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	<title>a casa do zander&#187; Do mal que os poetas fazem à humanidade</title>
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	<description>pensamentos esparsos de uma mente desconexa</description>
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		<title>Do mal que os poetas fazem à humanidade</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 16:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu sonhei com Poesia ontem. Lia as &#8220;obras completas&#8221; do Manuel de Barros e obviamente tive vontade de fazer das minhas também. Nota-se que matei essa vontade com afinco e eficácia. Poesia não se faz de noite, antes de dormir. Antes de dormir, escova-se os dentes, chafurda-se na pessoa amada, vira-se estasiado e dorme-se. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sonhei com Poesia ontem. Lia as &#8220;obras completas&#8221; do Manuel de Barros e obviamente tive vontade de fazer das minhas também. Nota-se que matei essa vontade com afinco e eficácia. Poesia não se faz de noite, antes de dormir. Antes de dormir, escova-se os dentes, chafurda-se na pessoa amada, vira-se estasiado e dorme-se. Não é essa rotina, a da poesia.</p>
<p>Poesia é hábito, não é rotina.</p>
<p>Eu nunca me considerei poeta ou escritor (ou boa coisa, vá lá!), mas quem não cometeu uma poesia ruim ou outra na vida que entre na fila dos sem coração. Mas chega um dia que alguém bate à sua porta e diz: &#8220;mermão! larga mão disso que tu é muito pereba nessa parada de poesia&#8221;. Pois é. Uma amiga me fez essa gentileza e hoje me contento a ler, apenas a ler.</p>
<p>Poesia é talento, dedicação.</p>
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		<title>A dor, o amor e outras rimas ruins</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 19:42:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amar dói sim. Dói porque sabe-se do fim do amor desde o primeiro momento, o instante inicial. Na hora em que você olha para aquela pessoa cujo destino você sabe que estará um dia enlaçado com o seu, já imagina o que dirá, como fará a abordagem, como será o primeiro beijo, a pegada, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amar dói sim. Dói porque sabe-se do fim do amor desde o primeiro momento, o instante inicial. </p>
<p>Na hora em que você olha para aquela pessoa cujo destino você sabe que estará um dia enlaçado com o seu, já imagina o que dirá, como fará a abordagem, como será o primeiro beijo, a pegada, o cheiro, o toque, a temperatura, o gosto o gosto e o gosto, o sexo, o gemer, o gozo, a ligação do dia seguinte, o pedido de namoro, a rotina de cinema-barzinho-festa-motel, a família do outro, o pedido de casamento, a cerimônia, o apartamento novo, a decoração da casa, os filhotes, a briga por conta das mesquinharias diárias, o sexo de pacificação, o girar da roda da vida. Você sabe: é essa a pessoa com quem você quer amarrar seu nome.</p>
<p>Mas o amor sempre acaba em dor. Nem que seja por conta de um dos dois terminando sua historia na Terra. Dói porque sabemos que amar é bom e só se ama a dois. Dói porque o que é bom e sublime não é o nosso normal, é a exceção, a reserva divina que nos mantém maravilhosa e necessariamente insanos ante a brutalidade do amanhã.</p>
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		<title>Do que são feitas as estrelas?</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 20:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sou um possuidor de um coração vagabundo. Desses desclassificados mesmo. Nunca tive medo de me atirar ao chão e pedir carinho, fingir de morto, virar a barriga para cima, olhar com orelhas caídas e olhos grandes para quem queria/fingia me dar afeto. Certa feita, menina me subornou com um beijo se fizesse eu uma cena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou um possuidor de um coração vagabundo. Desses desclassificados mesmo. Nunca tive medo de me atirar ao chão e pedir carinho, fingir de morto, virar a barriga para cima, olhar com orelhas caídas e olhos grandes para quem queria/fingia me dar afeto. Certa feita, menina me subornou com um beijo se fizesse eu uma cena em plena Praça Saens Peña. Não fiz a cena por vergonha – esse sentimento estúpido e inútil, especialmente a vergonha alheia – e fiquei sem. Acho que ali tracei uma linha no chão e me recusei a cruzar.</p>
<p>Obviamente, com a idade, as vergonhas tendem a deixar de travar a mão. Mas essas trocam de nome e passam a se chamar de “conveniência”. Pois, como se diz no mundo da moda, tudo pode, mas nem tudo convém.</p>
<p>Estava no chope, conversando com amigos e conhecidos (mais desses que daqueles) e, ao voltar para casa, lembrei de pessoas com quem eu queria dividir a noite, seja no papo moleque, na conversa de várzea, no papo-furado arte, ou no aconchego de lençóis da minha cama king size. Tudo armadilha da necessidade de autopsiar a minha própria melancolia. Resultado: muito chope e uma enxaqueca pela manhã.</p>
<p>Passam-se os dias, as inspirações para escrever, as tarefas burocráticas d’A firma, as oportunidades de ficar milionário, os 2,4km que caminho de volta para casa quase que diariamente e eu, preso em uma nostalgia das coisas que deixei de fazer.</p>
