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	<title>a casa do zander&#187; Divagações sobre a chuva e o tempo</title>
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	<description>pensamentos esparsos de uma mente desconexa</description>
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		<title>Divagações sobre a chuva e o tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 22:09:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>São Paulo é mais ela mesma quando chove. Talvez porque seja uma cidade feminina no tratar (nunca vi alguém se referindo a ela como &#8220;o&#8221; São Paulo), eficiente como só as mulheres são, caótica e confusa como uma TPM, tensa como uma mãe que não vê o filho dar as caras à noite, seca como a amante que não te quer mais.</p>
<p>Quando chove, respira-se melhor. E não tem nada a ver com o ar que fica limpo, mas com o trânsito que vira um mafuá. As pessoas entrincheiradas em casa ou nos escritórios dão mais tempo para o tempo já que esperarão o trânsito melhorar, desistem da &#8220;balada&#8221; compulsória, da necessidade de &#8220;curtir o seu tempo&#8221; de aproveitar cada segundo. E respiram.</p>
<p>Fico imaginando as pessoas no século XII, &#8220;curtindo o tempo&#8221; enquanto esperam a plantação crescer ou cuidavam de sua vida nas cidades que renasciam. O engraçado que curtir é deixar o tempo endurecer algo, no caso, o couro das pessoas.</p>
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		<title>Rapidinhas</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 19:38:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Me considero um cara desapegado da vida. Não me entendam mal: não é que eu não goste de viver com conforto, de comprar livros, CDs, DVDs, comer bem (ou bem mal) e consumir produtos divertidos, mas me desapego deles na memsa medida que eles deixam de significar algo.</p>
<p>Se aquele gibi (ou livro, ou revista) me fez encarar o mundo de uma forma diferente, que ele seja passado para frente e -talvez- comova o próximo. Mas isso não me faz me livrar dos gibis do Sandman que guardo há mais de dez anos, ou dos álbuns de luxo do Watchmen. Não por enquanto.</p>
<p>Sou desapegado com a matéria sim e em muitas formas, com as pessoas também.</p>
<p>==</p>
<p>Às vezes eu tenho vontade de fechar todas as portas e passar a chave na fechadura, dar as costas ao que passou e só andar na direção do sol nascente.</p>
<p>Talvez porque eu não consiga ficar imóvel e, contudo, ainda não tenha aprendido a dar os movimentos corretamente, ainda acho que é preferível caminhar sem destino que esperá-lo bater à porta, com o chá à mesa.</p>
<p>==</p>
<p>Tenho pensado em me fechar digitalmente: matar o blogue, matar os flogs, os álbuns de fotos, os tuíteres, listas de discussão, instant messengers e afins. Pela primeira vez penso seriamente em fechar tudo mesmo e cuidar dos meus.</p>
<p>Mas acho que esse é um desapego que ainda não sou capaz de fazer. Não por enquanto.</p>
<p>==</p>
<p>Escrevo menos e menos a cada dia aqui. Não é que tenha desistido de escrever, muito pelo contrário. Participo de um velho hábito digital de discutir em listas de (dã!) discussões. Ali tergiverso sobre política, ciência, filosofia, música, fotografia.</p>
<p>Falo pouco sobre o que sei e muito -muitíssimo- sobre o que sei que não sei. Escrevo tanto que daria para encher uns livros só com a quantidade de asneira petulante destilo nos emails.</p>
<p>Ainda bem que por ali fica, por ali morre. Contexto é tudo.</p>
<p>==</p>
<p>Não me canso de olhar para os céus de São Paulo. Já escrevi sobre isso e não me repetirei.</p>
<p>Não por enquanto.</p>
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		<title>Que tenhamos um bom dia</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 21:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Acordar é sempre uma aventura. Nunca se sabe o que o dia reserva para ti. Em alguns, os augúrios são auspiciosos: acordar meia hora antes do despertador (ou computador, ou celular, ou a obra do vizinho) tocar; descobrir-se atrasado, mas verificar que teu chefe chegou bem depois de ti; ir almoçar com uma pessoa querida que veio te dar uma notícia ruim, mas dar tempo para caminhar sob o céu azul e o sol outonal em São Paulo; receber uma ligação com um sotaque impossível e ver que terá de procurar seu passaporte em breve, muito breve; confirmar que o imposto de renda será mais amigo esse ano e há uma chance de ter uma devolução mais gordinha, ainda que injusta.</p>
