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	<title>a casa do zander&#187; Rotina</title>
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	<description>pensamentos esparsos de uma mente desconexa</description>
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		<title>Rotina</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 19:17:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Acorda cedo, antes do sol. Atravessa o vão dos sonhos e pisa na realidade morna-fria. Antes de chegar no banho morno-quente, já se despe da noite passada. Deixa as águas lavarem o que restou dos amantes. Sai, renovada, outra mulher, outra pessoa. Toma para si o nome do batom que vermelhava na pia. É mulher, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acorda cedo, antes do sol. Atravessa o vão dos sonhos e pisa na realidade morna-fria. Antes de chegar no banho morno-quente, já se despe da noite passada. Deixa as águas lavarem o que restou dos amantes. Sai, renovada, outra mulher, outra pessoa. Toma para si o nome do batom que vermelhava na pia. É mulher, não-menina.</p>
<p>Volta tarde, bem depois da prima estrela. Atravessa o beco do idílio e se arremessa no copo do consolo. Acaricia a possibilidade da solidão, mas se lembra dos possíveis outros. Opta por ambos. Atira-se para o nada, o perdido, o baticum repetido das mãos sem nome, das bocas sem propostas, das coxas (ah! as coxas!) rijas, das partes &#8211; pudicas ou não! &#8211; (ah! o pudico poder). </p>
<p>Adormece sem saber como, sem querer, num eterno não-acordar.</p>
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		<title>Do mal que os poetas fazem à humanidade</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 16:45:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu sonhei com Poesia ontem. Lia as &#8220;obras completas&#8221; do Manuel de Barros e obviamente tive vontade de fazer das minhas também. Nota-se que matei essa vontade com afinco e eficácia. Poesia não se faz de noite, antes de dormir. Antes de dormir, escova-se os dentes, chafurda-se na pessoa amada, vira-se estasiado e dorme-se. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sonhei com Poesia ontem. Lia as &#8220;obras completas&#8221; do Manuel de Barros e obviamente tive vontade de fazer das minhas também. Nota-se que matei essa vontade com afinco e eficácia. Poesia não se faz de noite, antes de dormir. Antes de dormir, escova-se os dentes, chafurda-se na pessoa amada, vira-se estasiado e dorme-se. Não é essa rotina, a da poesia.</p>
<p>Poesia é hábito, não é rotina.</p>
<p>Eu nunca me considerei poeta ou escritor (ou boa coisa, vá lá!), mas quem não cometeu uma poesia ruim ou outra na vida que entre na fila dos sem coração. Mas chega um dia que alguém bate à sua porta e diz: &#8220;mermão! larga mão disso que tu é muito pereba nessa parada de poesia&#8221;. Pois é. Uma amiga me fez essa gentileza e hoje me contento a ler, apenas a ler.</p>
<p>Poesia é talento, dedicação.</p>
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		<title>Histórias asasssinadas</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 18:27:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu mato algumas histórias por dia, sonhadas no banho matinal as esqueço assim que a rotina se faz presente. Afinal de contas, só as histórias que valem a pena sobrevivem ao dawirnismo corporativo que os proto-escritores se submetem para pavimentar o laborioso caminho até o jaguar próprio (Juca Chaves Style mode on). Mas algumas sobrevivem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu mato algumas histórias por dia, sonhadas no banho matinal as esqueço assim que a rotina se faz presente. Afinal de contas, só as histórias que valem a pena sobrevivem ao dawirnismo corporativo que os proto-escritores se submetem para pavimentar o laborioso caminho até o jaguar próprio (Juca Chaves Style mode on).</p>
<p>Mas algumas sobrevivem da mesma maneira que a natureza trata os seres vivos. Sobrevivem porque são resilentes, sobrevivem porque são adaptáveis, urgentes ou porque têm sorte. Essas últimas tendem a ser as melhores delas todas.</p>
<p>Pessoalmente, gosto daquelas histórias que têm que ser contadas, são mais fortes que eu e me causam incômodo durante o período que ficam guardadas no meu cenho. O humor piora, as regras idem, e eu me vejo acorrentado hormonal e emocionalmente a um teclado, digitando palavras que não me pertenciam e já deixam de ser minhas. Algo que a compulsão me empurra a fazer. É impulsão de texto, propulsão de léxicos. alma.</p>
<p>Obviamente essa não é uma delas.</p>
