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	<title>a casa do zander&#187; Da arte de zurrar, grasnar e gramar</title>
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	<description>pensamentos esparsos de uma mente desconexa</description>
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		<title>Da arte de zurrar, grasnar e gramar</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 22:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu gostava de me imaginar velho, quando novo. Nunca tive sonhos de uma juventude imorredoura. A velhice me dava um alento de realização que sempre achei muito mais interessante que a energia difusa e desfocada da adolescência. Sou atípico, fato, mas acho que não sou único. Me precede Nelson Rodrigues e tantos outros antes dele. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gostava de me imaginar velho, quando novo. Nunca tive sonhos de uma juventude imorredoura. A velhice me dava um alento de realização que sempre achei muito mais interessante que a energia difusa e desfocada da adolescência. Sou atípico, fato, mas acho que não sou único. Me precede Nelson Rodrigues e tantos outros antes dele. </p>
<p>O que me encantava – encanta – na visão projetada da velhice é a sensação da realização sem a penúria e o esforço do erigir. Era saber que teria uma história que me precederia antes de eu entrar numa sala. Já imaginava as pessoas cochichando: “Olhe lá! Aquele é o Zander Catta Preta! O autor de vinte livros, fala doze línguas e doutor em filosofia. E um gato, no alto dos seus cento e doze anos!”</p>
<p>Mas me enerva ter de gramar por tanto tempo e por tanto nada e por tantas vezes. Sinto-me um jumento mascando a grama da vida a cada dia, sem entender que deitar e rolar na relva úmida de orvalho dá mais prazer que a barriga cheia de celulose e clorofila que sou obrigado a deglutir diariamente. Se a bosta que sai desse processo tivesse serventia, ainda que esse excremento adubasse algo a mais que mais grama, eu ficaria feliz de ser parte do processo de grama-bosta-grama-bosta-grama. </p>
<p>Nesse caso, eu zurraria ao mundo que a grama é boa. “A grama é boa!” E comeria tufos seguidamente e ofereceria mais quantidades aos outros companheiros dizendo que “a grama é boa!” e que “bela bosta” teríamos produzido ao fim de cada dia. Ao cair da noite, me recolheria ao estábulo onde, ainda cansado de tanto gramar, dormiria um sono exausto, suado e sem sonhos.</p>
<p>Mas – o horror! o horror! – por vezes a própria merda que é o que é consumido e com beiços lambidos. Mas aí já não é minha culpa, apenas a desculpa de medíocre ambulante que teima em ser “diferente” da massa que zurra em uníssono comigo. Me porto como quem grasna descontroladamente no meio do quintal verde, cheíssimo da mesmíssima grama. Ali, eu finjo caçar vermes e abano asas inúteis que não me voam e estico o pescoço para grasnar: “A grama é uma merda! A grama é merda!” e bato no próprio peito como se houvesse orgulho em continuar no processo com a revolta juvenil renovada no peito. Mas até isso cansa e volto a abaixar as minhas orelhas, desemplumando-me.</p>
<p>Dado o percurso até aqui, não me surpreendo que, num futuro bem próximo, eu seja olhado com desdém por alguém que se porta como ganso que aponta na coluna da vida os derrotados, os mal-ajambrados, os losers, como se ele próprio se arrolasse entre os winners. Daí, na mesa do boteco semi na moda, ele falaria ao ver o velho passar na Ladeira da Memória:  “Olhe aí! O Zander quase tropeçou em você. Bêbado, mal-ajambrado e frustrado, até que está bem para os seus setenta e dois anos.” “Ele tem quarenta, rapaz. Quarenta.” “Que vida de merda, né?”</p>
<p>Ainda assim espero desalentado o júbilo que o anonimato me reserva.</p>
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		<title>cinco livros bons e um nem tanto assim</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 01:27:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Inicialmente preciso dizer que odeio correntes. Não pelo aspecto social ou de replicação da interconexão dos pontos de propagação desses memes em si, mas por preguiça pura mesmo. Quando minha mãe recebia aqueles envelopes com cartas abençoadas por Santa Edvigies, Aquerupita ou Efidálzia, ela prontamente sentava-se à máquina de escrever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribuna.inf.br/anteriores/2008/maio/22/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p>Inicialmente preciso dizer que odeio correntes. Não pelo aspecto social ou de replicação da interconexão dos pontos de propagação desses memes em si, mas por preguiça pura mesmo.</p>
