Confesso, a quem interessar possa, o meu vício no que é novo, fresco e sem história. Gosto de inícios, gosto do frisson que dá um projeto, uma idéia, uma paixão, um livro ao sair da bolsa, uma premiére. Gosto do cheiro da tinta no papel quando abro a revista, da roupa desvelada do pacote de presente, do gosto do primeiro beijo do dia, do toque do lençol antes do início do sono.
Adoro começar e teimo em não aprender que o início é a cada dia, a cada nova conversa. Ainda que com as mesmas pessoas, as mesmas caras, os mesmos ares, os mesmos assuntos.
Omnia mutantur, nos et mutamur in illis.
Moço das estréias…
Que lindo :)
Acho que esquecemos disso mesmo, com frequência. Não tem nada que se compare ao começo, seja do que for. A novidade, a excitação, isso só acontece uma vez. Conseguir perceber que tudo é assim todos os dias é uma arte. Quem sabe um dia eu chego lá! :) Beijos!!
Arianos…
“Adoro começar e teimo em não aprender que o início é a cada dia, a cada nova conversa. Ainda que com as mesmas pessoas, as mesmas caras, os mesmos ares, os mesmos assuntos”.
Adoro!
Também tenho o vício dos inícios. O que dói é quando perde-se o encanto da novidade e eu fico perdida, sem saber se sigo ou mudo. Entende?