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		<title>Os compromissos com o tempo</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 23:40:15 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>De manhã o senhorzinho cumprimentava o sol já com o café na mesa e o pão sevido. Gostava de acordar antes do dia começar e estar pronto para a vida que se anunciava. Fez disso um costume desde quando tirou férias forçadas. Aposentado, ocupava um lugar que poderia ser preenchido por alguém menos experiente, mas mais barato e produtivo. Aceitou de bom grado o destino contemplativo que lhe arranjavam e, como precisava de bem pouco para viver, o dinheiro miúdo da aposentadoria lhe sobrava.</p>
<p>Não tinha parentes próximos ou proximidade com o que restou da família. Uma filha morava longe, um irmão sem falar há cinquenta anos, um primo intragável a duas horas de ônibus na mesma cidade era a única referência que tinha dos outros. Gostava da vida quieta que levava.</p>
<p>Tinha saudades do tempo em que se deitava com mulheres. Lembrava de algumas, de ex-esposas, de ex-amantes, de paixões passadas. A maioria morta ou não queria saber se ele estava vivo. Com motivos justos, aliás. Nunca fora uma pessoa que deixava os outros chegarem perto de si. Não a ponto de poder chorar no colo de uma ou de achar que sua história juntos duraria para todo o sempre.</p>
<p>Havia amigos. Poucos. Raros. Bons. Uns passavam de tempo em tempo em sua casa. Outros ligavam ou mandavam cartas. Não das antigas, de papel. Mas dessas novas aí. Ainda assim, cartas.</p>
<p>O que restava era a espera do amanhã, as lembranças do passado, a rotina prazeiroza que desenhara para si e os seus livros. Enquanto houvesse um livro para ler, ele saberia que não iria embora.</p>
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		<title>A dor, o amor e outras rimas ruins</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 19:42:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Amar dói sim. Dói porque sabe-se do fim do amor desde o primeiro momento, o instante inicial. Na hora em que você olha para aquela pessoa cujo destino você sabe que estará um dia enlaçado com o seu, já imagina o que dirá, como fará a abordagem, como será o primeiro beijo, a pegada, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amar dói sim. Dói porque sabe-se do fim do amor desde o primeiro momento, o instante inicial. </p>
<p>Na hora em que você olha para aquela pessoa cujo destino você sabe que estará um dia enlaçado com o seu, já imagina o que dirá, como fará a abordagem, como será o primeiro beijo, a pegada, o cheiro, o toque, a temperatura, o gosto o gosto e o gosto, o sexo, o gemer, o gozo, a ligação do dia seguinte, o pedido de namoro, a rotina de cinema-barzinho-festa-motel, a família do outro, o pedido de casamento, a cerimônia, o apartamento novo, a decoração da casa, os filhotes, a briga por conta das mesquinharias diárias, o sexo de pacificação, o girar da roda da vida. Você sabe: é essa a pessoa com quem você quer amarrar seu nome.</p>
<p>Mas o amor sempre acaba em dor. Nem que seja por conta de um dos dois terminando sua historia na Terra. Dói porque sabemos que amar é bom e só se ama a dois. Dói porque o que é bom e sublime não é o nosso normal, é a exceção, a reserva divina que nos mantém maravilhosa e necessariamente insanos ante a brutalidade do amanhã.</p>
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		<title>Amigos</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 18:23:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Idas e vindas estão fazendo parte da minha vida como rotina semanal e, se tudo continuar nesse passo de cágado manco, ainda serão rotina triste durante um bom tempo. A parte boa da rotina é que o querer ir se confunde com o querer voltar. Por conta da regularidade, os reencontros ficam mais raros. Talvez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Idas e vindas estão fazendo parte da minha vida como rotina semanal e, se tudo continuar nesse passo de cágado manco, ainda serão rotina triste durante um bom tempo. A parte boa da rotina é que o querer ir se confunde com o querer voltar. Por conta da regularidade, os reencontros ficam mais raros.</p>
<p>Talvez por ter certeza que estarei na semana que vem de volta, estarei por ali mesmo, descuido dos outros. Descuido de minha filha, descuido dos amigos, descuido de mim por extensão.</p>
<p>Avisaram-me que desistiram de mim. É justo.</p>
<p>Justíssimo.</p>
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		<title>rotina dos fins de semana</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 11:17:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[rodoviária carioca pela manhã. táxi. casa. acordo a moça. durmo. acordo. banho. casa da avó. almoço. papo. lanche. shopping. cinema. janto. casa. acordo domingo tarde. banho. almoço na casa da tia. papo. café na casa de amigos. casa. filmes (2). despedida. rodoviária. ônibus. sono. são paulo. no ínterim, sexo sempre que conveniente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>rodoviária carioca pela manhã. táxi. casa. acordo a moça. durmo. acordo. banho. casa da avó. almoço. papo. lanche. shopping. cinema. janto. casa. acordo domingo tarde. banho. almoço na casa da tia. papo. café na casa de amigos. casa. filmes (2). despedida. rodoviária. ônibus. sono. são paulo.</p>