<p>Quando minha mãe recebia aqueles envelopes com cartas abençoadas por Santa Edvigies, Aquerupita ou Efidálzia, ela prontamente sentava-se à máquina de escrever e copiava copiosamente os textos mal-redigidos que prometiam fortuna eterna ou danação em sete dias, caso não fossem enviadas no menor tempo possível para centenas de pessoas. Hoje, cá com os meus botões, eu daria um emprego ao marqueteiro que bolou esse viral para a ECT.</p>
<p>Rabugices à parte, essa corrente dos livros me cativou na hora que recebi. E o que me animou nem foi tanto a corrente em si, mas saber que quem me enviou é <a href="http://giseli.wordpress.com/">uma consumidora voraz de livros</a>. Ou seja, vindo de quem veio, eu não tinha como recusar. Muito obrigado, <a href="http://giseli.wordpress.com/">Giseli</a>. Vai ter troco!</p>
<p>Bom, vamos aos livros bons:</p>
<p><a href="http://www.rocco.com.br/shopping/ExibirLivro1.asp?Livro_ID=85-325-2056-1"><img class="alignnone size-full wp-image-703" title="extremamente-alto" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/extremamente-alto.jpg" alt="Extremamente Alto e Incrivelmente Perto - Jonathan Safran Foer" width="150" height="225" /></a></p>
<p>1.	<a href="http://www.rocco.com.br/shopping/ExibirLivro1.asp?Livro_ID=85-325-2056-1"><strong>Extremamente Alto e Incrivelmente Perto</strong></a>, de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jonathan_Safran_Foer">Jonathan Safran Foer</a>, conta a história de Oskar Schell, inventor, entomologista amador, francófono, escritor de cartas, pacifista, percucionista, romântico, explorador, joalheiro, detetive, vegetariano e colecionador de borboletas e um menino de nove anos. É apenas a melhor coisa que li nos últimos anos.</p>
<p><a href="http://www.fnac.com.br/product.aspx?idProduct=853590736X&amp;partner=buscape_produto&amp;res=1280"><img class="alignnone size-full wp-image-708" title="eu-receberia-as-piores-noticias-dos-seus-lindos-labios_" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/eu-receberia-as-piores-noticias-dos-seus-lindos-labios1.jpg" alt="Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios - Marçal Aquino" width="180" height="268" /></a></p>
<p>2.	<a href="http://www.fnac.com.br/product.aspx?idProduct=853590736X&amp;partner=buscape_produto&amp;res=1280"><strong>Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios</strong></a>, de <a href="http://www.releituras.com/maquino_menu.asp">Marçal Aquino</a>, traz-nos uma aventura de sexo, vingança e violência no interior da Amazônia. Não bastasse ser sensacional, apenas pela história em si, é uma coletânea de citações dignas de Bernard Shaw ou de Ambrose Bierce. Vale nem que seja para aumentar o repertório de cantadas.</p>
<p><a href="http://www.europanet.com.br/euro2003/index.php?cat_id=638&amp;pag_id=15706"><img class="alignnone size-full wp-image-709" title="o-berro-impresso-das-manchetes_" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/o-berro-impresso-das-manchetes1.jpg" alt="O Berro Impresso das Manchetes - Nelson Rodrigues" width="200" height="279" /></a></p>
<p>3.	<a href="http://www.europanet.com.br/euro2003/index.php?cat_id=638&amp;pag_id=15706"><strong>O Berro Impresso das Manchetes</strong></a>, de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Rodrigues">Nelson Rodrigues</a>. Me diziam que <a href="http://br.wikipedia.org/wiki/Nelson_Rodrigues">Deus está morto e sua palavra chegou até nós</a>. Eu não acreditava, mas agora sou o seu maior discípulo, apóstolo e profeta. Deus – em pt_BR – chama-se Nelson Rodrigues e o cabra é simplesmente o ponto mais alto que eu consigo imaginar na narrativa em língua portuguesa. Não que ele seja perfeito, mas quem quer um Deus literário perfeito? Já temos Shakespeare e Camões ocupando esse posto letra-a-letra. Mas essa coletânea de crônicas me faz torcer por uma peleja de futebol como nunca dantes. Aliás, nunca havia gostado de futebol até ler a palavra de Deus.</p>
<p><a href="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/encyclopedia-of-things-that-never-were.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-706" title="encyclopedia-of-things-that-never-were" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/encyclopedia-of-things-that-never-were.jpg" alt="" width="180" height="254" /></a></p>
