Parábola

October 18th, 2009 § 0

Era uma vez um mercador que vivia entre as cidades impossíveis levando e trazendo o que não era seu para pessoas que pouco tinham a ver consigo. Ia de Calicute, a cidade dos deuses-elefantes, a Madripor, dos prédios de jade; de Bagdá, dos tapetes voadores, a Mu, a cidade afundada. Pasava por Atlântida, por Eldorado, Zion, Ur e Tiges e carregava suas montarias com âmbar, sílex, bronze, ferrro, linho, seda, mirra, ouro, prata, açúcar, pimenta, cravo, canela e arquivos de emipetrês de bandas dos anos 50.

TInha ciência das rotas pelas estrelas, conhecia os povos pelo seu olhar, as comindas pelas cores, os animais pelos grunhidos e cantares, as pedras preciosas por sua sombra e gosto. Era um homem do mundo, enfim.

Numa dessas viagens, após uma semana de caminhada no deserto, olhou o céu para conferir suas anotações e fazer o horóscopo do mês. Depositou a pena e o pergaminho do lado do saco de dormir e se deixou hipnotizar pela fogueira que morria lentamente. Entre as brasas, encontrou seu teto e entendeu que o seu lar era o caminho entre, o meio. Não possuía nada além de si mesmo, entretanto era amarrado por um destino de horizontes abertos e línguas diferentes, cheiro de cavalos, bois e camelos.

Era essa sua nação.

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Sobre Watchmen, o filme, e a violência do ser humano

April 7th, 2009 § 2

Hoje eu li um texto de um amigo que normalmente escreve umas boas piadas que me pegou na virada da esquina. Normalmente ele disserta sobre política, futebol e nerdices afins com uma verve de humor rara. Sarcasmo e ironia de primeiríssima qualidade saem daquelas páginas virtuais e tinta digital.

Mas o puto me manda um texto desconcertante. Uma narrativa inteligente, brincalhona, excepcional e única. O sinal definitivo que o cretino tem um talento inegável e se ele quiser – apenas se ele quiser – se tornará um dos maiores cronistas/contistas/escritores desse país.

É foda ver algo tão raro acontecer ali, na tua frente, na mesa do boteco. Sentir o cheiro da história acontecendo. É de uma violência incomensurável, como se fosse um tapa na cara que ecoasse por meses a vir.

Mas isso até agora não tem nada a ver com Watchmen, exceto o fato que esse mesmo calhorda não tinha lido os gibis até bem pouco tempo – e ele se dizia fã de HQs – mas foi ver o filme com afã de fã, de quem cresceu lendo Alan Moore e tendo sonhos lisérgicos a partir do mofo acumulado em páginas de quadrinhos da Editora Abril e um paralelo forçado que tento fazer.

Quando Watchmen foi anunciado, eu fiquei com os cabelos do pescoço (e até o rego, confesso) arrepiados de expectativa pela estréia. Era um dos meus ícones quadrinísticos migrando de mídia. Já tinha gostado de V de Vingança, mas o tom lírico-anarquista do gibi havia se perdido. Havia amado a versão do Homem de Ferro e gostado muito do novo Hulk (o último filme, o que se passa no Brasil) e achado que finalmente acertaram o tom nos dois Batmen.

Mas treino é treino e jogo é jogo, né? Watchmen e The Dark Knight Returns são quadrinhos-marco da arte seqüencial e, mesmo tendo outras obras que inovaram mais, tiveram melhores roteiros, melhores artes, venderam mais e etc., essas duas sintetizam tudo aquilo que os quadrinhos deixaram de ser nos anos 80 e passariam a ser nos anos seguintes (até voltarem a ser o que eram nos anos 70, mas isso é outro assunto, outro texto, outro blogue).

Quando um quadrinho (ou peça, ou romance, ou canção) migra de mídia e vira filme/série de televisão/desenho animado é esperado que haja concessões na história, no visual e no ritmo da coisa. No caso, comprimiu-se material suficiente para uma minissérie da HBO em quase três horas de filme e – na minha modesta opinião – tivemos um resultado espetacular.

Humor na hora certa (na mais ridícula possível), referências quadrinísticas mantidas e respeitadas, personagens reconhecíveis até na sombra e o grau de suspensão de realidade necessária para o tema. Mas isso não torna o filme genial ou brilhante. O Watchmen, the movie é apenas um puta filme de heróis que tentam salvar o mundo. As discussões, as viagens, os conflitos emocionais, as nuances suaves? Que fiquem no papel, onde funcionam bem melhor que na tela.

O paralelo? Ah! É quando uma pessoa sai da caixinha para fazer algo diferente corre seus riscos. Corre o risco de ser genial.

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Insônia e enxaqueca

February 10th, 2009 § 5

E então eu embarco no ônibus da viação Itapemirim com uma leve dor de cabeça. É fome, penso. Como o lanche que vem de brinde e a diaba não passa. Coloco uns filmes para ver no lepitópi -Battlestar Galatica está sensacional!- e a dor de cabeça só piora. É o balançar do ônibus, penso. Desligo tudo e tento cochilar. Nada. Só começa a espalhar do lugarzinho detrás do olho onde a cefaléia mora, desce pro ombro e se estica como arame até o dedão do pé. É enxaqueca, decreto.

Daí espero a parada de sempre, compro uma caixa de neosaldina -santa salvadora hosana nas alturas- e tomo quatro. Não passa. Quatro horas de batidas na cabeça no vidro entre as cochiladas da viagem para ver se o crânio rachava ou a dor cedia. Nem um nem outro. Chego em sampa e parece que a coisa melhora um pouco. Tô bom, me iludo. Nada feito: era a endorfina da manhã dando o seu alívio. Oito horas decido tomar Novalgina(tm) para ver se a diaba cede. Nada. Mais um grama do remédio santo -salve salve hosana nas alturas- e parece que começa a ceder. Tomo mais dois gramas só para ver se o negócio anda mais rápido. Anda sim e eu chapo na cama como um bebê.

Acordo às 15h com o dia perdido. Ainda bem que avisei à chefe, penso. Agora, às 2h22 fico fazendo desejos de sono de volta.

Saco.

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as viagens

November 20th, 2007 § 1

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idas e vindas não fazem uma viagem.

memórias sim.

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O inferno astral

December 7th, 2006 § 2

publicado em LIVinRooom

publicado na Tribuna da Imprensa

De tempos em tempos, os astros se posicionavam de forma esdrúxula. “Se posicionar” é uma expressão imprecisa. Na verdade, eles faziam o seu percurso diário normal: acordavam, tomavam café da manhã, lavavam o rosto, tiravam as remelas e aparavam as barbas longas e tediosas, davam a descarga no jantar de ontem e escolhiam as roupas que iriam usar naquele dia. Exceto Hélio, que tinha uma coleção de camisas brancas, jeans pretos e sapatos envernizados que parecia nunca acabar.

Bom, eu dizia que se posicionar era uma expressão um tanto quanto exagerada. Na verdade, de tempos em tempos, eles combinavam espezinhar a vida de alguém: um mortal aleatório recebia uma graça inesperada, outro podia pisar nos excrementos de um cão ou ainda acabar completamente com a noite de um pobre mancebo. Isso antes do Viagra.

Em efemérides mais raras, todos os astros se reuniam num mesmo recinto para planejar o que fariam no verão. Todos os sete. Obviamente, isso necessitava uma logística complexa. Luna tinha de comprar o vôo mais em conta, vinda de São Paulo; Hermes tinha que arrumar uma rara folga financeira, dado o seu trabalho de fotógrafo freelancer; Márcio era presença incerta, dados os amores e as inconstâncias dos empregos, viagens e tal; Vênus era fleumática e se irritava só de olharem para ela mas, se chamada, ia. Já os dois velhos…

Conseguiram marcar a data e o local, dentre as diversas agendas. Casa Ulrich, no centro do Rio. Arrumaram uma mesa bem no fundo, debaixo do ar condicionado gélido.

Foram chegando, um a um, sem alarde, ocupando os seus lugares na mesa reservada. Os velhos já estavam assentados quando os outros adentraram. Luna foi a última deles, vindo direto do aeroporto Santos Dummont, ainda carregando a maleta sobre rodas. Acomodou-se à cabeceira do lado de Hélio. Ela não segurou a expressão de surpresa ao ver todos à mesa depois de tanto tempo.

Os chopes eram servidos por garçons que contrariavam a sua programação empregatícia de ignorar mesas grandes, e levavam fartas quantidades de tudo que era pedido, enquanto cada um dos presentes contava as suas desventuras. Normalmente Hélio e os velhos ficavam quietos só censurando quando um ou outro elevava a voz.

Dessa vez não teve muita disputa. Não haveria pomo de ouro, territórios, ou mesmo reinos a serem partidos. Não prenderiam ninguém em pedras para ter o seu fígado devorado por abutres ou mesmo afundariam ilhas-continentes. Apenas pegariam um pobre coitado para espiar o tédio de sua vida eterna.

