Ele: Você se arrepende de algo? já pensou em desistir?
Ela: Não. Nunca!
Ela olha pros olhos tristes e desanimados dele. Ele está caçando algo entre os pés. Brinca com os dedos na mesa e encara o café como se alguma resposta estivesse misturada entre o açúcar e o creme. Talvez a borra… talvez a fumaça lhe trouxesse uma resposta.
Ela: E você? pensa?
Ele: Sempre. Todo o tempo. Todos os dias. O tempo todo.
Ela: Por quê?
Ele: Porque eu sou eternamente insatisfeito. O que tenho hoje não me contenta. Não me basta. Não acho que tenha nascido para ser realizado de qualquer forma. Fico comparando o agora com o que poderia ser, com o que jamais será.
Ela: E daí?
Ele: Não me arrependo. Nem desisto. Só não sei se as coisas são para sempre. Ou se deveriam ser assim. Para sempre.
Ela: E o que eu faço com isso?
Ele: Não sei. Não é justo, fato. Algumas coisas não deveriam ser ditas ou insinuadas.
Ela: E por que você veio com o assunto à tona?
Ele: Porque isso tem de ser dito.
Ela: Você me ama?
Ele: Amo.
Ela: Você ainda me quer.
Ele: Sempre.
Ela: Então, qual o problema?
Ele: Isso aí, o que temos. Tenho medo de que seja felicidade.
Pedindo lisença para entrar na sua casa :)
Abraçao
Flavio
http://www.paulistando.com.br
Poucos admitem, mas mergulher num mar de felicidade pode ser um túnel lindo só que sem saída, e quando o outro te deixa, vc fica no escuro sozinho se perguntando onde foi aquele colorido todo.
Acho que eu sou como ele.