<p>4.	<strong>Encyclopedia of Things That Never Were</strong>, de Michael Page e Robert R. Ingpen. Não é um livro para se ler de cabo a rabo, mas para se deitar na rede da casa, sentir a brisa do outono trazendo a noite e a chuva fina enquanto se sente o cheiro do bolo de chocolate solado saindo do forno, um leite gelado com café e manteiga derretida em cima de pães de queijo. Depois, arruma-se tudo no centro da sala com a tevê ligada em algum desenho animado o qual você não prestará atenção. E, súbito, você estará em terras distantes, entre pessoas que nunca existiram. É dos livros que mantêm a criança viva dentro de ti. É alimento para a alma.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fern%C3%A3o_Capelo_Gaivota"><img class="alignnone size-full wp-image-707" title="jonathan-livingston-seagull" src="http://casadozander.com/wp-content/uploads/2008/04/jonathan-livingston-seagull.jpg" alt="Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach" width="200" height="200" /></a></p>
<p>5. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fern%C3%A3o_Capelo_Gaivota"><strong>Fernão Capelo Gaivota</strong>, de Richard Bach</a>. Li quando criança. Reli quando adolescente. Re-reli quando adulto. Não é um exemplo de texto, de mensagem, de qualquer outra coisa mas tenho uma memória afetiva muito boa com esse livro. Li todos os outros do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_bach">Richard Bach</a> até ele embarcar numa viagem mística muito chata. Fica a lembrança boa de lágrimas molhando os olhos no balançar do ônibus para a escola.</p>
<p>Agora vem a parte mais desagradável. O livro ruim. Desagradável porque são tantos, mas tantos, que eu geraria uma legião de ogres ensandecidos que viriam à minha casa com archotes me martirizar. Ou não.</p>
<p><a href="http://casadozander.com/urbanoides"><img class="alignnone" src="http://casadozander.com/urbanoides/urbanoides_capa001pq.gif" alt="" /></a></p>
<p>6. <a href="http://casadozander.com/urbanoides"><strong>Urbanóides</strong></a>, de <a href="http://casadozander.com/">Zander Catta Preta</a> (<a href="http://casadozander.com/urbanoides">http://casadozander.com/urbanoides</a>). É uma obra menor, corrida, mas feita com coração. Baixem. É de graça. Ao menos nenhuma árvore precisa morrer para vocês lerem-no.</p>
<p>Passo a corrente para <a href="http://tabulas.com/~casadagabi/">Gabi</a>, <a href="http://cegossurdoseloucos.com/">Eric</a>, <a href="http://www.oimperador.wordpress.com/">Júlio</a>, <a href="http://wfih.blogspot.com/">Júnior </a>e <a href="http://www.gardenal.org/lounge/">Lia</a> (que provavelmente não a repassarão para ninguém).</p>
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		<title>Farsantes</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jan 2008 02:06:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Num boteco de quinta. “Olá, o senhor é o Zander Catta Preta?” “Sim, eu mesmo.” “O senhor é o que se diz um farsante?” “Exatamente, farsa é o que eu faço, farsante é o que sou.” “O senhor poderia me explicar um pouco melhor?” “Depende. É de interesse profissional ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/fevereiro/28/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p>Num boteco de quinta.</p>
<p>“Olá, o senhor é o Zander Catta Preta?”</p>
<p>“Sim, eu mesmo.”</p>
<p>“O senhor é o que se diz um farsante?”</p>
<p>“Exatamente, farsa é o que eu faço, farsante é o que sou.”</p>
<p>“O senhor poderia me explicar um pouco melhor?”</p>
<p>“Depende. É de interesse profissional ou pessoal?”</p>
<p>“Um pouco de cada. É que não sei bem o que fazer da vida e pensei em entrar nessa área. O senhor tem muita competição?”</p>
<p>“Na verdade, não. O problema são os falsos farsantes. Os que farseam o dia inteiro e se travestem de outras coisas. Eles tomam todo o mercado das farsas e são, hoje, um empecilho para aumentar a lucrabilidade e rentabilidade da farsa produzida honestamente.</p>
<p>“Entendo. E são muitos esses falsos farsantes.”</p>
<p>“São legiões deles. Pior! Se vendem por qualquer ninharia.”</p>
<p>“O senhor não?”</p>
<p>“Só aceito euros. E adiantado.”</p>
<p>“Nossa! O senhor deve ser um farsante conhecido!”</p>
<p>“Farsante conhecido sim, conhecidamente farsante, não. É essa a dica que te dou. Não deixem os outros saberem que é uma farsa, mas faça que os outros te conheçam.”</p>
<p>“Mas como funciona isso? Assim&#8230; tem escola para farsante? Tem faculdade disso?”</p>