Escolherem um desinfeliz aleatório que tinha lançado uns olhares famintos para Vênus. Coitado. Estava prestes a encontrar o amor de sua vida, aquela que seria a tríade pessoal encarnada. Seria a sua musa, a mãe de seus filhos e a Ishtar caseira. Aliás, já o era. O problema é que ele ainda não sabia disso.

Os sete sabiam que tirar uma pessoa do seu curso traçado é trazer o inferno à terra e encarnar o fluxo da caixa de pandora numa pobre criatura. Os velhos plantaram discretamente a semente da dúvida no coração do coitado. Daí ele começaria o seu calvário de vinte anos, à semelhança de Ulisses, o perdido.

Os sete saíram dali do mesmo jeito que chegaram. Inconspícuos e sorridentes.

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I´m waiting for the day

September 27th, 2005 § 1

- pós beach boys

Eram três amigos: o Grande, o Gordo e o Burro. Grande era chamado assim porque brincava com todos sobre sua estatura. Era pequeno, bem pequeno. Todo miúdo mesmo. “Eu gosto de armas grandes porque meu pau é curto!” Dizia, ao escolher uma Zweihandder como arma preferida do seu personagem de RPG da semana ou uma M249 no CounterStrike. Fazia isso de brincadeira, é claro. Daquelas brincadeiras que só três amigos entenderiam. A maior parte do papo deles era essa troca de sacanagens sadias que os entretetinham por horas e horas a fio na mesa de bar.

Gordo era o mais calado e o mais sacana dos três. Seus comentários lacônicos eram devastadores. Quase monossilábico, se expressava melhor bebendo, comendo ou rasgando fichas de personagens de RPG. Homofóbico, direitista e anti-estético, era a lady do trio. De certo chorava em propaganda de sabonete com crianças e era o mais empolgado quando saiu da primeira sessão que assitiu do “Sociedade dos Poetas Mortos”. Escondeu lágrimas e soluços no “A Lista de Schindler”. Gordo era assim.

Burro era o falastrão. De prima, diziam que era um gênio. Trabalhava desde os doze anos com programação. Sabia falar de todo e qualquer assunto que pintava em qualquer grupo social. Dizia que não discutia, sofismava. Não debatia, praticava a maiêutica. Enciclopédico, citava duzentos autores sem se repetir. Normalmente ele inventava as citações e os autores na hora. Estranhos se impressionavam com a verborragia e recolhiam as suas armas no embate verbal. “Cara, não sabia que você já tinha usado um mac em 82.” “O mac foi inventado em 84. Eu menti.”

Burro vivia apaixonado. Não aprendia. Mas sempre estava ali, na guerra. Não perdia uma saída com as amigas baranguetes para ver se sobrava uma rapa. Um beijinho na boca de uma menina caída de bêbada que fosse. Mas sempre apaixonado por sua musa, Vênus. Cabelos negros, pele bem branca, olhos negros. Boca vermelha. Fazia merda sobre merda por conta disso, enchia os cornos, pagava paixão em público, cometia poesias. Até pro teatro entrou!

Gordo era um platônico. Apaixonado pela primeira namorada, ainda quando era mais magro, nunca a esquecera. As outras mulheres podiam sentar no seu colo que ele não reagia. Não se sabia se era por medo, timidez ou por inabilidade. Não interessava. Os outros tinham já o seu veredito. “Veado!” Diziam da boca para fora mas sabiam que, no íntimo, Gordo ainda sangrava aquele amor mal-acabado. E nunca iria passar a dor.

Pequero era mais safo com as meninas. Só cantava as lindas, maravilhosas, perfeitas e inatingíveis. Portanto o seu fracasso era mais coroado de méritos, ainda sendo derrotado em cada batalha do bom combate. Juntava-se com Gordo para sacanear Burro nas tentativas de ficar com as mais desarrumadas, desconjuntadas e disformes, mas sabia que Burro tava certo. Ao menos nisso. E sonhava com uma paixão verdadeira, um grande amor.

Cada um foi pro seu canto, ainda que se vissem com regularidade. Gordo foi morar em São Paulo, Burro se formou em Ciência da Computação e Grande virou arquiteto e engenheiro civil. Regularmente viajavam para Sama para zoar Gordo e beber todo o álcool possível daquela cidade.

O tempo foi passando e as viagens começaram a rarear. Gordo casara. “Paulista é muito esquisito mesmo, né Grande?” “Pela primeira vez na vida, concordo contigo.” Cada um foi traçando rumo, trabalhando, estudando, namorando (!) e, eventualmente, saindo para beber.

Nas raras viagens de Gordo de Sampa pro Rio, eles davam um jeito de se encontrar em um boteco novo, previamente aprovado pela seleção de cervejas, petiscos e freqüência feminina, ou apelavam para o bom e velho Sindicato do Chope, na Farme de Amoedo.

“Putaquepariu, caralho. Vocês só vão em bar de veado!” “Porra, o chope lá é bom, e tem história.” “O chope de lá é uma merda, a serpentina tem menos de quinze metros, que é o mínimo aceitável para o líquido sair a quatro graus centígrados que dá tempo para chegar na mesa a dez. Temperatura perfeita para o consumo.” “Ah! Não fode, Burro!” “Burro tá certo. O chope de lá é ruim e só tem veado. Vamos no Bar do Beto.” “Baixo Gávea, então.” “Chope ruim.” “É chope ruim.” “Com gosto de ferrugem.”

Acabavam indo para o Hipódromo mesmo.

Já fazia uns bons ano e meio que não se encontravam. Muito trabalho e email trocado era só de putaria mesmo. RPG não rolava mais. Nem com Burro insistindo para jogar “a nova versão do World of Darkness” ou “no relançamento do do Dungeons and Dragons”. Burro criara um blog pros três, mas pouco postavam por conta de trabalho de cada um mesmo.

Numa tarde, Gordo liga pro Grande: “Tô chegando hoje. Avisa ao viado do Burro que estou na área.” “E a esposa?” “Ex-!” “É ex-posa? HAAHAHAH Tomou pé no cú, cara?” “…” “Er… bom. Te espero no aeroporto. Me liga quando chegar. Tô trabalhando do lado do Santos Dummont.”

Chegou. Foi pego e fez hora no escritório. Gordo tinha um semblante mais fechado, mais triste que de costume. Falou palavra desde que se alojou na frente de um computador que estava vazio. Grande ligou para Burro que confirmou a reserva no Devassa da Barra. “Mas tem de chegar antes das nove senão perdemos o lugar. A serpentina lá tem vinte e cinco metros e a cerveja stout…” “Tá! Tá! Sete e meia passo aí. Gordo se separou. Tá aqui, macambúzio e sorumbático.” “Pô. Não é melhor marcar na Centaurus?” “Porra Burro!” “Sei lá. Vai que ele quer levar seis pra cabine e ficar vendo as meninas correrem peladas dentro do quarto.” “Vamos beber antes. Depois vemos o que rola.”

Chegaram às oito e meia. Mesa boa, dava para ver todo o salão. “Desce três negras. Vocês vão ver! Parece uma Guiness: cermosa, consistente. Uma delícia! Garçom, não deixa o copo secar! Principalmente do meu amigo aqui, esse mais fortinho! Fala alguma coisa, Gordo! Olha lá aquela morena. Ela deve entender do traçado!” “Cala a boca Burro! Porra, não tá vendo que o cara tá maus. Fala Gordo. Como foi a história?” Os dois se calaram e olharam pro Gordo que não tirava a cara inexpressível de quem joga pôquer com a vida. Secou o primeiro chope numa virada. Abriu o menu. Apontou pro garçom uma cachaça. “Traz uma garrafa.” Garçom trouxe e Gordo começou o trabalho.

Fim de noite, Gordo bêbado, Burro bêbado e Grande puto da vida porque tinha de levar os dois para casa.

Eles saindo do Devassa, já quase entrando no carro, param para Gordo vomitar. Burro toma um ar e vê, dentro do bar, dois rostos conhecidos. “Caralho, Grande!” “Eu vi. Vambora.” “Não. É ela!” “Vambora. Isso não vai te fazer bem. Eu tenho um mau pressentimento.” “Tenho de ir lá! Gordo! É ela!” Gordo levanta-se, limpa a baba e recupera-se de pronto. “Luna!” “Putaquepariu. Isso vai dar merda! Pronto. Já deu.”

Grande ficou olhando Gordo e Burro cambalearem para dentro do bar e sentarem-se na mesa das duas. Luna e Vênus. As duas interromperam o beijo e, meio assustadas e meio divertidas olharam as figuras patéticas se acomodarem. Burro, tentando ser galante apesar do álcool e da história; Gordo, apenas mantendo o cenho cerrado, como se criasse uma barragem entre si e ela.

