Outro dia recebi um email. Um convite, para ser mais preciso, por email. Eu receberia um livro em casa e escreveria sobre ele, falando mal ou bem do bicho. Não sei se eram as fiandeiras do destino querendo que eu lesse (e escrevesse) mais, mas coincidiu que eu estava lançando o meu outro blogue – um livro por semana, igualmente sem fama ou visitação – e eu topei a empreitada na hora.
Semanas se passaram, papos no MSN para um lado e outro, uma lista de livros medonhos – e de auto-ajuda – me assombrando, chega uma simpática caixa do correio. Dentro dela veio o livro Sexo, Drogas e Rolling Stones do José Emilio Rondeau e Nelio Rodrigues. Confesso que nunca fui fã da banda apesar de gostar, obviamente, de cinco ou seis sucessos deles.
Todavia, tinha topado a empreitada e decidi ir até o fim. O livro tava ali e me faltava apenas a parte sofrida da história. Ler o livro.
Certo que seria sofrido – muito trabalho, namorada, crise pessoal, blogue offline, etc. e tal – adiei por uma semana a abertura da caixa e o início da coisa em si. Mas… mas…
O livro abriu-se para mim como uma flor de carne. Sedução imediata pelo texto do José Emilio – que eu admirava e acompanhava desde os idos da revista Bizz, nos anos 80 – e do Nelio, pelas fichas reveladoras de todos os (ex-)integrantes dos Stones desde a fundação, pelas fotos, pelas capas, pelo projeto gráfico. Só a vida, na sua ojeriza pelo prazer fácil e fluido, é que me impediu de ler o bicho de uma sentada só.
Acabei de fechar a última página com uma impressão ótima do bicho.
Primeiro pelo foco das vindas dos roqueiros em terra brasilis. Obviamente foi escrita para massagear o nosso ego coletivo de nação umbigüenta e de baixa auto-estima, mas feita com carinho, já que Nelio Rodrigues já escrevera outro livro com esse mesmo tema, e dá uma pausa gostosa entre os capítulos mais hard do livro.
Em segundo lugar, pela vontade de “quero mais” que deixou nesse não-fã da banda. Acho que vou comprar um ou dois discos dessa “revelação” do r&b. Obviamente o livro me lembra duas desventuras minhas com shows dos stones, mas isso é assunto para outro texto, outro tema.
Bom livro.
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Esse livro me venceu pela linha de apoio chamando o RS de “banda que se recusa a morrer”.
OBS: Caramba, que lay out bonito tu tem!
Hehehe
tenho o prazer de conhecer e de ter trabalhado com zé emílio rondeau nos tempos da bizz.
o cara não só é um PUTA jornalista como escreve bem pra CARALEO. ze emilio rocks!
empresta o livro ^^?
Fala Zander,
Passo aqui pra avisar que mudei o endereço do Para Ler Sem Olhar, e descubro que tem novo blog na área. Vou correndo visitar, até porque sou doido por livros!
Grande abraço,
Diego
Livro Sexo, Drogs e Rolling Stones…
Livro relata os 46 anos de história da maior banda de Rock de todos os tempos…
Ah, seu traquinas. Só porque eu falei que não curtia blog de literatura, tu publicou esse texto aqui, né?
(re re)
(porque o mundo não gira em torno do meu umbigo)
Rachel, eu estou providenciando uma correção nessa minha lacuna musical. Mesmo.
Leandro, eu não sou fã, mas isso não quer dizer que eu não goste! :D
Como assim você não é fã dos Stones? Não imaginei que pudesse existir isso, alguém que não curte esses dinossauros. Estou louco para ler esse livro.
Ah! Rachel, pra mim, Paint in Black é a melhor música deles.
Bão querido, começa com esse Hot Rocks, é tudo de bom. Depois dele você fica fã dos caras.
Paint it Black é a sua cara, by the way.
Beijoca,
Rachel
http://www.cduniverse.com/search/xx/music/pid/4940265/a/Hot+Rocks+1964-1971.htm