<p>“Ter, tem. Mas eles colocam outros nomes nas faculdades. É como o Rotary e o Lions. Todo mundo sabe que eles são sociedades secretas que têm planos de conquista globais, mas se disfarçam de senhores cristãos de meia-idade que engordam nos eventos do clube.”</p>
<p>“Entendo&#8230; entendo&#8230; mas o senhor pode falar um pouco mais desse negócio de farsa? Tem que passar nota? Tem contrato?”</p>
<p>“Olha. É bom sempre deixar tudo por escrito, né? Tem muito pilantra que dá o cano depois da farsa pronta.”</p>
<p>“Mas o pilantra&#8230;”</p>
<p>“Esse você tem que aprender a evitar. Nunca confunda o canalha com o pilantra nem com o biltre. Esse tipo de vilania está fora do nosso escopo, da nossa arte de farsear.”</p>
<p>“E há diferença entre um e outro?”</p>
<p>“Não é clara, límpida e translúcida a diferença?”</p>
<p>“Não consigo ver, não é claro.”</p>
<p>“Se não é claro, é farsa. E se obviamente é uma farsa, na verdade é uma vilania dessas aí. Uma farsa nunca é clara ou óbvia. Mesmo quando é claro e óbvio que se trata de um farsante.”</p>
<p>“Mas eu ainda não entendo.”</p>
<p>“É bem por aí. A farsa não é para ser entendida. Quando há compreensão, ela se morre.”</p>
<p>“Mas isso não é o ilusionismo? A mágica de palco?”</p>
<p>“Isso, menino. O farsante é o mágico das palavras.”</p>
<p>Beberam o chope e pagaram a conta.</p>
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		<title>what your name means</title>
		<link>http://casadozander.com/citacoes/what-your-name-means/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Aug 2007 18:34:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
				<category><![CDATA[citações]]></category>
		<category><![CDATA[tarô]]></category>
		<category><![CDATA[music]]></category>
		<category><![CDATA[sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Zander Catta Preta]]></category>

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		<description><![CDATA[http://www.paulsadowski.com/Numbers.asp You entered: Zander Catta Preta There are 16 letters in your name. Those 16 letters total to 65 There are 6 vowels and 10 consonants in your name. What your first name means: English &#124; Male &#124; Abbreviation of Alexander. Your number is: 11 The characteristics of #11 are: High spiritual plane, intuitive, illumination, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.paulsadowski.com/Numbers.asp">http://www.paulsadowski.com/Numbers.asp</a></p>
<p><strong>You entered:</strong> <strong><em>Zander Catta Preta</em></strong></p>
<p>There are 16 letters in your name.<br />
Those 16 letters total to 65<br />
There are  6 vowels and 10 consonants in your name.</p>
<p><strong>What your first name means:</strong><br />
English | Male | Abbreviation of Alexander.</p>
<p><strong>Your number is:</strong> 11</p>
<p><strong>The characteristics of #11 are: </strong>High spiritual plane, intuitive, illumination, idealist, a dreamer.</p>
<p><strong>The expression or destiny for #11:</strong><br />
Your Expression number is 11. The number 11 is the first of the master numbers. It is associated with idealistic concepts and rather spiritual issues. Accordingly, it is a number with potentials that are somewhat more difficult to live up to. You have the capacity to be inspirational, and the ability to lead merely by your own example. An inborn inner strength and awareness can make you an excellent teacher, social worker, philosopher, or advisor. No matter what area of work you pursue, you are very aware and sensitive to the highest sense of your environment. Your intuition is very strong; in fact, many psychic people and those involved in occult studies have the number 11 expression. You possess a good mind with keen analytical ability. Because of this you can probably succeed in most lines of work, however, you will do better and be happier outside of the business world. Oddly enough, even here you generally succeed, owing to your often original and unusual approach. Nonetheless, you are more content working with your ideals, rather than dollars and cents.</p>
<p>The positive aspect of the number 11 expression is an always idealistic attitude. Your thinking is long term, and you are able to grasp the far-reaching effects of actions and plans. You are disappointed by the shortsighted views of many of your contemporaries. You are deeply concerned and supportive of art, music, or of beauty in any form.</p>