Grande ficou do lado de fora, procurando o telefone no amigo delegado, já prevendo alguma confusão com os seguranças. Espantado, viu as duas se levantarem rindo e os dois pedirem algo ao garçom. Elas saíram do bar e foram até ele. Vênus deu-lhe um beijo na boca. Luna sussurrou-lhe: “Quem teme, não goza.”

Ambas pegaram um taxi que se fundiu à noite.

Grande sentou-se à mesa e juntou-se às libações.

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De prêmios Nobel e sonhos em azul

March 6th, 2005 § 2

para Andrea Capella

Numa noite de insônia, como tantas outras, ele resolveu dar uma volta na praia. Não morava muito longe, uma quadra e meia da praia que, mesmo às 4h da manhã, estava bem freqüentada pela população marginal de uma cidade turística. E, entre putas, pivetes, traficantes, pedintes, população de rua, turistas em busca de sexo barato e bêbados, ele teve uma idéia genial. Aquilo que iria mudar o mundo.

Seriam Vinte Histórias Universais. Daquelas que todos escutam e repetem, verdadeiros Memes Literários, como Branca de Neve, Sete Samurais e O Herói Que Sai De Casa E Volta Maior Que O Mundo.

Apesar disso já ter sido feito várias e várias vezes, o grande diferencial seria a magnitude da obra. Em cada país, ele escolheria um escritor famoso e um ilustrador cujos estilos combinassem e ambos recriariam a história. Então não seriam vinte histórias mas trezentas versões de cada história, recontadas de forma original e ilustradas de maneiras nunca dantes vistas. Haveria espaço para o pesquisador, para o neo-beatnik, para o gótico, para o neo-urbanista, enfim, cada um uma meta-obra em si.

Mas isso não era bastante. Em cada país ele encontraria parceiros que, junto com a Unicef, ajudariam a bancar a produção dos livros que seriam vendidos a uma unidade monetária de cada país, a título de ajuda de custo. As tiragens seriam sempre na casa dos milhões e, em pouco tempo, seria o maior projeto literário do mundo inteiro, desde Gutemberg. Depois, edições encadernadas em aço, uma para cada país participante, guardariam um exemplar de cada obra em cada idoma, preservando a arte e as histórias por si só, seriam distribuidas, juntando-se aos tesouros nacionais. Vinte histórias contadas por todos os povos de várias maneiras possíveis, seria uma obra digna de lembrança por gerações a fio.

Depois viriam os louros, a primeira obra global haveria de ser um sucesso, de certo! quem não gosta de Branca de Neve, dos Irmãos Grimm? Seriam 150 línguas diferentes, já que era um embrião de projeto. Alguns países não botariam fé mas, até no Irã seria publicado. E lá iria ele, receber prêmios e mais prêmios até passar mais tempo nos aviões e aeroportos que em casa, trabalhando.

Mas haveria uma equipe que selecionaria os textos e as artes, espalhada por todo o mundo. E ele coordenaria os prazos de produção e de entrega e os faturamentos. Mas isso não era o que ele quereria para si então ele delegaria a parte burocrática para a própria ONU e seria um embaixador dos contos e rodaria o mundo (185 países) na segunda edição, O Rouxinol do Imperador.

Alguém lhe alertaria que não haveriam tantas histórias assim, então ele pediriria de antemão uma pesquisa sobre as histórias infantis mais difundidas no mundo e ele descobriria que não eram vinte, mas cem, na sexta edição, A Morte de Arthur. Ainda assim, preferiria ficar nas vinte iniciais e desistiria de rodar o mundo todo, apenas indo nos países que recém ingressariam no projeto. Entraria em países em zonas de conflito, mas teria a certeza que estava caminhando com passos que não eram seus, mas da humanidade encarnada, sonhando a vida de alguém.

Nessas viagens, se esqueceria das pessoas que estiveram com ele durante toda a sua vida, da família e da filha que lhe inspirara esse projeto global e, dessa saudade de se lembrar dos que amava, ele sentaria numa cadeira de um aeroporto, viraria para a criança que estaria sentada a seu lado e contaria a única história que ele queria todos conhecessem.

Havia um cavalo azul que pastava nos sonhos das crianças e, quando uma acordava, ele corria e pulava para o sonho de outra para pastar mais sonhos de sorvetes, pés sujos no chão, sorrisos desgovernados, dentes moles e camisas meladas de chocolate.

Mas ele descobriria que estava apenas tentando contar os seus sonhos. E eles não interessavam às crianças que agora leiriam e veriam as maiores histórias da humanidade. Afinal de contas, o que era ele, senão instrumento. Títere de uma força maior que é o legado da humanidade naquilo que ela tem de melhor.

Daí, da praia, ele resolveu comer um cachorro quente, tomar uma coca-cola e voltou para casa, tinha de acordar cedo no dia seguinte e muito trabalho a fazer daí por diante.

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eu queria só um pouco

July 27th, 2004 § 0

escrever aqui algo sobre como nós deixamos de entender o próximo e o transformamos em coisas, em personagens rotulados, arquetipados, sem vida, sem nome ou sobrenome. De como chamamos o garçom de “ô do norte”, independente se ele é gaúcho ou carioca, de como falamos que um trabalho mal-feito é “de preto” ou de como algo que é mais exótico que terno preto com gravata ou um pouco mais femenino que futebol e coceira no saco é chamado de “coisa de veado”.

queria escrever um pouco mais sobre os processos que as metrópolis têm em anonimizar suas multidões e de como nós só conseguimos valer nossos direitos quando passamos a ser alguém reconhecido seja pelo “amigo que dá um jeito” ou da celebridade que não é multada quando estaciona em local proibido e da busca pela notoriedade, não apenas para satisfação do ego, mas para a simples sobrevivência do eu. De como nos transformamos em mini-celebridades dos nossos círculos de amizades (digitais ou não) e nos anulamos nesse processo. De como conhecer mil pessoas rapidamente é mais interessante que ter dois ou três bons e fieis amigos. Pois esses amigos não podem nos “facilitar” uma entrada VIP, mas a centena de conhecidos decerto que sim.

queria escrever algo para quebrar o silêncio que se instaurou em minha mente. Bem alimentada com dezenas (26) livros comprados nos últimos dois meses, bem aquecida com a instalação de um amor 2.5 aspirado, anestesiada com a incerteza do trabalho mas com a possibilidade dos novos projetos, da mudança que se anuncia no horizonte.

queria escrever diariamente os textos que me vêem à mente.

mas hoje (agora) só quero dar um adeus a alguém que, em crença, tinha certeza que o mundo tem de se “iluminar”, que dizia que se projetava astralmente e que cuja fala ininterrupta e feéria foi calada pelo chumbo de um desconhecido. um anônimo que tentou levar o seu carro, veículo para viagens materiais. um anônimo que lhe entregou a passagem para a Derradeira e Definitiva.

adeus Fervil.

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sobre sexo

January 25th, 2004 § 1

A

Acrotomofilia – é a pessoa atraída pela idéia de fazer sexo com multilado ou fantasiar o ato.

Acupressão – arte de estimular os centros de prazer e autocura do corpo por meio de pressão direta sobre áreas específicas .

Acusticofilia – é a pessoa que se excita com sons.

Adereços – objetos especialmente projetodos para os seios e orgãos genitais.

Adolescentilismo parafílico – é a pessoa que encontra prazer sexual vestindo-se como adolescente ou comportando como tal.

Adultério – é a união sexual de pessoas quando pelo menos uma delas é casada com outra.

Afrodisíacos – substância que aumentão ou estimulão o desejo sexual e a resistência. o termo vem de afrodite, a deusa do amor.

Agalmatofilia – refere-se a pessoa s com fetiches de estátuas e manequins.

Agorafilia – são as pessoas que demonstram o dezejo de fazer sexo no quintal, num parque , ou área aberta geralmente geralmente esperimentarão um nível de excitação incomum por estarem fora de casa.

Agrexofilia – refere-se àqueles que são excitados com a perspectiva de que outros possam perceber ou ouvir seu ato sexual. Isto pode ocorrer em hotéis, cenas de sexo em grupo, em lugar aberto, ou durante as visitas de amigos ou parentes.

Alcovitagem – o alcoviteiro é quem arranja prostitutas para uma terceira pessoa ou quem convence alguém a ser se prostituir, providenciando os clientes.

Algofilia – se refere à excitação sexual causada pela sensação de dor.

Almanaques eróticos – revistas e livros que fornecem informações atualizadas sobre atividades internacionais de interesse de pessoas sexualmente ativas.

Alongamento – os alongamentos podem ser permanentes ou temporários. os dois tipos de alongamento são feito para modificar a aparencia dos órgãos genitais ou mamilos e podem causar algum desconforto.

Alogasmia – refere-se àqueles incapazes de atingir o orgasmo sem recorrer a fantasia sobre um parceiro mais desejável do que aquele com que eles estão fazendo sexo.