<p>no ínterim, sexo sempre que conveniente.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desperto</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 01:58:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As ruas me estranharam como se o meu olhar lhes fosse estranho. Era como se o roçar de ambos não fosse mais uma rotina, mas um acaso, como se eu fosse um alienígena na minha própria casa. An Englishmen in New York cantaria o chato do Sting (objeto de amor platônico de dezenas de gordas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As ruas me estranharam como se o meu olhar lhes fosse estranho. Era como se o roçar de ambos não fosse mais uma rotina, mas um acaso, como se eu fosse um alienígena na minha própria casa. <em>An Englishmen in New York</em> cantaria o chato do Sting (objeto de amor platônico de dezenas de gordas mal-amadas em São Paulo) e nunca estaria tão certo, nesses vinte anos desde que gravou o álbum <em>Nothing Like the Sun</em>, quanto agora, no encontro do meu dia com a memória dessa música.</p>
<p>E há o sono, o sono e o sono. Há a vontade de chuva caindo. Há as saudades do cheiro do orvalho, do ar carregado de tempestades e da maresia. Saudades da chuva que cai do teu corpo e do rolar na cama sem desespero e sem pressa do horário do ônibus partir. Há o cansaço das doze horas dormidas no frio e das poucas horas dormidas na concha e há o sonho de tudo se acertar no fim das coisas.</p>
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		<title>E você bem que me poderia contar uma história romântica&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 12:46:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Toda história de amor termina. Não tem jeito. Por mais que tentemos prolongá-la para além de seu curso, como se amarrássemos balões de gás que a impulsionassem mais alto e além de sua própria capacidade de vôo, ele fatalmente perderá o seu viço, a sua força e o seu encanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2007/novembro/15/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p>Toda história de amor termina.</p>
<p>Não tem jeito. Por mais que tentemos prolongá-la para além de seu curso, como se amarrássemos balões de gás que a impulsionassem mais alto e além de sua própria capacidade de vôo, ele fatalmente perderá o seu viço, a sua força e o seu encanto e se tornará uma rotina cinza e modorrenta. Ou, com sorte, se transformará numa história diferente onde os projetos dos dois se somarão e os votos antigos, já obsoletos, serão queimados diariamente, sendo substituídos por filhos, emprego, a compra da casa, num &#8220;não sei o que fazer, eu só me reconheço como parte desse relacionamento&#8221; ou qualquer outra hipocrisia que se resolva inventar para manter o que já estava morto.</p>
<p>Obviamente que cada história de amor tem um tempo diferente de vida. Eu costumo dizer que o tempo médio de todo o ciclo de relacionamento (flerte ou paquera, declaração, beijo, cópula, apresentação social, divisão de teto, planos a dois, estranhamento do outro, estresse, separação, ódio e desprezo – não necessariamente nessa ordem) é de dois anos com diversos fatores que aumentam ou diminuem esse prazo. Planos em comum aumentam de seis a doze meses; gostos em comum: quatro; senso critico apurado de um dos membros do casal: menos dezoito meses; um dos membros do casal é um carioca desterrado em São Paulo e se chama Zander: menos vinte e três meses e três semanas.</p>
<p>O que permanece é a lembrança, esse fantasma que faz a humanidade ser o que é. O ser humano vive no fio da navalha entre ser uma criatura de passado e morar num universo onde nem o passado nem o futuro existem de fato. Se, por um lado a lembrança dos fatos passados é o que nos permite erigir prédios e desafiar a natureza com as invenções do banheiro e do ar condicionado – os dois símbolos mais-que-perfeitos da civilização – essa mesma capacidade de lembrar nos atira ao esgoto emocional, à nostalgia improdutiva e à auto-comiseração. Nunca conheci um amnésico que tivesse pena de si mesmo. Também nunca conheci um amnésico, verdade, mas conheci muita gente com memória ruim e esses tendiam a ser mais felizes com a vida que vinha.</p>
<p>Desviei-me um pouco do tema.</p>