<p>Nem São Paulo, com seus céus azuis e seus poentes impossíveis me comovem mais.</p>
<p>Aí, a amiga <a title="Cartas de Hades, por Mariana Blanc" href="http://cartasdehades.blogspot.com" target="_blank">Mariana Blanc</a> posta no seu perfil do Orkut: “Do que são feitas as estrelas? saudade.” Se for verdade, minha estrela brilha forte, cada vez mais forte.</p>
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		<title>adeus à tribuna&#8230; adeus&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 17:30:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Através do blogue do Alex Castro fiquei sabendo que a Triibuna da Imprensa para de circular hoje. Só posso lamentar a perda do espaço e a restrição cada vez maior para os profissionais da imprensa na cidade que outrora foi um farol de cultura e civilidade nos trópicos. E não estou falando de Buenos Aires. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Através do blogue do <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2008/12/02/tribuna_da_imprensa_para_de_circular_hoj/">Alex Castro</a> fiquei sabendo que a <a href="http://www.tribuna.inf.br/">Triibuna da Imprensa</a> para de circular hoje.</p>
<p>Só posso lamentar a perda do espaço e a restrição cada vez maior para os profissionais da imprensa na cidade que outrora foi um farol de cultura e civilidade nos trópicos.</p>
<p>E não estou falando de Buenos Aires.</p>
<p>Segue, após o link, a última coluna de <a href="http://www.tribuna.inf.br/index.htm">Hélio Fernandes</a>, na sua íntegra.<span id="more-985"></span></p>
<table border="0" cellspacing="5" cellpadding="1" width="450" align="center">
<tbody>
<tr>
<td colspan="3" valign="top">
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; color: #000000;"></p>
<h3>A Justiça, que deveria garantir a liberdade de expressão, luta contra, impõe o silêncio</h3>
<p></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; color: #000000;">Com a mente revoltada e o coração sangrando, escrevo serenamente, mas com a certeza de que é um libelo que atinge, vai atingir e quero mesmo que atinja o sistema Judiciário. As palavras que coloquei como título desta comunicação representam a ignomínia judicial, que se considera poderosa e inatingível, mas é apenas covarde e insensível.</p>
<p>Retira-se dessa acusação global apenas a primeira instância. O juiz que em 1979 recebeu a ação desta Tribuna da Imprensa examinou imediatamente a questão e dividiu a ação em duas. Uma chamada de<strong>LÍQUIDA</strong>, que decidiu imediatamente e que, lógico, foi objeto de recursos indevidos, malévolos e protelatórios, que é a que está na mesa do ministro Joaquim Barbosa.</p>
<p>A outra, denominada de <strong>ILÍQUIDA</strong>, juntava e junta prejuízos ainda maiores, como desvalorização do título do jornal, lucros cessantes, páginas em branco durante 10 anos, perseguição aos anunciantes, que intimidados pessoalmente pelo então diretor da Receita deixavam de anunciar.</p>
<p>(Esse diretor da Receita Federal, Orlando Travancas, era feroz na perseguição e na intimidação. Não demorou muito, foi flagrado em crime de extorsão e corrupção, não quiseram prendê-lo, seria desmoralização para o regime. Foi aposentado luxuosamente, com proventos financeiros &#8220;generosos&#8221;).</p>
<p>A ação <strong>ILÍQUIDA</strong> dependia de <strong>PERÍCIA</strong>, que vem desde 1982, e não foi feita por irresponsabilidade e falta de interesse de dois lados. Acreditamos que agora andará em velocidade para recuperar o tempo perdido. Na ação dita <strong>LÍQUIDA</strong>, o competente juiz de primeira instância, cumprindo o seu dever, sem temor ou dificuldade, condenava a União ao pagamento da <strong>INDENIZAÇÃO</strong> devida a esta Tribuna.</p>
<p>De 1982 (primeira e única sentença) até este ano de 2008 (26 anos), a decisão do competente juiz de primeira instância foi naufragando na impunidade, no descuido, na imprudência dos chamados <strong>MAGISTRADOS SUPERIORES</strong>.</p>
<p>Em 26 de março de 1981, a ditadura agonizante mas vingativa explodiu prédios, máquinas e demais dependências desta Tribuna. Podíamos acrescentar isso na própria ação ou começar nova, com mais esse prejuízo colossal. Não quisemos. É fato também facilmente comprovável, não protestamos nem reivindicamos judicialmente em relação a mais esse terrorismo. Financeiro, econômico, irreparável.</p>
<p>O próprio Supremo Tribunal Federal não é <strong>INOCENTE</strong> ou<strong>DESCONHECEDOR</strong> do processo. Pois há quase 3 anos está na mesa de Joaquim Barbosa, &#8220;esperavam um negro subserviente, encontraram um magistrado que veio para fazer justiça&#8221;. Na prática está desmentindo a teoria. Negro ou branco, não importa a cor e sim a <strong>I-N-S-E-N-S-I-B-I-L-I-D-A-D-E</strong> como magistrado.</p>
