A coisa mais interessante sobre o passado é que ele sempre volta. Travestido de lembrança, disfarçado de reencontro, infiltrado num sonho ou num hábito repetido, ele sempre retorna de forma avassalador.
Acachapante, até.
Por vezes, queria que o passado lá ficasse, que o presente sempre me trouxesse o futuro. Ou vice-versa. Por vezes, queria me aninhar lá atrás (engraçado como colocamos o passado atrás da gente, como se fosse a vida, uma estrada ou um rio quando o passado apenas foi-se) e mudar uma A ou B feito. Quase sempre agradeço por ser tudo que fui, não ter sido o que não fui, por cada decisão pensada e errada que tomei e cada desejo certo que cedi. Hoje, agradeço ao passado ter-me batido à porta e dito: “bora aí!”
Engraçado. Hoje, agradeço ao que fui e ao que derramei.