Distraído, olhava para o prato e não via que ela me cortejava. Cortejava não, que é brega. Me azarava, me secava, me comia com os olhos. Tentava chamar minha atenção com um vai-e-vem de pernas incessante, expunha o decote que mal escondia os peitos fartos.
Esfomeado, pedi a comida e o suco. Ela se contorcia de tesão, falava alto sobre a falta que lhe fazia um pau. Que os caralhos amigos estavam viajando ou enrolados. Que não tinha mais homem nessa cidade, que precisava mandar vir do estrangeiro. Que eles é que sabiam lhe comer de verdade.
Resignado, pedi a sobremesa e a conta. Ela se emputeceu. Veio até à minha mesa e se declarou. Deixou a vergonha e a compostura para as amigas que, divertidas e animadas, pediam mais uma Serramalte para se juntar às tantas outras já esvaziadas. Abriu a calça, passou a mão nos pelos e na boceta e esfregou o seu cheiro na minha cara. Vem me comer, porra! Olha o jeito que estou.
Excitado, paguei a conta.
Tags: amar, amigos, cidade, conto erótico, dia, sol, sono, tesão