<p>O ministro Joaquim Barbosa, do STF, com extrema boa vontade, recebeu o recurso inócuo da União, verdadeira litigância de má-fé, que sabia ser apenas <strong>PROTELATÓRIO</strong>. Os autos estão descansando em seu gabinete desde abril de 2006. Postura diferente adotou o douto procurador geral da República, Cláudio Lemos Fonteles, que há mais de 2 anos já fulminara o teratológico recurso como <strong>INADMISSÍVEL</strong>, sem razão de ser, vez que almeja <strong>REDISCUTIR</strong> o que já tinha sido pacificado nas instâncias inferiores, ou seja, o direito líquido e certo desta Tribuna da Imprensa ser indenizada por conta de danos morais e prejuízos materiais de vulto que sofrera, em decorrência de atos truculentos e de censura permanente dos governantes dos anos de chumbo e que quase levaram o jornal à falência.</p>
<p>Inexplicavelmente, repita-se, o bravo (ou bravateiro?) Joaquim Barbosa aceitou o afrontoso apelo da União que nem deveria ser conhecido, por conta quem sabe de um cochilo, displicência ou então não tem a sabedoria jurídica que tanto apregoa.</p>
<p>Nesse quadro, já dissemos e reiteramos que essa primeira indenização será toda destinada ao pagamento de <strong>DÍVIDAS</strong> obrigatórias contraídas por causa da perseguição incessante comprovadamente sofrida.</p>
<p>Em matéria de tempo, uma parte do Judiciário foi mais ditatorial do que a ditadura. Esta perseguiu o jornal das mais variadas formas, por 20 anos. A Justiça quer ver se chega aos 30 anos, por conta de sua repugnante<strong>MOROSIDADE, TÃO RUINOSA</strong> e imoral quanto a ilimitada violência perpetrada pela ditadura.</p>
<p>Se vivo fosse, o jurista Ruy Barbosa por certo processaria os lenientes julgadores do processo indenizatório ajuizado pela Tribuna contra a União há quase 30 anos e sem pagamento algum até hoje, porque para Ruy, que é tão festejado e citado, mas não imitado, <strong>JUSTIÇA ATRASADA NÃO É JUSTIÇA, SENÃO INJUSTIÇA QUALIFICADA E MANIFESTA</strong>. Até breve. Muito breve.</p>
<p><strong>PS</strong> - Esperamos que Joaquim Barbosa elimine rapidamente (pode fazê-lo em minutos) e sempre a <strong>INJUSTIÇA</strong> da <strong>JUSTIÇA</strong>, para que possamos retomar o caminho de quase 60 anos.</p>
<p><strong>PS 2 -</strong> Às 10 horas da manhã de ontem, esta Tribuna, com toda a Primeira comunicando a <strong>INTERRUPÇÃO MOMENTÂNEA DA NOSSA CIRCULAÇÃO</strong>, já estava na mesa dos ministros Joaquim Barbosa, (relator) e Gilmar Mendes (presidente), de outros ministros e várias autoridades. Dependendo deles a <strong>INTERRUPÇÃO MOMENTÂNEA</strong> poderá ser mudada rapidamente para <strong>INTERRUPÇÃO</strong> <strong>SUMARÍSSIMA</strong>.</p>
<p>Foi extraordinária a reação e a solidariedade à nossa edição de ontem, quando comunicávamos, usando toda a Primeira, que MOMENTANEAMENTE ESTA TRIBUNA ESTÁ SUSPENDENDO SUA CIRCULAÇÃO. De todas as partes do Brasil chegavam sugestões para que a TRIBUNA continuasse presente, no papel e na internet.</p>
<h5>Muitos, ou mais do que muitos, telefonavam HORRORIZADOS, (palavra textual) com o que acontece com um jornal que sempre lutou pelo Brasil, pela comunidade, pela defesa dos grandes e INVENCÍVEIS interesses nacionais.</h5>
<p>Citavam campanhas de defesa do patrimônio nacional, as lutas incansáveis e ininterruptas contra a DOAÇÃO das nossas riquezas, as batalhas a favor da aviação do Brasil, desde o ASSASSINATO da Panair (é de assassinato que se trata), mais tarde da Vasp e da Varig, todas sacrificadas, para que caminhoneiros se transformassem em senhores dos ares, acumulando fortunas.</p>
<h5>(O livro &#8220;Pouso Forçado&#8221; transcreve artigos inteiros deste repórter numa campanha de convicção, de razão e de emoção, pela manutenção da grande empresa da aviação nacional. A empresa área que representava tudo o que Santos Dummont sonhara para o transporte aéreo, a verdadeira aproximação dos países e dos povos.</h5>
<p>Desde os tempos combativos do Diário de Notícias, toda a atividade deste repórter foi concretizada na luta pela libertação nacional. Defendi tudo, jamais tive um período que fosse de ligação com algum ou qualquer grupo.</p>
<h5>Com tanta luta, tínhamos que ser sacrificados e imolados no combate ao verdadeiro assalto às nossas riquezas, nosso patrimônio, nosso território, nossa população. Mas não esperávamos, não acreditávamos, não admitíamos, que enquanto resistíamos, fôssemos trucidados pela Justiça, realmente INACREDITÁVEL.</h5>
<p>As últimas campanhas acirraram ainda mais a vontade e a decisão de liquidar esta Tribuna, no limiar dos seus 60 anos. Não tínhamos outra decisão, a não ser a de SUSPENDER MOMENTANEAMENTE a circulação desta Tribuna. Mas a grande maioria se insurge contra essa ausência, faz diversas propostas, lembranças ou sugestões, que estamos examinando.</p>
<h5>A mais sugestiva: enquanto o ministro Joaquim Barbosa não assume suas verdadeiras e apregoadas funções definidas por ele mesmo, textualmente, &#8220;como um negro que esperavam subserviente, mas veio para ser um verdadeiro magistrado&#8221;. A teoria está clara, basta que meia dúzia de palavras, transforme a apregoada TEORIA, numa PRÁTICA reconhecida pelo Brasil inteiro.</h5>
<h5>Estamos esperando, doutor ministro.</h5>
<p>Pelas manifestações que fomos recebendo durante todo o dia, do Brasil inteiro, o homem hoje mais citado se chama Joaquim Barbosa, ministro do Supremo Tribunal Federal. Da decisão dele, IMEDIATA e FINAL, depende a RESSURREIÇÃO de um jornal livre, que vem sofrendo durante toda a sua existência, pela dedicação à LIBERDADE de IMPRENSA, à DEMOCRACIA, ao INTERESSE NACIONAL, à DEFESA DO Nosso sagrado PATRIMÔNIO e TERRITÓRIO.</p>
