculino situado na bolsa escrotal, que produzem espermatozóides.

Timofilia – refere-se àqueles que ficam sexualmente atraídos por riqueza ou status.

Toalete – a toalete de um parceiro é mais comumente encontrada entre os primatas, mas os homens também, além da toalete normal que se faz antes do namoro, usam-na no preâmbulo amoroso.

Toque – tocar em alguém cria sensações especiais devido à pressão sobre a pele. (a excitação sexual do estímulo tático pode significar dor para algumas pessoas.

Torniquetes – usados para estancar o fluxo de sangue de uma artéria.

Tortura – é o ato de infligir dor com objetos de extrair informações de alguém não-cooperativo.

Tourada – remanescente dos rituais antigos de fertilidade e dos jogos romanos.

Transexuais – pessoa cujo comportamento se iguala ao do sexo oposto; transposição de gênero: mudança de comportamento entre sexo.

Travestis – homens que desempenham papeis de mulheres.

Treinamento de toalete – atividades praticadas por submissos que desejam se iniciar na coprofagia ou urofilia.

Tricofilia – se refere ao fetiche por pêlo.

Troca – termo usado na comunidade sadomasoquista para designar pessoas que alterernam o papel de passivo/submisso e ativista/dominante.

Troca de casais – costumes antigos de muitas culturas. Os esquimós deixavam suas esposas com um vizinho quando saíam em viagens de caça e durante esse tempo elas deveriam desempenhar o papel de esposa.

Troilismo – descreve o sexo entre três pessoas.

Trompas de falópio – canal que liga os ovários ao útero , pela qual “viaja” o óvulo

Trovadores – viveram durante o séculos 11 e 13, tempo no qual muitos foram mortos pela igreja por heresia. esses homens ensinavam o controle da natalidade, que o sexo podia ser apreciado, e que o amor deveria ser considerado ao se selecionar um parceiro para o casamento.

Túnel do amor – os parques de diversão, até os anos 60, geralmente promoviam um passeio de barco de três a quatro minutos de duração que atravessava um túnel escuro.

U

Unção – se refer àqueles que têm seu corpo coberto ou esfregado com um óleo e então usam o parceiro ou objetos para deslizar sobre ele.

Urofilia – descreve aqueles que obtem prazer sexual de atos envolvendo urina.

Urticação – ato de fragelar a pele com urtigas para esrimulá-la. Isto era feito nos membros dos paralíticos.

Uso de pesos – nos jogos sexuais, os pesos podem ser pendurados nos mamilos, na genitália, ou no piercing.

Útero – parte do aparelho reprodutor feminino onde , se houver a fertilização do óvulo, o feto se desenvolverá

V

Vampirismo – é o ato de beber sangue de alguém.

Vertigem – refere-se à tortura ou à desorientação.

Virgens – se refere àqueles que nunca tiveram relação sexuais por penetração.

Visualização – habilidade de ver um evento, objeto, ou pessoas na sua mente, usada em quase todos os tipos de sexo.

Vitorianismo – termo usado para descrever a repressão sexual e a afetação que se cristalizou na última metade do século 19.

Voyeurismo – ato de observar os outros com o propósito de se excitar sexualmente.

X

Xenofilia – se refere àqueles que ficam sexualmente excitados com estranhos.

Z

Zelofilia – se refere à aqueles que se excitam com o ciúme. a excitação pode ser desencadeada pelo ciúme de um dos parceiros.

Zoofilia – envolve o sexo entre humanos e animais e geralmente toma muito mais formas do que o sexo praticado pelos homens.

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