Amaurofilia – refere-se àqueles que são excitados por um parceiro sexual que não é capaz de vê-los e não se aplica a dois parceiros cegos.

Amuletos – referem-se a cânticos, objetos ou gestos que supostamente têm poderes mágicos.

Anaclitismo – é o ato de atingir excitação sexual adulta por meio de atividades e objetos a que se era exposto quando criança.

Anastemafilia – refere-se a pessoas que se sentem atraídas por outras por causa da diferença de altura.

Androidismo – são usados para descrever robôs ou máquinas programáveis que se assemelham a humanos.

Andromimetofilia – refer-se àqueles que ficam sexualmente excitados por mulheres que imitam homens.

Anisonogâmico – é aquele que sente atração por parceiros muito mais velho ou muito mais novos.

Antropofagia – é o ato de canibalismo.

Autofagia – refere-se à ingestão prócarne.

Apotenofilia – descreve pessoas que ficam excitadas com a idéia de perder um membro ou ter uma parte do corpo removida cirurgicamente.

Aracnefilia – refere-se áqueles que ficam excitados com jogos sexuais envolvendo aranhas.

Arranhão – os arranhões são usados durante o preâmbulo amoroso e o sexo desde tempos remotos.

Artigos de papelaria – esses artigos se direcionam a pessoas de preferência sexual interessadas na expressão erótica.

Asfixia auto-erótica – refere-se ao estrangulamento ou sufocação por auto-indução durante a masturbação.

Assédio sexual – avanços sexuais indesejados.

Ativista – refere-se àquele que coreografam ou se enganjam num jogo sexual direto com o parceiro.

Autogonistofilia – refere-se àqueles que ficam excitados quando estão no palco ou enfrente as câmeras.

Auto-assassinofilia – refere à idealização da própria morte por assassinato.

Automasoquismo – imposição do sofrimento par a reprimir a excitação.

Axilismo – se refer ao uso das axilas no sexo.

B

Balanço – os balanços do sexo são antigas invenções oriental projetada para dar o máximo de prazer sexual.

Bancos de esperma – são locais onde o esperma é depositado para ser usado futuramente na fertilização de mulheres.

Banhos – os banhos foram usados através dos tempos para higiene pessoal, saúde, rituais, religiosos, luxo, socialização, diversão, excitação sexual e encontro com prostitutas.

Beijos – ato de tocar com os lábios em alguém ou algum objeto.

Beliscão – algumas pessoas ficam excitadas ao beliscar o parceiro durante o sexo ou ser beliscada por ele.

Biastofilia – refere-se àqueles que só ficam excitado quando atacam sexualmente uma vítima relutante.

Bissexualismo – o bissexual têm atração pelos dois sexos como parceiros.

Bolinagem – é o ato de excitar uma pessoa sem a intenção de satisfazer o desejo despertado.

Boneca de fornicação – são aquelas produzidas com o objetivo específico de acomodar a penetração genital.

Bordel – são estabelecimentos onde as prostitutas exercem a sua profissão .

Bradicúbia – se refere à técnica em que o homem lentamente introduz e retir a o pênis da vagina ou do ânus do parceiro(a).

Brinquedos de penetração – são instrumentos mecânicos onde o pênis é introduzido para a masturbação.

C

Cabra-cega – ou impedimento manual da visão de um parceiro, obtém vários resultados. A pessoa que perde sua visão temporariamente desenvolve uma grande percepção dos outros sentidos , como o tato.

Caça-gordos – nome que se dá àqueles que se sentem sexualmente atraído por um parceiro obeso.

Cáftens – os cáftens ganham a vida com o lucro obtido na corretagem de prostitutas.

Calabouço – é uma sala especialmente equipada para a atividade sexual.

Candaulismo – refere-se a um grupo de três pessoas em que somente duas fazem sexo enquanto a outra observa, às vezes de dentro do armário.

Característica do líquido seminal – a consistência, sabor e quantidade da secreção vaginal ou do esperma variam de pessoa para pessoa.

Casamentos – é a união entre duas pessoas , geralmente consumida com um voto solene.

Casas de massagem – oferecem vários tipos de massagem.

Castigo da anágua – refere-se á disciplina imposta aos meninos pela qual eram forçados pela mãe, irmã, governanta ou tia a usar “kilt” sem a pochete geralmente pendurada.

Castração – a castração é definida como a remoção dos testículos ou ovários.

Catamitas – os catamitas eram jovens usados por homens mais velhos como amantes.

Cateter – os cateteres são usados em jogos sexuais como um símbolo de controle total sobre o parceiro.

Cativeiro – ato de restringir o movimento de uma pessoa. pode ser físico ou simbólico e envolver muitos métodos diferentes.

Celibato – refere-se à abstinência sexual ou ao estado de uma pessoa que se mantém solteira. é estimulado por várias instituições, governos e religiões por diversas razões.

Cenas médicas – ou a iatronudia se refere àqueles que se fingem de doentes para poder se despir-se em frente do médico.

Cera quente – usada em jogos sexuais para almentar a adrenalina e, consequentemente, a excitação.

Chaperons – eram populares no século 19 . Deviam proteger e supervisionar o comportamento de moças.

Charutos – os charutos são usados como instrumentos de excitação.

Chemise cagoule – era uma espécie de camisolão usado por homens católicos durante a idade média.

Chevalier d’eon – foi um dos primeiros e controversos travestis da europa, cujo nome deu origem ao termo eonismo.

Choque elétrico – o choque elétrico é usado como uma forma de excitação ou tortura leve, dependendo da quantidade de voltagem escolhida pelo receptor.

Cicatriz – provavelmente praticada há muito mais tempo do que sugerem os registros. A primeira evidência foi encontrada em múmias egípcias com 4.200 anos.

Cinto de castidade – os cintos de castidade são semelhantes aos suportes atléticos e destinado a impedir a relação sexual.

Claustrofilia – refere-se àquele que fica sexualmente excitado quando confinado em compartimento pequeno.

Cleptofilia – é o ato de se excitar com o furto.

Clismafilia – os egípcios usavam enemas para aliviar a constipação acreditavam que todas as doenças eram causadas pelo acúmulo de resíduo tóxico no organismo.

Clitoridectomia – procedimento cirúrgico usado para a remoção do clitóris. Até o inicio do século realizada nas mulheres norte-americanas para evitar a masturbação habitual.

Código do lenço – usado por alguns grupos sadomasoquistas e gays. as cores denotam as preferência por atividades sexuais. As cores no lado direito do corpo revelam que o parceiro é passivo. assim as pessoas buscam os lenços adequados no lado oposto do corpo do parceiro em perspectiva.

Coito à cheval – ou sexo em cima do cavalo.

Coito à mammilla – ou a penetração entre os seio, é o ato de ejacular entre os seios.

Coito à unda – refere-se ao sexo dentro d’água .

Colchão de prego – deitar sobre um colchão de pregos é uma forma passiva de masoquismo. este colchão era usado nas religiões orientais para criar sensações intensas.

Compensação sensorial – mecanismo natural do corpo pelo qual regulamos a quantidade de estímulo externo a nível manejável.

Confissões – as confissões, na igreja católica, permitem aos fies serem absorvidos de seus “pecados” .

Constrições – usadas para induzir um estado de transe ou simplesmente para produzir sensações diferentes daquelas normalmente experimentada no sexo.

Coprofagia – é o ato de comer fezes para se excitar.

Coprofilia – se refere à excitação sexual produzida por fezes.

Coprografia – é literalmente, o ato de escrever com fezes, mas é usada aqui para descrever alguém que escrevinha vulgaridades nas paredes de banheiros públicos .

Coquetéis – a palavra coquetel é usada no jogo sexual para descrever a ingestão de fluidos corporais como sangue, sêmen, urina e conteúdos de um enema, de um copo ou cálice.

Coreofilia- refere-se àqueles que se excitam com dança.

Couvade – é o costume do homem se unir à mulher numa experiência simbólica do parto durante o nascimento da criança. Em alguns casos, o pai devia ficar na cama ou isolado por algum tempo depois do parto.

Crematistofilia – refere-se àqueles que ficam excitado ao terem de pagar pelo sexo ou serem roubados.

Cuco – é o marido infeliz.

Culto – os devotos devem apresentar atos ritualísticos de adoração diante de seu deus ou deusa.

Culto a ioni – refere-se a genitália. Ioni possuía qualidade mágicas, e uma mulher podia curar doentes ou afastar tempestades e demônios pelo simples ato de expor sua genitália.

Culto satânico – o culto a satanás como é conhecido hoje só passou a existir quando o cristianismo adotou a filosofia da separação entre o bem e o mal.

Cunilíngua – é o ato de lamber a região genital da mulher e é muito comum entre as diversas culturas do mundo.

Cuspe – usado no sexo como uma forma de humilhação ou como fetiche.

D

Dacrifilia – refere-se àqueles que se excitam ao ver o parceiro com lágrimas nos olhos.