<h5>Nossas três últimas campanhas que contrariaram muitos.</h5>
<p><strong>1 -</strong> A ignomínia e a indignidade de entregar a USIMINAS ao pobretão Steinbruch, que FALIDO, passou a milionaríssimo. Está respondendo a mais de 10 MIL AÇÕES, por crimes diversos.</p>
<p><strong>2 -</strong> A campanha incessante para a REESTATIZAÇÃO DA VALE.</p>
<p><strong>3 -</strong> A RETOMADA da Amazônia, entregue a 100 mil ONGs, e aos interesses mais escusos. Essa Amazônia, que é parte enorme e substancial da nossa riqueza e independência.</p>
<h5>Entre todas as sugestões, a mais razoável e até executável, é esta: enquanto esta Tribuna espera a hora de voltar como sempre foi durante 60 anos, sairia com apenas 4 páginas, mas o SUBSTANCIAL de sua existência seria a manutenção das colunas.</h5>
<p>Não apenas o artigo e a coluna deste repórter, mas as outras, que compõem o universo da OPINIÃO e da INFORMAÇÃO privilegiada, que sempre se constituíram no CARRO CHEFE do jornalismo IMPRESSO.</p>
<h5>Outra idéia também sustentável, é a manutenção desta Tribuna na internet. Embora a Tribuna tenha um site próprio, recebemos oferecimento de vários jornalistas, que têm sites e que querem &#8220;hospedar&#8221; esta Tribuna.</h5>
<p>Por dever de justiça, que palavra, os primeiros jornalistas a oferecerem seus sites, foram Pedro do Coutto e Carlos Chagas (com cartas belíssimas), Pedro Porfirio e Aristoteles Drumond. Às 3 horas da manhã, Porfirio já publicava a Primeira de ontem, entre os seus cadastrados no JORNAL ELETRÔNICO POR CORRESPONDÊNCIA.</p>
<h5>Logo depois Aristoteles Drumond, que tem vários sites, telefonava para oferecer alguns, e aumentar a circulação desse POSSÍVEL jornal de 4 páginas, que estaria na internet.</h5>
<p>E nas bancas a um preço quase simbólico, quando hoje custa 1,70. Em suma: à hora em que escrevo não há suma, mas a súmula (ou que nome tenha) que esperamos que o ministro Joaq uim Barbosa já tenha cumprido.</p>
<h5>Sozinho, ele pode decidir, como o ex-procurador geral da República, Claudio Fonteles decidiu: NEGO. Anulando a INÉRCIA de uma parte da magistratura.</h5>
<p></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Tigresa &#8211; Caetano Veloso e Ney Matogrosso</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 14:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel Uma mulher, uma beleza que me aconteceu Esfregando a pele de ouro marrom Do seu corpo contra o meu Me falou que o mal é bom e o bem cruel Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu Ela me conta sem certeza tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5tQ0dbP1DI4&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5tQ0dbP1DI4&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel<br />
Uma mulher, uma beleza que me aconteceu<br />
Esfregando a pele de ouro marrom<br />
Do seu corpo contra o meu<br />
Me falou que o mal é bom e o bem cruel </p>
<p>Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu<br />
Ela me conta sem certeza tudo o que viveu<br />
Que gostava de política em mil novecentos e sessenta e seis<br />
E hoje dança no Frenetic Dancin&#8217; Days </p>
<p>Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair<br />
Com alguns homens foi feliz com outros foi mulher<br />
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor<br />
E espalhado muito prazer e muita dor </p>
<p>Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar<br />
Porque ela vai ser o que quis inventando um lugar<br />
Onde a gente e a natureza feliz, vivam sempre em comunhão<br />
E a tigresa possa mais do que o leão </p>
<p>As garras da felina me marcaram o coração<br />
Mas as besteiras de menina que ela disse não<br />
E eu corri pra o violão num lamento<br />
E a manhã nasceu azul<br />
Como é bom poder tocar um instrumento </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Oração a Santo Expedito</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 20:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<category><![CDATA[oração ao santo das causas perdidas]]></category>
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		<category><![CDATA[serenidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes, intercedei por mim junto ao nosso Senhor Jesus Cristo, socorrei-me nesta hora de aflição e desespero. Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, protegei-me, ajudai-me, dai-me força, coragem e serenidade. Atendei ao meu pedido. Meu Santo Expedito! Ajudai-me a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes, intercedei por mim junto ao nosso Senhor Jesus Cristo, socorrei-me nesta hora de aflição e desespero. Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, protegei-me, ajudai-me, dai-me força, coragem e serenidade. Atendei ao meu pedido.</p>
<p>Meu Santo Expedito! Ajudai-me a superar estas horas difíceis, protegei-me de todos que possam me prejudicar, protegei a minha família, atendei ao meu pedido com urgência. Devolvei-me a paz e a tranqüilidade. Meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto de minha vida e levarei vosso nome a todos que têm fé.</p>
<p>Muito obrigado.</p>
