Até o início da semana, eu estava ensandecido, querendo quebrar minha vida em cacos, e soltá-los ao vento (é claro que após moer bem e servir bem quente, com biscuits de avelã), mas, eis que a calmaria chega. Começo a ver as coisas com mais clareza (apezar da dureza que me acomete ao banco) e me concentro mais no dia-a-dia.

Me disseram que tenho o talento para dizer o óbvio. E que para fazê-lo preciso perceber o que ocorre abaixo da superfície.

Não creio em profundidade. Creio em aparências e essências.

Na verdade, não tenho fé em nada (“A fé é a crença ilógica na ocorrência do improvável.” - Ambroise Bierce), tenho apenas certezas absolutas.