Dança do ventre – ou dança da fertilidade, versão moderna de uma dança religiosa representando o sexo e o parto.

Dança dos sinos – forma de altofragelação ritualística onde a dançarina fura o corpo para pendurar ornamentos por meio de cordões.

Deficiências – incluem incapacidades físicas , doenças sexualmentes tramissíveis (dst), que são incuráveis .

Dendrofilia – refere-se àqueles que sentem atração por árvores.

Dependência amorosa – é o impulso irresistível de fantasiar sobre o objeto do amor.

Depilação – ela consiste na remoção do pêlo por corte, barbeação, eletrólise, arrancamento, ou pelo uso de cera ou cremes.

Desejo de matar – pessoa que mata para fazer sexo com o cadáver, tranferência do comportamento agressivo ou sadismo para um estranho.

Desenhos antropomórficos – significa atribuir caractéristicas humanas a outras entidades, particulamentes animais.

Despedida de solteiro – as festas são promovidas por homens, em homenagem ao amigo que vai se casar e variam de acordo com a moral dos participantes.

Dippoldismo – refere-se àqueles que ficam excitados ao espancar ou flagelar crianças.

Disciplina – termos usados no sadomasoquismo para descrever as normas de obediência, podendo também referir-se às formas de punição usadas para exigir seu cumprimento.

Dismorfofilia – refere-se àqueles que se sentem atraídos por parceiros com deformidade físicas.

Disque informações s/ sexo – esse serviço pode ser patrocinado por instituições de caridade, governo ou iniciativa privada, e responde a dúvida sobre sexualidade.

Dogging – termo inglês para um esporte em que se observa casais fazendo sexo em carros estacionados.

Dominatrix, profissional – é uma mulher que paga para representar uma cena sadomasoquista com um cliente.

Domínio /submissão – o papel de domínio ou submissão é usado no jogo sexual para almentar a intensidade de emoções e o vínculo entre os parceiros.

Dorafilia – é a excitação por pele, couro e pêlo.

Dormir vestido – refere à prática de namoro em que o casal dorme junto completamente vestido e algumas vezes separado por um tábua.

Drag queens – as drag queens têm estilos e objetivos variados. existem gays que se vestem de mulher, prostitutos que se fazem passar por mulheres e outros que consideram a mudança de personalidade catártica, desafiante, divertida e interessante.

D.S.T – Doença sexualmente transmissível , isto é qualquer doença que seja transmitida através do ato sexual

Duchas – consistem em jatos de líquido introduzido na vagina ou no reto. São usadas para fins de higiene, controle da natalidade e jogos sexuais.

E

Ecouteurismo – compreende escutar intencionalmente a conversa particular ou proezas sexuais de alguém por portas, paredes, linhas telefônicas e com aparelhos eletrônicos especiais de escuta.

Ejaculação – é o ato da emissão do esperma pelo homem

Ejaculação precose – ela é definida de muitas maneiras. Ela vai da ejaculação ocorrida em desequílibrio com o uso de espermicidas, substâncias alcalinas e duchas desodorizantes.

Emetofilia – se refer àqueles que se excitam com vômito ou com o ato de vomitar.

Enchimento – introdução de objetos na vagina ou no ânus. Geralmente é feito com alimentos ou bebidas em jogos sexuais consensuais.

Enditofilia – é a preferência por parceiros vestidos.

Ereção – é o ato de o pênis se tornar ereto (duro)

Erótica – termo correntemente usado em referência à literatura ou fotografia que retrata o sexo de uma maneira mais sutil e aceitável socialmente do que a pornografia.

Ertografomania – refer-se ao forte desejo de se escrever cartas de amor ou poemas.

Erotomania – é o termo que define a pessoa que desenvolve uma “convicção avassaladora, atingindo a crença ilusória” de que uma pessoa com quem tem pouco ou nenhum contato está perdidamente apaixonado por ela.

Escopofilia – se refere à excitação sexual através da observação de pessoas ou eventos. Ela inclui voyeurismo.

Escravização branca – refere-se à sedução ou seqüestro de mulheres brancas para trabalhar como prostitutas no estrangeiro.

Escravos – o mais famoso escravo sexual foi o bíblico sansão, capturado pels filisteus e, de acordo com o talmude, usado para inseminar as mulheres com o propósito de gerar uma raça de super humanos.

Espartilhos – o ato de espartilhar se refer à restrição posta à cintura, afirmando-a e dificultando a respiração profunda.

Espectrofilia – se refere-se à excitação sexual causada pelo intercurso com espíritos, fantasmas, anjos e deuses.

Espermatozóides – células reprodutoras masculinas , são lançados junto com o sêmen durante a ejaculação

Esportes sangrentos – atividades sexuais nas quais há ruptura da pele. incluem corte, flebotomia, cicatrização, piercing, queimaduras por tapetes abrasões, depilação, arranhão, vampirismo, flagelação, siurra, marca a ferro, queimadura, etc.

Essayeurs – homem contratados pelos bordéis parisienses, cuja função era acariciar as prostitutas numa atitude de sexo aberto na frente dos clientes tímidos.

Estigmatofilia – é usado para descrever aqueles que se sentem atraídos por tatuagens, adereços, modificações corporais ou cicatrizes no corpo do parceiro ou em sua genitália.

Estimulação sensorial – os métodos de estímulo ao sexo pode ser encontrado entre algumas crianças pequenas quando aprende a se masturbar.

Excitação vicária – se refere àqueles que atuam no lugar de outro, ou nesse caso àqueles que obtém a estimulação vicária pelas ações dos outros.

Estupro – termo usado para denotar o ato de coagir alguém ao sexo (não consensual).

Eugenia – filosofia que preconiza o controle da progênie para fins de pureza genética.

Execuções – os romanos combinavam violência e luxúria no teatro numa escala bem maior. Os jogos envolviam o estupro de crianças por homens e animais, seguindo de mutilação e assassinato.

Exercícios sexuais – são aqueles feito durante o ato sexual e/ou os que tonificam os músculos usados no sexo.

Exibicionismo – é aquele que tem prazer erótico em mostrar a genitália ou outras partes do corpo normalmente consideradas tabu.

F

Facas – o jogo consensual de faca é usado no sexo para criar uma sensação de medo, ansiedade e finalmente confiança.

Fakir Musafar – pseudônimo de um amável e requintado executivo de propaganda de São Francisco, que se aventurou no caminho da investigação e expansão ritualística dos limites do corpo físico, com técnicas usadas por xamãs e outras tribos primitivas do início do século.

Fantasia – as fantasias sexuais são ilusões ou sonhos sobre expriência específicas, e podem ser potencializadas pelo sentimento de culpa ou medo.

Fantasias – aqueles que usam fantasias para maximizar ou minimizar seu poder durante uma cena de sexo: criam a ilusão de variedade sexual, dão uma sensação diferente à própria pessoa, e oferencem os efeitos visuais apropriados à cena teatral de sexo.

Fellatio – refere-se à prática antiga do contato sexual da boca com o pênis.

Feromônios – série de ácidos alifáticos encontrados em primatas, são substâncias secretadas pelo corpo que podem excitar sexualmente um parceiro.

Ferramentas elétricas – usadas em jogos sexuais: brocas, máquinas de tosquiar, tornos, aparador de grama, lixadeiras, ordenhandeira e serras elétricas adaptadas. Os praticantes desse tipo de atividade correm o risco de se mutilar e causar ferimentos sérios ao parceiro.

Ferrão de abelha – é usado para estender a duração do orgasmo, potencializar a sensação do pênis e aumentar sua circunferência.

Fertilização – quando o espermatozóide se funde ao óvulo formando o ovo (inicio da gravidez)

Festivais – a maior parte das festas de hoje derivam de festivais antigos. Estes festivais serviam de alívio temporário a uma vida repressiva, laboriosa ou tediosa.

Fetiches – atração por alguém com físico diferente; organofato: parte do corpo. O fetiche substitui a pessoa como objeto de amor.

Figefilia – refere-se ao prazer sexual originado da fulga.

Filmes da morte – os atores neste tipo de filme matem crianças durante cenas de sexo. São ilegais e somente vendidos no mercado negro; por isso é difícil pbter informações sobre o assunto.

Flagelação – é o ato de sentir prazer com a dor.

Flatulência – refere-se à saída de gases intestinais.

Flebotomia – é a prática da sangria. Era usada para substituir os sacrifícios humanos como oferenda às divindades.

Fobias – uma fobia sexual pode ser causada por culpa social, experiência íntima negativa, falta de prática na manipulação do medo, estresse temporário, ou separação, superproteção, ou rejeição dos pais durante a infância.

Fobofilia – se refere àqueles que ficam excitados com estímulos que provocam medo.

Fotografia – muitas pessoas fotografam seus parceiros ou elas mesmas durante o sexo para olhar as fotos depois.

Frottage – ato de esfregar o corpo contra outros ou contra um objeto para se excitar.