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		<title>Sobre a arte do fim – carta ao Chico</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 02:14:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Meu caro Chico, Estou com duas cartas prontas na minha cabeça, mas relutava e reluto em escrevê-las. Escrevo-lhe essa primeira carta porque lhe devo desculpas prementes e desculpar-me é o que farei antes de tudo. Há um ano você me telefonou e eu reagi de uma forma tosca. É que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/setembro/11/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p>Meu caro Chico,</p>
<p>Estou com duas cartas prontas na minha cabeça, mas relutava e reluto em escrevê-las. Escrevo-lhe essa primeira carta porque lhe devo desculpas prementes e desculpar-me é o que farei antes de tudo.</p>
<p>Há um ano você me telefonou e eu reagi de uma forma tosca. É que não sei ouvir um elogio sincero. Nunca soube ser elogiado. Me desconcerta, me quebra de uma forma que me impede de voltar à minha empáfia e arrogância normais.</p>
<p>Sei que você não me conhece ao vivo – pelo telefone não dá para saber como se olha, como o cara se porta, onde coloca as mãos e tal – ou bem o suficiente para poder reconhecer uma pessoa inteira nesses pedaços de gente que deixo antever nos textos. Por agora, apenas acredite que sou uma criatura pra lá de desinibida e com a língua mais rápida do sudoeste. Obviamente, tudo questão de defesa. Não existe pior tímido que o falastrão.</p>
<p>Pela situação esdrúxula e constrangedora, peço desculpas. Mas deixe-me explicar um pouco mais o que acontece nessa cabeça esquisita.</p>
<p>Você me elogiava com sinceridade e eu não sabia onde meter a cara. Elogio sincero – de quem não tem intimidade com a gente – é coisa muito rara. Acho que só fui elogiado assim por um professor de literatura que invadiu a nossa sala num intervalo apenas para falar de um texto meu que estava exposto num mural da escola. De resto, só aquele papo social dos amigos e tal. E você me elogiava justo quando eu escrevia sobre coisas que são difíceis para eu falar até hoje: basicamente sobre os fins e sobre o meu pai.</p>
<p>Mas deixe estar. Provavelmente, quando desencantar o chope entre nós, eu paro com essa babaquice e tudo volta ao normal.</p>
<p>Só para fechar a coisa toda, aquele texto, “<a href="http://casadozander.com/textos/cronica-do-amor-seco">Crônica do amor seco</a>”, foi escrito num momento de epifania, quando dei por mim que tenho muito pouco a ofertar às pessoas. Basicamente um sorriso rápido, uma tirada rasteira e uma profundidade de pires. Sabe?</p>
<p>E quando escrevi aquilo eu estava me sentindo como quando Dorian Gray encontra o seu retrato envelhecido e distorcido. Era uma ficha que não precisava ter caído, mas veio redonda numa caminhada triste pela Avenida Paulista. Chegando em casa, precisava vomitar tudo. Daí nasceu um dos meus textos mais redondos, que nasceu sem cortes, sem emendas, sem ajustes. Quase que nem o do nascimento da minha filha, “<a href="http://casadozander.com/textos/e-assim-se-passaram-sete-anos">E assim se passaram sete anos</a>”. Quando escrevi <a href="http://casadozander.com/textos/o-pai">sobre o meu pai</a>, foi um desafio que impus a mim mesmo e o processo é outro, a ser tratado em outra carta.</p>
<p>Mas, rodeios à parte, eu queria te falar dos fins.</p>
<p>Cada vez que começo alguma coisa sinto lá plantado o finzinho dele, sabe? É como se eu sentisse o cheiro da noite cair antes mesmo do sol nascer. Aquela maresia que vem anunciando o por do sol. Eu só fico me lembrando como era bom chegar da aula e ficar na janela sentindo o cheiro do mar anunciando as seis da tarde. Maresia, reza do Ave-Maria e bolo quente.</p>
<p>Sempre me senti confortável com o fim das coisas. A dor da finalização – que indica que a história havia sido verdadeira, do fundo do coração – e a sensação de uma história bem contada sempre me acompanharam.</p>
<p>Obviamente estou romantizando a coisa. A maresia nem era tão forte assim. E muitas vezes tive de engolir amargo um pé-na-bunda. E eu nunca gostei de romper com quem gosta de mim. Especialmente se gosta de verdade de mim. Mas não existe só esse fim, obviamente. Sair de um trabalho é sempre uma emoção interessante. Entregar um trabalho, nem tanto. Enterrar um ente querido, menos ainda.</p>
<p>Quando moleque, li um livro da Coleção Primeiros Passos: O Que é Morte. O livro dizia que a morte – ou o velório, como seu símbolo primeiro – foi migrando do interior da casa, da mesa da sala de jantar, para o hospital, para um lugar-comum de morte e fim.</p>
<p>Com os relacionamentos, a coisa é parecida. Se antes ficávamos adubando relacionamentos findos – que já fediam de tão mortos dentro do quarto, partilhando a mesma cama – hoje eles começam e terminam em um beijo sem nome. Não faço juízo de valor, até porque sou de pouca moral para julgar alguém, mas me espanta a facilidade que temos (que tenho! que tenho!) em virar uma página, chorar o texto que fora escrito e continuar em frente.</p>
<p>Talvez porque sejamos mesmo fadados a seguir em frente, apesar do que tenhamos feito.</p>
<p>Abraços do teu fã.</p>