<p>The negative attitudes associated with the number 11 expression include a continuous sense of nervous tension; you may be too sensitive and temperamental. You tend to dream a lot and may be more of a dreamer than a doer. Fantasy and reality sometimes become intermingled and you are sometimes very impractical. You tend to want to spread the illumination of your knowledge to others irrespective of their desire or need.</p>
<p><strong>Your Soul Urge number is:</strong> 5</p>
<p><strong>A Soul Urge number of 5 means: </strong><br />
The 5 soul urge or motivation would like to follow a life of freedom, excitement, adventure and unexpected happening. The idea of travel and freedom to roam intrigues you. You are very much the adventurer at heart. Not particularly concerned about your future or about getting ahead, you can seem superficial and unmotivated.</p>
<p>In a positive sense, the energies of the number 5 make you very adaptable and versatile. You have a natural resourcefulness and enthusiasm that may mark you as a progressive with a good mind and active imagination. You seem to have a natural inclination to be a pace-setter. You are attracted to the unusual and the fast paced.</p>
<p>You may be overly restless and impatient at times. You may dislike the routine work that you are engaged in, and tend to jump from activity to activity, without ever finishing anything. You may have difficulty with responsibility. You don&#8217;t want to be tied down to a relationship, and it may be hard to commit to one person.</p>
<p><strong>Your Inner Dream number is:</strong> 6</p>
<p><strong>An Inner Dream number of 6 means: </strong><br />
You dream of guiding and fostering the perfect family in the perfect home. You crave the devotion from offspring and a loving spouse. You picture yourself in the center of a successful domestic unit.</p>
<p><span id="more-609"></span></p>
<p><strong> You entered:</strong> <strong><em>Alessander Bruno Navarro Catta Preta</em></strong></p>
<p>There are 32 letters in your name.<br />
Those 32 letters total to 128<br />
There are  13 vowels and 19 consonants in your name.</p>
<p><strong>Your number is:</strong> 11</p>
<p><strong>The characteristics of #11 are: </strong>High spiritual plane, intuitive, illumination, idealist, a dreamer.</p>
<p><strong>Your Soul Urge number is:</strong> 1<strong>A Soul Urge number of 1 means: </strong><br />
Your Soul Urge is the number 1. With a Soul Urge number of 1, you want to lead and direct, to work independent of supervision, by yourself or with subordinates. You take pride in your abilities and want to be recognized for them. You may seek opportunities to display your strength and usefulness, wanting to create and originate. In your desire to manage the big picture and the main issues, you may often leave the details to others.</p>
<p>The positive 1 Soul Urge is Ambitious and determined, a leader seeking opportunities. There is a great deal of honesty and loyalty in this character. If you possess positive 1 Soul Urge qualities, you are very attainment oriented and driven to success. You are a loyal friend and strictly fair in your business dealings.</p>
<p>The negative side of the 1 Soul Urge must be avoided. A negative 1 is apt to dominate situations and people; the home, the spouse, the family and the business. Emotions aren&#8217;t strong in this nature. If you possess an excess of 1 energy, you may, at times, be boastful and egotistic. You must avoid being too critical and impatient of trifles. The great need of the 1 Soul Urge is the development of friendliness, and a sincere interest in people.</p>
<p><strong>Your Inner Dream number is:</strong> 1</p>
<p><strong>An Inner Dream number of 1 means: </strong><br />
You dream of being a leader and one who is in charge. You want to be known for your courage, daring, and original ideas. You seek unconquered heights. People may get a first impression that you are very aggressive and sure of yourself.</p>
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		<title>&#8217;bout me</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jul 2007 20:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[publicado na Tribuna da Imprensa Roubaram o meu coração. Não sei onde deixaram. Coloquei aviso em todos os postes da vizinhança. Dizia assim: &#8220;Roubaram um coração. Dono único. É de estimação. Meio louquinho, eu sei, meio vesgo e meio atordoado. De tanto meio me colocava em encrenca a três por dois. Sei que é coração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>publicado na <a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/anteriores/2008/junho/26/bis.asp?bis=cronicas">Tribuna da Imprensa</a></em></p>