<p>O que importa é a lembrança e, principalmente, o que fazemos com ela. Sabe-se que nem tudo pode ser apreendido pelo homem. Muitos detalhes ficam para trás. E a arte do querer bem a quem se ama ou amou é a de reter os detalhes que, recontados centenas e centenas de vezes, ganham um <em>glamour</em>, um encanto que nunca tiveram. A arte de terminar uma história de amor é guardar para si os momentos mundanos e transformá-los em gloriosos. Assim, podemos ter renovada a esperança do romance para os que virão e nos tornarmos repletos de querer bem a quem nos quis bem um dia.</p>
<p>O grande amor é sempre o próximo.</p>
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		<title>As estrelas</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 00:48:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Costumo ir ao Rio uma vez ao mês, ao menos. Uso a “desculpa” que tenho de visitar a minha filha, mas a verdade é que não tenho obrigações nenhumas. Vou porque ali é que mora a minha história, a minha memória e passar tempo com a baixinha – que já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-style: italic">publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2007/novembro/01/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></span><a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2007/novembro/01/bis.asp?bis=cronicas"><br />
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<p class="MsoNormal">Costumo ir ao Rio uma vez ao mês, ao menos. Uso a “desculpa” que tenho de visitar a minha filha, mas a verdade é que não tenho obrigações nenhumas. Vou porque ali é que mora a minha história, a minha memória e passar tempo com a baixinha – que já se torna uma adolescente – é um prazer, nunca uma obrigação.</p>
<p class="MsoNormal">Passeávamos à praia, com o sol se pondo e ela, mirando a estrela d’Alva, me perguntou sobre as estrelas cadentes.</p>
<p class="MsoNormal">Tentando ser poético – como isso ajudasse em alguma coisa a minha imagem com ela – disse que as estrelas cadentes são o choro do céu. Pessoalmente, nunca entendi essa coisa de desejo a ser realizado quando se vê uma delas riscando o negrume da noite, acho mais válido fazer à primeira estrela – “<em>first star I see, I make a wish tonight</em>” – a uma que cai.</p>
<p class="MsoNormal">Em resposta, ela as comparou a vaga-lumes, só que sem o brilho constante e repetitivo – acho que essa menina vai ser mais uma bióloga – mas não engoliu direito a história de choro e céu. Não sei por que insisto em poetizar com essa criaturazinha cínica e materialista.</p>
<p class="MsoNormal">“São apenas estrelas que caem” – menti para ela por preguiça de explicar as efemérides dos asteróides e detrito estrelares que se incandescem ao entrar na atmosfera – “são estrelas que ficam tristes do lugar que estão e resolvem se mudar de lugar, como o pai.” Insisti no erro.</p>
<p class="MsoNormal">“Mas as estrelas têm amigos, pai. E gente que olha por elas. Como podem ficar tristes ali?”</p>
<p class="MsoNormal">Daí eu desatei a explicar os motivos e razões das pessoas ficarem tristes, a angústia original que move o ser humano, o inconformismo com o presente, a falta de perspectiva, o desejo de mudança, mas a menina – cínica, cínica e objetiva – tinha um bom ponto de argumentação.</p>
<p class="MsoNormal">Ela virou os olhos com aquela expressão de você-não-entende-nada-papai a qual costuma usar quando eu cometo essas besteiras de tentar ser mais inteligente que ela. Um dia eu aprendo.</p>
<p class="MsoNormal">“Papai. O que uma estrela cair é a queda. O resto é o só o choro.”</p>
<p class="MsoNormal">Deixei a baixinha em casa e me encaminhei para a rodoviária, onde o ônibus da meia-noite me esperava. Embarquei e ao acordar, já em São Paulo, me veio a imagem de uma estrela cadente no alvorecer. Fiz um desejo inconscientemente e parti para a minha rotina diária.</p>
<p class="MsoNormal">No decorrer da semana, a história da estrela não saiu da minha cabeça, mas, como sempre, a vida não dá muito tempo pra gente pensar nela mesma. Ela oferece tanta opção, tanta cobrança, tanta vida que somos impelidos a achar que essa cacofonia de eventos que se sucedem em movimentos frenéticos é a vida em si.</p>
<p class="MsoNormal">Papeava numa mesa de bar com uma amiga, e falávamos de suas angústias. Das diversas histórias que ela havia passado, dos relacionamentos desfeitos, das pessoas que nunca se encaixam devidamente no que sonhamos ou no que nos tornamos. Dos empregos e trabalhos que, embora venham em profusão para ela, nunca a satisfazem.</p>
<p class="MsoNormal">Soltei a pérola. “Lindona, o que interessa é só a queda, o movimento. O resto é o choro.” Não sabia bem o porquê da frase de efeito, mas o fato é que surtiu. Ela deu uma risada sonora e eu anotei mentalmente que tinha de dar um presente à baixinha. Não apenas por conta do dia das crianças, mas por ela ser o pequeno gênio emocional que é.</p>
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