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		<title>Sobre a arte de dar as mãos</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 17:40:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Hoje eu li em um blogue de uma amiga (http://simsenhoras.blogspot.com/2008/07/quero-namorar-o-wall-e.html) que ela não vê mais as pessoas simplesmente dando as mãos por aí. Que no arsenal da conquista não se usa mais o singelo gesto de procurar a mão da menina e segurar os dedos entre os dedos num enlace [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/agosto/28/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em><a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/agosto/28/bis.asp?bis=cronicas"><br />
</a></p>
<p>Hoje eu li em um blogue de uma amiga (<a href="http://simsenhoras.blogspot.com/2008/07/quero-namorar-o-wall-e.html">http://simsenhoras.blogspot.com/2008/07/quero-namorar-o-wall-e.html</a>) que ela não vê mais as pessoas simplesmente dando as mãos por aí. Que no arsenal da conquista não se usa mais o singelo gesto de procurar a mão da menina e segurar os dedos entre os dedos num enlace quase que obsceno, mas mais singelo que os olhares que enrubescem. Que não vê mais o gesto em si mesmo gerando o momento mágico.</p>
<p>Eu sou uma criatura de “grude”. Gosto de tocar, abraçar de dar beijos e tal em quem tenho carinho e afeto. Obviamente já passei da fase adolescente onde os futuros adultos arrumam n desculpas para se jogar uns em cima dos outros ou se amontoarem pelos cantos. Algo a ver com os hormônios em ebulição ou uma desculpa esfarrapada para pré-sexo. Dito isto, acho que poderão entender melhor o caso que tenho para contar.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Um dia, numa das minhas idas profissionais à cidade do dinheiro e à terra da fortuna, eu saí com uma conhecida para podermos materializar o nosso conhecimento mútuo. (Não me entendam mal! A frase anterior é só uma forma pernóstica de dizer que fui conhecer de fato uma pessoa que conhecia pela Internet. É que às vezes conheço mais de fato quem nunca vi de perto. E às vezes conheço menos de perto quem já vi de fato. Fato.) Fomos a uma pizzaria numa praça que só recentemente voltei – e gravei o nome. E obviamente me esqueci novamente, a ponto de não ter sequer referência para citar nessa crônica de quarenta linhas.</p>
<p>A pizzaria era modernosa, com uma decoração bem interessante. Como bom carioca, sempre achei que pizza boa era a que era servida rapidamente. Ali fui introduzido à grande arte de ser fazer Pizzas em Sampa.</p>
<p>Antes mesmo de fazermos o pedido, senti que havia algo no ar. Uma atração definitiva. Da minha parte, claro, por minha amiga. As pizzas não tinham nada a ver com a história. A moça era bonita, charmosa, interessante mesmo. E tinha bom gosto. Afinal de contas, sabia escolher a companhia para o jantar.<br />
Durante o evento inteiro eu não conseguia desgrudar os olhos dos olhos da moça e “dava um jeito” de fazer as mãos delas encontrarem as minhas. Quando ocorria, parecia que eu estava segurando o braço de uma cadeira ou apenas uma maçaneta. Nada. Nem uma fisgada, nem uma alteração na voz da moça. Nadica de nada. Um suspiro ou uma pausa ao menos? Não.</p>
<p>Obviamente achei que não tinha logrado sucesso e tal. Mas são coisas da vida. Se todas as mulheres desejassem todos os homens (e vice-versa), não haveria agenda que desse jeito para tanta fornicação. Ou romance. Fica no teu critério. Fato é que não funcionaria de forma alguma. Há de se ter a rejeição por bem da humanidade.</p>
<p>Mas, como a vida sempre surpreende e desconstrói as primeiras impressões, na saída, a moça me permite um beijo. Obviamente voltei pro Rio sem entender coisa alguma.</p>
<p>Quando mudei em definitivo para Sampalândia, eu entendi que havia um tipo de gente que não se toca, a não ser na intimidade. Que um abraço pode ser sinal de posse e que um pegar em mãos pode ser ostensivo, declaratório e íntimo demais para duas pessoas que apenas se flertam.</p>
<p>Da pior forma, entendi que esse não era o meu tipo de gente.</p>
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		<title>Pequenas mãos</title>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 03:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Diz-se das pessoas com mãos pequenas que são habilidosas, dado que portam dedos pequenos, sutis e delicados, propícios para trabalhos idem. Que com leveza e presteza conseguem fazer o que portadores de desajeitados formões cárpicos não logram êxito. Que são sutis e meigas. Que são feitas para se segurar coisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribuna.inf.br/anteriores/2008/junho/05/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p>Diz-se das pessoas com mãos pequenas que são habilidosas, dado que portam dedos pequenos, sutis e delicados, propícios para trabalhos idem. Que com leveza e presteza conseguem fazer o que portadores de desajeitados formões cárpicos não logram êxito. Que são sutis e meigas. Que são feitas para se segurar coisas macias e suaves. Ou para amolecer o que é carregado pelas eras e endurecido pelas pressões históricas. Que são sinal de destreza e são boas para a prestidigitação. Que conseguem tocar a alma e os corações por conta disso tudo e muito mais.</p>