G

Gangues de sexo – refere-se ao sexo em série com mais de dois parceiros.

Gelo – usa do para aumentar a estimulação táctil, confundir ou surpreender o parceiro, retardar o orgasmo, e, como o cateter, uma forma branda de tortura, ou como primeiros socorros para queimaduras.

Genufalação – ato de esfregar o pênis entre os joelhos do parceiro.

Gerontofilia – algumas pessoas sentem atração sexual por parceiros que são significativamente mais velhos.

Ginemimetofilia – se refere àqueles que sentem atração por homens personificado mulheres ou transexuais.

Glande – parte do pênis que corresponde a “cabeça” do pênis

Grampeamento – utilizado em cenas de sadomazoquismo como forma de controle sobre a genitália do parceiro.

Grampos – pequenas peças de metal para serem colocadas em mamilos, genitália, ou qualquer outra parte do corpo.

Grupos de apoio – esses grupos popularizaram-se recentemente. Foram substituídos as famílias ampliadas à medida que os americanos se mudaram em busca de universidade e melhores oportunidades de trabalho.

Gueixas – as gueixas japonesas são mulheres que aprendem a entreter os homens com charme artificial planejado.

H

Haréns – surgiram com a prática da poligamia. O ato de manter as mulheres encerradas era uma forma de protegê-las das escapadas sexuais dos homens da comunidade e da possível reciprocidade feminina.

Harmatofilia – se refere àqueles que se excitam com erros ou a violação de normas.

Harpaxofilia – indica a excitação sexual causada por roubo.

Hebefilia – refere-se à atração por adolescente.

Hedonismo – refere ao estilo de vida baseado fundamentalmente na experimentação do prazer.

Hermafrodita – é a condição de quem tem característica genitais de ambos os sexos devido à produção irregular de hormônios masculinos e femininos durante o desenvolvimento pré-natal.

Heteras – as heteras gregas foram mulheres que ofereciam companhia e diversão durante os séculos 4 e 5 a.c. elas pertenciam à mais alta das três classes de prostitutas gregas.

Heterosexuais – a heterossexualidade é a atração sexual entre indivíduo de sexo diferente.

Hibristofilia – definida como uma parafilia do tipo saqueador/predatório em que a excitação sexual-erótica, a facilitação e obtenção do orgasmo são suscetíveis e dependentes de se estar com um parceiro que cometeu um ultraje ou crime, como estupro, assassinato, ou assalto a mão armada.

Hifefilia – refere-se àqueles que ficam excitados ao tocar tecidos ou peças de roupas.

Higrofilia – refere-se à excitação sexual obtida pelo contato com qualquer tipo de secreção corporal, incluindo nasolíngua (muco nasal), lágrima, saliva, salirofilia (perspiração), vampirismo (sangue), urofilia (urina), coprofilia (fezes), sêmen, e secreçôes vaginais.

Hipnose – estado semelhante ao sono no qual o indivíduo fica suscetível às sugestôes feitas pelo hipnotizador.

Hodofilia – a hodofilia descreve a excitação sexual que as pessoas sentem quando viajam para lugares novos ou para o estrangeiro.

Homofobia – medo de homosexualidade e de suas claras consequências castradoras.

HPV – Vírus do papiloma humano , é o causador do condiloma acuminado ou verruga venérea uma doença sexualmente transmissível

Humilhação – excitação calsada por fraqueza ou hulmildade.

I

Imobilizações – restringem o movimento e são feitas em áreas como os órgãos genitais, pés, rosto, seios, ou em todo o corpo, na forma de mumificação.

Impotência – é a incapacidade de manter uma ereção o tempo suficiente para penetrar um parceiro, mas o orgasmo pode se obtido com a quantidade certa de estímulo.

Infantilismo – refere-se a pessoas que preferem permanecer crianças e que geralmente têm aversão ao corpo de adulto, pêlo facial e genital, ou roupas de adulto.

Infibulição – é o termo usado para a sutura ou atadura do prepúcio sobre o pênis, a sutura dos pequenos lábios com os grandes lábios, ou a sutura do escroto em volta do pênis.

Infusão escrotal – processo pelo qual se injeta uma solução no saco escrotal, também conhecido como “balão” ou inchação escrotal, apesar de esses termos poderem ser usados para descrever a expanção por ar ou gáz.

Insuflação – ou o ato de encher uma pessoa de ar – já foi feita em quase todos os orifícios humanos.

Interrogatório – as formas de interrogatório foram adaptadas para os jogos sexuais de domínio e submissão.

J

Jactância – refere-se “aqueles que ficam excitados ou obtetêm prazer sexual ao vangloriar-se de suas próprias proezas sexuais.

Jatos – os jatos sexuais refere-se à expulsão de fluidos naturais do corpo do parceiro.

Jogos de fantasia – representação simbolica de fantasia sexuais.

Jogos eróticos – um jogo é definido pelo webster como “qualquer brinquedo ou esporte específico envolvendo competições física ou mental sob um sistema de regras específicas”.

K

Kabazzah – refer-se à técnica oriental em que o homem faz o papel de passivo e a mulher usa somente as contrações do músculos abdominais e vaginais para “ordenhar” o pênis.

Karezza – a karezza – acariciar – foi cunhada pela Dra Alice Bunker Stockham em seu livro Tokology (tocologia), de 1883.

Kokigami – (lenço usado por atores japoneses e empregado como adereço; gami: papel) é a arte de envolver o pênis numa fantasia de papel.

L

Lactafilia – é o termo usado para excitação provocada por seios lactantes.

Leilões – os leilões de escravos eram comuns nos estados unidos até cem anos atrás. Os bordéis de nova orleans promoviam leilões de jovens escravas de pele clara.

Leques – usados por muitas senhoritas na europa dos séculos 17 e 18. Este objeto tornou-se indispensável na arte de fletar.

Lésbicas – o nome lésbica se originou na trágica história grega de uma mulher chamada sappho que viveu em cerca de 600 a.c. . Ela supervisionava uma escola de meninas na ilha de Lesbos. Refere-se a (homosexualismo) gays masculinos ou femininos.

Ligação peniana – ato de amarrar o pênis.

Lubrificantes – tanto os homens como as mulheres secretam um lubrificante natural para facilitar o intercurso. O masculino é expelido na pré-ejaculação e o feminino liberado pela parede vaginal durante o processo de excitação.

Luta livre de mulheres – luta entre mulheres sem nenhum tipo de regra. Elas se arranham, mordem, se goivam, puxam-se o cabelo, e rasgam as roupas.

Luta romana – ela causa excitação tanto para os que praticam como para os que espectadores.

Luz – tanto a fertilidade feminina como a masculina são influenciadas pelo ritmo circadiano (ciclo espontâneo metabólicos, glandulares e de sono). A luz natural é parte essencial de nossas vidas sexuais, mas pode ser desconfortável para os olhos.

M

Magick – combina rituais de bruxaria, visualização, controle respiratório, e tantra para uma expereiência sexual suprema.

Maieusiofilia – é a atração sexual sentida por mulheres grávidas.

Marcação a fogo – este processo consiste em imprimir a fogo um símbolo na pele da pessoa e foi usado por governos, religiões e várias tribos.

Marquês de Sade – nobre francês, autor de romances pornográficos.

Masoquismo – os homens obtiam pazer sexual através da punição e dor física.

Massagem – existem vários tipos de massagem , as básicas, usadas para adiquirir intimidade com o parceiro, sem expectitativas do sexo .

Masturbação – é a provocação do orgasmo por estimulação manual.

Masturbação a dois – envolve geralmente dois homens. O prepúcio de um parceiro é empurrado e o do outro é esticado para cobrir a ponta do seu pênis.

Matrimônio – contrato verbal ou escrito que implica alguma forma de compromisso emociaonal ou financeiro entre duas ou mais pessoas.

Maturação – ou envelhecimento – tem muitos efeitos sobre a sexualidade humana. É tão normal como qualquer outro processo de envelhecimento e é vivenciado de formas diferentes por cada pessoa.

Mecanismo de toque – são mecanismo que criam uma barreira entre as pessoas, e ao mesmo tempo, possibilitam o contato sexual pela introdução das maõs em orifícios estrategicamente posicionado.

Ménage à trois – é a cena do sexo grupal envolvendo três pessoas, duas das quais são casadas.

Miscigenação – significa o sexo ou casamento entre duas pessoas de raças diferentes.

Misofilia – atração sentida ao se cheirar, mastigar, ou roçar suportes atléticos, (cinto elástico com proteção para a região genital do homem), calcinha, absorventes, sutiãs, ou outros objetos sujos .

Misógino – o termo é usado para descrever o homem que sente ódio ou aversão às mulheres.

Modificação peniana – significa qualquer alteração física permanente no pênis.

Mordida – e mordição são usadas por alguns para excitar sexualmente o parceiro.