<p>Roubaram o meu coração.</p>
<p>Não sei onde deixaram.</p>
<p>Coloquei aviso em todos os postes da vizinhança. Dizia assim: &#8220;Roubaram um coração. Dono único. É de estimação. Meio louquinho, eu sei, meio vesgo e meio atordoado. De tanto meio me colocava em encrenca a três por dois. Sei que é coração miúdo e bobo, mas é meu e quero de volta. Tá fazendo falta aqui em casa. Pago bem a quem encontrar.&#8221;</p>
<p>Não me trouxeram ainda, mas tenho fé que um dia encontrarei.</p>
<p>Acho.<br />
&#8211;<br />
Sou Zander Catta Preta.</p>
<p>Tenho 36 anos, carioca, desterrado em São Paulo. Conto as histórias que vivi como se fosse de outrem. E as histórias dos outros como se fossem minhas. Revelo o patético, o humano, o carnal das relações mais inocentes.</p>
<p>Não há inocência.</p>
<p>Sou um sátiro. Fato, não consigo me conter nas minhas próprias palavras, tenho de vivê-las. Ainda que me esquive das armadilhas, de ser capturado pela luxúria e lascívia e deixar ser levado pelas torrentes de prazer.</p>
<p>Eu era alguém até ontem. Desde o nascimento fui diveresas pessoas, personagens, criaturas. Fato é que não quero ser coisa alguma. Estou sendo. Sou transitório, imperene, diáfano e efêmero.</p>
<p>Quem eu sou? Um mistério em um livro aberto. Uma farsa, cobro em euros e dizem que beijo bem.</p>
<p>&#8212;<br />
meu blog: http://www.z-cp.com/<br />
meu livro: http://www.z-cp.com/urbanoides<br />
&#8212;&#8211;BEGIN GEEK CODE BLOCK&#8212;&#8211;<br />
Version: 3.12<br />
GCC/H/L/P/O d- s: a C++ W+++ N+ w M++<br />
PS++ PE- Y+ t&#8212; 5++ X- R+++ tv-<br />
b+++ DI+++ D G+ h! r+ y*++++<br />
&#8212;&#8212;END GEEK CODE BLOCK&#8212;&#8212;</p>
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		<title>amigo oculto&#8230; secreto&#8230; invisível&#8230; whatever!</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Dec 2006 19:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pois é. Depois de ter ganho um CD do Kenny G e o primeiro livro do Bill Gates, prometi a mim mesmo nunca mais entrar nessa coisa de amigo oculto. Não que seja chato ou me coloque em encrencas, mas normalmente é isso mesmo. Amigos recentes e queridos me convidaram a participar de um amigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é.</p>
<p>Depois de ter ganho um CD do Kenny G e o primeiro livro do Bill Gates, prometi a mim mesmo nunca mais entrar nessa coisa de amigo oculto. Não que seja chato ou me coloque em encrencas, mas normalmente é isso mesmo.</p>
<p><a href="http://blogagi.blogspot.com/">Amigos</a> recentes e queridos me convidaram a participar de um amigo &#8220;secreto&#8221; (argh!) diferente, onde postaríamos alguma coisa para uma um de nós.</p>
<p>Acho que o mecanismo está bem claro na cabeça, né? sorteia-se alguém e escrevemos/desenhamos/fotografamos algo para esse alguém.</p>
<p>Bom, vou manter aqui duas tradições dos amigos ocultos: a primeira é descrever quem eu tirei.</p>
<p>&#8220;A pessoa que eu tirei (ou com quem eu saí, de acordo com algumas regiões de nosso Brasil) é uma menina e tem poucos, pouquíssimos anos. Ok. Quem é da lista já sabe, quem não é (os robôs de busca e os poucos visitantes regulares desse blogue). A minha sorteada é <a href="http://camaleoaaa.blogspot.com/">Samantha</a> <a href="http://camaleoaaa.blogspot.com/">McCartney</a>.&#8221;</p>
<p>E, seguindo a segunda tradição, vou pegar um presente antigo e passar à frente. Ou seja, vou representar um texto daqui.  Sei que é infame, mas tenham paciência com esse decrépito que passou o dia de ressaca da farra de ontem.</p>
<blockquote><p><a rel="bookmark" title="Permanent Link to futuro" href="http://www.z-cp.com/2002/06/07/futuro/"><strong>futuro</strong></a></p>
<p>Um dia hei de conseguir ser:<br />
- mais forte, para poder saber quando ceder;<br />
- mais bravo, para poder saber chorar;<br />
- mais virtuoso, para saber quando errar.</p>
<p>E, nesse dia, não terei mais as amarras dos meus medos,<br />
os grilhões das minhas incertezas,<br />
as grades das minhas dúvidas.</p>
<p>Serei certo e exato.</p>
<p><small><em>zander catta preta</em></small></p></blockquote>
<p>********************************************</p>
<p>Update: Ganhei <a title="A cabana de Pequeno-Bolo" href="http://blog.monicake.com.br/?p=693">post-presente</a>!</p>
<p>********************************************</p>
<p>Brincadeira de post secreto, sugerida pela <a target="_blank" title="Méé!" href="http://www.lilaw.blogger.com.br/">Lilhá</a> e topada pela <a target="_blank" title="casa de massagens" href="http://www.blogagi.blogspot.com/">Blogagi</a>. Cliquem nos links e descubram quem mais participou da brincadeira.</p>