<p>As pessoas de mãos mínimas são quase um esboço de gente feita. Enganam o mais cético dos homens-cinza. São crianças com idade de anciãos. Criaturazinhas que saltam dos cantos iluminados de sol dessas tardes de domingos outonais e que vêm recheadas de sorrisos e doces e babas e cócegas e tudo que te faz perder horas de trabalho a fio. Te fazem deixar o almoço esfriando e você esquecer a televisão falando sozinha, isolada. Do jeito que as tardes outonais de domingo deveriam ser.</p>
<p>Sempre.</p>
<p>Diz-se das pessoas com mãos miúdas que são capazes de encantamentos ínfimos, mas poderosos. Elas tiram as coisas dos lugares e as colocam onde deveriam sempre estar. A carta que não deveria ser lida, no lixo. O convite para a festa que seria esquecida, na carteira de dinheiro. O marcador de texto do livro de economia, trocado de volume, marcando a poesia favorita. A poesia que jamais seria relida. Não hoje. Não com essas lágrimas que pontuam a saudade e a vontade de estar do lado de quem você ama de verdade.<br />
Diz-se das pessoas que têm as mãos ínfimas, que têm pés igualmente singelos. Que andam em silêncio e entram nos lugares onde você nunca esperou que alguém voltasse a habitar. Que acendem luzes nas horas que você pedia uma penumbra, que te impedem de chorar de desespero por achar que ninguém mais te escuta nesse mundo de estática e estrondos. Que te faz trocar de faixa do disco que você ouvia porque a música que estava a tocar era a que te lembrava de alguém que não entendeu que o seu amor era (é) incondicional e que te fez pensar se valia a pena se apaixonar novamente e de novo e mais uma vez, num ciclo de paixões e desejos que nunca se satisfaziam, apenas te arrastavam para a próxima e a seguinte. Que te faz olhar para o dia seguinte e pensar que é mais um sol que nasce e não um poente que se anunciará. Que te faz desejar o cansaço do fim do dia, sinal da vontade imorredoura de tornar-se maior que a vida. Tornar-se aquilo que pretendia ser quando eras uma pessoa (quase-pessoa) de mãos pequenas, miúdas, ínfimas, singelas, diminutas.</p>
<p>Queria dizer isso tudo das pessoas que têm as mãos grandes, agigantadas pelos afazeres e labuta diários. Queria dizer isso tudo de mim. Mas só posso falar que tenho um coração diminuto, singelo, ínfimo, miúdo e pequenino. Que só cabe nas mãos de quem tem as mãozinhas pequenininhazinhas. Do tamanho de uma menina de metro e meio de altura.</p>
<p>Diz-se isso tudo das pessoas que têm as mãos pequenas. E muito mais.</p>
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		<title>cinco livros bons e um nem tanto assim</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 01:27:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Inicialmente preciso dizer que odeio correntes. Não pelo aspecto social ou de replicação da interconexão dos pontos de propagação desses memes em si, mas por preguiça pura mesmo. Quando minha mãe recebia aqueles envelopes com cartas abençoadas por Santa Edvigies, Aquerupita ou Efidálzia, ela prontamente sentava-se à máquina de escrever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribuna.inf.br/anteriores/2008/maio/22/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p>Inicialmente preciso dizer que odeio correntes. Não pelo aspecto social ou de replicação da interconexão dos pontos de propagação desses memes em si, mas por preguiça pura mesmo.</p>
<p>Quando minha mãe recebia aqueles envelopes com cartas abençoadas por Santa Edvigies, Aquerupita ou Efidálzia, ela prontamente sentava-se à máquina de escrever e copiava copiosamente os textos mal-redigidos que prometiam fortuna eterna ou danação em sete dias, caso não fossem enviadas no menor tempo possível para centenas de pessoas. Hoje, cá com os meus botões, eu daria um emprego ao marqueteiro que bolou esse viral para a ECT.</p>
<p>Rabugices à parte, essa corrente dos livros me cativou na hora que recebi. E o que me animou nem foi tanto a corrente em si, mas saber que quem me enviou é <a href="http://giseli.wordpress.com/">uma consumidora voraz de livros</a>. Ou seja, vindo de quem veio, eu não tinha como recusar. Muito obrigado, <a href="http://giseli.wordpress.com/">Giseli</a>. Vai ter troco!</p>
<p>Bom, vamos aos livros bons:</p>
<p><a href="http://www.rocco.com.br/shopping/ExibirLivro1.asp?Livro_ID=85-325-2056-1"><img class="alignnone size-full wp-image-703" title="extremamente-alto" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/extremamente-alto.jpg" alt="Extremamente Alto e Incrivelmente Perto - Jonathan Safran Foer" width="150" height="225" /></a></p>
<p>1.	<a href="http://www.rocco.com.br/shopping/ExibirLivro1.asp?Livro_ID=85-325-2056-1"><strong>Extremamente Alto e Incrivelmente Perto</strong></a>, de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jonathan_Safran_Foer">Jonathan Safran Foer</a>, conta a história de Oskar Schell, inventor, entomologista amador, francófono, escritor de cartas, pacifista, percucionista, romântico, explorador, joalheiro, detetive, vegetariano e colecionador de borboletas e um menino de nove anos. É apenas a melhor coisa que li nos últimos anos.</p>