<p>Em outros, o sorriso do teu colega pode vir torto; aquelas pessoas que te prometiam uma companhia dizem que não poderão papear; os emails vêm lacônicos e com montes de pepinos nos silêncios que eles deixam a entender; a festa que você contava em ir perde a graça.</p>
<p>E você descobre que alguém que te ama muito está triste porque você não dá a devida a atenção.</p>
<p>E não é a primeira vez.</p>
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		<title>Do que são feitas as estrelas?</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 20:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou um possuidor de um coração vagabundo. Desses desclassificados mesmo. Nunca tive medo de me atirar ao chão e pedir carinho, fingir de morto, virar a barriga para cima, olhar com orelhas caídas e olhos grandes para quem queria/fingia me dar afeto. Certa feita, menina me subornou com um beijo se fizesse eu uma cena em plena Praça Saens Peña. Não fiz a cena por vergonha – esse sentimento estúpido e inútil, especialmente a vergonha alheia – e fiquei sem. Acho que ali tracei uma linha no chão e me recusei a cruzar.</p>
<p>Obviamente, com a idade, as vergonhas tendem a deixar de travar a mão. Mas essas trocam de nome e passam a se chamar de “conveniência”. Pois, como se diz no mundo da moda, tudo pode, mas nem tudo convém.</p>
<p>Estava no chope, conversando com amigos e conhecidos (mais desses que daqueles) e, ao voltar para casa, lembrei de pessoas com quem eu queria dividir a noite, seja no papo moleque, na conversa de várzea, no papo-furado arte, ou no aconchego de lençóis da minha cama king size. Tudo armadilha da necessidade de autopsiar a minha própria melancolia. Resultado: muito chope e uma enxaqueca pela manhã.</p>
<p>Passam-se os dias, as inspirações para escrever, as tarefas burocráticas d’A firma, as oportunidades de ficar milionário, os 2,4km que caminho de volta para casa quase que diariamente e eu, preso em uma nostalgia das coisas que deixei de fazer.</p>
<p>Nem São Paulo, com seus céus azuis e seus poentes impossíveis me comovem mais.</p>
<p>Aí, a amiga <a title="Cartas de Hades, por Mariana Blanc" href="http://cartasdehades.blogspot.com" target="_blank">Mariana Blanc</a> posta no seu perfil do Orkut: “Do que são feitas as estrelas? saudade.” Se for verdade, minha estrela brilha forte, cada vez mais forte.</p>
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		<title>Lua</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 11:08:25 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>teste do tripé da máquina.<br />
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/zander_cp/3326644141/"><img alt="Lua" src="http://farm4.static.flickr.com/3538/3326644141_526c6f688c.jpg?v=0" title="Lua" width="450" /></a><p class="wp-caption-text">Lua</p></div></p>
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		<title>rotina dos fins de semana</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 11:17:41 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>rodoviária carioca pela manhã. táxi. casa. acordo a moça. durmo. acordo. banho. casa da avó. almoço. papo. lanche. shopping. cinema. janto. casa. acordo domingo tarde. banho. almoço na casa da tia. papo. café na casa de amigos. casa. filmes (2). despedida. rodoviária. ônibus. sono. são paulo.</p>
<p>no ínterim, sexo sempre que conveniente.</p>