<p><small> </small></p>
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		<title>Que nada aconteça em 2007</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Dec 2006 17:47:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E eis que chega a época do ano que comemos e bebemos indevidamente, gastamos o que não podemos e fazemos as pazes com quem nos quer ver pelas costas. Também é a época de avaliarmos o que foi feito no ano anterior e planejarmos o ano que se seguirá. Também é a época das promoções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E eis que chega a época do ano que comemos e bebemos indevidamente, gastamos o que não podemos e fazemos as pazes com quem nos quer ver pelas costas. Também é a época de avaliarmos o que foi feito no ano anterior e planejarmos o ano que se seguirá. Também é a época das promoções de lojas, de décimo-terceiro e de gente vestida de vermelho e saco grande nas ruas.</p>
<p>Também é época de missiva infame de Zander Catta Preta.</p>
<p><a href="http://www.z-cp.com/2004/12/31/sobre-esse-tal-de-2005-que-ta-chegando-ai/">Dois anos atrás</a> desejei que fôssemos pessoas melhores em 2005, que o mundo mudasse depois de nossas mudanças, que fôssemos exemplos do porvir.</p>
<p>Pois é.</p>
<p><a href="http://www.z-cp.com/2005/12/18/e-eis-que-chega-a-mensagem-de-ano-novo/">Ano passado</a> desejei que 2006 fosse diferente, um ano de mudanças. E que mudanças! De cidade, de emprego, de amores, de colegas. Larguei a zona de conforto por um exílio divertido na maior cidade do Brasil. Não posso dizer que não me arrependo, mas não digo que preferia ficar. Preferi apostar me jogar no desconhecido a repetir a roupa de ontem amanhã. Espero que cada um tenha vivido a sua cota de mudança, de desafio.</p>
<p>Em 2007 eu espero um grande, salgado e amargo, imenso e intenso NADA.</p>
<p>Pois nesse nada quero projetar os meus poucos sonhos que sobreviveram aos 35 anos de realidade implacável, aos 15 anos de vida adulta. Quero que ele seja uma lousa limpa, um caderno sem pautas, um computador reformatado, um bloco vazio, uma tela meio amarrotada.</p>
<p>Sei que cada um de nós tem em suas mãos as ferramentas para criar o seu futuro. Não nos falta coragem, bom senso, competência e talento para criarmos o mundo à nossa imagem ou nos imaginarmos o mundo. Mas o que falta, acho, é a oportunidade para lançarmos o nosso trabalho em terreno virgem.</p>
<p>E o que há de mais virgem que o nada absoluto?</p>
<p>Então façamos assim: zeremos o passado, as relações, as estruturas e responsabilidades. Guardemos-as todas em prateleiras, gavetas e arquivos e encaremos o futuro como a oportunidade definitiva. Se as leis te ofendiam no passado, escreva-as novamente e lance-se como legislador de tua nova nação. Se os teus amores te cerziam a boca e as vontades, reinvente sua forma de amar e beije de um jeito novo as pessoas da tua vida. Lance sua semente nesse terreno limpo, lavado e intocado.</p>
<p>Então ficamos combinados: muito nada para mim e você em 2007.</p>
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		<title>As saudades</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jul 2006 02:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aos associados da AMAZANDER (Associação de Moradores e Amigos de Zander Catta Preta), presentes ou não, os meus sinceros agradecimentos pela atenção dispendida a essa mensagem não-solicitada. Decidi, após deliberar exaustivamente por doze minutos, que esta mensagem eletrônica seria ideal para atualizar os que se interessam, ainda que de uma forma tangencial, pelos fatos mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/zander_cp/190255670/" title="as melenas de Cacá"><img src="http://static.flickr.com/66/190255670_f81e44eece_m.jpg" style="border: 2px solid #000000"  /></a></p>
<p>Aos associados da <strong>AMAZANDER</strong> (Associação de Moradores e Amigos de Zander Catta Preta), presentes ou não, os meus sinceros agradecimentos pela atenção dispendida a essa mensagem não-solicitada.</p>
<p>Decidi, após deliberar exaustivamente por doze minutos, que esta mensagem eletrônica seria ideal para atualizar os que se interessam, ainda que de uma forma tangencial, pelos fatos mais relevantes deste que vos escreve.</p>