Mortalidade – não existe provavelmente maior ansiedade do que ver ou encarar a morte. A visão de corpos multilados ou mortos estimula algumas pessoas.

Motéis – estes estabelimentos permitem o suingue, apesar de a maioria não apoiá-lo abertamente.

Mucofagia – a ingestão de mucosa nasal é feita como parte da nasolíngua. outros praticam por causa da alta degradação implícita.

Museus eróticos – existem vários museus que exibem coleções de artefatos ou parafernália sexual.

Mutilação – é o ato de ferir alguem; geralmente por punhalada, golpe, ou corte.

N

Namoro – ato de devorar atenção ao parceiro com o propósito de receber amor e/ou casamento em troca.

Narcisismo – os narcisos obtêm prazer sexual de seu próprio corpo ou intelecto.

Narratofilia – refere-se àqueles que ficam excitados ao contar histórias ou piadas sexuais ou ler poemas de amor ou romances de natureza sexual para um parceiro.

Necrofilia – é definida como a atração sexual por cadáveres, sendo considerada uma parafilia rara.

Negociação – ou discussão e acordo sobre as atividades a serem praticadas durante o sexo – pode amenizar os equívocos que amiúde ocorrem entre parceiros.

Niddah – prática religiosa judaica estabelecendo que casais casados mantenham separação física por 10 a 14 dias por mês. As admoestações no “code of jewish” ( tabu menstrual: planejamento familiar natural).

Ninfofilia – designa o amor de uma jovem adolescente por um adulto.

Ninfomania – é o termo usado para as mulheres dotadas de um apetite sexual insaciável.

Ninfotomia – procedimento cirúrgico que consiste na incisão dos lábios.

Normofilia – é a condição de se estar em conformidade sexual com os padrões ditados pelos costumes, religião e autoridade legal.

Nudez – a palavra deriva do latim “nudus”, significado despido ou sem roupa.

O

Oclofilia – se refer àqueles que ficam sexualmente excitados em meio à multidão.

Oculofilia – refere-se àqueles que ficam sexualmente excitados com os olhos de um parceiro.

Oculolíngua – refere-se ao ato de lamber o globo ocular do parceiro como forma de excitar-se.

Odontofilia – refere-se à excitação sexual por dentes.

Oficinas – existem muitas oficinas disponíveis de sexo, intimidade, e relacionamento. esalen fields, no big sur, ensina as pessoas a aceitar a si mesma e aos outros assim como o fazem as oficinas do instituto de conscientização humana de stan dale, na região de são francisco.

Ofidicismo – refere-se àqueles que usam répteis.

Olfação – refere-se à sensibilidade de algumas pessoas em sentir odores.

Orgasmo – não existe nenhuma definição de orgasmo amplamente aceita. O dicionário (webster) define-o como “… excitação emocional intensa e paroxísmica; o clímax da satisfação sexual que ocorre ao fim do coito, geralmente acompanhado, nos homens, da ejaculação”.

Orgias – termo absoleto para sexo grupal . Tal palavra geralmente se refer ao sexo licencioso praticado durante os festivais religiosos, procedidos por abundantes comida e bebida: as dionisíacas, o baal, o carnaval e o festival de primeiro de maio.

Ornamentos pubianos – são expressão artística de nossa sexualidade e geralmente aparecem na forma de pintura do pêlo, barbeação, depilação, pintura corporal, paetês. ou adesivos.

Óvulo – célula reprodutora feminina , um óvulo é lançado em direção as trompas a cada ciclo menstrual ( no período fértil por volta do 14 dia ) visando a fecundação

P

Parafilia – refer-se a atração por pessoas defeituosas, (aberração sexual,anomalia sexual).

Parceiro de aluguel – pessoa que trabalha com os psicólogos para ajudar os pacientes a superar problemas sexuais, e que normalmente paga em torno de mil dólares para fazer um treinamento de 12 semanas em que lhe são ministradas noções de anatomia resposta sexual humana, comunicação, e outros assuntos pertiinentes.

Passivo – aqueles que desempenham o papel submisso no jogo sexual são conhecidos como passivos.

Pecatifilia – é a excitação derivada do pecado. Pode se traduzir num sentimento de culpa.

Pediofilia – refere-se à atração que alguns sentem por bonecas.

Pedofilia – é atração por crianças.

Pênis – é o órgão erétil masculino

Personificação peniana – refere-se a homens que fazem exibição públicas vestidos de mulher.

Piercings – se refere à perfuração temporária da pele.

Pigofilia – refere-se às pessoas que se excitam com carícias, beijos e lambidas na região das nádegas.

Plástica do pêlo pubiano – consiste na remoção permanente do pêlo que contorna um desenho escolhido pela pessoa. As formas mais comuns são corações e triângulos, e são mais marcante em pêlos pubianos espessos.

Plástica dos seios – a modificação da forma dos seios é usada pelas mulheres há milhares de anos.

Poções do amor – diferem dos afrodisíacos pelo ritual mágico exigido para a sua preparação. Eram populares em sociedades onde não havia esposos monógamos.

Poder pessoal – normalmente atua como catálise para os parceiros durante o ato sexual.

Podofilia – refere-se à excitação que certas pessoas sentem diante do pé.

Politerofilia – refere-se àqueles que fazem sexo com uma série de parceiros antes de conseguir atingir o orgasmo.

Polução – a polução sexual é o ato de sujar, profanar, destruir, violar, um objeto de fetiche, o parceiro sexual, ou a si mesmo (automisofilia).

Ponta cabeça – os casais podem gostar de fazer sexo com a mulher de cabeça para baixo (com a cabeça e mãos formando um tripé no chão).

Pornografia – era o trabalho sobre prostitutas e mais tarde passou a incluir qualquer texto especificamente destinado a despertar o desejo sexual.

Posições sexual – as pessoas estão começando a experimentar uma variedade de posições sexuais sem a vergonha e a culpa imposta pela igreja católica, seguidora da doutrina dos estóicos de 100 a.c., pela qual os casais só podiam fazer sexo numa posição supina, com o homem por cima.

Prepúcio – pele que recobre a glande nas pessoas que não foram submetidas a circuncisão

Prisha – é a palavra hebraica para descrever a separação dos sexos.

Privação sensorial – difere da compensação sensorial ao tentar anular os cinco sentidos. Pode incluir atividades como as câmaras de privação sensorial, tanques samádi, ou suspensão.

Prostituição – é a palavra latina para designar a mulher que pratica o ato sexual por dinheiro.

Psicrocismo – refere-se àqueles que ficam excitados com a sensação de frio ou observando alguém com essa sensação.

Punhada – é a introdução da mão na vagina ou no ânus.

Q

Quadoushka – os ensinamentos sexuais do quadoushka são parte da tradição dos índios americanos cherokee. Essa atividades se assemelha ao tantra sexual oriental por enfatizar as técnicas de respiração, o equilíbrio de enegia, e os orgasmos de corpo inteiro.

Queening – designa a prática européia de uma mulher dominadora usar a cabeça do homem como trono.

R

Rabdofilia – descreve aqueles que ficam excitados ao serem chibateados, ou fragelados.

Regulação de oxigênio – usada para intensificar ou protelar a excitação sexual.

Restaurantes eróticos – existem vários tipos desses estabelecimentos. Alguns, como o restaurante suíços hjarter dam, permitem que mulheres dominadoras prendam seus escravos à mesa ou ao pé da cadeira.

Revistas – usadas em cenas sadomasoquistas, na simulação de capturas policiais, revoltas em prisões revistas na alfândega, prisioneiros de guerra, ou abduções alienígenas.

Ritos de fertilidade – a fertilidade, ou a disposição para a fecundação, sempre foi importante. As religiões antigas eram baseadas na necessidade de se possuir sementes férteis, animais, e progênie.

Rituais de sexo – rituais são procedimentos ou cerimônias consagradas pelo uso ou normas e realizadas em ocasiões determinadas.

Rodas de sexo – refere-se à pedofilia e envolve várias crianças e um ou mais adultos.

S

Sacher-Masoch, Leopold Von – romancista da aristocracia austríaca que escreveu histórias sexuais em que os homens eram dominados, humilhados, e disciplinados por belas mulheres.

Sacofricose – prática usada por alguns homens de fazer um buraco no fundo do bolso da frente da calça para facilitar a masturbação.

Sacrifícios – é o ato de tornar um objeto sagrado, ofertando-o à divindade.

Salirirofilia – se refere às pessoas que ficam excitadas com o sabor de fluidos corporais salgados como a perspiração.

Sangria – colocação de um instrumento de sucção na pele, como o propósito de trazer o sangue mais próximo da superfície.

Santo Agostinho – era um norte-africano de tagaste (argélia). junto com são jerome e são gregório (o grande), formulou as primeiras doutrinas da igreja católica.

São Valentin – o dia de São Valentin é celebrado a 14 de fevereiro e em homenagem a dois mártires chamados Valentim: um de Roma, e outro de Terni.