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		<title>Desperto</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 01:58:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As ruas me estranharam como se o meu olhar lhes fosse estranho. Era como se o roçar de ambos não fosse mais uma rotina, mas um acaso, como se eu fosse um alienígena na minha própria casa. An Englishmen in New York cantaria o chato do Sting (objeto de amor platônico de dezenas de gordas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As ruas me estranharam como se o meu olhar lhes fosse estranho. Era como se o roçar de ambos não fosse mais uma rotina, mas um acaso, como se eu fosse um alienígena na minha própria casa. <em>An Englishmen in New York</em> cantaria o chato do Sting (objeto de amor platônico de dezenas de gordas mal-amadas em São Paulo) e nunca estaria tão certo, nesses vinte anos desde que gravou o álbum <em>Nothing Like the Sun</em>, quanto agora, no encontro do meu dia com a memória dessa música.</p>
<p>E há o sono, o sono e o sono. Há a vontade de chuva caindo. Há as saudades do cheiro do orvalho, do ar carregado de tempestades e da maresia. Saudades da chuva que cai do teu corpo e do rolar na cama sem desespero e sem pressa do horário do ônibus partir. Há o cansaço das doze horas dormidas no frio e das poucas horas dormidas na concha e há o sonho de tudo se acertar no fim das coisas.</p>
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		<title>Na paulista…</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 03:45:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa &#8230;costumava ser uma expressão usada na faculdade para o ato de passar a brenfa, marofa, canha, baseado, doizinho, pega, a maconha – enfim – com velocidade que, a priori, não deveria ser própria de quem está consumindo um entorpecente relaxador. Ou seja, o cara pega, puxa, traga, e passa sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/junho/12/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em><a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/junho/12/bis.asp?bis=cronicas"><br />
</a></p>
<p>&#8230;costumava ser uma expressão usada na faculdade para o ato de passar a brenfa, marofa, canha, baseado, doizinho, pega, a maconha – enfim – com velocidade que, a priori, não deveria ser própria de quem está consumindo um entorpecente relaxador. Ou seja, o cara pega, puxa, traga, e passa sem ter tempo de contemplar o ato, de curtir o momento, e só espera que a onda bata logo. Obviamente pegar a bagana, a vela, a maria-joana, o fumo, o cigarro e ficar contemplando o mundo enquanto ficava olhando a parada queimar lentamente para o nada era chamado de “na carioca”.</p>
<p>Hoje fico pensando se não existe algo mais nessa comparação que a falsa calma do carioca e da pressa inequívoca do paulistano.</p>
<p>Antes que me processem por apologia ao narcotráfico, aviso: nunca fui adepto do uso da <em>cannabis sativa</em> – jamais consegui dar mais que dois tapas e não desmaiar em seqüência – mas curtia ficar com o pessoal na vila dos diretórios acadêmicos da PUC-RJ, na chamada esquina da esquadrilha da fumaça, a quina formada pelas casinhas do povo de desenho industrial, de filosofia e geografia e era completada pela casa do CA de Direito que, diga-se de passagem, o único que tentava fazer algo que lembrava remotamente um movimento estudantil naquela época pós-caras pintadas, pós-reabertura política, pós-ideologias, pós-juventude.</p>
<p>Gostava porque a maioria ouvia o bom e velho <em>rock’n’roll</em> – apesar de um <em>reggae</em> ocasional me torturar a paciência – e todos gostavam de quadrinhos e de alguma literatura. Além disso era o <em>pit-stop</em> obrigatório no caminho do boteco. Esse sim, fornecedor do meu elemento de entorpecimento favorito.</p>
<p>Desculpem se tergiverso um bocado, mas é que me lembrei disso hoje ao andar na Avenida Paulista.</p>
<p>Chovia de um jeito que é cada vez mais raro em São Paulo – chuva fina, tempo frio, vento cortante – e eu ia da Consolação ao Paraíso. Da rua Augusta à rua Brigadeiro Luiz Antônio. Na calçada, a fauna de costume: casais gays na altura do Conjunto Nacional – e da Frei Caneca – jovens executivos entre a Freica e o Trianon, alguns rapazes perdidos no parque, estudantes nos botecos até a Joaquim Eugênio de Lima, mais jovens executivos que foram estudantes há pouco nos mesmos botecos com mesas e cadeiras em plena calçada, <em>hippies</em>/mendigos na altura daquela casa branca que estava abandonada e que fora um MacDonalds até um tempo atrás.</p>
