Há este delicado ponto de equilíbrio entre reclamar e agir e reclamar e se conformar.
Um otimista como eu vê o momento por que passamos como uma guinada do segundo para o primeiro, mas a eleição de Maluf em Sampa é um golpe contra este meu otimismo que fica me dizendo que é um caso isolado, é um caso isolado…
Quem eu sou? Um mistério em um livro aberto. Uma farsa, um travesti pós moderno. E cobro em euros.
Não sou feito de razões. Estas eu deixo para pagar as minhas contas. O que tenho para o mundo é minha veia aberta, o meu core sangrado e exposto.
Estou na minha quinta década de vida, carioca, desterrado em São Paulo. Conto as histórias que vivi como se fosse de outrem. E as histórias dos outros como se fossem minhas. Revelo o patético, o humano, o carnal das relações mais inocentes.
Não há inocência.
Sou um sátiro. Fato, não consigo me conter nas minhas próprias palavras, tenho de vivê-las. Ainda que me esquive das armadilhas, de ser capturado pela luxúria e lascívia e deixar ser levado pelas torrentes de prazer.
Eu era alguém até ontem. Desde o nascimento fui diveresas pessoas, personagens, criaturas. Fato é que não quero ser coisa alguma. Estou sendo. Sou transitório, imperene, diáfano e efêmero.
Há este delicado ponto de equilíbrio entre reclamar e agir e reclamar e se conformar.
Um otimista como eu vê o momento por que passamos como uma guinada do segundo para o primeiro, mas a eleição de Maluf em Sampa é um golpe contra este meu otimismo que fica me dizendo que é um caso isolado, é um caso isolado…