Sati – prática hindu de queimar a viúva com os restos mortais do seu marido.

Satiríase – os sátiros foram notórios personagens da mitologia grega, metade bode metade homem, que serviam ao deus baco (dioniso) e eram conhecidos por sua luxúria e hedonismo.

Sêmen – também chamado de esperma , corresponde as secreções da próstata e vesículas seminais que servem de veiculo aos espermatozóides.

Serenatas – foram populares na europa nos séculos 17 e 18. Os jovens tocavam seus violinos e cantavam nas ruas sob a janela da amada.

Sexo anal – a próstata, semelhantemente ao ponto g feminino, pode ter uma resposta orgástica à pressão ou à manipulação.

Sexo furitivo – refer-se ao outrora popular entretenimento de pôr a mão sob uma fotografia com abertura nas áreas das pernas, seios, ou genitália: a pessoa tem a ilusão de ver genitália ou nádegas reais.

Sexo grupal – refere-se ao sexo entre mais de duas pessoas.

Sexo ilegal – o governo já determinou quais dias os casados poderiam ter sexo, as posições (papai-e-mamãe) que deviam ter usar, o tipo de sexo (penovaginal,beijo, e carícias), e proibiu o uso de contraceptivos.

Sexo seguro – cada tipo de prática sexual requer precauções próprias. Nós começamos a conhecer as necessidades especiais de nosso parceiro com uma conversa franca sobre sua saúde geral.

Sexologia – existem muitos médicos e psicólogos que se celebrizaram por sua compreensão da ciência do sexo e pelas contribuições dadas a ela.

Sexshops – existem várias dessas lojas nos estados unidos, a maioria pertence a mulheres. Por dentro, elas se parecem com lojas de lingerie que oferecem brinquedos eróticos, luvas de pele, vídeos eróticos livros, e loções para o corpo.

Shows eróticos – esses shows variam de acordo com a lei de cada país, a habilidade dos participantes, a criatividade dos produtores, e a quantidade de dinheiro que os donos estejam dispostos a gastar em efeitos especiais.

Siderodromofilia – descreve aqueles que ficam excitados em trens.

Sidrome de Couvade – os homens raramente praticam rituais de couvade nos dias de hoje. Todavia, muitos apresentam sintomas psicossomáticos durante o período de gravidez e parto da mulher.

Sinforofilia – refer-se àqueles que vivenciam excitação sexual ao incendiar apartamentos, hospitais e orfanatos.

Sitofilia – descreve aqueles que usam comidas com o propósito sexual.

Sobrecarga sensorial – ocorre quando existe mais informações num determinado ambiente do que a pessoa é capaz de assimilar.

Sonofilia – refere-se àqueles que ficam sexualmente excitados ao acariciar ou fazer sexo com um parceiro adormecido.

Strip-pôquer – existem muitas versões de strip-pôquer, o jogo de cartas baseados nas regras do pôquer normal.

Striptease – os strippers são pessoas que tiram sua roupa voluntariamente em frente da platéia.

Subpersonalidade – semelhante aos distúrbios de personalidade múltiplos, exerto pelo fato de a mudança de personalidade ser somente temporária e de não se perder discernimento.

Suplementos anais/genitais – os dildos são pênis artificiais ou tampões usados na boca, vagina ou ânus para ajudar à masturbação.

Suspensão – ato de suspender algém no ar por um suporte aéreo que permita algum movimento.

Sutura – usado no jogo sadomasoquista como uma forma de pseudocastração, cativeiro, ou infibulação da genitália.

T

Tafofilia – refere-se àqueles que ficam excitados ao serem sepultados vivos.

Talpotentiginia – descreve a excitação sexual sentida com o calor e temperaturas altas.

Tantra – doutrina hindu védica que se destina a amplicar a união e a ligação sexual.

Tatuagem – processo de puncionar a pele com agulhas e injetar substâncias corantes indeléveis para pintura permanente.

Telefonemas obscenos – excitação obtida ao falar sobre sexo ao telefone.

Telegonia – era a crença de que o primeiro homem a fecundar uma mulher seria automaticamente o genitor de qualquer criança gerada posteriormente.

Testículos – órgão sexual masculino situado na bolsa escrotal, que produzem espermatozóides.

Timofilia – refere-se àqueles que ficam sexualmente atraídos por riqueza ou status.

Toalete – a toalete de um parceiro é mais comumente encontrada entre os primatas, mas os homens também, além da toalete normal que se faz antes do namoro, usam-na no preâmbulo amoroso.

Toque – tocar em alguém cria sensações especiais devido à pressão sobre a pele. (a excitação sexual do estímulo tático pode significar dor para algumas pessoas.

Torniquetes – usados para estancar o fluxo de sangue de uma artéria.

Tortura – é o ato de infligir dor com objetos de extrair informações de alguém não-cooperativo.

Tourada – remanescente dos rituais antigos de fertilidade e dos jogos romanos.

Transexuais – pessoa cujo comportamento se iguala ao do sexo oposto; transposição de gênero: mudança de comportamento entre sexo.

Travestis – homens que desempenham papeis de mulheres.

Treinamento de toalete – atividades praticadas por submissos que desejam se iniciar na coprofagia ou urofilia.

Tricofilia – se refere ao fetiche por pêlo.

Troca – termo usado na comunidade sadomasoquista para designar pessoas que alterernam o papel de passivo/submisso e ativista/dominante.

Troca de casais – costumes antigos de muitas culturas. Os esquimós deixavam suas esposas com um vizinho quando saíam em viagens de caça e durante esse tempo elas deveriam desempenhar o papel de esposa.

Troilismo – descreve o sexo entre três pessoas.

Trompas de falópio – canal que liga os ovários ao útero , pela qual “viaja” o óvulo

Trovadores – viveram durante o séculos 11 e 13, tempo no qual muitos foram mortos pela igreja por heresia. esses homens ensinavam o controle da natalidade, que o sexo podia ser apreciado, e que o amor deveria ser considerado ao se selecionar um parceiro para o casamento.

Túnel do amor – os parques de diversão, até os anos 60, geralmente promoviam um passeio de barco de três a quatro minutos de duração que atravessava um túnel escuro.

U

Unção – se refer àqueles que têm seu corpo coberto ou esfregado com um óleo e então usam o parceiro ou objetos para deslizar sobre ele.

Urofilia – descreve aqueles que obtem prazer sexual de atos envolvendo urina.

Urticação – ato de fragelar a pele com urtigas para esrimulá-la. Isto era feito nos membros dos paralíticos.

Uso de pesos – nos jogos sexuais, os pesos podem ser pendurados nos mamilos, na genitália, ou no piercing.

Útero – parte do aparelho reprodutor feminino onde , se houver a fertilização do óvulo, o feto se desenvolverá

V

Vampirismo – é o ato de beber sangue de alguém.

Vertigem – refere-se à tortura ou à desorientação.

Virgens – se refere àqueles que nunca tiveram relação sexuais por penetração.

Visualização – habilidade de ver um evento, objeto, ou pessoas na sua mente, usada em quase todos os tipos de sexo.

Vitorianismo – termo usado para descrever a repressão sexual e a afetação que se cristalizou na última metade do século 19.

Voyeurismo – ato de observar os outros com o propósito de se excitar sexualmente.

X

Xenofilia – se refere àqueles que ficam sexualmente excitados com estranhos.

Z

Zelofilia – se refere à aqueles que se excitam com o ciúme. a excitação pode ser desencadeada pelo ciúme de um dos parceiros.

Zoofilia – envolve o sexo entre humanos e animais e geralmente toma muito mais formas do que o sexo praticado pelos homens.

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January 16th, 2002 § 1

Ontem, antes de atualizar o blog coletivo da galera do jogo em A casa dos gritos eu deparei com o blog da Lu, o Viagens Diárias e me me dei conta que estava imerso no dia-a-dia de uma pessoa que não conheço.

Foi assim, eu entrei no Blogger e vi o blog da Lu lá, parado, exibido como recentemente atualizado. Eu juro que nunca tive a menor curiosidade de clicar num desses, mas ontem, justamente ontem, fui lá ver do que se tratava.

E não era nada além de um diário público… desses que TODOS fazem e tornam a experiência de navegar mais gostosa…

Não resisti e mandei um email para ela dizendo que fiquei impressionado com a experiência e agradecendo por ela ter dividido parte da sua vida comigo, mesmo que sem intenção.

Hoje, me sinto esquisito, como se precisasse de um espaço meu. Coisa que sempre tive, os meus momentos, os meus pensamentos, as minhas coisas o meu eu. Já não me pertenço mais. Sou de muitos e nesssa multidão que me têm, me esqueço que estou só, comigo mesmo, acho que estou fullfilled, preenchido pela experiência de viver, sendo que tudo o que eu queria era um momento para pensar sobre a vida.

Acho que preciso apenas de um momento de sono profundo e de solidão.

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