<p>Sabemos que a vida não é linear, que as oportunidades e planejamentos que porventura alinhamos para nós mesmos não se manifestam da forma exata que sonhamos e que os nossos mais sinceros desejos se realizam sempre, ainda que ligeiramente distorcidos pelo prisma da realidade. Ou é a lente dos nossos olhos da mente é que usam um grau errado?</p>
<p>Nesta torrente de eventos que se sucedeu no último ano – os que me acompanham de perto foram testemunhas de toda lágrima, bile e mel que destilei nos últimos doze meses –, revi diversos de meus conceitos e decidi que as minhas várias mesas seriam viradas. A mesa pessoal, a profissional e a emocional. Se virei-as certo ou não, saberei em breve. <em>Alea jacta est</em>.</p>
<p>Como conseqüência dessas decisões, mudo-me de cidade.</p>
<p>Abandono, a partir de agosto, as praias, as montanhas, o espírito jocoso e descompromissado, os semideuses e semideusas esculpidos em bronze, as intolerâncias, o único idioma, a teocracia instalada, o relacionar-se leviano e raso, o achar e não saber, o ver e não assistir e todas as demais maravilhas de paisagens humanas e físicas que constróem a cidade que me criou e me erigiu.</p>
<p>Sentirei falta da família, dos chopes <em>ad hoc</em>, do direito de andar de chinelos na rua, dos poentes e do <em>rising sun</em> em Copacabana depois das madrugadas regadas a risos e conversas com amigos de dezenas de anos.</p>
<p>Sentirei falta das ruas que, se minha dislexia não me permite lembrar dos nomes, me acompanham no mapa de minha infância e adolescência, das lojas que cerraram para se transformar em outras lojas, dos cinemas que se transformaram, das bancas de jornais, das faces de quase conhecidos da noite, e dos poucos que carrego e chamo-os de amigos.</p>
<p>Sentirei falta sobretudo de poder estar só e sentir-me pertencendo.</p>
<p>Talvez por tudo isso eu decidi fazer algo banal, que acontece todos os dias, mas que, do alto dos meus trinta e cinco anos, nunca tive bagos e estômago para fazê-lo. Vou para um lugar que é a antítese da cidade que amo de uma forma masoquista, que me maltrata e me acalenta.</p>
<p>Mudo-me para quinhentos quilômetros e uma hora de vôo de distância.</p>
<p>Mudo para um local onde os Grajaús e as Madureiras se sucedem com nomes indígenas, mas onde as ruas ainda têm nomes de flores, pássaros e animais. Mudo-me para terra do dinheiro e da oportunidade, pro coração do Brasil, onde se ouve seis idiomas diferentes em doze quadras, onde carteira é carta e sinal é semáforo, onde os amigos são raros mas bons e a comida é excepcional.</p>
<p>Obviamente a oportunidade de trabalho é maravilhosa, a que sonhei boa parte da minha vida recente. Trabalharei com que gosto e com quem aprenderei a gostar. Obviamente isso não é tudo nem é o motivo principal, apenas é o viabilizador do que me ocorre. Mas é bom sinal. O melhor deles.</p>
<p>Vou amparado, não temam, mas vou com o mais português sentimento de todos.</p>
<p>Eu brincava, quando trabalhava no <em>bureau</em>, nos momentos de maior estresse, que queria ir para casa. De uns anos para cá, tudo que eu sempre quis era ir para casa. Dessperadoramente ir para casa. E minha casa nunca estava lá. Mesmo quando o teto era dividido por aqueles que amo, aqueles que sempre me deram apoio, carinho, amor.</p>
<p>Agora eu posso voltar para casa. Repetidamente. E voltar é sempre bom.</p>
<p>Desejem-me sorte, meus amigos, conhecidos, atuais e antigos colegas, familiares, amantes e ex-amantes. Peço que guardem em seus corações as boas histórias que contei ou fui protagonista. Podem guardar umas duas ou três más também. Afinal falar mal também faz parte do processo.</p>
<p>Eu vou precisar dessa sorte.</p>
<p>Um abraço para quem é de abraço, um beijo para quem é de beijo.</p>
<p>Zander Catta Preta</p>
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		<title>Graffitti</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jul 2006 22:51:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>zander catta preta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Originally uploaded by zander catta preta. Estou aprendendo a olhar o mundo com outros olhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/zander_cp/190254581/" title="photo sharing"><img src="http://static.flickr.com/53/190254581_b4dffa91fe_m.jpg" alt="" style="border: solid 2px #000000;" width="450px"/></a><br />
<em>Originally uploaded by <a href="http://www.flickr.com/people/zander_cp/">zander catta preta</a>.</em></p>
<p>Estou aprendendo a olhar o mundo com outros olhos.</p>
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