pensamentos esparsos de uma mente desconexa
2 jun 2008
Outro dia recebi um email. Um convite, para ser mais preciso, por email. Eu receberia um livro em casa e escreveria sobre ele, falando mal ou bem do bicho. Não sei se eram as fiandeiras do destino querendo que eu lesse (e escrevesse) mais, mas coincidiu que eu estava lançando o meu outro blogue – um livro por semana, igualmente sem fama ou visitação – e eu topei a empreitada na hora.
Semanas se passaram, papos no MSN para um lado e outro, uma lista de livros medonhos – e de auto-ajuda – me assombrando, chega uma simpática caixa do correio. Dentro dela veio o livro Sexo, Drogas e Rolling Stones do José Emilio Rondeau e Nelio Rodrigues. Confesso que nunca fui fã da banda apesar de gostar, obviamente, de cinco ou seis sucessos deles.
Todavia, tinha topado a empreitada e decidi ir até o fim. O livro tava ali e me faltava apenas a parte sofrida da história. Ler o livro.
Certo que seria sofrido – muito trabalho, namorada, crise pessoal, blogue offline, etc. e tal – adiei por uma semana a abertura da caixa e o início da coisa em si. Mas… mas…
O livro abriu-se para mim como uma flor de carne. Sedução imediata pelo texto do José Emilio – que eu admirava e acompanhava desde os idos da revista Bizz, nos anos 80 – e do Nelio, pelas fichas reveladoras de todos os (ex-)integrantes dos Stones desde a fundação, pelas fotos, pelas capas, pelo projeto gráfico. Só a vida, na sua ojeriza pelo prazer fácil e fluido, é que me impediu de ler o bicho de uma sentada só.
Acabei de fechar a última página com uma impressão ótima do bicho.
Primeiro pelo foco das vindas dos roqueiros em terra brasilis. Obviamente foi escrita para massagear o nosso ego coletivo de nação umbigüenta e de baixa auto-estima, mas feita com carinho, já que Nelio Rodrigues já escrevera outro livro com esse mesmo tema, e dá uma pausa gostosa entre os capítulos mais hard do livro.
Em segundo lugar, pela vontade de “quero mais” que deixou nesse não-fã da banda. Acho que vou comprar um ou dois discos dessa “revelação” do r&b. Obviamente o livro me lembra duas desventuras minhas com shows dos stones, mas isso é assunto para outro texto, outro tema.
Bom livro.
8 comentários for "Sexo, drogas e um livro legal"
Bão querido, começa com esse Hot Rocks, é tudo de bom. Depois dele você fica fã dos caras.
Paint it Black é a sua cara, by the way.
Beijoca,
Rachel
http://www.cduniverse.com/search/xx/music/pid/4940265/a/Hot+Rocks+1964-1971.htm
Como assim você não é fã dos Stones? Não imaginei que pudesse existir isso, alguém que não curte esses dinossauros. Estou louco para ler esse livro.
Ah! Rachel, pra mim, Paint in Black é a melhor música deles.
Rachel, eu estou providenciando uma correção nessa minha lacuna musical. Mesmo.
Leandro, eu não sou fã, mas isso não quer dizer que eu não goste! :D
Ah, seu traquinas. Só porque eu falei que não curtia blog de literatura, tu publicou esse texto aqui, né?
(re re)
(porque o mundo não gira em torno do meu umbigo)
Livro Sexo, Drogs e Rolling Stones…
Livro relata os 46 anos de história da maior banda de Rock de todos os tempos…
Fala Zander,
Passo aqui pra avisar que mudei o endereço do Para Ler Sem Olhar, e descubro que tem novo blog na área. Vou correndo visitar, até porque sou doido por livros!
Grande abraço,
Diego
tenho o prazer de conhecer e de ter trabalhado com zé emílio rondeau nos tempos da bizz.
o cara não só é um PUTA jornalista como escreve bem pra CARALEO. ze emilio rocks!
empresta o livro ^^?
Esse livro me venceu pela linha de apoio chamando o RS de “banda que se recusa a morrer”.
OBS: Caramba, que lay out bonito tu tem!
Hehehe
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