<p>No passar da turba, uma cena insólita. Como sou muito míope, as imagens me vêem aos poucos, sendo construídas no meio da minha falta de foco. Primeiro, um engravatado carregando algo pesado. Depois, consegui ver o portador de terno completo e gravata com mais nitidez. Ele carregava um monitor velho de computador, daqueles de tubo, de umas quinze polegadas, com algum esforço, mas andava com energia e determinação. Mais uns cinco metros consegui ver a face. Barba por fazer, cabelos desgrenhados e loiros, olhar injetado de fúria e os braços de terno sem camisa.</p>
<p>Passou por mim como se não existisse chuva ou destino. Na paulista.</p>
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		<title>Os céus azuis de São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jan 2008 01:59:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[publicado da Tribuna da Imprensa Costumo acordar relativamente cedo às segundas-feiras. É algo já bem enraizado na minha personalidade que não consigo apagar, mesmo com o hábito de nerdar até tarde com joguinhos de computador ou em mensageiros instantâneos que me mantém em contato com os amigos e, principalmente, as amigas daqui e do Rio. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado da <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/fevereiro/14/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p>Costumo acordar relativamente cedo às segundas-feiras.</p>
<p>É algo já bem enraizado na minha personalidade que não consigo apagar, mesmo com o hábito de nerdar até tarde com joguinhos de computador ou em mensageiros instantâneos que me mantém em contato com os amigos e, principalmente, as amigas daqui e do Rio. Não sei quando esse mau hábito nasceu, mas acho que tem algo a ver com o meu desinteresse pelo Fantástico e o fato de eu ter de acordar às 5h da matina para ir ao colégio ainda no milênio passado.</p>
<p>Além desse hábito desagradável, tenho a estranha mania masoquista de insistir em sentir saudades das pessoas que passaram na minha vida. Pior. Tenho saudades de quem sequer se lembrará de mim na próxima ida ao cinema ou tomar um chope num quiosque no calçadão de Copacabana. Mas não os culpo. Como bom ariano, o meu gostar é egoísta: eu não espero que elas gostem – ou se lembrem – de mim, faço-o por minha conta e pronto! Nunca tive essa coisa de esperar retribuição de carinho, querer ou amar. Eu careço, quero e amo incondicionalmente.<span>  </span>Nunca aprendi a agir diferente e não vai ser agora, na virada do cabo da boa esperança, que eu vou mudar o meu jeitão esquisitão de ser.</p>
<p>Estou com outra mania detestável. Essa, mais chique e tecnológica, me isola do mundo e dos ruídos do trânsito paulistano que me estressavam antes mesmo do expediente começar. Explico: no fim do ano troquei o meu lapetope Apple e comprei um iPod. Daí, posso agora escrever com muito mais tecnologia e processadores múltiplos as mesmas letras que escrevia antes no meu antigo iBook e a minha vida tem trilha sonora. Uma vasta, enorme e peripatética trilha sonora.</p>
<p>Outra coisa que estou criando nessa terra esquisita é um gostar do calor. Não estou dizendo que gosto de ver uns trinta e cinco graus nos termômetros espalhados pela cidade, mas, diabos, é verão afinal de contas! Como assim acordar segunda-feira, às 6h30min da manhã, com uma temperatura de treze graus? É insalubre isso!</p>
<p>Esse preâmbulo todo foi para dizer que eu estava escutando Chico no meu iPod, no táxi, indo para o trabalho, numa manhã fria de segunda-feira e resolvi tirar os olhos do meu livro do Mário Prata – Cem Melhores Crônicas – para olhar o céu e, putaquepariu, que céu! Que céu!</p>
<p>Como uma desgraça só nunca vem sozinha, o Chico me sussurra “Pedaço de Mim” ao pé do ouvido. Batata! Começo a soluçar como uma menina de seis anos que se perdeu dos pais e descobre que ser independente não é tão legal assim. É assustador, na verdade.</p>
<p>Me lembrei das pessoas que ficaram para trás na vida e eu não disse adeus. Daquelas que eu queria que estivessem do meu lado naquele momento, sentindo a brisa fria e luminosa da Faria Lima, que estivessem do meu lado – mesmo a mais de quatrocentos quilômetros de distancia – e com os mesmos projetos divididos, na minha filha que mais me ensina e que mal acompanhei os centímetros que viraram metro e sessenta e que provavelmente não verei chegar ao seu metro e oitenta.</p>
