…mas é algo que endurece o coracao aos poucos, deixar um amor que só faz sangrar…

deixa o campo morrer em si,
espera as chamas assentarem o resto dos outros,
revolve a terra com as cinzas do que partiu,
deixa a natureza sarar o chão.

planta aí, entre a cinza e o sangue,
entre a carne e a alma,
entre o gozo e o gostar,
no meio daquilo que não se separa,
na mistura homogênea e paradoxal que é o ser humano.

planta aí.