<p><a href="http://www.fnac.com.br/product.aspx?idProduct=853590736X&amp;partner=buscape_produto&amp;res=1280"><img class="alignnone size-full wp-image-708" title="eu-receberia-as-piores-noticias-dos-seus-lindos-labios_" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/eu-receberia-as-piores-noticias-dos-seus-lindos-labios1.jpg" alt="Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios - Marçal Aquino" width="180" height="268" /></a></p>
<p>2.	<a href="http://www.fnac.com.br/product.aspx?idProduct=853590736X&amp;partner=buscape_produto&amp;res=1280"><strong>Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios</strong></a>, de <a href="http://www.releituras.com/maquino_menu.asp">Marçal Aquino</a>, traz-nos uma aventura de sexo, vingança e violência no interior da Amazônia. Não bastasse ser sensacional, apenas pela história em si, é uma coletânea de citações dignas de Bernard Shaw ou de Ambrose Bierce. Vale nem que seja para aumentar o repertório de cantadas.</p>
<p><a href="http://www.europanet.com.br/euro2003/index.php?cat_id=638&amp;pag_id=15706"><img class="alignnone size-full wp-image-709" title="o-berro-impresso-das-manchetes_" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/o-berro-impresso-das-manchetes1.jpg" alt="O Berro Impresso das Manchetes - Nelson Rodrigues" width="200" height="279" /></a></p>
<p>3.	<a href="http://www.europanet.com.br/euro2003/index.php?cat_id=638&amp;pag_id=15706"><strong>O Berro Impresso das Manchetes</strong></a>, de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Rodrigues">Nelson Rodrigues</a>. Me diziam que <a href="http://br.wikipedia.org/wiki/Nelson_Rodrigues">Deus está morto e sua palavra chegou até nós</a>. Eu não acreditava, mas agora sou o seu maior discípulo, apóstolo e profeta. Deus – em pt_BR – chama-se Nelson Rodrigues e o cabra é simplesmente o ponto mais alto que eu consigo imaginar na narrativa em língua portuguesa. Não que ele seja perfeito, mas quem quer um Deus literário perfeito? Já temos Shakespeare e Camões ocupando esse posto letra-a-letra. Mas essa coletânea de crônicas me faz torcer por uma peleja de futebol como nunca dantes. Aliás, nunca havia gostado de futebol até ler a palavra de Deus.</p>
<p><a href="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/encyclopedia-of-things-that-never-were.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-706" title="encyclopedia-of-things-that-never-were" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/encyclopedia-of-things-that-never-were.jpg" alt="" width="180" height="254" /></a></p>
<p>4.	<strong>Encyclopedia of Things That Never Were</strong>, de Michael Page e Robert R. Ingpen. Não é um livro para se ler de cabo a rabo, mas para se deitar na rede da casa, sentir a brisa do outono trazendo a noite e a chuva fina enquanto se sente o cheiro do bolo de chocolate solado saindo do forno, um leite gelado com café e manteiga derretida em cima de pães de queijo. Depois, arruma-se tudo no centro da sala com a tevê ligada em algum desenho animado o qual você não prestará atenção. E, súbito, você estará em terras distantes, entre pessoas que nunca existiram. É dos livros que mantêm a criança viva dentro de ti. É alimento para a alma.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fern%C3%A3o_Capelo_Gaivota"><img class="alignnone size-full wp-image-707" title="jonathan-livingston-seagull" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/jonathan-livingston-seagull.jpg" alt="Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach" width="200" height="200" /></a></p>
<p>5. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fern%C3%A3o_Capelo_Gaivota"><strong>Fernão Capelo Gaivota</strong>, de Richard Bach</a>. Li quando criança. Reli quando adolescente. Re-reli quando adulto. Não é um exemplo de texto, de mensagem, de qualquer outra coisa mas tenho uma memória afetiva muito boa com esse livro. Li todos os outros do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_bach">Richard Bach</a> até ele embarcar numa viagem mística muito chata. Fica a lembrança boa de lágrimas molhando os olhos no balançar do ônibus para a escola.</p>
<p>Agora vem a parte mais desagradável. O livro ruim. Desagradável porque são tantos, mas tantos, que eu geraria uma legião de ogres ensandecidos que viriam à minha casa com archotes me martirizar. Ou não.</p>
<p><a href="http://casadozander.com/urbanoides"><img class="alignnone" src="http://casadozander.com/urbanoides/urbanoides_capa001pq.gif" alt="" /></a></p>
<p>6. <a href="http://casadozander.com/urbanoides"><strong>Urbanóides</strong></a>, de <a href="http://casadozander.com/">Zander Catta Preta</a> (<a href="http://casadozander.com/urbanoides">http://casadozander.com/urbanoides</a>). É uma obra menor, corrida, mas feita com coração. Baixem. É de graça. Ao menos nenhuma árvore precisa morrer para vocês lerem-no.</p>
<p>Passo a corrente para <a href="http://tabulas.com/~casadagabi/">Gabi</a>, <a href="http://cegossurdoseloucos.com/">Eric</a>, <a href="http://www.oimperador.wordpress.com/">Júlio</a>, <a href="http://wfih.blogspot.com/">Júnior </a>e <a href="http://www.gardenal.org/lounge/">Lia</a> (que provavelmente não a repassarão para ninguém).</p>
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