<p>Chorei porque eu não podia – juro! Por tudo que é mais sagrado! – descer do carro naquele instante, às 6h55min da manhã, tirar os sapatos, sentar na grama com orvalho, encostar-me numa árvore ou numa pedra e apenas curtir o céu azul de São Paulo. Chorei porque morreu dentro de mim alguém que faria isso sem pensar duas vezes na reunião que eu teria às 9h e curtiria aquele momento como se não houvesse amanhã.</p>
<p>Pra que, meu Deus, inventaram manhãs assim?</p>
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		<title>E você bem que me poderia contar uma história romântica&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 12:46:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Toda história de amor termina. Não tem jeito. Por mais que tentemos prolongá-la para além de seu curso, como se amarrássemos balões de gás que a impulsionassem mais alto e além de sua própria capacidade de vôo, ele fatalmente perderá o seu viço, a sua força e o seu encanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2007/novembro/15/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p>Toda história de amor termina.</p>
<p>Não tem jeito. Por mais que tentemos prolongá-la para além de seu curso, como se amarrássemos balões de gás que a impulsionassem mais alto e além de sua própria capacidade de vôo, ele fatalmente perderá o seu viço, a sua força e o seu encanto e se tornará uma rotina cinza e modorrenta. Ou, com sorte, se transformará numa história diferente onde os projetos dos dois se somarão e os votos antigos, já obsoletos, serão queimados diariamente, sendo substituídos por filhos, emprego, a compra da casa, num &#8220;não sei o que fazer, eu só me reconheço como parte desse relacionamento&#8221; ou qualquer outra hipocrisia que se resolva inventar para manter o que já estava morto.</p>
<p>Obviamente que cada história de amor tem um tempo diferente de vida. Eu costumo dizer que o tempo médio de todo o ciclo de relacionamento (flerte ou paquera, declaração, beijo, cópula, apresentação social, divisão de teto, planos a dois, estranhamento do outro, estresse, separação, ódio e desprezo – não necessariamente nessa ordem) é de dois anos com diversos fatores que aumentam ou diminuem esse prazo. Planos em comum aumentam de seis a doze meses; gostos em comum: quatro; senso critico apurado de um dos membros do casal: menos dezoito meses; um dos membros do casal é um carioca desterrado em São Paulo e se chama Zander: menos vinte e três meses e três semanas.</p>
<p>O que permanece é a lembrança, esse fantasma que faz a humanidade ser o que é. O ser humano vive no fio da navalha entre ser uma criatura de passado e morar num universo onde nem o passado nem o futuro existem de fato. Se, por um lado a lembrança dos fatos passados é o que nos permite erigir prédios e desafiar a natureza com as invenções do banheiro e do ar condicionado – os dois símbolos mais-que-perfeitos da civilização – essa mesma capacidade de lembrar nos atira ao esgoto emocional, à nostalgia improdutiva e à auto-comiseração. Nunca conheci um amnésico que tivesse pena de si mesmo. Também nunca conheci um amnésico, verdade, mas conheci muita gente com memória ruim e esses tendiam a ser mais felizes com a vida que vinha.</p>
<p>Desviei-me um pouco do tema.</p>
<p>O que importa é a lembrança e, principalmente, o que fazemos com ela. Sabe-se que nem tudo pode ser apreendido pelo homem. Muitos detalhes ficam para trás. E a arte do querer bem a quem se ama ou amou é a de reter os detalhes que, recontados centenas e centenas de vezes, ganham um <em>glamour</em>, um encanto que nunca tiveram. A arte de terminar uma história de amor é guardar para si os momentos mundanos e transformá-los em gloriosos. Assim, podemos ter renovada a esperança do romance para os que virão e nos tornarmos repletos de querer bem a quem nos quis bem um dia.</p>
<p>O grande amor é sempre o próximo.</p>
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